Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

13 jul

Cresce a estranheza com a inação de Marconi, enquanto o incêndio dentro da base governista se propaga. “Ele está só cumprindo tabela e isso é difícil de entender”, diz um tucano de cabeça coroada

O incêndio que está consumindo a base governista, principalmente a partir do combustível lançado pela defecção do PROS e a ascensão de Lincoln Tejota à vice-governadoria na chapa de Ronaldo Caiado, está se propagando sem que apareçam os bombeiros para apagá-lo,

 

O principal deles seria o ex-governador Marconi Perillo, liderança inconteste e o único, hoje, com poder político suficiente para tentar atribuir algum cacife à candidatura do governador Zé Eliton. Mas Marconi não está agindo.

 

Muita gente na base governista não vê explicação para a inação do seu maior nome e está estranhando. Uma cabeça coroada tucana disse a este blog: “Ninguém entende. Marconi parece que está só cumprindo tabela, sem se empenhar. Isso é muito estranho”.

 

E é mesmo: o silêncio de Marconi é muito estranho.

13 jul

Episódio Tejota acelera o ritmo da campanha, deixa o governo às tontas e isola Daniel Vilela, que pode até ser candidato, mas não terá nem sequer um partido nanico para chamar de seu

Em linguagem futebolística, o senador Ronaldo Caiado marcou gol de placa com o anúncio do deputado estadual Lincoln Tejota como candidato a vice-governador na sua chapa.

 

A notícia colheu a base governista de surpresa e deixou Zé Eliton e Marconi Perillo – que nem estava em Goiás, mas em São Paulo, supostamente coordenando a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin – às tontas e com a credibilidade abalada perante os aliados.

 

Mas o pior sobrou para Daniel Vilela. O emedebista, se for até o fim na disputa pelo governo e parece que vai, irá sozinho, sem nem um reles partidinho nanico para chamar de seu. Ele já perdeu o PHS, que esteve a um passo de anunciar apoio, mas recuou e agora perde também o PRP, de Jorcelino Braga, que liberou Jorge Kajuru para figurar como candidato a senador na chapa de Caiado, levando a sigla, é claro. E tudo isso sem falar no MDB dividido, com a poderosa ala dissidente do partido tirando apoio de Daniel sem parar e levando para o candidato do DEM.

 

O filho de Maguito Vilela é novo, mas já tem tempo de estrada suficiente para saber que política tem regras que são imutáveis em todos os tempos: sozinho, ninguém ganha eleição. E com a sua própria casa dividida, menos ainda.

13 jul

Desentendimento a respeito contratação da produtora que vai fazer a campanha do PSDB é o primeiro entre Marconi, que quer a Makro, e Zé Eliton, que não abre mão da AMP

O governador Zé Eliton e o ex Marconi Perillo não se entenderam e encerraram asperamente uma discussão sobre a escolha da produtora que vai fazer a campanha do PSDB. É a primeira notícia de um atrito entre os dois.

 

Marconi reclamou o contrato para a Makro, a produtora que desde 1998 sedia as campanhas tucanas, executando os serviços de vídeo (cinegrafia, edição, efeitos especiais, banco de imagens e inclusive o espaço físico onde os marqueteiros trabalham na criação dos programas de TV e peças publicitárias).

 

Pela extensão e exigências técnicas em matéria de equipamentos, o valor desses serviços costuma ser alto. E Zé Eliton tem a sua preferência: é a AMP, agência de publicidade que tem uma produtora própria, a Siriguela e atende o atual governador desde os idos de 2011, mantendo os dois uma relação sólida.

 

Ao que se saiba, foi a primeira vez, desde a posse de Zé Eliton, há três meses, que uma conversa entre Marconi e Zé Eliton terminou de forma ríspida. O ex encerrou bruscamente afirmando ao atual titular que fará a sua campanha ao Senado na Makro. E que Zé Eliton faça a dele onde quiser.

13 jul

Defecção do PROS e Lincoln Tejota na vice de Caiado abalam a credibilidade de Marconi dentro da base governista , que espera por uma reação comandada por ele que ainda não veio e nem se sabe se virá

A credibilidade do ex-governador Marconi Perillo como maior liderança da base governista e, portanto, seu coordenador político maior, foi seriamente abalada pela defecção do PROS e a subsequente ascensão do deputado Lincoln Tejota à vice-governadoria na chapa de Ronaldo caiado.

 

Uma liderança como Marconi, ás absoluto da política estadual, não sabia de nada. Estava em São Paulo, cuidando dos interesses da candidatura presidencial de Geraldo Alckmin, quando foi alcançado por um telefonema de Tejota, simplesmente comunicando a decisão em caráter definitivo, sem hipótese de volta.

 

Hoje, aliados perguntam-se sobre o que tem se passado com Marconi. Há relatos não confirmados de desentendimentos entre ele e Zé Eliton e de divergências entre eles a propósito do encaminhamento da campanha e das negociações com os partidos, situações que teriam levado o ex-governador a cruzar os braços e pagar para ver onde tudo vai parar. Mas o fato é que, se afastou-se propositalmente ou se perdeu o élan, Marconi, como demonstrado no episódio Tejota, não mostra mais o mesmo pique de outras campanhas, quando articulava de maneira avassaladora, sempre com a iniciativa na mão, e deixava os adversários acuados e sem alternativas.

 

Este blog tem repetido: seja qual for o motivo, Marconi não é mais o mesmo.

13 jul

Base governista em desintegração: empurrado pela polícia civil, agentes penitenciários e evangélicos, João Campos (e o PRB, que ele preside em Goiás) está a um passo de anunciar apoio a Caiado

A base governista entrou em processo de desintegração com o defecção do PROS e a candidatura de Lincoln Tejota a vice-governador na chapa de Ronaldo Caiado.

 

A próxima bomba incendiária deve ser o anúncio de que o deputado federal João Campos e o PRB, partido que ele preside em Goiás, estarão na coligação caiadista para as próximas eleições.

 

João Campos está sendo empurrado pelas suas bases eleitorais, especialmente a polícia civil (ele é delegado de carreira) e o numeroso contingente de agentes prisionais, que estão decepcionados com o governo e consideram os compromissos de Caiado com as duas categorias mais consistentes, além de parte expressiva do movimento evangélico (ele também é pastor), estarrecida com as declarações do governador Zé Eliton a respeito de temas caros a esse grupo religioso, como o aborto e o casamento gay.

13 jul

Lincoln Tejota comunicou pelo WhatsApp a Zé Eliton a decisão de deixar a base governista. A Marconi, avisou por telefone. Nenhum dos dois sabia de nada

O deputado estadual Lincoln Tejota comunicou por WhatsApp ao governador Zé Eliton a sua decisão de deixar a base governista, levando o PROS, e se candidatar a vice-governador na chapa de Ronaldo Caiado.

 

Com o ex-governador Marconi Perillo, a deferência foi maior: Lincoln avisou por telefone.

 

Os dois – Zé Eliton e Marconi – não sabiam de nada. A surpresa foi total.

13 jul

Pesquisa do Ibope para a Adial ficou pronta e já foi entregue ao presidente Otavinho Lage (da base governista). Se não for divulgada, significa que os seus números são ruins para Zé Eliton e para Marconi

Pesquisas eleitorais que não são publicadas também têm importância para o processo político e muito.

 

É o caso do levantamento que o Ibope realizou para a Adial –Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás, cujo presidente é o empresário Otavinho Lage(foto), irmão de Jalles Fontoura, presidente da Saneago, tanto que Otavinho foi o nome sugerido pelo presidente do PSD, Vilmar Rocha, para se candidatar a governador, no lugar de Zé Eliton.

 

Os dois, obviamente, são cabeças estreladas dentro da base governista. Otavinho já está com o resultado do Ibope em mãos, mas não passou o resultado para nenhum veículo de imprensa, o que tem significado óbvio: se ele não divulgar os números, é porque são ruins para ou para Zé Eliton ou para Marconi Perillo ou para os dois ao mesmo tempo.

13 jul

Álvaro Guimarães, o primeiro deputado a deixar a base governista, avisa que “o momento é de Caiado” e que outros seguirão o mesmo caminho

Em entrevista à rádio Sagres, o deputado estadual Álvaro Guimarães(foto), que filiou-se ao DEM e foi o primeiro parlamentar da base governista a declarar apoio a Ronaldo Caiado, avisou que “outros seguirão o mesmo caminho dele, de Iso Moreira e de Lincoln Tejota”.

 

“O momento é do Caiado. Estamos vivendo hoje o mesmo que aconteceu em 1998, quando o PMDB e Iris Rezende chegaram esgotados ao final de um ciclo. Os deputados em sua maioria são candidatos e precisam sobreviver, vinculando-se a um projeto que oferece segurança e que caminha para ser vitorioso”, disse Álvaro Guimarães.

 

Ele não disse, mas é aquela velha história: políticos até ajudam a carregar o caixão até a beira da cova, mas jamais pulam dentro.

13 jul

Reação da base governista e da comunicação palaciana a Tejota na chapa de Caiado foi miúda e mesquinha, inundando a web de ataques rasteiros e acusando o deputado de “traidor” – e ele respondeu à altura

Colhida 100% de surpresa pela ascensão de Lincoln Tejota à candidatura a vice na chapa de Ronaldo Caiado, a base governista e a comunicação do Palácio das Esmeraldas reagiram desconexas, cometendo novos erros e baixando o nível na internet e em declarações do presidente do PSDB, Giuseppe Vecci – além de uma alfinetada do próprio governador, na coluna Giro, afirmando que “não aceitei a pressão do Tejota por tratamento diferenciado no governo” e que por isso ele saiu.

 

Seja através de memes e videomontagens, combinando elevado nível de produção profissional, tecnicamente falando (o que demonstra que foi montada uma central de ataques), com um conteúdo rasteiro, seja através das falas de Vecci aos jornais, o deputado do PROS foi acusado de “traição” e de ter se beneficiado das vantagens de ser governista, para, no final do baile, mudar de posição atrás de novas vantagens.

 

Duas respostas vieram: também na internet, apoiadores de Caiado postaram um discurso antigo de Zé Eliton enaltecendo o senador e garantindo de viva voz que Goiás seria um Estado “feliz” quando ele, Caiado, chegasse ao governo. E o próprio Tejota deu entrevistas, respondendo à altura, mostrando que, traidor por traidor, o maior deles está hoje no governo do Estado (Zé Eliton foi indicado para a vice de Marconi Perillo, em 2010, por Ronaldo Caiado e depois rompeu com o padrinho) e ainda acrescentou ironicamente que “fica feio” governador bater boca com deputado.

13 jul

Está complicando: 5 partidos da base articulam posição conjunta e, segundo Magtda Mofato, podem “reavaliar” o apoio a Zé Eliton. Por “reavaliar”, leitor, leia-se “apoiar Ronaldo Caiado”

A coluna Giro, em O Popular, traz nesta sexta mais más notícias para a base governista e, especialmente, para o governador Zé Eliton.

 

“Um fato novo desse mexe com a estrutura toda. Estamos na base, mas, as coisas mudando, temos de avaliar”, disse a deputada depois do encontro. O marido dela, Flávio Canedo, preside o PR estadual e não esconde sua preferência pela candidatura de Ronaldo Caiado.

 

Magda Mofato informou ainda que os quatro partidos devem se reunir de novo neste fim de semana. Dessa vez, com a participação de Vilmar Rocha, presidente do PSD.

 

Por “reavaliar”, leia-se “apoiar Ronaldo Caiado”.

13 jul

Base governista experimenta o caos depois da defecção do PROS e da confirmação de Lincoln Tejota como vice de Caiado, boataria sobre novas defecções cresce e 5 partidos se articulam contra Zé Eliton

A base governista sofreu mais que um abalo com o anúncio da defecção do PROS e da indicação do deputado estadual Lincoln Tejota para a vice-governadoria na chapa de Ronaldo Caiado.

 

O que há é uma situação de caos. O PROS saiu, outros partidos ensaiam ou ameaçam o mesmo movimento e a crise em relação à escolha do candidato à 2ª vaga ao Senado continua como uma ferida aberta sangrando sem parar.

 

Nesta quinta, como antecipado neste blog, quatro partidos que hipoteticamente deveriam fazer parte da coligação que vai bancar Zé Eliton ao governo estiveram reunidos PTB, PR, PRB e Solidariedade – sob coordenação do primeiro, o mais insatisfeito de todos depois da imposição de Lúcia Vânia em desfavor de Demóstenes Torres. O PSD não foi, mas o presidente da sigla, Vilmar Rocha, acompanha de perto e conversa diariamente com Jovair Arantes. A conversa não foi boa para a base governista e o seu candidato.

 

Enquanto isso, a boataria corre solta apontando para a iminência de novas adesões a Caiado, inclusive a do presidente da Assembleia Zé Vitti. O clima é de apreensão, principalmente diante dois fatos: 1) o governo não sabia que Lincoln Tejota estava se acertando com a oposição e foi colhido de surpresa, o que revela o amadorismo e 2) a falta de reação, com Zé Eliton e Marconi Perillo paralisados diante dos acontecimentos.

12 jul

Escolha de Lincoln Tejota (34 anos), para a vice de Caiado (68 anos) tem também o objetivo de equilibrar a chapa com a juventude de Daniel Vilela (34 anos) e até com a de Zé Eliton (45 anos)

Além do objetivo – alcançado – de aplicar um duro golpe na base governista, abalando a confiança nas possibilidades da candidatura de Zé Eliton, incapaz de segurar o seu eixo de apoiadores, a escolha do deputado estadual Lincoln Tejota passa também por um raciocínio etário.

 

A ideia seria criar uma compensação estratégica, digamos assim, para a idade elevada de Ronaldo Caiado, que tem 68 anos, e buscar equilíbrio face a juventude de Daniel Vilela, do MDB, que está com 34 anos, e até mesmo a do próprio candidato da base governista, Zé Eliton, que não é tão velho assim, hoje com 45 anos.

12 jul

Campanha de Zé Eliton contrata Marcus Vinicius, que tem perfil de estrategista eleitoral ousado, como consultor de marketing

O publicitário Marcus Vinicius Queiroz(foto) assumiu como consultor de marketing a campanha do governador Zé Eliton, passando a trabalhar em conjunto com o grupo superior de comunicação que está sendo montado  para tentar alavancar a candidatura oficial – hoje patinando nas pesquisas.

 

Marcus Vinicius já está trabalhando em um bunker secreto no setor Bueno com Edivaldo Cardoso, Ademir Lima e Marcos Siqueira. Ele é considerado como estrategista eleitoral de perfil ousado, com um impressionante currículo de vitórias no Tocantins e na Colômbia, onde foi bem sucedido em duas campanhas presidenciais. Também é autor de livros sobre marketing político.

12 jul

Desastre anunciado: candidatura de Zé Eliton enfrenta defecções na base governista, indefinição no apoio de partidos e falta de desempenho nas pesquisas, ameaçando arrastar a liderança de Marconi para o buraco

A menos que obtenha um inesperado bom resultado nas próximas pesquisas – segunda-feira tem a do instituto Grupom no Diário da Manhã –, a candidatura do governador Zé Eliton entrará em crise e afundará em um cenário negativo a velocidade cada vez maior.

 

A defecção do PROS, com a confirmação do deputado Lincoln Tejota na vice de Ronaldo Caiado, representou um duro golpe para a base governista, que está caminhando a reboque da oposição no atual processo sucessório, sem nenhum poder de iniciativa.

 

A preocupação agora, dentro da base governista, é com o futuro do ex-governador Marconi Perillo, que está correndo riscos e eventualmente pode ser derrotado na eleição para o Senado, tragado pelo desempenho danoso do candidato a governador. Isso deixaria os políticos do grupo comandado pelo PSDB sem perspectiva de sobrevivência a médio prazo. Uma hecatombe.

 

Zé Eliton está ficando sem oxigênio. E Marconi junto. Sem reação.

12 jul

Demissões de funcionários municipais que foram a evento com Caiado, em Trindade, deslustra a biografia do prefeito Jânio Darrot e é ação de perseguição incompatível com os tempos modernos

Dois funcionários da prefeitura de Trindade foram demitidos logo após comparecerem a um evento com o senador Ronaldo Caiado, patrocinado pelo ex-prefeito da cidade, Valdivino Chaves, que também é presidente do diretório local do PSD.

 

Após uma reunião pública e um café na casa de Valdivino, ambos com a participação de Caiado, o prefeito Jânio Darrot(foto), do PSDB, exonerou Larissa Chaves, que era superintendente de Direitos Humanos, e Altamiro Alves, titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento. Larissa é também filha do ex-prefeito.

 

As demissões tiveram ampla repercussão e foram comentadas, nesta quinta, pelo colunista Ulisse Aesse, no Diário da Manhã. “É uma velha prática da ditadura que está voltando em Goiás”, escreveu Aesse.

 

Trata-se de atitude vergonhosa e incompatível com a biografia do prefeito Jânio Darrot.

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