Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

03 nov

Tudo caminha para a comprovação da tese deste blog: processo de transição entre governo velho e governo novo não vai dar em nada, já que foi concebido por Zé Eliton como armadilha para Caiado

O governador eleito Ronaldo Caiado não vai ganhar nada, em termos de informações e projeções para os seus primeiros dias de gestão, com o processo de transição supostamente em curso, da maneira como foi concebido pelo governador Zé Eliton – ou seja, a transição está sendo feita de forma a prioritariamente ocultar a real situação do Estado, que é de total descontrole financeiro, além de ter sido concebida como armadilha para produzir argumentos, a serem usados posteriormente, quando se dirá que Caiado, se reclamar de qualquer coisa depois da posse, já sabia de tudo.

 

Uma prova de que a transição, nos termos estabelecidos por Zé Eliton, não passa de empulhação é a entrega de 15 documentos, com mais de 5,5 mil páginas de conteúdo, em formato eletrônico, repletos de informações que… estão disponíveis na transparência do governo na internet e não têm grande importância, como a relação completa com os nomes de todos os servidores estaduais, inclusive pensionistas e aposentados, informação de valor zero para o planejamento de Caiado. Essa é uma estratégia já vista, a de, para atender a pedidos de informações, soterrar o requerente com um volume enorme de documentos e dados de pouca ou nenhuma valía.

 

O que a turma que rodeia o novo governador precisa entender é que qualquer posicionamento da atual administração, com relação a transição, parte do princípio de que há uma situação fiscal calamitosa que precisa ser escondida e adiada para o próximo ano, em termos de conhecimento público. Politicamente, é claro que essa postergação para 2019 seria vantajosa para os tucanos em extinção em Goiás: fora do governo, eles terão melhores condições para apresentar suas narrativas e se contrapor a qualquer denúncia de quebradeira do Estado alegando que Caiado não desceu do palanque e estaria simplesmente inventando situações para denegrir seus adversários.