Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

14 jun

Desastre completo: inaugurada por Marconi em seu 2º governo e anunciada como obra que despoluiria o Meia Ponte, a ETE de Goiânia continua inacabada e transforma-se na maior poluidora do rio

Uma das obras mais propagandeadas dos governos Marconi Perillo foi a Estação de Tratamento de Esgoto de Goiânia, construída para despoluir o rio Meia Ponte e para melhorar o meio-ambiente da região por onde ele passa.

 

Mas deu em desastre total. O Popular mostra hoje, com base em relatórios técnicos, que a ETE transformou-se na maior poluidora do rio, onde jogar 1,6 mil litros de esgoto sem tratamento adequado, por segundo.

 

Por segundo. E o pior: a Saneago cobra dos goianienses uma tarifa mensal pelo tratamento do esgoto, que não é feito na medida e no padrão exigido pela legislação e pela conservação do meio ambiente.

 

E mais: a ETE, iniciada no 2º governo Marconi, não está 100% concluída até hoje, quando o 4º governo já se encerrou.

 

A poluição do Tempo Novo está cada vez mais evidente.

14 jun

Zé Eliton tem “nojo” e condena o “passado patrimonialista”, mas nomeou Sérgio Cardoso, cunhado de Marconi, para um cargo de conselheiro de contas. Não tem nada mais patrimonialista que isso

Há poucos dias, o governador Zé Eliton fez um discurso condenando os “resquícios do passado patrimonialista da nação brasileira”. E aproveitou para criticar o uso político dos cargos públicos, algo que, garantiu, lhe daria “nojo”. O governador, já que puxou o punhal, deveria sangrar e denunciar à opinião pública quem são esses infames patrimonialistas que querem uma beirada do governo em troca de apoio.

 

Um desses patrimonialistas é bem conhecido: é o sr. Sérgio Cardoso, agora conselheiro de contas. Casado com uma irmã de Marconi Perillo, foi por longos anos, o conselheiro, o chefe do escalão precursor das campanhas temponovistas. E fora das campanhas, uma especie de ajudante civil de ordens, um auxiliar fac totum do governador Marconi.

 

Em seu primeiro dia de expediente, como governador, José Eliton remeteu à Assembleia Legislativa a indicação de Sérgio a uma vaga em tribunal de contas, que, como é cediço nos meios políticos, constitui-se em sinecura muitíssimo bem remunerada e vitalícia. Com uma única canetada, todo o belo e pomposo discurso sobre “patrimonialismo” se foi águas abaixo. Se queres um exemplo de patrimonialismo, olhai em torno…

 

Claro que Zé Eliton fez isso para atender a um pedido do amigo Marconi. Não ficava bem Marconi encerrar seus brilhantes 19 anos de governo com um favorecimento tão vulgar a alguém de sua casa. Que outro sujasse as mãos.

 

Mas, moralmente, Marconi é tão ou mais responsável por este deslize ético de Zé Eliton.(Helvécio Cardoso, jornalista)

14 jun

Lúcia Vânia suspende publicação da pesquisa do instituto Lupa sobre as eleições em Goiás. O motivo: ela não quer constranger Marconi, que não se saiu bem nos índices de intenção de votos

O PSB nacional contratou o instituto Lupa, de Minas Gerais, para realizar pesquisas sobre as próximas eleições nos Estados onde o partido tem expressão e candidatos competitivos.

 

Um dos escolhidos foi Goiás, onde a senadora Lúcia Vânia disputa a reeleição com ótimas chances e passou a aparecer em 1º lugar em levantamentos recentes, como o do instituto Diagnóstico, que saiu no Diário da Manhã.

 

A pesquisa do Lupa foi registrada no TRE, está pronta e deveria ter sido publicada nesta quarta, no Diário da Manhã. Mas Lúcia Vânia não permitiu.

 

Ela não quis incomodar ou criar constrangimentos para o ex-governador Marconi Perillo, que, segundo o Lupa, não se apresenta bem nas intenções de voto para o Senado.

 

Atualização: uma fonte palaciana, como diz a coluna Giro, em O Popular, entrou em contato para garantir que a decisão de não publicar a pesquisa do instituto Lupa teria sido tomada pela senadora Lúcia Vânia porque é ela que estaria mal no levantamento e não o ex-governador Marconi Perillo.

14 jun

Não é só Zé Eliton que está mergulhado na rotina administrativa e não faz campanha. Marconi também arrumou uma “agenda de governo” e está visitando órgãos públicos, em vez de articular a base

Não é só o governador Zé Eliton quem, na base governista, dedica-se ao rame-rame diário da gestão e deixa a política de lado, mesmo a pouco mais de 100 dias da data das eleições, enquanto os problemas se acumulam.

 

O ex-governador Marconi Perillo, que voltou na semana passada depois de desaparecido em uma viagem de 30 dias ao exterior, também arrumou uma agenda governamental paralela – que consiste em visitas de cortesia a órgãos públicos.

 

Nesta quarta, em vez de tentar articular soluções para os problemas que estão comprometendo a unidade da base governista, como, por exemplo, a saída do PP, ou desenvolver a sua própria campanha ao Senado, Marconi passou o dia visitando a Saneago, a Secretaria de Segurança Pública(na foto, o registro ao lado do secretário Irapuan Costa Jr.), o Tribunal de Contas dos Municípios e o Hugol, segundo ele para acompanhar de perto o bom trabalho que estaria sendo realizado nessas repartições.

 

Segundo postagens que voltou a fazer nas redes sociais, o ex-governador manifestou-se “feliz ao verificar que está tudo bem”.

13 jun

Respostas de Zé Eliton a perguntas polêmicas como o casamento gay, no questionário de O Popular, arrepiam evangélicos e podem esvaziar ainda mais o apoio à sua candidatura nesses segmentos

Respostas do governador Zé Eliton a perguntas sobre casamento gay, descriminalização das drogas, legalização do aborto, educação sexual nas escolas e outros temas polêmicos arrepiaram os segmentos evangélicos, que já são refratários à sua candidatura e hoje pendem para o senador Ronaldo Caiado.

 

Diante do questionário de O Popular(ilustrado pelo desenho acima) o governador, na verdade, posicionou-se como qualquer pessoa esclarecida, de um modo geral a favor de que cada um decida sobre a sua vida. Mas é notório que as igrejas evangélicas são muito conservadoras e não aceitam, por exemplo, em hipótese alguma, a legalização do aborto ou o casamento gay – que Zé Eliton defendeu.

 

Já existe hoje uma aproximação desses segmentos com o senador Ronaldo Caiado, que será apoiado, por exemplo, pelas Assembleias de Deus (mesmo porque um de seus membros, o ex-deputado Luiz Carlos do Carmo, é suplente de Caiado e assumirá no Senado em caso de vitória do democrata). Com o questionário, que todos os demais postulantes ao governo conseguiram responder sem incomodar os evangélicos, Zé Eliton pode ter sido sincero, o que é uma virtude, mas foi inábil, o que pode ajudar seus adversários.

13 jun

Base governista espera queda de Caiado, mas esquece que, desde 5 anos atrás, ele mantém 40% nas pesquisas, primeiro como candidato a senador em 2014 e agora como candidato a governador

A base governista sempre alimentou a esperança de que o senador Ronaldo Caiado, como candidato a governador, mesmo começando a campanha com uma média de 40% de intenções de votos nas pesquisas, acabaria tropeçando em suas próprias pernas (cometendo algum erro) e despencaria sozinho, permitindo a ascensão do candidato governista – no caso Zé Eliton.

 

Mas o tempo passa e Caiado não cai. Não comete erros. Na pesquisa Serpes/O Popular continua inabalável em 1º lugar, com 38% das intenções de votos, equivalentes a 64,1% dos votos nominais válidos e vitória no 1º turno, por enquanto. Na pesquisa Diagnóstico/Diário da Manhã aparece com 41,1%.

 

Vale lembrar: Caiado tem esse percentual médio de 38 a 41% desde 2014, portanto há cinco anos atrás, quando se candidatou ao Senado e ganhou. Posteriormente, apresentou-se como postulante ao governo e manteve esses números.

 

Está, portanto, consolidado.

13 jun

Se Zé Eliton ou Daniel Vilela ganham a eleição, é fácil deduzir quem estará no governo deles. No caso de Caiado, é diferente: ele é o único candidato que garante uma elevada taxa de renovação

Se Zé Eliton ganhar a eleição, leitor, você já sabe quem vai estar mandando no governo dele.

 

Sim: João Furtado, Leonardo Vilela, Raquel Teixeira, José Carlos Siqueira, José Taveira, Manoel Xavier, Joaquim Mesquita, Jayme Rincon etc etc…

 

Ou seja: você vota em Zé Eliton e elege os mesmos que há 20 anos estão a fazer entre eles um rodízio perpétuo de cargos.

 

Com Daniel Vilela, é quase a mesma coisa. Os emedebistas também são pródigos em mais do mesmo: Euler Morais, Carlos Eduardo de Paula, Agenor Mariano, Mário Vilela, Eli de Faria, Wolney Siqueira, Sebastião Peixoto etc etc… todos esses estarão em um hipotético governo do filho de Maguito.

 

Caiado é menos previsível. É bem provável que, caso vença, a taxa de renovação da administração estadual seja de fato a mais elevada.

13 jun

Pesquisas mostram que, depois do milagre que há 7 anos deu a Wilder uma cadeira no Senado, ele não tem a menor chance de continuar lá a partir de janeiro de 2019

A candidatura de Wilder Morais a mais um mandato no Senado caminha para se transformar em um fiasco histórico.

 

Wilder tornou-se senador há 7 anos, mais ou menos, graças a um milagre: a inesperada cassação do titular do mandato, Demóstenes Torres, por envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

 

Mas um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. As pesquisas estão mostrando que não há a menor chance de Wilder continuar sentado no Senado. Segundo o Serpes, ele está com 1,1% de intenções de votos. De acordo com o Diagnóstico, tem 6,3%.

 

Ele disputa o torneio da lanterna com os emedebistas Pedro Chaves e Agenor Mariano e com o petista Luís César Bueno, todos com percentuais ridículos nas pesquisas.

13 jun

Círculo íntimo de Marconi acha que ele deve cuidar mais da própria candidatura, em risco, conforme as últimas pesquisas, e deixar de priorizar Zé Eliton, que tem a vantagem do cargo para fazer campanha

Entre os amigos e assessores mais próximos, cresce a preocupação com a candidatura ao Senado de Marconi Perillo.

 

A pesquisa Serpes/O Popular acendeu em definitivo o sinal amarelo para Marconi. Ele está em 1º lugar, mas com apenas 14% das intenções de votos, menos que os 16,1% que tinha no levantamento anterior. Em 2006, na mesma época, quando também se candidatou ao Senado, estava com 77%. E é rejeitado por quase um terço do eleitorado.

 

O pior é que outra pesquisa, agora do instituto Diagnóstico, também foi publicada, colocando Marconi em 3º lugar, atrás de Jorge Kajuru, em 1º, e Lúcia Vânia, em 2º.

 

São sinais de que algo vai mal. O entendimento é que o ex-governador precisa cuidar mais da própria candidatura e deixar mais à vontade o governador Zé Eliton – que conta com o aparato da máquina administrativa diretamente a seu favor.

 

Marconi estaria também perdendo tempo com o projeto nacional do PSDB, hoje praticamente enterrado com o fiasco da candidatura de Geraldo Alckmin.

 

“Ou ele cuida dele próprio ou correrá riscos desnecessários e poderá até ser surpreendido, já que há mais nomes competitivos na raia senatorial – Lúcia Vânia, Demóstenes Torres, Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso, conforme demonstram as pesquisas”, diz sob reserva um expoente do grupo marconista.

12 jun

Serpes, Grupom, Exata e Diagnóstico: pesquisas publicadas até agora são convergentes entre si, dentro das margens de erro, e podem todas ser vistas e recebidas com credibilidade

As pesquisas sobre as próximas eleições publicadas até agora, em Goiás, são dignas de credibilidade – mesmo porque, embora haja variações, elas convergem para os mesmos resultados, dentro das margens de erro de cada uma.

 

Serpes, Grupom, Exata e Diagnóstico apontam para um cenário só: Ronaldo Caiado lidera com folga, na faixa de 38 a 41%, seguido por Zé Eliton e Daniel Vilela (os dois  entre 6 e 13%) se alternando no 2º lugar, ambos bem atrás do líder absoluto. Nenhum dos quatro institutos saiu fora desses números.

 

Para o Senado, todos os quatro indicam que Marconi Perillo, Lúcia Vânia e Jorge Kajuru estão embolados, com índices variados, dependendo da metodologia que cada um segue, já que serão dois votos para cada eleitor. Fica claro também que Vanderlan Cardoso está no páreo e é um candidato competitivo. Em seguida, vêm Demóstenes Torres, Vilmar Rocha e Wilder Morais.

 

Essa é a leitura geral dos levantamentos publicados pelos quatro institutos. Não há por que duvidar.

12 jun

Pesquisa Serpes/O Popular indica que eleitorado das classes C, D e E, maioria, não entende o discurso do governador Zé Eliton, mas assimila com facilidade o que Caiado diz

Há uma dúvida, dentro da própria base governista, sobre o discurso do governador Zé Eliton – entendido discurso aqui como a comunicação geral do candidato, em entrevistas, declarações, posts nas redes sociais e até mesmo conversas diretas. Ele estaria usando um palavrório muito complicado, que poucos entendem.

 

Segundo o Serpes, entre eleitores que apenas leem e escrevem, o tucano registra 5,6% das intenções de voto. É provável que esteja aí a maioria do eleitorado, nas classes C,D e E. O índice é baixíssimo e pode, sim, ter a ver com a falta de compreensão desses receptores para a mensagem do emissor Zé Eliton.

 

Por esse critério, Ronaldo Caiado está se comunicando bem e é ouvido e entendido por essa faixa de eleitores, onde ele registra 40,4%.

 

O eleitor goiano não sabe o que é “agenda da convergência”. Mas entende que “é preciso mudar”.

12 jun

Não é mais o mesmo gigante de antes: Pesquisa Diagnóstico/Diário da Manhã reforça as dificuldades enfrentadas pela candidatura de Marconi ao Senado, que aparece em 3º lugar, atrás de Kajuru e Lúcia Vânia

O ex-governador Marconi Perillo não é mais o mesmo.

 

A sua candidatura ao Senado está se mostrando frágil, com um desempenho decepcionante nas pesquisas – para quem, há 20 anos, vive uma trajetória de sucesso na política estadual. Ou melhor: vivia.

 

Marconi aparece no levantamento do instituto Diagnóstico, publicado nesta terça no Diário da Manhã, em 3º lugar, com 24,9%. Em 1º lugar, está Jorge Kajuru, com 26,5%, e, em 2º lugar, Lúcia Vânia, com 25,3%.

 

É mais uma sinalização negativa que a candidatura recebe.

12 jun

Grande união da oposição, com Caiado-Daniel-Vanderlan-Flávia Morais, pode criar chapa arrasadora para a próxima eleição e praticamente definir uma tendência de vitória

Os números da última pesquisa Serpes/O Popular sugerem que uma união entre políticos bem posicionados no levantamento pode definir a eleição que acontece em outubro próximo. Imagine, leitor, um acordo entre DEM, MDB, PP e PDT ?

 

Conforme a pesquisa, Ronaldo Caiado (DEM) lidera a corrida para o governo. Daniel Vilela (MDB) está em 3º lugar. Vanderlan Cardoso (PP) surge como a grande surpresa para o Senado, em 3º lugar, atrás de Lúcia Vânia e Marconi Perillo. Flávia Morais não foi incluída na pesquisa, mas indiscutivelmente agrega, por se tratar de uma deputada federal de um partido expressivo, o PDT, e, além do mais, mulher.

 

Caso venham a se entender, seria uma pedreira para a candidatura de Zé Eliton escalar, pela base governista.

12 jun

Quando as coisas pareciam melhorar para Zé Eliton, com a pesquisa Serpes, sai o levantamento do Diagnóstico/Diário da Manhã devolvendo o candidato tucano para o 3º lugar e aumentando a frente de Caiado

Depois que O Popular publicou a pesquisa Serpes mostrando o governador Zé Eliton em Zé Eliton em 3º lugar, finalmente ultrapassando Daniel Vilela, as más notícias voltaram a assombrar a candidatura do tucano, que luta para se afirmar.

 

Nesta terça, saiu a pesquisa Diagnóstico/Diário da Manhã, devolvendo Zé Eliton para o 3º lugar, com 8,3% das intenções de votos. Em 2º lugar, continua Daniel Vilela, com 8,7%, ou seja, uma vantagem de apenas 0,4 décimas, mas… à frente.

 

Para piorar as coisas, Ronaldo Caiado dispara na liderança, segundo o Diagnóstico, agora com 41%.

 

E, adicionalmente, o Serpes confessou erro na pesquisa publicada em O Popular, quanto a apuração do 1º e 2º voto para o Senado, mas abalando a confiança em todos os resultados.

12 jun

Índices de Marconi na pesquisa Serpes/O Popular mostram que o nome dele passou a enfrentar forte resistência na sociedade e que a candidatura o Senado está fragilizada e será difícil

Os índices obtidos pelo ex-governador Marconi Perillo na última pesquisa Serpes/O Popular evidenciam que surgiu e é forte na sociedade uma resistência ao seu nome, depois de 20 anos de poder. Em consequência, a candidatura ao Senado está fragilizada e com perspectivas incertas.

 

Nas intenções de voto ao Senado, Marconi ainda está em 1º lugar, com 14%, quando na pesquisa anterior, do mesmo Serpes, tinha 16,1%. Nos dois cenários pesquisados para o 2º voto, o Serpes alegou erro e anulou a pesquisa.

 

Os demais números permanecem. Marconi é o mais rejeitado. Quase um terço do eleitorado, ou 32,1%, não vota nele para o Senado de jeito nenhum.

 

E ainda: para um nome que tem duas décadas de forte exposição, Marconi revela desempenho pífio na pesquisa espontânea. Seu nome é lembrado por apenas 2,6% do eleitorado.

 

Por último: 52,4% dos entrevistados não votariam em hipótese alguma em um candidato a governador indicado por ele.

 

Definitivamente, Marconi não é mais o mesmo.

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