Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

17 jun

Tentando superar o estigma de mandato-tampão e se esforçando para criar uma identidade própria, “governo” Zé Eliton faz campanha promocional nas redes sociais ao completar 60 dias

Desde os seus primeiros dias no cargo que o governador Zé Eliton se mexe na tentativa de criar uma identidade própria e superar o estigma de mandato-tampão – que é, na realidade, a imagem que o seus nove meses no comando da gestão vai fixar para a história.

 

Não existe “governo” de nove meses. O que há é uma continuidade, segundo os que são simpáticos a Zé Eliton, ou um continuísmo, conforme os adversários políticos, em relação à administração anterior. Em ambos os casos, é mais do mesmo: programas governamentais antigos (alguns, como o Renda Cidadã, com quase 20 anos de idade), os mesmos secretários (muitos também há 20 anos alternando cargos)  e, enfim, a mesma cara de todo o sempre dos governos Marconi Perillo,

 

Nas redes sociais, a equipe de comunicação de Zé Eliton lançou uma série de cards(um deles na foto acima), anunciando a marca dos “60 dias de muito trabalho” desde que o atual governador tomou posse.

 

É muito esforço para nada.

17 jun

Chapa de Daniel Vilela para governador, com Agenor Mariano e Pedro Chaves para o Senado, carece de densidade eleitoral e tem a sua competitividade reduzida

O deputado federal Daniel Vilela não conta com nomes competitivos para montar a sua chapa: os dois políticos cotados para preencher as vagas de candidatos ao Senado pelo MDB – Agenor Mariano e Pedro Chaves – não possuem nenhuma competitividade e inclusive aparecem nas pesquisas com índices ínfimos, nos últimos lugares.

 

Pedro Chaves é deputado federal com inúmeros mandatos, mas com influência restrita à região nordeste do Estado, e Agenor Mariano foi vereador e vice-prefeito de Goiânia na gestão de Paulo Garcia. Ambos nunca conseguiram adquirir brilho especial. Para uma eleição majoritária como a que se aproxima, representam pouco.

 

São candidatos, como se diz em política, de baixa densidade eleitoral, que, a princípio, não oferecem qualquer contribuição para viabilizar a candidatura do próprio Daniel e se constituem no que é tradicionalmente chamado de “peso morto”.

 

Além falta de nomes de repercussão eleitoral para disputar o Senado, a chapa emedebista também não tem, por enquanto, um nome de expressão para figurar na vice-governadoria.

17 jun

Zé Eliton veste fantasia de “pai dos pobres” e repete discurso de Evita Perón falando aos “descamisados”, prometendo “cuidar com carinho daqueles que mais precisam”

“Agenda da solidariedade é a que mais me emociona. Este é um governo que olha pelas pessoas e coloca o bem comum em primeiro lugar”. A declaração é do governador Zé Eliton, em mais  um discurso em tom apaixonado na cidade de Cristalina, durante cerimônia em que entregou cartões da Renda Cidadã, que paga até R$ 100 reais por mês e pretende, com isso, significar algo como a emancipação econômica das pessoas beneficiadas.

 

Não é, porque, como se depreende, é muito pouco dinheiro. Mas ninguém recusa. E o governador vai em frente com o seu discurso de boas intenções e atenção aos pobres que lembra o de Evita Perón. Os “descamisados” argentinos, em Goiás, transformaram-se em “aqueles que mais precisam”, na retórica oficial, que promete cuidar deles “com carinho”.

 

“Vamos ajudar as pessoas mais humildes, como eu mesmo, que venho de família simples”, entoa Zé Eliton, repisando a oratória da populista mais famosa da América Latina.

 

Em pleno século 21, em um país que nunca aceitou o populismo escancarado, o governador repete todo dia que adotou “a política do bem” e anuncia aos quatro ventos “se sentir feliz com a oportunidade de ajudar os mais humildes”, dessa forma apresentando-se como um novo “pai dos pobres” em Goiás – em uma tentativa de subir um degrau acima dos políticos tradicionais e se transformar em benemérito das pessoas carentes.

 

É algo que nunca se viu antes na política estadual.

17 jun

Lúcia Vânia repele proximidade com Demóstenes e sai da chapa governista, como candidata à 2ª vaga ao Senado, se Marconi abrir mão da 1ª vaga ou se a vice for oferecida ao candidato do PTB

Lúcia Vânia deu entrevista em Aparecida e foi duríssima com o procurador Demóstenes Torres: para ela, mesmo tendo sido liberado para se candidatar pelo STF, Demóstenes continua na condição de senador cassado e, portanto, pega mal a sua presença na chapa liderada por Zé Eliton.

 

A senadora garantiu que, na companhia do procurador, não fica de jeito nenhum. E detalhou: se Marconi Perillo abrir mão da 1ª vaga ao Senado, para ajudar a acomodar Demóstenes, ou se ele for agasalhado como candidato a vice, ela abre mão da própria candidatura na chapa governista e vai procurar outra solução para o seu futuro político. Dobradinha com Demóstenes não fará jamais.

 

“Eu me sinto extremamente desconfortável com a presença do ex-senador Demóstenes. Afinal, dentro do Senado Federal, que é a instituição que eu represento, ele continua sendo um senador cassado”, disse Lúcia Vânia.

16 jun

Convenceram Zé Eliton de que a Copa do Mundo pararia o país e por isso ele adiou o envolvimento com a campanha. Mas o Datafolha mostra que a maioria dos brasileiros não tem interesse nos jogos

Um dos motivos da decisão de Zé Eliton de se recusar a fazer campanha e mergulhar na rotina administrativa do cargo de governador é que um dos seus mais importantes assessores o convenceu de que a Copa do Mundo significararia um lapso de 30 dias em todas as áreas da política nacional e, em consequência, dos Estados também.

 

Mais um erro, porque, quanto mais adia o seu envolvimento direto com as eleições, mais perde um precioso tempo estratégico para a afirmação da sua candidatura.

 

Mesmo porque o Datafolha acaba de divulgar uma pesquisa mostrando que apenas 18% dos brasileiros têm grande interesse pela Copa do Mundo. E que 53% não têm nenhum interesse.

 

Quer dizer: não só a política, mas tudo o mais no país segue normalmente durante os jogos. Menos a campanha de Zé Eliton.

16 jun

Indicação de Raquel Teixeira para a vice de Zé Eliton fecha chapa puro-sangue do PSDB e repete erro do PMDB em 1998, que levou à primeira grande derrota de Iris

Em 1998, o PMDB liderava uma grande coligação de partidos, tinha Iris Rezende na liderança das pesquisas e se comportava com a arrogância dos que têm certeza da vitória e julgam não precisar de ninguém para vencer as eleições.

 

Assim, o partido fechou uma chapa com Iris para governador e Romilton Morais como vice, ambos do PMDB. Para o Senado, como havia só uma vaga em disputa, o partido lançou outro peemedebista, Maguito Vilela e, pior ainda, como 1º suplente de Maguito escalou dona Iris Araújo.

 

Era uma chapa P.O. peemedebista e o resultado foi uma inesperada derrota diante do jovem Marconi Perillo, candidato da oposição.

 

Agora, tal como o PMDB daquela época, o PSDB também vem de uma longa temporada de poder – 20 anos, enquanto os peemeedebistas tinham 16 anos – e caminha para repetir o mesmo erro, ou seja, apresentar uma chapa majoritariamente puro-sangue, com dois tucanos – Zé Eliton e Raquel Teixeira – candidatos a governador e vice, mais um para o Senado, Marconi Perillo, e uma ex-tucana e atual PSB Lúcia Vânia, também para o Senado.

 

O critério para a escolha de Raquel Teixeira não é político e sim pessoal: ela é da confiança de Marconi e, havendo uma emergência, assumiria o governo como sua preposta pessoal. Se Zé Vitti, que também é do PSDB, ficar com a 1º suplência de Lúcia Vânia, mais ainda entre amigos tucanos ficará a chapa, isolando os demais partidos da coligação.

16 jun

Derrota de Iris em 2002, quando havia 2 vagas em disputa ao Senado e ele ficou em 3º lugar, deveria servir de alerta a Marconi, que não faz campanha e se limita seguir a agenda rotineira de Zé Eliton

Em 2002, Iris Rezende disputou o Senado e perdeu. Duas vagas estavam disponíveis, mas ele ficou em 3º lugar, atrás de Lúcia Vânia e Demóstenes Torres, depois de passar quase toda a campanha na liderança da corrida.

 

Agora, o mesmo fenômeno ameaça repetir, dessa vez tendo como vítima o ex-governador Marconi Perillo. Sucedem-se pesquisas  – Serpes, Grupom, Exata, Diagnóstico – evidenciando que a disputa senatorial está embolada e que Marconi apresenta índices baixos de intenções de votos, mesmo quando está em 1º lugar (mais grave, em algumas ele aparece até em 3º lugar).

 

Mesmo assim, o tucano, um gigante que nunca perdeu uma eleição, parece tranquilo e confiante. Marconi não está fazendo campanha, perdeu tempo precioso com uma viagem de férias de 30 dias ao exterior, e, agora que retornou, limita-se a acompanhar a rotineira agenda do governador Zé Eliton e a participar de eventos oficiais, sem perceber que o seu nome não é mais uma força irresistível junto ao eleitorado. Também aceitou assumir a coordenação política nacional da campanha de Geraldo Alckmin, que deverá levá-lo com frequência para fora do Estado daqui até as eleições.

 

Há um cheiro azedo de derrota no ar.

15 jun

Plano de Marconi é impor Raquel Teixeira como sua representante de confiança na vice de Zé Eliton, consolidando a chapa majoritária com 3 nomes do PSDB e apenas uma vaga para outro partido

Está em andamento o plano do ex-governador Marconi Perillo para emplacar a ex-deputada federal e ex-secretária de Educação (foi também titular das pastas da Cidadania e da Ciência & Tecnologia) como candidata a vice-governadora ao lado de Zé Eliton.

 

Neste fim de semana, mais um passo: um grupo de deputados estaduais, liderado por dois homens fidelíssimos a Marconi – Thales Barreto e Jean Carlo – anunciaram que estão colhendo assinaturas para um manifesto de parlamentares da base governista a favor da candidatura de Raquel.

 

Sob as ordens de Marconi, ela se desincompatibilizou da Secretaria da Educação e em seguida passou a acompanhar Zé Eliton em todos os eventos no interior e em Golânia, em muitos ganhando direito a fazer discursos.

 

Há um inconveniente grave na candidatura de Raquel: a chapa ficaria sobrecarregada e perderia amplitude política com três nomes do PSDB, sobrando apenas uma vaga de postulante ao Senado para um outro partido (no momento, disputada por Lúcia Vânia, do PSB, e Demóstenes Torres, do PTB). Mas tudo indica que Marconi vai correr o risco, em troca de ter alguém da sua intimidade na segunda vaga mais mais importante da chapa.

 

Atualização: o presidente da Agetop, Jayme Rincon, disse à coluna Giro, em O Popular, que a indicação de Raquel Teixeira para a vice de Zé Eliton é inviável. “A chapa ficaria pura demais”, opinou. O problema é que Rincon, que já esteve no núcleo decisório da base governista e foi figura preponderante no círculo íntimo de Marconi Perillo, hoje está distanciado e influencia pouco. É mesmo só uma opinião.

15 jun

Ninguém do governo reagiu ao Atlas da Violência, levantamento do Ipea que colocou Goiás entre os 8 Estados mais violentos do país, com número de homicídios 50% maior que a média nacional

O governo de Goiás ignorou a divulgação do Atlas da Violência, levantamento do Ipea, de credibilidade indiscutível, que apontou Goiás entre os oito Estados mais violentos do país.

 

Goiás aparece no Atlas com quatro vezes mais homicídios do que o Estado de São Paulo, proporcionalmente. Em relação aos números do Brasil, Goiás apresenta uma taxa de homicídios 50% maior do que a nacional. Desde 1999, primeiro ano do governo de Marconi Perillo, que governou o Estado por quatro mandatos, a violência em Goiás cresceu absurdos 248%.

 

São números que indicam que algo está errado com a política de segurança pública das últimas duas décadas, período de poder dos tucanos em Goiás.

15 jun

Pesquisas sinalizam que Marconi pode perder a eleição. Mas ainda há tempo para ele descer do pedestal, descalçar o salto alto, reavaliar estratégias, mudar táticas e reagir

A pesquisa Diagnóstico/DM para senador mostra Jorge Kajuru liderando a disputa tanto na estimulada como na espontânea.  Na estimulada Lúcia Vânia vem em 2º lugar, com 25,3%, contra 26,5% de Kajuru. E Marconi vem com 24,9%, em 3º lugar. A pesquisa apurou ainda que Marconi é o campeão de rejeição, com 36%. Lúcia Vânia vem em 4° lugar com apenas 11,4%. Kajuru vem em 6° lugar com 8,6%.

 

Que leitura podemos fazer desses números?

 

Por muito tempo, falar na possibilidade de Marconi não se eleger senador virou blasfêmia. O mesmo que afirmar que a Terra é plana. Estabeleceu-se, sobretudo nos meios palacianos, que Marconi já estava eleito, e que isso era dado objetivo, premissa fundamental para todas as análises políticas. Uma barbada, diziam.

 

Mas isso mudou. Marconi pode, sim, perder essa eleição. Vai perder? Não necessariamente. A possibilidade advém do fato de estarem três fortes candidatos embolados no pelotão de frente. Quem vencer, o fará por uma cabeça, no olho eletrônico, como nas corridas de cavalo. Num quadro assim, toda aposta é temerária.

 

Ruim para Marconi? Não. É bom ele estar ciente de que pode perder. Ainda dá tempo para descer do pedestal, descalçar o salto alto, reavaliar estratégias e mudar táticas. Pelas pesquisas, o eleitorado mandou um aviso. Quem se fizer de surdo será derrotado.(Helvécio Cardoso, jornalista)

15 jun

Drama de Daniel Vilela é conseguir firmar uma candidatura sem base de apoio, depois que grande parte do MDB se bandeou para Caiado e sobrou para ele apenas radicalizar o discurso contra os adversários

Estagnado em algumas pesquisas, em queda em outras, o deputado federal Daniel Vilela vive um drama: como firmar uma candidatura sem base de apoio, já que grande parte do MDB se bandeou para Ronaldo Caiado pelo Estado afora?

 

Não será fácil. A rigor, Daniel só tem o respaldo – retórico, por enquanto, sem efeitos práticos – do casal Iris Rezende-Iris Araújo e dos emedebistas de Aparecida, onde, inclusive, capturou as lideranças locais do DEM.

 

Fora isso, é um diretório aqui, um prefeito acolá e mais nada. É por isso, vendo-se quase que sozinho no campo de batalha, que Daniel tem engrossado o discurso de oposição, endurecendo as palavras com relação não só ao governador Zé Eliton quanto também com vistas ao senador Ronaldo Caiado.

 

É o que sobrou para o filho de Maguito. Se não colar e não resultar em pontos nas pesquisas, em agosto, época das convenções, ele vai ser confrontado com a inapelável hipótese de união com Caiado, .

15 jun

Super-homem: Marconi assume a coordenação nacional de Geraldo Alckmim. Com a própria candidatura ao Senado e a de Zé Eliton ao governo do Estado, agora são 3 campanhas que ele vai comandar

O ex-governador Marconi Perillo, em um momento em que as pesquisas mostram que a sua candidatura ao Senado não entusiasma o eleitorado e que o seu candidato a governador Zé Eliton não deslancha, além de enfrentar rachaduras na sua base de apoio, resolveu dar um passo ousado: a convite de Geraldo Alckmin, assumiu a coordenação política nacional da candidatura presidencial do PSDB.

 

Não há como Marconi fazer esse trabalho daqui de Goiás. Ele terá que viajar para São Paulo e outros destinos, a fim de exercer a tal coordenação e se ausentar da sua base territorial. Alckmin, como se sabe, vai mal. A candidatura não pegou e está moribunda. Em Goiás, o ex-governador enfrenta o desafio de afirmar a sua própria candidatura ao Senado, que apresenta índices de intenções de voto preocupantes na pesquisa e, pior ainda, a do seu poste, Zé Eliton, que também está mal pontuada.

 

Em política, não existe milagre. Ou Marconi cuida da sua candidatura ao Senado ou acha tempo para ajudar Zé Eliton ou se envolve com a coordenação nacional da campanha de Alckmin. Uma ou duas dessas tarefas, ele pode até conseguir. Todas, ao mesmo tempo, só se for um super-homem.

14 jun

Conselheiros do TCE dão razão a Daniel Vilela: Estado caminha para um cenário de dificuldades financeiras no segundo semestre. Pode faltar dinheiro até mesmo para manter a folha em dia

Dois conselheiros do Tribunal de Contas do Estado – Celmar Rech e Saulo Mesquita, da cota técnica do tribunal – confirmam na coluna Giro, de O Popular, nesta quinta, tudo o que o deputado federal e candidato a governador pelo MDB, Daniel Vilela, vem dizendo sobre a situação financeira do governo do Estdo.

 

“Há tendência de o Executivo ter dificuldades para fechar as contas no fim do ano. Se não houver contingenciamento, o horizonte que se afigura não é favorável. A tendência é o fechamento das contas ao final do exercício com muita dificuldade. Dificuldade inclusive, me parece, para a quitação da folha”, afirmou Saulo Mesquita.

 

É exatamente o que Daniel vem denunciando, inclusive na coluna de Ulisses Aesse, no Diário da Manhã também desta quinta.

 

E Celmar Rech ainda advertiu: “Há um decréscimo da previsão da receita que exige do Executivo uma limitação de empenho. Não é expectativa de crescimento da receita que faz com que o administrador possa se furtar de tomar as medidas fiscais cabíveis, adequadas e a tempo”.

 

De novo, o mesmo que o candidato emedebista tem dito. Daniel acertou em cheio, segundo o TCE.

14 jun

Enquanto Zé Eliton tenta vender imagem de “bom administrador” para crescer nas pesquisas, Daniel Vilela diz que ele foi um “fracasso” na Celg, Secretaria de Segurança e Secretaria de Desenvolvimento

Em baixa nas pesquisas, apontado pelos institutos Serpes e Diagnóstico em 3º lugar ou patinando em um empate técnico com Zé Eliton, o deputado federal Daniel Vilela tenta crescer no debate atirando as mais pesadas críticas disparadas até agora contra o governador.

 

Segundo Daniel, entrevistado semana por um canal de televisão, Zé Eliton ocupou três cargos nos governos Marconi Perillo e “fracassou nos três”. Assumiu a Celg para promover a recuperação da empresa, que acabou sendo vendida depois que o governo do Estado perdoou ICMS atrasado e assumiu as suas dívidas. Assumiu a Secretaria de Desenvolvimento e entregou a pasta com o Estado em queda nos índices de inovação e de competitividade (neste último caiu do 10 para o 13º lugar). E passou pela Secretaria de Segurança, onde foi baleado e assistiu impassível à explosão dos índices de violência em Goiás.

 

Sobre esse último item, o emedebista foi especialmente cruel: “Zé Eliton foi secretário de Segurança e deixou o cargo pelas portas do fundos. Na sua gestão só fez pirotecnia, abraçando policial na chuva para fazer foto, como se aquilo fosse resolver. O resultado é que Goiás agora está entre os oito Estados mais violentos do país e registra quatro vezes mais homicídios que São Paulo, proporcionalmente”.

 

Os torpedos de Daniel Vilela atingem o centro da estratégia do atual governador, que é candidato, mas não faz campanha, jogando todas as fichas no esforço para firmar uma imagem de grande administrador e disso tirar ganhos eleitorais.

14 jun

Record lança instituto de pesquisas e confirma que brasileiro é contra casamento gay e a legalização da maconha, temas polêmicos que Zé Eliton defende e afastam o apoio dos evangélicos

O instituto Real Time Big Data acaba de ser criado pela Rede Record e vai atuar na atual campanha eleitoral, tanto em Goiás como no país com uma novidade: a realização de pesquisas de perfil qualitativo, visando apurar o que os eleitores querem dos candidatos a cargos eletivos.

 

O primeiro levantamento, de caráter nacional, foi ao ar nesta quarta-feira e tratou da reação da sociedade a temas polêmicos como o casamento gay (64% contra), a liberação da maconha (74% contra), legalização do aborto (70% contra) e maioridade penal aos 16 anos (92% a favor).

 

Desses assuntos, nas respostas que deu ao questionário de O Popular sobre questões polêmicas, a opinião do governador Zé Eliton só corresponde ao apoio à maioridade penal. Ronaldo Caiado e Daniel Vilela mostraram-se afinados e coincidiram em suas posições com os resultados da pesquisa do Real Time. Os evangélicos não gostaram do que o governador disse.

 

Nesta quinta, mais lenha na fogueira: a regionalização da pesquisa para Goiás será divulgada pela Record estadual.

 

Atualização: a Record informou que os dados regionalizados da pesquisa do Real Time serão divulgados na noite de segunda-feira, 18.

 

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