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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

22 mar

Candidatura de Daniel Vilela a presidente nacional do MDB tem viabilidade, mas é jogada de alto risco para o filho de Maguito: mais uma derrota e estará colada nele a etiqueta de perdedor

A candidatura do ex-deputado federal e atual presidente do diretório estadual do MDB Daniel Vilela a presidente nacional do partido é viável, quer dizer, não representa um passo maior que as suas pernas e pode, sim, vir a ser bem sucedida, mas também embute um risco terrível, o de, mais uma vez derrotado, colocar no jovem filho de Maguito a pecha de perdedor.

 

Daniel foi um bom deputado federal, ocupou comissões e relatorias de importância na Câmara, tornou-se conhecido em Brasília e, de resto, tem o pai como principal cabo eleitoral, com o seu indiscutível bom trânsito na cúpula nacional emedebista. Maguito, aliás, também  já disputou – e fracassou – a presidência nacional da agremiação. Para o MDB, hoje cansado de guerra e em processo de esvaziamento, sem espaços expressivos no Congresso ou no poder federal, o postulante de Goiás oferece a vantagem de uma cara nova e razoável injeção de sangue fresco para uma possível (e difícil) revitalização política.

 

É um passo ousado, mais que a candidatura a governador, na eleição passada, quando Daniel realizou a façanha de superar o candidato do governo, Zé Eliton, e se classificar em 2º lugar, embora com um número de votos muito pequeno e à distância enorme de Ronaldo Caiado, que venceu com 60% dos votos no 1º turno. Mas… pode dar certo.