Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

03 out

Despacho de juiz federal afirma que nomeação do cunhado Sérgio Cardoso para o TCM prova que Marconi exerce influência sobre o governo Zé Eliton – e por isso ele continua como alvo da investigação

Na justificativa para a decretação da prisão preventiva do presidente licenciado da Agetop Jayme Rincón, o juiz federal Rafael Ângelo Slomp emite sinais de que a medida, logo após o prazo legal em que candidatos não pode ser presos, tem possibilidade de ser decretada contra o ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo.

 

Veja, textualmente, o que o magistrado afirma:

 

“A apreensão de mais de  R$ 1 milhão de reais (em poder de Jayme Rincón e do seu motorista), sedimentada nos elementos de prova descritos na decisão que ensejou a deflagração da operação, são elementos suficientes a ensejar a decretação da prisão preventiva dos investigados, com o intuito de desarticular a ORCRIM investigada. Ademais, outros elementos indiciários robustecem a necessidade da custódia preventiva para fins de desarticular a referida organização, como conteúdo da informação de policia judiciária 1690/2018, que dá conta o motorista MARCIO GARCIA DE MOURA sequer tomou partido na contratação de causídico. Ressalte-se que MARCIO preferiu manter-se em silêncio em seu interrogatório, a apresentar versão que explicasse ou justificasse a origem e a posse da quantia encontrada em sua residência, seguindo orientação de advogado”.

 

“Tais fatos demonstram que a organização criminosa, além de estar atividade, vem adotando medidas de autoproteção, evitando a elucidação fatos, e por conseguinte, o seu desbaratamento”.

 

“Ressalte-se o poder de influência daquele apontado como o líder da organização e destinatário dos valores das propinas – o ex-governador MARCONI PERILLO, que exerce forte influência no Governo do Estado, apontando-se como  prova a nomeação de seu cunhado, SÉRGIO CARDOSO, ao cargo Conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás, fato que demonstra tanto seu poder sobre seu sucessor, quanto sobre a casa Legislativa do Estado”.

 

Marconi tem ou não motivos para ficar de cabeça quente?

03 out

Cinco dias depois da prisão de Jayme Rincón e só após a decretação da sua preventiva, governador Zé Eliton se mexe e o demite da presidência da Agetop

O governador Zé Eliton finalmente demitiu o empresário e seu coordenador-geral de campanha Jayme Rincón da presidência da Agetop, a agência que coordena todas as obras estaduais e administra um orçamento milionário.

 

A exoneração veio depois de transcorridos cinco dias desde a prisão de Rincón, na manhã da última sexta-feira, 28 de setembro, no curso da Operação Cash Delivery, que investiga o pagamento de propinas ao ex-governador Marconi Perillo.

 

O decreto de demissão, segundo o Palácio das Esmeraldas, sairá no Diário Oficial desta quinta-feira, 4. No debate entre os candidatos a governador, na TV Anhanguera, na noite de terça-feira, 2, Zé Eliton passou por um momento de constrangimento quando Weslei Garcia, do Psol, perguntou a ele até quando Jayme Rincón continuaria recebendo o salário de presidente da Agetop.

03 out

Salve-se quem puder(19): em queda nas pesquisas, Marconi promove nesta quarta evento de mobilização para a sua candidatura em Goiânia e não chama Lúcia Vânia

O ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo promove um grande evento de mobilização a favor da sua candidatura, nesta quarta, no fim do dia, no Clube Cruzeiro do Sul, na região central de Goiânia.

 

Os convites postados nas redes sociais mostram, em primeiro plano, a foto de Marconi e, logo atrás, Zé Eliton e Raquel Teixeira(print acima). Não há menção ao nome da senadora Lúcia Vânia nem qualquer imagem sua. A propósito, nem Zé nem Raquel confirmaram presença.

 

As notícias que correm dão conta de divergências profundas entre as campanhas de Marconi e Lúcia Vânia, os dois em queda nas pesquisas já antes da deflagração da Operação Cash Delivery, que atingiu principalmente o ex-governador tucano e o derrubou para o 4º lugar, segundo a última pesquisa do instituto Grupom. Mas está claro que tanto candidatos proporcionais quanto majoritários da coligação liderada pelos tucanos entraram em ritmo de cada um por si – e seja o que Deus quiser no próximo domingo.

03 out

Fundamentos da Justiça Federal para a preventiva de Jayme Rincón (continuou deliquindo e estava obstruindo as investigações) servem também para a decretação da prisão de Marconi, após a eleição

O ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo vai pisar sobre brasas daqui até a próxima quarta-feira, quando vence o prazo da legislação eleitoral durante o qual candidatos não podem ser presos.

 

Em queda nas pesquisas (caiu para o 4º lugar no último levantamento do Grupom) e com a rejeição em alta (mais de 50%, segundo o mesmo instituto), Marconi tem todos os motivos para se arrepiar desde já: além da derrota, pode acabar hospedado junto com o seu ex-tesoureiro Rincón no prédio da Polícia Federal em frente ao campo do Goiás Esporte, no setor Marista.

 

Nesta quarta, a Justiça Federal liberou a íntegra do longo despacho do juiz federal Rafael Ângelo Slomp, com 34 páginas, onde ele analisa as provas colhidas até agora no curso das investigações da Operação Cash Delivery. E duas conclusões do magistrados são preocupantes para Marconi: 1) o novo rumo que o inquérito tomou com a descoberta de mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo nas casas de Rincón e do seu motorista, comprovando que a “atividade delitiva” do grupo continua e 2) o fato de Rincón ter apagado parte da sua caixa de emails, o que significa que ele está agindo para ocultar provas e obstruir as apurações. Esses dois argumentos podem, sim, ser utilizados para justificar um pedido de prisão temporária ou mesmo preventiva contra Marconi, já que o despacho do juiz Rafael Ângelo Slomp também consigna que o ex-governado é o líder do grupo que trocou favores governamentais por propinas e, mesmo afastado da administração, continua exercendo forte influência sobre o atual governador, Zé Eliton.

03 out

Mesmo com a decretação da prisão preventiva de Jayme Rincón, governador Zé Eliton não o demite da presidência da Agetop, da qual ele se encontra apenas licenciado

Há algo estranho acontecendo na esfera do governo do Estado: o empresário sem empresa Jayme Rincón segue como presidente licenciado da Agetop, o órgão responsável por todas as obras estaduais, mesmo estando recolhido pela Polícia Federal e mesmo depois de ter a sua prisão convertida em preventiva, o que significa que não tem nada para ser liberado.

 

O governador Zé Eliton, assim que Rincón foi preso, deveria ter assinado a sua exoneração, como recomendam as normas de prudência e de absoluta correção dos negócios públicos. Mas não o fez. Em tese, a licença do presidente da Agetop vencerá nos próximos dias e ele, mesmo preso, estará de volta ao comando da agência.

 

O hóspede ilustre da Polícia Federal de Goiânia é um arquivo vivo e não pode ser melindrado.

03 out

Salve-se quem puder(18): Célio Silveira, candidato a reeleição à Câmara Federal, não pede votos para Zé Eliton, Marconi e Lúcia Vânia no seu visual de campanha

Um dos candidatos mais cotados para a Câmara Federal, Célio Silveira, de Luziânia, que é do PSDB e disputa a reeleição, não incluiu os nomes de Zé Eliton, Marconi Perillo e Lúcia Vânia no seu visual de campanha.

 

Em um comitê de Célio Silveira na avenida 85, em Goiânia, nada na decoração faz referência à chapa majoritária. E veja o exemplo acima, leitor: em um card promocional distribuído nas suas redes sociais, o deputado faz a sua propaganda, exclusivamente, esquecendo-se estrategicamente dos seus companheiros de campanha.

 

Nos últimos dias, Zé Eliton, Marconi e Lúcia sumiram do material gráfico dos candidatos proporcionais da chapa governista. É o instinto de sobrevivência em plena atuação.

03 out

Último dia dos programas no rádio e na televisão: palanque eletrônico não teve o efeito que Zé Eliton e Daniel Vilela esperavam e, se serviu para alguma coisa, foi para manter Caiado em 1º lugar

Esta quarta-feira marca o último dia dos programas eleitorais no rádio e na televisão. Antes do seu início, a esperança de candidatos como Zé Eliton e Daniel Vilela, que começaram a campanha atrás e assim continuam até hoje, era no sentido de uma reviravolta a partir da exposição proporcionada pelo horário gratuito – mas as expectativas se frustraram.

 

Zé e Daniel não conseguiram crescer um ponto que seja por conta do palanque eletrônico. Os programas, se serviram para alguma coisa em Goiás, foi para manter a folgada liderança de Ronaldo Caiado, que se manteve na faixa dos 40 a 47% das intenções de voto, conforme o instituto que fez a pesquisa. O tucano e o emedebista seguiram estagnados e empatados no 2º lugar, na faixa dos 10 a 13% das intenções de voto.

 

O horário eleitoral no rádio e na TV não é mais o que era. O eleitor, apático e hostil diante dos políticos, não se interessa e não assiste. Além disso, aqui no Estado, nunca teve influência decisiva em qualquer eleição. Sempre refletiu, na verdade, o que estava colocado na sociedade e nunca foi capaz de criar tendências ou estimular definições. Quem apostou na sua eficácia, perdeu.

03 out

Salve-se quem puder(17): em Goianésia, cidade onde o Tempo Novo fez seu primeiro comício, em 1998, dr. Hélio de Sousa faz campanha sem mencionar Zé Eliton, Marconi e Lúcia Vânia no seu material gráfico

Em 1998, o primeiro comício da campanha do jovem Marconi Perillo foi realizado em Goianésia. O evento se tornou costume e foi repetido como ato de abertura de todas as jornadas eleitorais do grupo, inclusive neste ano, quando Zé Eliton fez na cidade a sua primeira grande concentração popular.

 

Mas nada é para sempre: olha só o material gráfico do dr. Hélio de Sousa, deputado estadual e candidato à reeleição, um dos mais cotados do seu partido, o PSDB. Não há referência nem a Zé Eliton nem a Marconi Perillo nem a Lúcia Vânia – que compõem a chapa majoritária tucana, hoje em marcha batida rumo à derrota no próximo domingo.

 

Não há tradição que resista à iminência de um desastre nas urnas

03 out

Reação de Marconi à Operação Cash Delivery mira apenas o seu público apaixonado cativo e ignora a sociedade em geral – e por isso é insuficiente e contribui para a sua derrota

Depois da deflagração da Operação Cash Delivery, na manhã da última sexta-feira, 28 de setembro, o ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo abriu uma ofensiva junto à militância tucana e a setores que tradicionalmente apoiam o seu nome, como, por exemplo, entidades empresariais tipo a FECOMÉRCIO, a FIEG ou a ACIEG.

 

É mais um erro, dos tantos que ele vem cometendo nesta campanha. Somente com os seus seguidores apaixonados cativos e com segmentos da elite do Estado Marconi jamais conseguirá se eleger para o Senado depois do impacto da Operação Cash Delivery. É importante notar que o ex-governador já vinha mal nas pesquisas, empatado com Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso e exibindo uma rejeição estratosférica – que na última pesquisa Serpes, feita antes da ação da Polícia Federal, já ultrapassava os 40%.

 

Agora, conforme o último levantamento do Grupom, que foi a campo depois da agenda policial de sexta passada, o repúdio a Marconi superou a inacreditável barreira dos 50%. Tudo isso significa que, para ser conduzido ao Senado, em uma conjuntura de agruras, não bastam a militância nem muito menos sindicatos de empresários. É preciso mais, inclusive o voto de quem, hoje, prefere Ronaldo Caiado para governador (a maioria dos goianos). Como Marconi recusou-se a dar as explicações necessárias, preferiu denunciar uma improvável conspiração contra a sua candidatura e se agarrou ao seu mundo fechado de aficcionados, não é difícil prever que o resultado das urnas será o pior possível.

03 out

Debate da TV Anhanguera com os candidatos a governador não acrescentou nada e não tem potencial para influenciar na decisão do eleitor goiano

Foi menos do que morno o debate promovido pela TV Anhanguera na noite desta terça-feira, reunindo os candidatos a governador de Goiás(foto).

 

Esteticamente bonito, com um cenário em cor azul que realçava a figura de cada candidato, o debate limitou-se à rotina do que Ronaldo Caiado, Zé Eliton, Daniel Vilela, Kátia Maria e Weslei Garcia já disseram em outros confrontos, nesta temporada eleitoral.

 

Uma conclusão impõe-se: o líder das pesquisas, Ronaldo Caiado, que caminha para vencer no 1º turno, saiu preservado do debate. Não foi atingido pelos adversários e saiu-se bem, mostrando tranquilidade e segurança.

 

Não haverá nenhuma consequência nas eleições.

02 out

Urgente: prisão de Jayme Rincón é convertida em preventiva. Seu filho Rodrigo tem a prisão temporária prorrogada por mais 5 dias. Sinalização é péssima para Marconi

O juiz federal Rafael Ângelo converteu agora há pouco a prisão temporária do presidente licenciado da Agetop Jayme Rincón em preventiva.

 

A prisão temporária de Rodrigo, filho de Rincón, foi prorrogada por mais cinco dias.

 

Essas decisões representam uma péssima sinalização para o ex-governador Marconi Perillo: significam que a descoberta de R$ 1 milhão em dinheiro vivo na casa do motorista de Rincón abriu uma nova frente de investigações, o que pode justificar novas prisões após os dois dias de vedação legal depois da data da eleição. Marconi seria o alvo.

02 out

Grupom posta em seu site os resultados da pesquisa para o Senado, feita após a Operação Cash Delivery , mostra Marconi em 4º lugar e confirma na íntegra a divulgação deste blog

O instituto Grupom, de credibilidade inquestionável, acaba de postar em seu site os resultados da pesquisa realizada entre sexta-feira passada, dia 28 de setembro, e esta segunda, 1º de outubro, portanto após a Operação Cash Delivery, mostrando o ex-governador Marconi Perillo em 4º lugar na disputa pelas duas vagas ao Senado, com 23,2% das intenções de voto.

 

Em 1º lugar, Jorge Kajuru, com 30,2%. Em 2º, Vanderlan Cardoso com 30,1%. E em 3º, Lúcia Vânia, com 28%.

 

Estão confirmados, portanto, na íntegra, os números divulgados por este blog na manhã desta terça-feira.

02 out

Salve-se quem puder(16): destinado a sair das urnas como um dos deputados federais mais bem votados, Fábio Souza faz a sua campanha passando longe de Zé Eliton, Marconi e Lúcia Vânia

O deputado federal Fábio Souza, do PSDB, deve não só sair reeleito das urnas do próximo domingo, como também despontar como um dos mais bem votados – graças à sua sólida base evangélica, que nunca falhou em garantir a ele mandatos seguidos de vereador, deputado estadual (duas vezes) e na Câmara Federal.

 

Mas, para se precaver, ele desenvolve a sua campanha longe das candidaturas de Zé Eliton ao governo e Marconi Perillo e Lúcia Vânia ao Senado. Em todo o material gráfico de Fábio Souza não há a menor referência a eles, como prova o banner de vidro traseiro de carro mostrado na foto acima.

 

Na base governista, hoje é cada um por si fazendo o possível para escapar das nuvens negras que tomaram o horizonte.

02 out

Zé Eliton tem medo de quê? Mesmo tendo sido preso, com quase R$ 1 milhão em dinheiro vivo na casa do seu motorista, Jayme Rincón não foi exonerado da presidência da Agetop até agora

Para assumir a coordenação geral da campanha de Zé Eliton, o empresário sem empresa Jayme Rincón licenciou-se da presidência da Agetop, que comanda há mais de sete anos – mesmo tendo sido envolvido em sucessivos escândalos dentro e fora da agência.

 

E foi como presidente licenciado que ele foi preso pela Polícia Federal, por autorização da Justiça Federal, diante da abundância de provas mostrando que atuou como intermediário do pagamento de propinas ao ex-governador Marconi Perillo, segundo a acusação do Ministério Público Federal. Para piorar o que já estava ruim, a PF esbarrou com quase R$ 1 milhão em dinheiro vivo na casa do motorista e preposto de Rincón – descoberta suspeitíssima quando se sabe da importância das suas funções na campanha do Zé.

 

Mesmo assim, mesmo com tudo isso, nada mudou na Agetop. Seu presidente licenciado continua sendo Rincón, que está na cadeia. O governador Zé Eliton não ousou exonerar o seu encrencado auxiliar, o que seria de se esperar de uma gestão comprometida moralmente. Depois da eleição, ele vai reassumir?

02 out

Chances de Marconi já estavam apertadas antes da Cash Delivery (Kajuru e Vanderlan haviam chegado ao empate com ele), mas depois a casa caiu e parece agora que ser eleito é exigir muito dos goianos

As chances do ex-governador Marconi Perillo se eleger para o Senado já estavam em redução progressiva antes do impacto da Operação Cash Delivery, que vasculhou seus endereços e prendeu o seu ex-tesoureiro de campanha Jayme Rincón, além de apreender quase R$ 1 milhão em dinheiro vivo.

 

Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso haviam chegado ao empate técnico com Marconi, por um ponto de diferença. A situação do ex-governador tucano, que já era dramática, portanto, só piorou com as equipes da Polícia Federal nas ruas na sexta-feira fatídica e agora parece irreversível, em estágio terminal, a caminho de uma derrota nas urnas do próximo domingo.

 

Segundo o Grupom, Marconi caiu para o 4º lugar na corrida pelas duas vagas senatoriais. E essa trajetória de queda não se interrompeu ainda, mesmo com a ensaiada tentativa de recorrer à militância e às entidades empresariais – insuficientes para promover a reação que seria necessária para impedir o veredito negativo do próximo domingo.

 

Marconi só teria alguma possibilidade de eleição se convencesse a sociedade – e não apenas seus seguidores apaixonados – de que é inocente. Para isso, o mínimo que seria dizer que Jayme Rincón fez o que fez por conta própria, sem nenhuma vinculação com ele. Mas, amigo leitor, você entende perfeitamente por quê o ex-governador não pode dar essa declaração e correr o risco de contrariar seu coordenador de duas campanhas e maior administrador das verbas do governo, como presidente da Agetop. Cargo do qual, aliás, não foi exonerado pelo governador Zé Eliton. Melindrar Jayme Rincón, agora, é suicídio.

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