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José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

31 out

Do jeito que as coisas estão indo, parece que Caiado fez campanha e ganhou a eleição sem ter a menor noção do que iria fazer no governo, ao contrário do que sempre garantiu aos eleitores

Quase 30 dias decorridos depois da eleição, quando esmagou os adversários com uma hiperlegitimadora vitória no 1º turno, o governador eleito Ronaldo Caiado ainda não informou com clareza que rumos adotará na sua gestão, quem convocará para o seu quadro de auxiliares e como pretende concretizar as prioridades que anunciou – equilíbrio fiscal, saúde, educação e segurança.

 

Ninguém espera que, no primeiro mês após ser eleito e a 60 dias da posse, um governante já vá adiantando tudo o que pretende fazer, como e com quem pretende trabalhar. Mas um enorme vácuo se abre e é preciso preenchê-lo, para não deixar a população inquieta. Pesa a favor da indefinição de Caiado o fato de que, ao que tudo indica, o Estado que ele vai receber em 1º de janeiro será de terra arrasada. Já se sabe, por exemplo, que o governador Zé Eliton vai entregar o caixa raspado, sem dinheiro sequer para o pagamento da folha de dezembro, que será legada ao novo governo… em aberto. Um caos, enfim.

 

Mas, sabendo de tudo isso, aliás desde a campanha, quais as linhas de ação que Caiado pretende seguir para enfrentar esses problemas? Quem, além da obviedade do senador Wilder Morais, o auxiliará? E por que uma consultoria privada de fora, a quem estão sendo entregues poderes extraordinários para a coleta de informações e a formulação de um projeto de reestruturação administrativa do Estado?

 

São perguntas que se acumulam e Caiado não responde.