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José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

06 dez

Ministério Público Federal insiste na tese de que Marconi lidera uma organização criminosa, com Jayme Rincón de braço direito, que “continua em plena atividade de coleta de propina”

O procurador Hélio Telho, que atua no Ministério Público Federal, afirma nos pedidos de prisão de Jayme Rincon e Júlio Vaz, detidos nesta quinta-feira pela Operação Confraria, que o ex-governador Marconi Perillo é o líder de uma organização criminosa que atua dentro do governo do Estado – que “continua em plena atividade de coleta de propina e lavagem de dinheiro, não se limitando apenas à Odebrecht, mas a outras fontes de recursos ilícitos, envolvendo além da Agetop, também a Codego e a Saneago”.

 

Telho apresenta conexões entre o esquema integrado por Júlio Vaz, presidente da Codego, e o pilotado por Jayme Rincón, que recebia em seu apartamento em São Paulo pacotes de dinheiro vivo enviados pela Odebrecht para Marconi. Em dias de entregas, há registros de contatos telefônicos entre Júlio Vaz e o diretor da Codego Márcio Gomes Borges com Jayme Rincón e também com os dois policiais militares que atuavam no transporte dos valores.