Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

07 ago

Pela 1ª vez falando como candidato, Zé Eliton diz que a tendência é a polarização entre ele e Caiado. Isso estaria nas pesquisas. Mas não acredite, leitor: não há pesquisa nenhuma mostrando isso

O governador Zé Eliton finalmente se assumiu como candidato, falando a emissoras de rádio e sites de internet com a pose de quem já ganhou a eleição.

 

Mas não entre nessa onda, leitor: ao contrário, a realidade para o candidato tucano é dura. Em pouco mais de 20 dias, na reta final para a oficialização do seu nome na convenção do PSDB, ele perdeu o apoio de cinco partidos de peso da antiga base aliada governista: PP, PDT, PRB, PROS e PHS. Uma defecção e tanto, que reduziu o antigo Tempo Novo à metade do seu tamanho histórico.

 

Nas entrevistas desta segunda, 6, Zé Eliton informou enxergar nas pesquisas uma tendência de polarização entre ele e Ronaldo Caiado. Só que nenhuma pesquisa, até hoje, mostrou qualquer sinal dessa “polarização”. Pelo menos, as sérias, como as do Grupom, Serpes e Diagnóstico. Todas foram unânimes em apontar Caiado em uma folgada liderança, em média 30 pontos à frente de Zé Eliton, que está empatadíssimo em 2º lugar com Daniel Vilela. Afirmar o contrário é viver no reino da fantasia.

 

Se houver alguma tendência, e há, é a de vitória do candidato democrata. Nem Zé Eliton nem Daniel Vilela, conforme os levantamentos publicados até agora pelo Grupom, Serpes e Diagnóstico, conseguiram ainda se apresentar como alternativas para polarizar o debate eleitoral com Caiado, afora o simples e óbvio fato de que são também candidatos. Essa é a verdade.

07 ago

Zé Eliton e Marconi confundem convenção espetaculosa do PSDB e dos partidos que restaram na base governista com apoio político massivo, mas isso não tem nada a ver: festa foi só para convertidos

Após a espetaculosa convenção do PSDB e partidos aliados que restaram na base governista, Marconi Perillo e Zé Eliton se manifestasram em declarações à imprensa e em posts nas redes sociais avaliando o sucesso da festa como uma demonstração de que a chapa tucana tem o apoio massivo da população;

 

Não tem nada a ver.

 

Convenções, sejam de que tamanho for, mesmo em padrão cenográfico americano, como foi a dos governistas, são eventos fechados  para a militância já convertida, que não acrescenta um voto ou o apoio de ninguém à chapa oficializada. É oportunidade de barulho para cabos eleitorais e comitivas comandadas por prefeitos, não sendo de descartar que também tenha algum efeito em matéria de propaganda – sugerindo que tudo vai bem e no melhor dos mundos para os candidatos aprovados.

 

Mas o efeito é limitado – e muito. Na verdade, o domingo, data da convenção dos tucanos e seu cada vez menor grupo de partidos seguidores, foi de derrotas. Mais de uma: além do PP, eles perderam também o PRB, totalizando cinco partidos que se recusaram a apoiar a candidatura de Zé Eliton, já que também o PROS, o PDT e o PHS também pularam fora do barco do Tempo Novo, agora candidato a Titanic.

 

Que a festa convencional de Zé Eliton e Marconi foi boa, foi. Mas foi só festa.

07 ago

Sai a pesquisa do instituto Exata, no site da Tribuna do Planalto, e é o que se esperava: nela, Zé Eliton subiu e já está com 18,1%, enquanto Caiado e Daniel caem em média 1 ponto cada

A pesquisa do instituto Exata, uma das duas (a outra é a do instituto Directa) que costumam ter a sua divulgação calibrada pelos estrategistas palacianos para o dia seguinte após a publicação de levantamentos como os do instituto Diagnóstico (que saiu segunda-feira, 5, no Diário da Manhã, trazendo Zé Eliton estagnado e empatado em 2º lugar com Daniel Vilela), está lançada nesta terça, 7, no site da Tribuna do Planalto – e não no jornal O Hoje..

 

Zé Eliton, segundo os números do Exata, foi o único candidato a mostrar crescimento, tendo saído de 14,69% na pesquisa anterior para 18,1% agora. Como se vê, o governador, pelo menos no relatório do Exata, é um fenômeno eleitoral.

 

Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, coitados, caíram. Pouco, mas caíram. O democrata desceu de 34,5 para 34,8%. O emedebista, de 8,75 para 7,7%.

 

Com esse resultado, o ranking de credibilidade das pesquisas, conforme a opinião deste blog, continua estável. Veja a classificação:

 

Serpes: credibilidade alta.

Grupom: credibilidade alta.

Diagnóstico: credibilidade em alta.

Ibope: credibilidade média.

Real Time: credibilidade em baixa.

Exata: credibilidade baixa.

Directa: credibilidade baixíssima

06 ago

Avaliação do blog: dentre os 3 principais candidatos a governador, Daniel Vilela fez o melhor discurso em convenção, com clareza, conteúdo, objetividade e estratégia eleitoral perfeita

Este blog acompanhou pelo menos a maior parte dos discursos que foram ditos pelos três principais candidatos a governador – Ronaldo Caiado, Zé Eliton e Daniel Vilela – em suas respectivas convenções, após serem oficializados representantes de suas coligações na próxima eleição.

 

Sem medo de errar: Daniel Vilela fez o melhor pronunciamento. Falou em tom de conversa, sem gritaria ou estilo de metingueiro, criticando duramente, mas com palavras equilibradas, os adversários e apresentando um bom resumo das suas ideias e propostas iniciais para Goiás. É de se ressaltar que o filho de Maguito Vilela aperfeiçoa a cada dia a sua capacidade de expressão, especialmente na construção de frases claras e de fácil compreensão para todo e qualquer nível de ouvinte. Sua estratégia foi perfeita: não houve uma palavra que não levasse a plateia a evocar aspectos negativos dos concorrentes, que ele, habilidosamente, vem misturando em um saco só.

 

Caiado e Zé Eliton, ao contrário, foram igualmente mal. Ambos professorais e messiânicos, lembrando os oradores carregados de entonação da velha política, com pausas calculadas para produzir efeitos que não funcionam mais na comunicação moderna diretamente com as pessoas.

 

Zé Eliton se perdeu em um falatório administrativo, citando obras e programas do passado, que, ele ameaça, só seriam mantidos se ele ganhar o pleito – uma bobagem em que ninguém acredita. Defendeu ardorosamente a manutenção do legado de Marconi Perillo, que tem pontos favoráveis, mas traz consigo a carga negativa de 20 anos continuados de poder absoluto. Novamente, falou em miniprojetos, como a tentativa já iniciada de extinção das filas de espera para exames e cirurgias nos hospitais públicos. Em termos de políticas de ampla visão para o futuro do Estado, não conseguiu formular nada. Seu problema nº 1 com a retórica continua: usa termos e orações de difícil entendimento e na convenção, ao discursar de forma entrecortada, perdeu-se muito vezes nos meandros da sua própria eloquência.

 

Caiado precisa aprimorar e muito o seu discurso, para sair dos chavões e das afirmações genéricas desacompanhadas de um raciocínio explicativo. Também citou projetos, embora com alguma criatividade, como a proposta de investir nas 50 menores cidades do Estado – o que não rende votos, pois juntas somam um eleitorado insignificante, mas mostra uma preocupação social interessante. Foi quem fez o discurso menos costurado, com opiniões e conceitos esparsos e sem ligação entre si. Passa, mais que todos os outros, uma imagem de vigor, porém ainda atrelado a uma perspectiva excessivamente política e às vezes longe da modernidade.

06 ago

Chapa governista ficou pouco representativa e fechada demais no PSDB, além de incluir até candidato – como Vilmar Rocha, 1º suplente de Marconi ao Senado, que não vai pedir votos para Zé Eliton

A chapa que acabou sendo montada pela coligação liderada pelo PSDB ficou pouco representativa, do ponto de vista partidário, ao incluir três nomes tucanos – Zé Eliton, Raquel Teixeira e Marconi Perillo. O quarto nome, Lúcia Vânia, é do PSB, mas carrega o DNA marcante do PSDB, onde passou a sua vida política.

 

Pior: as duas mulheres reforçam a chapa, quanto a igualdade de gênero e isso é positivo, mas ambas são muito mal vistas entre os políticos da própria base governista. Raquel Teixeira, como secretária da Educação, não recebia deputados e prefeitos e só abria exceção se, antes, eles enviassem email informando o assunto e quem estaria na audiência. Lúcia Vânia, há um mês atrás, foi duramente criticada por Jovair Arantes, do PTB, e Magda Mofato, do PR, como uma senadora que só pensa em seus próprios interesses e nos de seu sobrinho, o deputado federal Marcos Abrão, do PPS. Jovair e Magda chegaram a dizer que não trabalhariam pela eleição de Lúcia.

 

Para complicar, a vaga de 1º suplente de Marconi ao Senado foi para o presidente estadual do PSD Vilmar Rocha, que, assim que foi confirmado, apressou-se a dar declarações avisando que não subiria no palanque nem pediria votos para Zé Eliton. Vilmar passou o último ano disparando pesadas críticas contra o atual governador, a quem acusou de “despreparado” e “inadequado” para governar Goiás. E finalmente, uma constatação: a chapa foi produzida totalmente nos bastidores, em ajustes fechados entre o governador e o ex, sem consulta a mais ninguém e sem legitimação do conjunto político que lideram.

 

Para Zé Eliton, portanto, a chapa que ele encabeça está longe de ser um “time dos sonhos”, mais parecendo uma espécie de único acerto permitido a ele e Marconi, com os dois decidindo na defensiva, sob a onda de defecções de partidos e aliados para a oposição, e não como nos bons momentos do Tempo Novo, quando os adversários é que trabalhavam sob pressão.

06 ago

PSDB e o que sobrou de partidos na base aliada fazem convenção cenográfica de padrão americano, mas sob a sombra do esfacelamento dos alicerces que sustentaram o Tempo Novo por 20 anos

Liderada pelo PSDB, a coligação com os partidos que sobraram da onda de defecções que levou para a oposição cinco partidos de peso que sempre estiveram com o Tempo Novo – PP, PDT, PRB, PROS e PHS –conseguiu fazer neste domingo, 5, uma convenção grandiosa e cenográfica, de padrão americano, como pano de fundo para a oficialização da chapa de Zé Eliton, Raquel Teixeira, Marconi Perillo e Lúcia Vânia.

 

Foi uma festa e tanto. Mas, no ginásio Goiânia Arena, pairava no ar uma sombra: o espetáculo não foi suficiente para ocultar o encolhimento da base governista, que em menos de 30 dias, a partir da confirmação do deputado Lincoln Tejota como vice de Ronaldo Caiado, esfacelou-se e foi reduzida à metade do tamanho original.

 

Em 24 horas, a convenção terá sido esquecida até pela militância apaixonada que esteve lá. Mas os efeitos provocados pela debandada dos cinco partidos terão continuidade e com certeza devem repercutir nas urnas de outubro próximo, daqui a 60 dias exatos – para muitos tempo suficiente para uma reação, para outros um prazo apertado demais para Zé Eliton sair do empate em 2º lugar nas pesquisas com Daniel Vilela e ultrapassar Caiado ou pelo menos tentar se classificar para um eventual 2º turno.

 

A realidade política agora é outra em Goiás.

 

 

06 ago

Calendário das pesquisas: terça sai a do instituto Exata, no jornal O Hoje. E o Serpes já registrou seu primeiro levantamento após a definição das chapas, a ser publicado em O Popular no próximo fim de semana

A publicação de novas pesquisas eleitorais em Goiás foi retomada a partir desta segunda-feira, 6, com o levantamento do instituto Diagnóstico/Diario da Manhã mostrando que o quadro não se alterou e que Ronaldo Caiado mantém a frente de sempre – em média 30 pontos, considerada a margem de erro – sobre Zé Eliton e Daniel Vilela, empatados em 2º lugar.

 

Nesta terça-feira, 7, o jornal O Hoje deve trazer o relatório do instituto Exata, que sempre exibe números mais favoráveis a Zé Eliton e tem sua divulgação calibrada, toda vez, para após pesquisas em que o governador não se sai bem, como a do Diagnóstico/Diário da Manhã desta segunda, 6.

 

A notícia mais importante é que o Serpes pediu registro de pesquisa, que vai a campo neste início de semana, já dentro do cenário novo de definição das chapas majoritárias, com revisão de divulgação no próximo fim de semana, em O Popular.

 

Confira mais uma vez o ranking de credibilidade das pesquisas, conforme a opinião deste blog:

 

Serpes: credibilidade alta.

Grupom: credibilidade alta.

Diagnóstico: credibilidade em alta.

Ibope: credibilidade média.

Real Time: credibilidade em baixa.

Exata: credibilidade baixa.

Directa: credibilidade baixíssima.

06 ago

Sem PP, PDT, PRB, PROS e PHS na sua coligação, Zé Eliton sofre corte drástico de tempo de propaganda na televisão: se a base governista seguisse unida, ele teria as vantagem de quase 50% do horário gratuito

O maior prejuízo para a candidatura do governador Zé Eliton, com a defecção do PP, PDT, PRB, PROS e PHS da base governista, está na redução drástica do seu tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão.

 

Caso tivesse mantido a coligação liderada pelo PSDB na íntegra, conforme a recebeu do ex-governador Marconi Perillo, Zé Eliton teria a seu favor quase 50% de todo o horário que o TRE reserva aos candidatos a governador no rádio e na televisão – dois blocos de nove minutos cada, um na volta do dia e outro à noite, além de pílulas espalhadas durante a programação, tudo dividido proporcionalmente aos partidos conforme o número de deputados federais de cada um.

 

Os cinco partidos que deixaram de apoiar o candidato tucano – PP, PDT, PRB, PROS e PHS – somam juntos quase 2 minutos em cada bloco, que agora vão para Ronaldo Caiado (PDT e PROS) e para Daniel Vilela (PP, PRB e PHS). Com isso, Zé Eliton perde a primazia: os três principais candidatos terão mais ou menos o mesmo tempo no rádio e na televisão, na faixa de 2,5 minutos cada um.

06 ago

Com a candidatura de Zé Eliton, base governista perde metade do tamanho e fica com apenas 10 partidos, que devem cair para 9 com o veto da direção nacional da Rede à coligação com o PSDB em Goiás

Em outras campanhas, a base governista chegou a se apresentar nas eleições com uma frente de 19 partidos. Mas eram os tempos em que a forte liderança e capacidade de articulação de Marconi Perillo faziam a diferença.

 

Agora, sob a candidatura de Zé Eliton a governador, os antigamente sólidos pilares partidários do Tempo Novo se esboroaram: três partidos grandes, um médio e um pequeno, pela ordem PP, PRB, PDT, PROS e PHS, abandonaram o barco e se transferiram para a oposição, em uma incontrolável onda de defecções que reduziu a base governista à metade do seu antigo tamanho – 10 partidos, conta do próprio Palácio das Esmeraldas que inclui equivocadamente a Rede, legenda que não estará presente na coligação liderada pelos tucanos porque a sua direção nacional vetou a aliança (estatutariamente, a Rede não pode apoiar candidatos que respondam a processos por improbidade, caso de Zé Eliton). Serão, portanto, apenas nove: PSDB, PSB, PTB, PSD, PR, PPS, PV, Solidariedade e Avante.

 

Ronaldo Caiado será o candidato com mais partidos ao seu lado: 13 (DEM, PDT, PROS, PRP, DC, Podemos, PMN, PMB, PPL, PRTB, PSC, PTC e PPL). Daniel Vilela deve ir com quatro: MDB, PP, PRB e PHS.

06 ago

Veja a imagem que documenta a maior reviravolta da política de Goiás nos últimos 20 anos e se constitui, por enquanto, no fato novo mais importante para a próxima eleição

Confira aí, leitor: aparecem nesta imagem publicada nas redes sociais do deputado federal Daniel Vilela, candidato do MDB a governador, o ex-deputado federal Sandes Jr., o empresário Vanderlan Cardoso, o ministro das Cidades Alexandre Baldy, o próprio Daniel e o deputado federal Heuler Cruvinel.

 

Trata-se de uma foto histórica, ao documentar fisicamente a maior reviravolta da política de Goiás nos últimos 20 anos: o PP, partido fundador do Tempo Novo, deixou a base governista e foi para a oposição, fechando aliança com o MDB. Vanderlan será um dos candidatos ao Senado na chapa de Daniel Vilela, que terá Heuler Cruvinel como vice. Sandes Jr. continua como candidato a deputado federal.

 

A nova coligação surge com força suficiente para mudar o cenário que se desenhava para o próximo pleito, que agora se dará em torno de três eixos de expressão simbólica equivalente: o de Ronaldo Caiado, o do governismo, através de Zé Eliton, e o do MDB, que praticamente ressurge das cinzas, qualquer um em condições teóricas de vencer nas urnas.

06 ago

Pesquisa Diagnóstico/Diário da Manhã mostra quadro inalterado a 60 dias da eleição: Caiado firme em 1º lugar, com 39,8%, e Zé Eliton (12,5%) e Daniel (12,4%) empatados em 2º lugar

Mais uma rodada da pesquisa do instituto Diagnóstico está nesta segunda-feira, 6, no jornal Diário da Manhã. O levantamento, é claro, foi feito antes das definições das convenções do último domingo, 5.

 

Não há surpresas. A apenas 60 dias da eleição, Ronaldo Caiado continua sólido em 1º lugar, tendo aumentando suas intenções de votos, dentro da margem de erro, que é de 3,4 pontos para mais ou para menos, para 39,8%.

 

Zé Eliton e Daniel Vilela, também dentro da margem de erro, seguem empatadíssimos e subiram para 12,5% o governista e para 12,4% o emedebista.

05 ago

Com PP, PRB e PHS, Daniel Vilela adquire musculatura e transforma-se em ameaça: pode deixar Zé Eliton fora de um eventual 2º turno e com a sua cara de renovação vencer Caiado no embate final

Ao conquistar o apoio de partidos como o PP, PRB e PHS, o deputado federal Daniel Vilela mudou o cenário da próxima eleição e transformou-se em ameaça que pode deixar o governador Zé Eliton fora de um eventual 2º turno e, com a sua cara de novidade absoluta, vencer Ronaldo Caiado no embate final.

 

É fato que, com quatro partidos de peso na sua base de apoio, liderados pelo MDB, o filho de Maguito Vilela elevou a sua cotação e passou de candidato sem estrutura e sem chance a competidor que deve ser levado a sério.

 

Em pesquisas qualitativas, quando vídeos de Caiado, Zé Eliton e Daniel Vilela são apresentados aos grupos, o emedebista salta uma distância imensa à frente dos concorrentes em matéria de aceitação e aprovação dos entrevistados.

 

Em campanhas eleitorais, deve-se sempre ter em mente que fatos novos podem provocar efeitos devastadores e se prevenir contra eles. A base governista dormiu no ponto, Caiado também, e o resultado aí está.

05 ago

Calendário das pesquisas: nesta segunda, 6, o Diário da Manhã publica novo levantamento do instituto Diagnóstico

O Diário da Manhã surpreenderá seus leitores, nesta segunda, com a publicação de mais uma rodada da pesquisa do instituto Diagnóstico sobre a sucessão estadual.

 

Veja o ranking de credibilidade das pesquisas, atualizado, conforme a opinião deste blog:

 

Serpes: credibilidade alta.

Grupom: credibilidade alta.

Diagnóstico: credibilidade em alta.

Ibope: credibilidade média.

Real Time: credibilidade em baixa.

Exata: credibilidade baixa.

Directa: credibilidade baixíssima

05 ago

Defecção do PP e mais 4 partidos de peso – PROS, PDT, PRB e PHS – é maior derrota política do Tempo Novo em 20 anos de poder absoluto em Goiás e pode ser o prenúncio da renovação política do Estado

Desde que venceu a primeira eleição, com o jovem Marconi Perillo derrotando o todo-poderoso Iris Rezende em 1998, abrindo um ciclo de poder que já dura 20 anos, o Tempo Novo nunca sofreu uma derrota política com a magnitude da defecção do PP e mais quatro partidos de peso – PROS, PDT, PRB e PHS–, que abandonaram a base governista para se unir a projetos de oposição.

 

É um mau sinal.

 

Com Zé Eliton estacionado nas pesquisas, em 2º lugar, na faixa de 12% das intenções de votos, empatado com Daniel Vilela, que não dispõe nem de uma fração da máquina governista que trabalha para o candidato tucano, a outrora gigantesca base aliada desmoronou em pouco mais de um mês e hoje vive momentos de perplexidade com a falta de perspectivas de vitória na próxima eleição.

 

Segundo a propaganda do PSDB estadual na convenção deste domingo, 5, Zé Eliton seria o guardião do Tempo Novo. Mas a realidade que emerge é outra: está mais para coveiro.

05 ago

Em poucas palavras: mensagem escrita de João Campos explica a opção do PRB em apoiar Daniel Vilela e deixar a base governista

Veja(acima) a mensagem escrita publicada pelo deputado federal João Campos nas redes sociais, agora há pouco, justificando a opção do PRB pela candidatura de Daniel Vilela, do MDB, a governador.