Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

23 maio

Lúcia Vânia não é dona da segunda vaga ao Senado na chapa governista. Zé Eliton diz na rádio Sagres 730 que partidos da base vão se reunir e decidir entre os postulantes “na época das convenções”

Após elogiar tanto Lúcia Vânia quanto Demóstenes com adjetivos mais ou menos simétricos, o governador Zé Eliton disse nesta quarta-feira na rádio Sagres 739, em entrevista aos jornalistas Vassil Oliveira e Cileide Alves, que a segunda vaga ao Senado, na chapa governista, será oportunamente “tratada dentro do conjunto de partidos que compõe a nossa base, com a maturidade própria daqueles que querem construir um projeto vitorioso”.

 

Sobre critérios, o governador afirmou que “devemos entender o momento político de cada um, observar a sensibilidade da população, discutindo internamento o projeto, para podermos consensuar a decisão”.

 

(Se o leitor achou esdrúxula a palavra usada pelo governador – consensuar – saiba que ela é estranha, sim, mas existe e significa estabelecer o consenso, o acordo).

 

“Essa decisão será feita a partir de vários elementos que interessam ao conjunto da base e deverá incluir também outros postulantes, como a Luana, mulher do ministro Alexandre Baldy, o presidente do PSD Vilmar Rocha e até mesmo o empresário Vanderlan Cardoso, que apareceu na última pesquisa. Nós vamos discutir com todos e decidir lá no momento das convenções”.

 

Palavra de governador, portanto. Ao contrário do que entende Lúcia Vânia, a segunda vaga ao Senado, como defende o procurar Demóstenes Torres, está em aberto.

23 maio

O que não foi dito sobre a tumultuada escolha da lixta sêxtupla à vaga de desembargador, pelo quinto constitucional: o compromisso de Lúcio Flávio, para se eleger à OAB-GO, era fazer eleição direta. Não cumpriu

O mais importante não foi dito até agora sobre a polêmica e tumultuada escolha da lista sêxtupla de candidatos à vaga de desembargador, pelo quinto constitucional, que foi feita pela Ordem dos Advogados do Brasil-Seção de Goiás, há poucos dias.

 

Para se eleger, em 2015, o atual presidente, Lúcio Flávio, fez compromissos que impressionaram e atraíram o apoio da maioria dos advogados goianos. Talvez o principal tenha sido, conforme texto extraído da sua cartilha de propostas, “a realização de eleições para a composição da lista sêxtupla”, o que em tese abriria uma oportunidade de ouro a todos os profissionais do Estado e não a um grupo seleto administrado pela diretoria da OAB-GO.

 

Muitos candidatos, em eleições de toda natureza, exageram nas promessas, depois esquecidas no armário. Isso no Brasil parece normal. Aqui informo ao leitor que, além de jornalista, sou advogado, inscrito regularmente na OAB-GO. Sei que esse não é um eleitorado qualquer. Há exigências muito maiores e mais severas para se escolher um presidente da Ordem do que em qualquer outro processo submetido às urnas, especialmente… ética.

 

Em vários Estados, as suas respectivas OABs já elegem a lista sêxtupla pelo voto de todos os associados. É o que se espera de uma entidade que sempre esteve à frente das lutas pelo Estado Democrático de Direito. Caso o presidente Lúcio Flávio tivesse cumprido a palavra empenhada, através de uma decisão colegiada simples, a OAB-GO não teria passado pelo constrangimento do vaivém, inclusive com medidas judiciais, que alvoroçou o seu – superado – processo de escolha dos 6 advogados candidatos a desembargador.

23 maio

Noticiário é sempre negativo para qualquer governo. Fatos positivos são raros e imediatamente desmentidos por uma realidade ruim, conforme se vê no caso da prisão dos assassinos da advogada

Em um dia de agenda positiva, a polícia estadual conseguiu a façanha de prender em tempo recorde os 4 criminosos que mataram a advogada Laís Fernanda Araújo Silva, no bairro Alto da Glória, e chocaram os goianos, mas, em outro dia, hoje, vem a notícia desagradável, em manchete de jornal, revelando que a ordem para o crime partiu de dentro das cadeias goianas.

 

Em outras palavras, o que o governo faz de bom agora, liquefaz-se daqui a pouco diante de uma inevitável realidade ruim.

 

A questão dos presídios dominados por facções criminosas, em Goiás, é muito grave e não é atacada a contento pelo governo estadual.

 

É por isso que governar não é o mesmo que fazer campanha: Zé Eliton não vai subir nas pesquisas apenas cuidando da rotina administrativa, enquanto seus adversários estão nas ruas desenvolvendo um animado proselitismo eleitoral.

23 maio

Evento nesta sexta, ao meio-dia, na casa de Wilder Morais, prossegue com o arrastão comandado por Caiado nas bases do MDB. Vão comparecer prefeitos, diretórios e lideranças de 50 municípios

A candidatura a governador de Ronaldo Caiado será reforçada nesta sexta, em evento ao meio dia na mansão do senador Wilder Morais, no setor Marista, quando comparecerão emedebistas de 50 municípios para passar a rezar pela cartilha democrata.

 

Quem deu a notícia ao blog foi o deputado estadual José Nelto(foto), ativo articulador da transferência das bases do MDB para agregação ao projeto de poder caiadista e responsável por um estrago sem tamanho nos pilares da candidatura a governador do deputado federal Daniel Vilela.

 

O último evento, em Porangatu, impressionou, ao atrair o MDB local e da região norte. Às vésperas, Daniel voou para a cidade, tentando demover o casal Eronildo Valadares-Vanusa (ex-prefeito e ex-deputada) da decisão de abandonar o barco da sua candidatura. Como se sabe, não conseguiu.

23 maio

Criação da Universidade Federal de Catalão é populismo barato, aumenta despesas desnecessárias e dá aos alunos um diploma de prestígio muito inferior ao chancelado pela credibilidade da UFG

Enquanto os políticos disputam a paternidade da criação da Universidade Federal de Catalão, em um momento em que o sistema federal de ensino superior passa uma profunda crise de carência de recursos, ninguém parou para perguntar: a que serve essa já batizada UFCAT, como vai se chamar agora o antigo campus da UFG na cidade?

 

Talvez para nada, visto que, no Brasil, a massificação irresponsável derrubou os índices de excelência da nossa educação universitária – que, a propósito, nunca foi eficiente na produção de pesquisa ou de inovação para uso prático da sociedade. A criação da UFCAT é apenas um ato populista do governo federal e dos nossos políticos.

 

Pense bem, leitor: para seus filhos, você desejaria prioritariamente um diploma de universidade federal; e sendo assim, você preferiria um chancelado pela credibilidade da UFG ou de uma tal UFCAT, que parece até sigla de liga de luta livre? E imagine os novos gastos, pela duplicação de estruturas administrativas e pedagógicas a serem implantadas no campus da UFG em Catalão, agora declarado independente.

 

O Popular registra que Ronaldo Caiado, Zé Eliton e Daniel Vilela – candidatos a governador – estão disputando em discursos e entrevistas a autoria de ações que, segundo eles, levaram à criação da UFCAT. Em vez de lucros eleitorais, isso pode acabar trazendo é prejuízos.

23 maio

Grupom mostrou que Lula vence em Goiás. Sem ele, ganha Bolsonaro, o que beneficia Caiado e prejudica Zé Eliton, que erra ao continuar o marconismo sem Marconi, ou seja, um marconismo descafeinado

A pesquisa Grupom/DM revelou que Lula vence a eleição presidencial em Goiás. Com Lula fora da disputa, a vitória vai para Bolsonaro. Detalhe: Lula nunca ganhou eleição em Goiás, mesmo nas vezes em que foi eleito presidente da República.

 

Os tucanos, que sempre venceram aqui para presidente, dessa vez, segundo a pesquisa, perdem feio até para Bolsonaro. E o que isso tem a ver com a disputa local? O eleitor de Bolsonaro tende a votar maciçamente em Caiado. Já o de Lula, ao que parece, pode anular seu voto, ou votar em branco. O problema de Zé Eliton é querer disputar o voto de classe média, bolsonarista, com Caiado. Não adianta. Este voto é caiadista.

 

A propósito, os candidatos bolsonaristas em Goiás, mesmo sem prévio acordo com Caiado, vão apoiá-lo espontaneamente.

 

Já o grosso do voto em Lula, pelo jeito, não vai para ninguém, nem mesmo para o PT estadual. Zé Eliton poderia buscar esse voto? Poderia, mas não quis. Seu perfil conservador, e sua crença de que será carregado por Marconi, levaram-no a desdenhar de um eleitorado que, agora, vai fazer muita falta. É duvidoso que Zé Eliton mude sua estratégia eleitoral, toda errada, que consiste em continuar o marconismo sem Marconi, uma espécie de marconismo descafeinado. Mas, mesmo que a mude, talvez agora seja tarde demais.(Helvécio Cardoso, jornalista)

23 maio

Se Zé Eliton se inviabilizar como candidato a governador, já há um outro Zé, o Vitti, posicionado para ocupar o seu lugar. Não é à toa que ele trabalhou duro para cativar a base governista – e conseguiu

Mesmo assumindo o principal posto do poder estadual, Zé Eliton não conseguiu se livrar em definitivo das especulações de que, sem subir nas pesquisas, estará inviabilizado para prosseguir como candidato a governador.

 

Na base governista, um outro Zé, o Vitti, presidente da Assembleia, já está posicionado – e bem – como o melhor nome para ocupar a vaga: é um político com o nome limpo, o trânsito impecável em todos os setores da imensa aliança criada pelo ex-governador Marconi Perillo (não só na área política) e a enorme vantagem de ser alguém que não tem nada de biônico na sua liderança, ao contrário, tem uma carreira sólida nas urnas sem nunca ter dependido de ninguém. Sua gestão no comando do Legislativo, um local de escândalos recorrentes, foi e está sendo escorreita.

 

Zé Vitti é unanimidade entre os parlamentares ligados ao Palácio das Esmeraldas. No episódio recente em que enfrentou a suspeita de problemas sérios de saúde, que não se confirmou, recebeu manifestações de carinho extremado dos colegas, alguns o situando rasgadamente como uma das maiores personalidades da política estadual.

 

Curiosamente, seus perfis nas redes sociais trazem uma enxurrada de comentários em que o ex-governador Marconi Perillo é mencionado, com uma profusão de fotos dos dois juntos, mas nada de significativo sobre o governador Zé Eliton, nenhuma citação. No dia da posse, Vitti postou uma foto da mesa de autoridades da Assembleia em que o novo chefe do Executivo aparece em um canto. No texto, exaltou… Marconi.

22 maio

Proposta de Daniel Vilela, se eleito governador, é transformar o Serra Dourada em arena moderna, padrão Copa do Mundo, com um shopping center dentro. Isso é um desatino

Os 3 principais candidatos a governador pouco têm falado de suas propostas e, na ausência dessa definição, cada um passa a simbolizar, pelo seu passado e formação, seu próprio plano de governo.

 

Simples: Zé Eliton vai continuar com o que está aí, Ronaldo Caiado tudo vai mudar e Daniel Vilela, pela enésima vez, anunciou nesta terça no Diário da Manhã que está “preparando um projeto para Goiás”.

 

É fácil concluir que desse mato não vai sair nenhuma lebre. Ou seja, no andar dessa carruagem nem Eliton nem Caiado nem Daniel vão apresentar qualquer proposta coerente, capaz de contemplar de fato uma visão de futuro para Goiás. E nem sei se seria possível, já que em um mundo fragmentado e pulverizado em milhões de informações simultâneas, como o atual, talvez não haja mesmo nenhuma ideia nova disponível, nada, enfim, que pudesse impactar a vida dos goianos nos próximos 4 anos.

 

Pior, não estaremos livres de um ou outro desatino. Vejam a proposta de Daniel Vilela, que antes de ser político profissional tentou uma carreira como jogador.  Segundo revela o jornalista Marcelo Heleno, no Diário Central, ele pretende transformar o Estádio Serra Dourada em uma arena moderna, padrão Copa do Mundo e um shopping center em parte das suas instalações. Só que Goiás jamais teria dinheiro para tanto e, se tivesse, seria desperdício, antes tantas prioridades clamando por soluções.

 

Esse é um desatino.

 

 

22 maio

“A crença de que a posse e o manejo da máquina administrativa darão a vitória a Zé Eliton é a maior prova da ingenuidade das avaliações da base governista”

Meus analistas políticos prediletos, em Goiás, são os jornalistas Afonso Lopes, do Jornal Opção, e Helvécio Cardoso, do Diário da Manhã.

 

Nesta terça, Helvécio Cardoso avalia uma questão que está na ordem do dia dentro da base governista: apesar do quadro ruim das pesquisas, com Ronaldo Caiado absorvendo 61% dos votos válidos, prolifera a convicção generalizada de que haverá uma reversão: “A crença de que a posse e o manejo da máquina administrativa darão a vitória a Zé Eliton é mais um componente de ingenuidade das avaliações governistas. Não é o bastante. É preciso saber tirar partido dessa vantagem. Manter uma política meramente de rotina administrativa não ajuda muito”, escreve o jornalista.

 

Tanto concordo que já pontuei aqui no blog que o mero rame-rame do dia a dia do governo, que é o que Zé Eliton está fazendo, como fez há anos e anos como vice-governador, acompanhando o titular Marconi Perillo em quase tudo, pode dar até alguma vitrine, mas não rende pontos nas pesquisas. Audiências, reuniões, eventos, inaugurações no interior – nada disso  posiciona a candidatura.

 

Helvécio Cardoso acrescenta que o governador é vítima de uma estagnação que o mantém congelado nas pesquisas e que, “para quebrar essa inércia, José Eliton teria que redirecionar o seu governo e tomar as rédeas da política. Ele não fará isso, claro. Está obstinadamente convencido de estar na direção certa, e deve acreditar que as coisas vão mudar naturalmente”. E conclui:

 

“O que se espera na base governista é um milagre – mas isso demanda muita reza… Ou o governo muda radicalmente, saindo da defensiva para o ataque, ou fatalmente sucumbirá”.

22 maio

Apesar do frio, segunda-feira teve clima quente em Catalão, Ipameri e Morrinhos, com o encontro cara a cara de Zé Eliton, Caiado e Adib para lançar e inspecionar obras federais

A visita do ministro da Educação Rossieli Soares para lançar e inspecionar obras federais em Catalão, Ipameri e Morrinhos, nesta segunda, esquentou o clima político na região, apesar do frio que fez os termômetros pelo menos em Catalão baterem nos 8 graus.

 

Ronaldo Caiado e Wilder Morais apareceram para acompanhar o ministro (Caiado só não foi a Morrinhos). O governador Zé Eliton também. Lúcia Vânia estava lá, mas, como seu arqui-rival Demóstenes Tores não compareceu, viveu momentos mais amenos.

 

Caiado e Wilder, senadores, cargo mais importante da hierarquia parlamentar de Brasília, acabaram alvo das mesuras do ministro Rossieli Soares, que atribuiu exclusivamente aos dois as articulações e aprovação do projeto que instituiu a Universidade Federal de Catalão – as declarações acabaram se transformando em manchete de jornal. Foi um exagero do dr. Rossieli Soares, um obscuro personagem do governo Michel Temer, sem nenhum brilho (foi ex-secretário da Educação do Amazonas e ocupou cargos na burocracia do MEC). A criação da universidade de Catalão contou com o apoio de muitos outros políticos, entre eles o ex-governador Marconi Perillo e até mesmo o deputado federal Daniel Vilela.

 

Os momentos em que Zé Eliton, Caiado e Wilder passaram juntos foram tensos. Eles mantiveram distância respeitosamente e submeteram-se a cumprimentos muito rápidos e secos. Os senadores, espertamente, tomaram conta dos eventos, aproveitando bem a atenção total que o ministro dedicou a eles. Zé Eliton, praticamente sozinho, refugiou-se na companhia do deputado federal Thiago Peixoto e do seu chefe da Casa Civil João Furtado. Não mereceu destaque nenhum e deve ter voltado para Goiânia chateado, tanto que sua assessoria só replicou o evento em Morrinhos, relacionado com um campus dos IFs.

 

Nas redes sociais, Caiado e Wilder fizeram uma forte divulgação. Mostrando que não gostou da agenda, Zé Eliton foi simplesmente discreto.

 

21 maio

Vilmar abre artilharia pesada contra o governo Zé Eliton, mas ninguém aparece para fazer a defesa. Em política, o que não é contestado acaba ficando como verdade

É de se estranhar a ausência de vozes, categorizadas ou não, saindo a público em defesa do governo Zé Eliton. Neste domingo, o jornal mais importante do Estado – O Popular – publicou uma entrevista recheada de ataques duríssimos lançados pelo presidente do PSD Vilmar Rocha… e até agora, nesta segunda-feira, ninguém se levantou para rebater as críticas.

 

Nem mesmo um ideólogo como o também deputado federal Thiago Peixoto, que diverge abertamente da posição de Vilmar dentro do PSD, ousou se pronunciar, embora uma nota da coluna Giro tenha informado que ele procurou o governador para se solidarizar e para garantir que o partido não compartilha das opiniões do seu principal líder.

 

Thiago Peixoto, um político que gosta de se afirmar no campo da opinião e das ideias e é respeitado nessa área, não quis discutir as teses incendiárias de Vilmar Rocha – entre as quais a mais leva é a visão de que Zé Eliton é mero continuísmo da Era Marconi Perillo, que durou 20 anos e estaria esgotada e a mais pesada a de que “não é uma pessoa qualificada”.

 

E não é só Vilmar Rocha. Diariamente, políticos como Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, com a caixa de candidatos a governador, demolem as ações do governo e até mesmo afirmações do próprio governador, sem nenhum contraponto.

 

Em política, o que vai sendo falado e não é negado acaba passando como verdade.

21 maio

Unidade da oposição pode ser só um mito: eleição deste ano aproxima-se com Caiado estourando com 61% dos votos válidos, segundo o Grupom/DM, com expectativa de vitória mesmo sem o MDB

A unidade da oposição, para enfrentar a candidatura oficial do governo do Estado, não é necessária para criar ou consolidar condições de êxito na próxima eleição. Talvez não passe de mais um mito eleitoral em Goiás.

 

Tradicionalmente, imagina-se que uma divisão entre os adversários sempre beneficia o candidato bancado pela base governista, com já aconteceu em ocasiões pretéritas.

 

No quadro atual, com o senador Ronaldo Caiado ostentando 61% dos votos válidos, segundo a última pesquisa Grupom/Diário da Manhã, essa enorme vantagem minimiza sobremaneira a hipótese de um prejuízo fatal caso o deputado federal Daniel Vilela, do MDB, consiga levar a sua candidatura até o fim – a unidade ficaria reservada, em princípio, para o 2º turno, se houver (pelos números da pesquisa Grupom/DM, se a eleição fosse hoje, a fatura estaria folgadamente decidida no 1º turno).

 

Um índice de 61% dos votos válidos, a apenas pouco mais de 120 dias da data do pleito, representa uma margem de segurança poucas vezes vista em Goiás, empodera a candidatura de Caiado e  impõe um potencial de sucesso que fortalece ainda mais o seu projeto eleitoral.

 

Não adianta argumentar que Iris Rezende, em 1998, começou a campanha com mais de 70% das intenções de voto e terminou derrotado. Há uma diferença fundamental entre o caso dele e o do oposicionista Caiado: Iris era candidato do governo. O apelo que cerca a candidatura do democrata, hoje, tem muito magnetismo.

21 maio

Abraçar velhinhas e postar a foto nas redes sociais é o principal esporte, no momento, dos candidatos a governador e senador na próxima eleição. Isso é demagogia, não rende votos nem populariza a imagem

Alguém meteu na cabeça dos políticos que abraçar velhinhas e postar fotos nas redes sociais contribui para a formação de uma imagem popular e rende votos.

 

Candidatos a governador e a senador estão empenhados na estratégia. Uma visita às contas no Instagram do governador Zé Eliton, do senador Ronaldo Caiado, do deputado federal Daniel Vilela, do procurador Demóstenes Torres e da senadora Lúcia Vânia  – esses 2 últimos, justiça se faça, pouco – permite conferir o festival de velhinhas simpáticas envolvidas pelos braços dos candidatos, que espremem suas pobres e incautas vítimas até quase sufocá-las nas dobras do pescoço.

 

Eu não acredito que isso rende a popularização da imagem de quem quer que seja. É só demagogia. Candidato sério não deveria abusar de recursos marqueteiros vazios que só fazem expô-los ao ridículo. Cumprimentem à vontade suas velhinhas, ardorosamente ou não, mas não as exponham nas redes sociais.

21 maio

Reforma administrativa implantada por Marconi em 2011, com imposição midiática de apenas 10 secretarias, trouxe prejuízos para a política de desenvolvimento do Estado e não economizou nada

Agora, perto do apagar das luzes da administração estadual, uma breve avaliação da reforma administrativa implantada em 2011 pelo governador Marconi Perillo dá total razão aos que alertaram na época para o grande equívoco em se juntar diversas secretarias numa única, objetivando atingir o número midiático de 10.

O resultado foi a paralisação total de importantes áreas de atuação do governo por conta de estruturas agigantadas, que, de forma descontrolada, permanecem à deriva há quase 4 anos.

Por exemplo: áreas importantes, antes abrigadas na Secretaria da Indústria e Comércio ou na Secretaria de Ciência & Tecnologia, foram varridas para a quase insignificância, com enormes prejuízos para a política de desenvolvimento do Estado – sob o guardachuva de uma inviável e paquidérmica Secretaria Estadual de Desenvolvimento.

E, mais grave ainda, não houve sequer a propalada economia. Isso contribuiu para piorar a já frágil situação fiscal do nosso Estado. Voltarei a esse assunto.(Mauro Faiad, economista)

21 maio

Chapa do PT em Goiás, com Kátia Maria para governadora e Luís Cesar para senador, é irrelevante e não vai chamar atenção nem com o bom tempo do partido na propaganda na televisão

O PT já tem 2 nomes para a sua chapa majoritária em Goiás: Kátia Maria, que não faço ideia de quem seja, para governadora, e o deputado estadual Luís Cesar Bueno para senador. A vice, a segunda vaga ao Senado e as suplências ainda não têm postulantes.

 

Será uma chapa irrelevante. O PT tem, dentre todos os partidos, o maior tempo na propaganda gratuita pela pelo rádio e televisão, mas nem isso será capaz de criar a oportunidade de fazer algum barulho – que é o que os petistas goianos pretendem, no afã de defender o ex-presidente Lula mesmo sendo preciso sacrificar os interesses do partido.

 

 

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