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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

08 jul

Há pedras no caminho de Daniel Vilela, mas ele larga na pole position para a sucessão estadual de 2022, mesmo comandando um partido sem bases, mas com um decisivo tempo de propaganda no rádio e TV

Helvécio Cardoso

 

O ex-deputado federal Daniel Vilela larga na pole position para a sucessão estadual de 2022. Não quer dizer que, necessariamente, vencerá a corrida.

 

Larga na frente pilotando um calhambeque eleitoral. O MDB de Daniel não tem bases. Não tem prefeitos nem deputados. À exceção do prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, foram-se todos no cordão da dissidência caiadista puxado por Adib Elias.

 

Pode-se argumentar que, em 1998, Marconi também não tinha prefeitos nem deputados e mesmo assim, derrotou a máquina poderosa do irismo. O argumento apenas prova que prefeitos e deputados são importantes, mas não decisivos. São mera contingência.

 

Para Daniel, o que vale mesmo é que ele retém o controle da sigla. A direção nacional  o prestigiou. Tanto que o bloco dos dissidentes já está procurando outra legenda para brincar seu carnaval. Eles deverão sentar praça do PSD de Vilmar Rocha. Salvo…

 

Ter  controle da sigla significa possuir o tempo de TV e o poder de compor chapas. Para quem acredita mais em marketing do que em política, isso é muita coisa. E, de fato, pode ser decisivo.