Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

13 abr

Depois de quase 4 meses de governo e 7 meses desde a eleição, reforma administrativa será finalmente enviada à Assembleia e vai mostrar a ideia que Caiado tem para o formato do seu governo

Finalmente, depois de quase quatro meses de governo e sete meses desde a eleição, o governador Ronaldo Caiado dará um passo – concreto – da maior importância para a definição do futuro da sua gestão: está confirmado para a semana que vem o encaminhamento da reforma administrativa para a apreciação da Assembleia Legislativa, onde se supõe que, também enfim, o Palácio das Esmeraldas contaria com uma base de apoio suficiente para aprovar a matéria sem maiores modificações.

 

Batizada de “segunda parte” da reforma administrativa, o que se terá para valer é possivelmente uma verdadeira proposta de formatação da máquina que serve ao governo do Estado, já que a “primeira parte” não trouxe nenhuma mudança substancial e,  ao contrário, incorreu no pecado de aumentar ainda mais o número de secretarias e cargos, consequentemente expandindo as despesas. O que virá agora tem a pretensão de corrigir esse erro, enxugando a estrutura do poder estadual, eliminando órgãos, diminuindo o quantitativo de funcionários e de alguma forma produzindo uma economia que possa fazer diferença financeira. Pelo menos é que o próprio governador e alguns auxiliares ligados à elaboração da reforma têm prometido. Só a análise do projeto, após conhecido, poderá revelar se essas intenções serão alcançadas ou não – mais informações.

 

Caiado já mostrou até agora que não é um governante dado a muita ousadia – leia aqui –  que tem pouca propensão para tomar decisões revolucionárias ou que causem impacto. Nada disso. Ele prefere trabalhar dentro de uma linha convencional, com tendência a manter o que sempre existiu (e até trazer de volta o que já fora extinto, como a Secretaria de Esporte ou a Secretaria de Cultura ou, ainda, a Secretaria da Agricultura), de onde é possível concluir que a sua reforma administrativa dificilmente vai virar de cabeça para baixo o esqueleto do Estado ou introduzir novidades de repercussão, porém, antes, procurando seguir uma linha de racionalização e organização do que bem ou mal  já está aí. Se compararmos o Estado de Goiás com um armário de roupas, o que Caiado pretende é fazer um rearrumação, colocando cada peça em um lugar hierarquicamente definido, onde possa pegá-las com mais facilidade, além de recolher a pendurar as que estão espalhadas pelo chão. Poucas seriam descartadas. Mas o projeto, muito mais que as palavras do governador, é que vai informar sobre a sua real funcionalidade, em especial quanto a moderação nos gastos atuais.

 

Tudo isso é especulação, por ora. Vamos aguardar o texto que será protocolado na Assembleia.