Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

12 nov

Crise financeira do Estado cada vez mais profunda: Sefaz não consegue quitar a folha de outubro e pede prazo ao funcionalismo até dia 22

O governo do Estado não conseguiu cumprir o seu tradicional cronograma de pagamento da folha de pessoal, que sempre se deu no dia 31 de cada mês, para quem ganha até R$ 3,5 mil reais, e no dia 10 do mês seguinte para os salários de valor superior.

 

O mês de outubro foi pago no dia 31 do mesmo mesmo. Daí para a frente, a coisa complicou. No dia 10, poucos servidores receberam. Para esta segunda-feira, dia 12, está prometido mais um lote. O restante só terá os vencimentos depositados no dia 22, conforme informação distribuída pela própria Secretaria da Fazenda.

 

Daqui para a frente, quanto aos salários, será o que Deus quiser para os funcionários estaduais.

12 nov

Caiado pode inovar e “assumir” ele mesmo a Secretaria de Segurança, que assim não teria um titular e ficaria diretamente subordinada ao Palácio das Esmeraldas

O governador eleito Ronaldo Caiado pode assumir diretamente as funções de secretário de Segurança Pública a partir de 1º de janeiro próximo. Com isso, a pasta não teria um titular e ficaria diretamente subordinada ao Palácio das Esmeraldas.

 

A ideia é inovadora e não tem precedentes em termos de Brasil. Caiado discutiu o assunto no encontro que teve há poucos dias com o futuro ministro da Justiça Sérgio Moro, quando avaliaram, além de políticas de proteção policial da população, a criação de mecanismos conjuntos de combate à corrupção entre o governo de Goiás e o governo federal.

 

Não se trata de decisão já adotada pelo governador eleito. Mas, por enquanto, de uma hipótese em consideração. Com força, diga-se de passagem.

11 nov

Nem a vitória esmagadora de Caiado nem a derrota acachapante de Marconi e seu grupo estão servindo para que ambos os lados façam uma reflexão e ofereçam respostas satisfatórias aos goianos

A eleição passou. Ronaldo Caiado obteve uma vitória consagradora. Marconi Perillo e seu grupo, depois de 20 anos de poder absoluto, foram impiedosamente massacrados. Mas nem um lado nem outro parece ter entendido a lição que veio das urnas.

 

Caiado, mais de mês depois da eleição, ainda não conseguiu mostrar o rumo que o seu governo seguirá, quem fará parte dele, quais serão as premissas da sua ação administrativa. Pior, entregou a uma consultoria de fora a missão de avaliar a situação do Estado e propor uma reforma administrativa – algo que deveria estar em sua cabeça, já que passou mais de ano em campanha, dizendo aos eleitores conhecer profundamente a situação do governo e acreditar que, com as soluções que tinha em vista, haveria como evoluir e resolver os problemas em favor do bem-estar dos goianos.

 

Marconi, aniquilado não apenas com a sua derrota, mas com a de toda a sua base política, escafedeu-se para São Paulo, não se dignou a fazer uma autocrítica ou a dar satisfações aos seus eleitores, recusando-se a avaliar ou a analisar o que aconteceu, deixando para trás Zé Eliton governando Goiás como se nada tivesse acontecido e o Zé chegando ao acinte de convocar parlamentares atuais e eleitos da base aliada para uma reunião em palácio em que deu aula sobre como fazer oposição a um governo que sequer se empossou.

 

Nada disso tem sentido.

07 nov

Transição é encenação que não vai dar em nada: Caiado pode se preparar, porque o governo que vai receber será de terra arrasada – esse o verdadeiro “legado” do Tempo Novo

Já está patente que o processo de transição entre governo e governo que entra não vai dar em nada, ou seja, Ronaldo Caiado vai assumir em 1º de janeiro sem as informações necessárias e estratégicas para que, desde os seus momentos iniciais no Palácio das Esmeraldas, possa tomar as decisões necessárias para reorientar e colocar nos trilhos a pesada máquina administrativa que vai receber.

 

Na verdade, o governo Zé Eliton, que tem no colo a herança dos descalabros praticados pelo Tempo Novo, principalmente neste ano, na tentativa de criar uma condição favorável para enfrentar as eleições, não tem interesse em colocar a descoberto a real situação do Estado – e por isso a transição que foi oferecida a Caiado nunca passou de uma encenação destinada a ganhar tempo, aproveitando-se da pouca ou nenhuma experiência do governador eleito com gestão pública, já que, até hoje, somente exerceu cargos legislativos.

 

Assim, o governo que assumirá no início do ano vai dar seus primeiros passos no escuro. As informações passadas até agora pela comissão de transição são ridículas, já que são mera cópias impressas de dados que estão rotineiramente pendurados no portal de transparência do governo, aliás um bom portal, porém oferecendo dados insuficientes para nortear soluções mais drásticas e radicais a serem inevitavelmente adotadas por Caiado.

03 nov

Tudo caminha para a comprovação da tese deste blog: processo de transição entre governo velho e governo novo não vai dar em nada, já que foi concebido por Zé Eliton como armadilha para Caiado

O governador eleito Ronaldo Caiado não vai ganhar nada, em termos de informações e projeções para os seus primeiros dias de gestão, com o processo de transição supostamente em curso, da maneira como foi concebido pelo governador Zé Eliton – ou seja, a transição está sendo feita de forma a prioritariamente ocultar a real situação do Estado, que é de total descontrole financeiro, além de ter sido concebida como armadilha para produzir argumentos, a serem usados posteriormente, quando se dirá que Caiado, se reclamar de qualquer coisa depois da posse, já sabia de tudo.

 

Uma prova de que a transição, nos termos estabelecidos por Zé Eliton, não passa de empulhação é a entrega de 15 documentos, com mais de 5,5 mil páginas de conteúdo, em formato eletrônico, repletos de informações que… estão disponíveis na transparência do governo na internet e não têm grande importância, como a relação completa com os nomes de todos os servidores estaduais, inclusive pensionistas e aposentados, informação de valor zero para o planejamento de Caiado. Essa é uma estratégia já vista, a de, para atender a pedidos de informações, soterrar o requerente com um volume enorme de documentos e dados de pouca ou nenhuma valía.

 

O que a turma que rodeia o novo governador precisa entender é que qualquer posicionamento da atual administração, com relação a transição, parte do princípio de que há uma situação fiscal calamitosa que precisa ser escondida e adiada para o próximo ano, em termos de conhecimento público. Politicamente, é claro que essa postergação para 2019 seria vantajosa para os tucanos em extinção em Goiás: fora do governo, eles terão melhores condições para apresentar suas narrativas e se contrapor a qualquer denúncia de quebradeira do Estado alegando que Caiado não desceu do palanque e estaria simplesmente inventando situações para denegrir seus adversários.

31 out

Do jeito que as coisas estão indo, parece que Caiado fez campanha e ganhou a eleição sem ter a menor noção do que iria fazer no governo, ao contrário do que sempre garantiu aos eleitores

Quase 30 dias decorridos depois da eleição, quando esmagou os adversários com uma hiperlegitimadora vitória no 1º turno, o governador eleito Ronaldo Caiado ainda não informou com clareza que rumos adotará na sua gestão, quem convocará para o seu quadro de auxiliares e como pretende concretizar as prioridades que anunciou – equilíbrio fiscal, saúde, educação e segurança.

 

Ninguém espera que, no primeiro mês após ser eleito e a 60 dias da posse, um governante já vá adiantando tudo o que pretende fazer, como e com quem pretende trabalhar. Mas um enorme vácuo se abre e é preciso preenchê-lo, para não deixar a população inquieta. Pesa a favor da indefinição de Caiado o fato de que, ao que tudo indica, o Estado que ele vai receber em 1º de janeiro será de terra arrasada. Já se sabe, por exemplo, que o governador Zé Eliton vai entregar o caixa raspado, sem dinheiro sequer para o pagamento da folha de dezembro, que será legada ao novo governo… em aberto. Um caos, enfim.

 

Mas, sabendo de tudo isso, aliás desde a campanha, quais as linhas de ação que Caiado pretende seguir para enfrentar esses problemas? Quem, além da obviedade do senador Wilder Morais, o auxiliará? E por que uma consultoria privada de fora, a quem estão sendo entregues poderes extraordinários para a coleta de informações e a formulação de um projeto de reestruturação administrativa do Estado?

 

São perguntas que se acumulam e Caiado não responde.

30 out

Primo do governador eleito Ronaldo Caiado, advogado Alexandre Caiado registra chapa com seu nome para presidente da OAB-GO

Primo do governador eleito Ronaldo Caiado, o advogado  Alexandre Caiado registrou nesta terça-feira, 30, o seu nome para disputar a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção de Goiás. Ele já é presidente do Sindicato dos Advogados de Goiás.

30 out

Caminho escolhido por Caiado, ao entregar a redefinição da estrutura administrativa do Estado a uma consultoria privada, não condiz com o seu discurso de campanha e nem é o mais correto

É de causar preocupação a decisão anunciada pelo governador eleito Ronaldo Caiado de que competirá a uma consultoria privada – a Comunitas – a missão de avaliar a situação do Estado e a partir daí propor uma nova configuração administrativa para a sua gestão.

 

Caiado talvez não saiba, mas, nos últimos, Goiás se transformou no paraíso das consultorias principalmente paulistas, contratadas pelo governador Marconi Perillo a partir de indicações dos então secretários do Planejamento, Thiago Peixoto, e da Fazenda, Ana Carla Abrão Costa (que inclusive abriu as portas para uma da qual o seu ex-marido é sócio, a Tendências Consultoria). Técnicos de fora e por fora da realidade goiana passaram a ditar os rumos da administração estadual, levando a equívocos que agora vão custar caro para o novo governo, como, por exemplo, a obsessão com a elevação da posição do Estado nos rankings nacionais de competitividade – que, ao contrário, resultou em queda na classificação.

 

Na campanha, o discurso de Caiado foi no sentido de que ele seria profundo conhecedor dos problemas do Estado, que teriam solução desde que sob o comando de um governador dotado de “autoridade moral”, intransigente no combate á corrupção e bem intencionado na tomada de decisões. Mas, agora, essa toada mudou: “A consultoria vai me apresentar um novo organograma, em que a estrutura será redimensionada com novos padrões”, disse o governador eleito ao jornal O Popular, aparentemente se desviando, como se vê, dos compromissos que deixou evidenciados antes da eleição.

 

Consultorias não foram mencionadas na campanha.

29 out

Projeto de Zé Eliton é sobreviver na política ocupando o espaço de Marconi, que ele acredita – embora não diga publicamente – ter sido carbonizado pelas urnas e pela Operação Cash Delivery

Uma ideia cresceu no cérebro do governador Zé Eliton e pode ser percebida com clareza nas entrevistas e discursos após o péssimo resultado que ele e a base aliada colheram nas urnas do último dia 7 de outubro: sobreviver na política ocupando o espaço que o ex-governador e candidato derrotado ao Senado Marconi Perillo está sendo forçado a deixar de ocupar – em razão da severa punição que recebeu do eleitor goiano e do desgaste possivelmente irrecuperável com as ações policiais que culminaram com a sua prisão, no âmbito da Operação Cash Delivery.

 

Com falas messiânicas, Zé transmite a impressão de que se encarregou da missão de conduzir as hostes governistas, agora desalojadas do poder, pela peregrinação através do deserto atrás da Terra Prometida, ou seja, a volta um dia ao paraíso de cargos e recursos do governo de Goiás. Citando Marconi apenas eventualmente, ele disse, por exemplo, a 158 prefeitos reunidos no Palácio das Esmeraldas nesta segunda-feira(foto) que todos poderão contar com ele, daqui para frente, em qualquer circunstância e para qualquer necessidade, mesmo já tendo deixado o cargo de governador. Prometeu até que, periodicamente, visitará cada um dos municípios administrados por prefeitos amigos.

 

Mais uma vez, Zé deu aulas sobre como fazer oposição ao próximo governo e assumiu-se como responsável pela preservação do tal “legado” do Tempo Novo, o mesmo que, em seis meses de governo-tampão, enterrou com uma campanha pessimamente articulada e que chegou a um desfecho melancólico, em 3º lugar, atrás de Daniel Vilela (aquele candidato que não tinha uma fração da estrutura à disposição do Zé).

 

Em política, tudo o que se diz tem significado. E, no caso de Zé Eliton, mais ainda. A ambição de substituir Marconi no comando dos cacos da outrora poderosa base tucana está cada vez mais evidente no Zé.

29 out

PSDB paulista vence com Dória e vai para 28 anos de governo, mostrando aos tucanos de Goiás que o cansaço do eleitor não decorre do tempo de poder, mas sim da competência com é exercido

Com a vitória de João Dória neste domingo, o PSDB de São Paulo estendeu para 28 anos o seu ciclo de poder e ensinou ao país – e ao tucanos de Goiás, principalmente – que o cansaço do eleitorado com um partido político e seus líderes não decorre automaticamente do seu tempo de permanência no governo, mas sim da competência demonstrada ao longo dos anos.

 

São Paulo tem o governo administrativa e financeiramente mais equilibrado de todo o país. O Estado aparece em 1º lugar em todos os rankings de comparação entre as unidades federativas, seja qual for o critério de avaliação. No mais importante de todos, o fiscal, está um século à frente. É esse bom desempenho que fez com que o PSDB paulista, ao contrário do goiano, esteja agora a caminho de quase três décadas de hegemonia política.

 

Um exemplo que Marconi Perillo e sua entourage não seguiram. Hoje, Goiás é um Estado com as finanças arrebentadas, que vai ser entregue a Ronaldo Caiado em situação de terra arrasada. Ao completar 20 anos contínuos de controle do governo do Estado, a avaliação do eleitorado, através das urnas do último dia 7 de outubro, foi a pior possível. Os tucanos foram varridos do mapa, elegendo apenas um deputado federal e seis estaduais, além de ver Marconi em 5º lugar na disputa pelo Senado (em Goiânia e Anápolis, ficou em 6º) e Zé Eliton em 3º na corrida pelo Palácio das Esmeraldas.

 

Como se vê pelo resultado da eleição em São Paulo, não se trata de simples e automática fadiga de poder pelo tempo apenas pelo tempo em que durou, mas de cansaço com a incompetência.

29 out

Caiado tem acordo praticamente fechado com o governo Zé Eliton e a Assembleia para aplicar um corte de 30% nos incentivos fiscais, ainda neste ano, e turbinar o caixa do novo governo

A primeira medida do governo Ronaldo Caiado será tomada antes mesmo da sua posse e visará a reforçar o caixa da nova gestão: um corte de 30% nos incentivos fiscais atualmente em vigor, que poderá aumentar a arrecadação mensal em até R$ 200 milhões de reais, no mínimo.

 

Caiado, pessoalmente, acertou com o governador Zé Eliton o envio de um projeto de lei à Assembleia Legislativa, ainda neste ano, para dar respaldo jurídico ao corte. Entre os deputados estaduais, articuladores do governador eleito já estão negociando a aprovação da matéria, que seria então devolvida ao Poder Executivo e imediatamente sancionada por Zé Eliton – sob o discurso, é claro, de que não é responsável pelo projeto, mas estaria apenas atendendo a uma orientação da futura gestão, dentro do processo de transição.

 

Tradicionalmente, mexer com a política de incentivos fiscais, em Goiás, é como cutucar um vespeiro com vara curta. A reação dos empresários beneficiados costuma ser violenta. Em pelo menos duas ocasiões, em seus dois últimos governos, Marconi Perillo tentou transformar a ideia em realidade, mas acabou sendo obrigado a recuar, em ambas as ocasiões.

 

A parada agora será com Caiado.

28 out

Favas contadas: Álvaro Guimarães está consolidado como o próximo presidente da Assembleia e só precisa agora produzir o consenso em torno da composição da Mesa Diretora

Quem tiver alguma dúvida pode deixar de lado: o deputado Álvaro Guimarães, de Itumbiara, será o próximo presidente da Assembleia Legislativa, não só como o nome preferido pelo governador eleito Ronaldo Caiado para o posto (que tem a ver com a garantia de governabilidade), mas também em razão da sua condição de decano e parlamentar de conduta equilibrada e entendimento com todas as bancadas partidárias com representação na Casa.

 

Para Álvaro, agora, o que resta é a composição da Mesa Diretora, que, obrigatoriamente, deve reproduzir de alguma forma as diversas bancadas que estarão presentes no plenário. Não é um trabalho difícil. E principalmente quando se sabe que a base de apoio a Caiado, na Assembleia, vai acabar ficando entre 30 a 35 parlamentares, margem de superioridade que nem Marconi Perillo, em seus melhores dias, conseguiu atingir.

28 out

Investigações da Operação Cash Delivery sobre origem dos mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo encontrados com Jayme Rincón e seu motorista podem levar a novos pedidos de prisão, inclusive de Marconi

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal intensificaram as investigações sobre a origem dos mais de R$ 1 milhão de reais em dinheiro vivos encontrado na casa do motorista do ex-presidente da Agetop, Jayme Rincón, no final de setembro, durante as ações policiais de busca e apreensão da Operação Cash Delivery.

 

Em depoimentos enquanto ainda estavam presos, tanto Rincón quanto o seu motorista quanto o ex-governador Marconi Perillo recusaram-se a prestar informações sobre essa pequena fortuna – Marconi alegou não saber de nada e Rincón e seu preposto mantiveram-se em silêncio quando a pergunta foi feita, o que tem um enorme significado.

 

Mas rastrear recursos em papel moeda é uma tarefa fácil para quem dispõe dos instrumentos necessários, como acesso ao sigilo bancário e ao controle exercido pelo COAF sobre saques no sistema financeiro. O MPF e a PF, assim, vão acabar chegando à verdade dos fatos, o que, com o acréscimo das informações prestadas por um dono de transportadora, em São Paulo, que se encarregou de levar as propinas da Odebrecht até o apartamento de Rincón na capital paulista – ele transformou-se em delator premiado e já prestou quatro depoimentos – deverá resultar em novo pedido de prisão preventiva contra os integrantes do que a Operação Cash Delivery chama de “organização criminosa” (ORCRIM) liderada por Marconi.

 

Novidades vêm aí, portanto.

27 out

Perplexidade e surpresa: por escrito, Caiado pede a Zé Eliton sugestões para as medidas a serem tomadas nos 100 primeiros dias do novo governo

Gerou perplexidade e surpresa o primeiro questionário encaminhado pelo senador Wilder Morais, representante do governador eleito Ronaldo Caiado no processo de transição entre a velha e a nova gestão.

 

Além de uma série de perguntas, que, em alguns casos, a comissão nomeada pelo governador Zé Eliton considerou ingênuas e até sem sentido, uma questão, em especial, provocou espanto: Caiado, em termos diretos, pede sugestões sobre possíveis medidas a serem adotadas nos seus 100 primeiros dias de mandato.

 

Perplexidade, espanto e surpresa são substantivos educados escolhidos por este blog para evitar o uso do verbete “risos”.

25 out

Com indicação de Wilder e uma equipe técnica de fora, marcando prazo final para novembro, Caiado desarma a bomba que estava sendo montada para ele com a transição manipulada proposta por Zé Eliton

Os primeiros passos do governador eleito Ronaldo Caiado, menos de 15 dias depois de confirmado pelas urnas do 1º turno, mostram que ele é de fato um político habilidoso e experiente.

 

O maior exemplo dessas competências são a postura e as decisões que Caiado adotou em relação ao processo de transição entre governo velho e governo novo. Diante da suspeita de que a gestão findante estava montando uma armadilha com o formato que quis impor para a prestação de informações sobre a atual situação do Estado – que notoriamente não é boa -, ele reagiu com calma e tranquilidade, porém firme como uma estaca de aroeira, ao surpreender com a indicação do senador Wilder Morais para representá-lo e chefiar a equipe técnica que cuidará da transição, pelo seu lado, e ainda inovou ao trazer uma consultoria de fora, portanto isenta e distanciada das paixões políticas estaduais, além de não influenciável pela pompa e circunstância da comissão de medalhões nomeada pelo governador Zé Eliton para interagir com Caiado (e intimidar).

 

Na condição de senador, Wilder Morais está hierarquicamente muito acima de qualquer funcionário do governo, mesmo vacas sagradas como José Carlos Siqueira ou Joaquim Mesquita, que estão no grupo oficial de transição. Atrasar a prestação de informações ou tentar empurrar dados maquiados seria, assim, um desrespeito e um tiro no pé. Para fechar a sua estratégia, Caiado, que só quer conhecer a realidade que vai receber em 1º de janeiro, marcou prazo, até novembro, para encerrar o processo. Isso obriga o Palácio das Esmeraldas a mostrar agilidade, sob pena de ser acusado de falta de transparência e manipulação da verdade. Não vai ser possível enrolar ou mascarar situações comprometedoras.

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