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José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

09 jan

Investigação policial derruba o nome de Marconi para próximo presidente do PSDB, que será escolhido em maio e será definido por João Dória e Geraldo Alckmin (amigos do tucano goiano)

O próximo presidente nacional do PSDB será eleito em maio próximo e será definido em sintonia entre o governador de São Paulo João Dória e o ex Geraldo Alckmin. Ambos são amigos do peito do ex-governador Marconi Perillo(foto acima, dos velhos e bons tempos) e não hesitariam em indicar o seu nome para o posto, mas estão com as mãos amarradas diante das investigações policiais sobre o tucano goiano.

 

É só um exemplo dos prejuízos que Marconi está sofrendo por ter se transformado em alvo de uma sequência de operações policiais – no mínimo cinco, a Monte Carlo, a Lava Jato, a Decantação, a Cash Delivery e a Compadrio, sendo que nessas duas últimas ele foi apontado como “chefe de uma quadrilha especializada em desviar recursos públicos”.

 

Tudo isso inviabilizou o nome do ex-governador de Goiás não só em Goiás, mas para qualquer vôo nacional – e pode, inclusive, comprometer a consultoria que está prestando à Companhia Siderúrgica Nacional, ajeitada por João Dória. Se houver novos desdobramentos para essas ações policiais, envolvendo Marconi, ele dificilmente terá o seuj vínculo com a CSN mantido, já que a companhia obedece a rígidas normas de governança em razão das ações que tem negociadas no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo.

 

Marconi está morando em São Paulo. Não se afastou da política, no entanto, nem de Goiás. Quando vem a Goiânia, monta uma agenda de conversas no seu escritório no setor Sul, chamando políticos de confiança e falando em estruturar uma oposição sólida e aguerrida ao governador Ronaldo Caiado. Até agora, não tem colhido nenhum resultado.