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José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

12 dez

Mais duas bombas fiscais para explodir no colo de Caiado: o aumento retroativo a 2016 para o Poder Judiciário e um programa de bônus sem critérios para os professores da rede estadual

Além da reinstituição, sem grandes mudanças, dos incentivos fiscais e de um programa de anistia de dívidas de ICMS que aceita papeis podres para pagar débitos com a Secretaria da Fazenda, o governador eleito Ronaldo Caiado vai receber no colo mais duas bombas financeiras: uma, o aumento de 10% anuais retroativo a 2016 para o pessoal do Poder Judiciário, que já está na Assembleia para votação, e outra a renovação de um programa de bônus para os professores da rede estadual, este aprovado pelo Legislativo e sancionado pelo governador Zé Eliton debaixo da maior reserva.

 

No caso do aumento do Judiciário, o rombo, para o governo Caiado, poderá ultrapassar R$ 400 milhões de reais em atrasados e um valor superior a R$ 30 milhões de janeiro em diante. Como sempre acontece nesses, os números divulgados não possuem nenhuma comprovação e provavelmente serão muito maiores.

 

Quanto ao Programa Reconhecer, ele já existia, mas precisava ser renovado – em junho, para ser pago em agosto. Só que o governador Zé Eliton não se mexeu. Agora, no apagar das luzes do seu mandato tampão, sob orientação da ex-secretária da Educação Raquel Teixeira, que quer deixar um “legado” para o magistério estadual, mandou sem alarde o projeto de reimplantação do programa para a Assembleia, mas com apenas duas páginas (o anterior tinha mais de quatro), simplificando e omitindo critérios (por exemplo, se o professor registrasse faltas, em qualquer hipótese, ficaria excluído). Na sua versão anterior, o Reconhecer custava em torno de 14 milhões por vez, mas agora, sem nenhuma exigência, deve ultrapassar o dobro com facilidade.

 

Caiado, para quem vai a conta, ou concordou ou não disse nada.