Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

05 ago

Foto do dia: Daniel Vilela vai ao diretório estadual do PRB para receber o apoio do partido e do deputado federal João Campos

A foto acima acaba de ser postada no perfil de Daniel Vilela no Instagram. Não há necessidade de comentários.

05 ago

Longe do ideal: defecção do PP obriga Zé Eliton a aceitar Raquel Teixeira na vaga de vice, tornando a chapa governista quase que puro-sangue e não aglutinadora por contar com 3 nomes do PSDB

A defecção do PP obrigou o governador Zé Eliton a aceitar a professora e ex-secretária da Educação Raquel Teixeira como candidata a vice, tornando a chapa governista quase que puro-sangue por contar com 3 nomes do PSDB e apenas um de fora – Lúcia Vânia, do PSB, que, no entanto, tem o mesmo DNA. Outros dos poucos partidos que restaram na coligação situacionista, como o PTB e o PR, não se interessaram em fazer nenhuma indicação para a vaga.

 

Em termos de estratégia eleitoral, isso é ruim. Mas Marconi Perillo, desde o início, queria Raquel Teixeira vice, por considerá-la nome de estrita confiança para a hipótese de que Zé Eliton, ganhando a eleição, venha a passar por uma imprevisibilidade, correndo o risco de entregar o legado de de 20 anos do Tempo Novo a alguém incapacitado ou desinteressado na sua preservação. O ex-governador é suspeito de fazer corpo mole quanto aos esforços para manter o PP na aliança liderada pelo PSDB, garantindo as condições e o espaço necessário para justificar a escolha da professora sua preferida para a vaga.

 

A chapa de Zé Eliton, portanto, não é aglutinadora, não foi discutida e aprovada pela integralidade da base aliada e não agrega novos valores, contribuindo para fragilizar a campanha e reduzindo as suas perspectivas de poder.

05 ago

Decisão de levar o PP para o MDB e atender à orientação de Brasília foi tomada por Baldy para preservar o seu futuro político, seguindo tranquilo no Ministério das Cidades e com o futuro garantido

Para levar o PP para a aliança com o MDB, o deputado federal e ministro das Cidades Alexandre Baldy(foto acima, sorridente e vitorioso na convenção deste domingo do PP) foi simplesmente pragmático: ele procurou preservar o seu futuro político, mantendo-se forte na equipe ministerial e com perspectivas de ser aproveitado na próxima gestão, caso vença o ex-governador Geraldo Alckmin ou algum candidato de centro.

 

Baldy evitou confrontar-se com o presidente Michel Temer e com a cúpula do MDB, que recomendaram a ele expressamente o apoio à candidatura de Daniel Vilela. Além disso, contou pontos também a posição do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, que também defendeu com força a aliança com os emedebistas goianos.

 

O ministro  trabalha para ocupar o possível vazio que se abriria na base governista se Zé Eliton for derrotado e, melhor ainda, se Marconi Perillo também perder a eleição para o Senado. Mas ele avaliou que, desde já, a defecção do PP implicaria no mais forte golpe recebido pelo grupo tucano que comandou a política de Goiás nos últimos 20 anos, possivelmente fator indutor para o seu esfrangalhamento em definitivo e criação de oportunidades únicas para a renovação do processo de poder no Estado.

 

E ninguém em melhor situação do que ele para aproveitar esse vácuo.

05 ago

Daniel Vilela vai às 15 horas ao diretório estadual do PRB, no setor Sul, para receber o apoio do partido e posar para fotos ao lado de João Campos, que será candidato à reeleição na chapão do MDB

Agenda do deputado federal Daniel Vilela, distribuída agora há pouco, confirma que o candidato do MDB irá às 15 horas ao diretório estadual do PRB, no setor Sul, para receber apoio do partido, discursar e posar para fotos ao lado do deputado federal João Campos, presidente estadual da agremiação, que será candidato a deputado federal no chapão da nova aliança.

 

De lá, Daniel Vilela seguirá para um encontro com a cúpula do PHS, que também fechou com ele e fará o anúncio oficial.

05 ago

PP muda a estratégia, para evitar desgastes com protestos, e encerra a convenção deixando a Comissão Executiva Estadual autorizada a fechar a coligação com o MDB

O presidente estadual do PP, ministro Alexandre Baldy, mudou de ideia e resolveu não decidir sobre a coligação do partido com o MDB durante a convenção realizada na manhã deste domingo no Oliveifra’s Place, no setor Bueno.

 

A convenção foi encerrada com o registro em ata de que a definição será dada pela Comissão Executiva, que tem prazo legal até as 18 horas desta segunda-feira, 6, para se posicionar.

 

Mas a fatura está liquidada. O PP deixou a base governista e vai dar apoio à candidatura de Daniel Vilela a governador, levando junto o PRB.

 

Baldy recebeu informações de que, sob a liderança do deputado federal Roberto Balestra, haveria barulho de parte dos convencionais quando fosse anunciado o apoio ao MDB. Para evitar desgastes, ele resolveu deixar a formalização da aliança para um ambiente fechado, em hora que ainda não foi marcada, até o fim desta segunda-feira.

 

05 ago

Daniel Vilela já foi comunicado da definição do apoio do PP e do PRB à sua candidatura e chamado para discursar nas convenções dos dois partidos, daqui a pouco

O PP e o PRB já comunicaram ao deputado federal Daniel Vilela a decisão dos dois partidos de fechar acordo com o MDB para as próximas eleições.

 

Daqui a pouco, após formalizadas as providências legais das convenções do PP e do PRB, Daniel Vilela será recebido em ambas, ou conjuntamente, para agradecer e dar partida na campanha da nova coligação.

05 ago

PRB acompanha o PP e também fecha com Daniel Vilela. João Campos mantém a candidatura a deputado federal no chapão do MDB

O PRB acaba de decidir acompanhar o PP na aliança com o MDB.

 

O deputado federal João Campos manteve a sua candidatura à reeleição integrando o chapão do MDB.

 

05 ago

Tucanos vencem desafio de lotar o ginásio Goiânia Arena para a convenção que oficializa a candidatura de Zé Eliton, mas… perda do PP estraga a festa

A coligação liderada pelo PSDB conseguiu vencer o desafio de lotar o ginásio Goiânia Arena, onde se realiza neste momento a convenção que oficializa Zé Eliton como candidato a governador do Estado.

 

O ginásio está completamente lotado. A sua capacidade é para 11 mil pessoas sentadas e 4 mil em pé.

 

Mas a notícia que acaba de chegar aos convencionais, de que o PP decidiu bater o martelo e fechar aliança com o MDB, ainda levando de quebra o PRB do deputado federal João Campos, estragou a festa e pode ser conferida nos semblantes carregados e nos cochichos entre os líderes tucanos.

05 ago

Urgente: em reunião agora no apartamento de Baldy, PP decide fechar com MDB e indica Vanderlan para uma vaga ao Senado e Heuler para vice de Daniel Vilela

Em reunião agora no apartamento do Ministro das Cidades Alexandre Baldy, o PP tomou a decisão de fazer uma composição com o MDB e indicou o empresário Vanderlan Cardoso para uma vaga ao Senado e o deputado federal Heuler Cruvinel para vice na chapa de Daniel Vilela.

 

Estavam presentes os deputados federais e candidatos, com exceção do deputado Roberto Balestra, que foi convidado, mas não compareceu.

 

O grupo se dirige agora para o Oliveira’s Place, no setor Bueno, onde se realiza a convenção do partido, para formalizar a aliança com o MDB.

05 ago

Na reunião com o PP em seu apartamento, Baldy não quis forçar a aprovação do acordo com o MDB e deixou para a convenção deste domingo, em respeito ao decano do partido, Roberto Balestra

O ministro das Cidades Alexandre Baldy surpreendeu na reunião da cúpula do PP, neste sábado em seu apartamento em Goiânia, ao mostrar um comportamento, calmo, diplomático e sobretudo respeitoso em relação ao deputado federal Roberto Balestra – decano do partido e hoje praticamente isolado na defesa da manutenção da legenda na base governista.

 

Se quisesse, Baldy poderia ter conduzido o encontro para a definição no sentido de dar apoio a Daniel Vilela e fechar com o MDB.

 

Mas ele não quis. Habilidosamente, ouviu pacientemente todas as intervenções de Balestra, não procurou impor nenhuma decisão e deixou o ato final para a convenção do PP, às 10 horas deste domingo, no Oliveira’s Place, no setor Bueno. Serão 15 os membros da Comissão Executiva Provisória do partido que, no voto, dirão qual será a aliança a ser formada, se com o PSDB, se com o MDB.

 

Só que, nesse mini-colégio eleitoral, Baldy já formou maioria. Segundo a coluna Giro, em O Popular, edição deste domingo, Sandes Jr., que tem representantes na Comissão Executiva, vai acompanhar o ministro. Com isso, o controle de Balestra fica reduzido a apenas cinco votos, segundo O Popular. Na reunião no apartamento de Baldy, Sandes Jr. sequer apareceu.

05 ago

PRB iniciou convenção no fim da tarde deste sábado, 6, mas não finalizou a ata: João Campos está no aguardo da posição do PP para decidir se o partido fica com Daniel Vilela ou não

O deputado federal João Campos, presidente estadual do PSD, declarou aberta a convenção do PRB, no início da noite deste sábado, 6, na sede do diretório regional do partido, mas não finalizou o documento.

 

Juridicamente falando, a convenção do PRB está, portanto, em andamento. João Campos aguarda a decisão do PP para decidir se o partido vai apoiar a candidatura de Daniel Vilela (o deputado se sentiria mais confortável se não fosse sozinho para o MDB), ou tomar outro  rumo: permanecer na base governista, apoiando Zé Eliton, que seria a última opção, ou buscar uma composição como DEM e respaldar Ronaldo Caiado para o governo.

05 ago

No apartamento de Baldy, cúpula do PP discute até 2 da madrugada e não chega a definição sobre acordo com MDB ou permanecer com Zé Eliton. Convenção é que vai decidir, logo mais

Durou até 2 horas da manhã deste domingo a reunião da cúpula do PP no apartamento do ministro das Cidades Alexandre Baldy, no seu apartamento no Edifício Excalibur, na rua 136, em Goiânia.

 

Não houve uma definição, basicamente por falta de acordo entre Baldy, que é presidente estadual do partido, e o deputado federal Roberto Balestra, espécie de maior autoridade moral da agremiação em Goiás.

 

Daniel Vilela, seu pai Maguito e o prefeito de Aparecida Gustavo Mendanha participaram de boa parte do encontro.

 

Em princípio, o PP vai aberto para a sua convenção, marcada para começar às 10 horas da manhã deste domingo, no salão de eventos Oliveira’s Place, no setor Bueno.

04 ago

Balestra chega à reunião da cúpula do PP no apartamento de Baldy e resiste quanto pode, mas tendência do partido é fechar com Daniel Vilela para atender ao comando da cúpula nacional

O deputado federal Roberto Balestra resolveu enfrentar a ala do PP que defende uma aliança com o MDB e Daniel Vilela para governador, principalmente o presidente estadual e ministro Alexandre Baldy, frente a frente.

 

Balestra também chegou para a reunião dos pepistas no apartamento de Baldy no Edifício Excalibur e tenta argumentar a favor da permanência do partido na base governista.

 

Suspensa para um lanche de emergência, o concílio deve ser retomado daqui a pouco e com previsão de se prolongar além da meia-noite. Todos os indicativos apontam para a composição com o MDB, em atendimento, inclusive, segundo repetidamente tem argumentado Baldy, à orientação da cúpula nacional do PP – que tem poderes estatutários para intervir no diretório estadual e determinar o seu alinhamento onde melhor entender. Balestra e os demais que discordarem da decisão serão liberados para fazer campanha a favor de Zé Eliton, caso façam questão.

04 ago

Mais uma derrota: Zé Eliton é obrigado a engolir seu maior crítico, Vilmar Rocha, aquele que dirigiu a ele palavras mais duras que qualquer adversário e o chamou de “despreparado”, como 1º suplente de Marconi

O governador Zé Eliton segue de derrota em derrota, depois de errar no atacado e no varejo desde que começou a tentar construir a sua candidatura à própria sucessão.

 

Agora, ele está sendo obrigado a engolir o seu maior crítico, Vilmar Rocha, aquele que dirigiu a ele palavras mais duras que qualquer adversário, propôs a sua substituição como candidato da base e o qualificou como “despreparado”, na 1ª suplência de Marconi Perillo, uma das quatro posições mais fundamentais da chapa majoritária da cada vez menor coligação liderada pelo PSDB (governador, vice, senadores e 1º suplente de Marconi, pela ordem de importância).

 

Quem conhece Vilmar Rocha sabe que ele, dificilmente subirá no palanque de Zé Eliton e optará por se manter à distância, mesmo porque já repetiu dezenas de vezes que não votaria nele em hipótese alguma. A O Popular online, neste sábado, o 1º suplente de Marconi já avisou que irá passar a maior parte da campanha fora do Estado, cuidando do PSD nacional durante a licença do seu atual presidente nacional, ministro Gilberto Kassab.

 

Na mesma entrevista, Vilmar Rocha deixou claro que não acredita em qualquer chance de vitória de Zé Eliton, ao prever que a eleição trará a necessidade de formação de uma nova base. Quer dizer: essa, a que existia até aqui, Zé Eliton enterrou.

04 ago

Reunião do PP com o MDB, no apartamento de Baldy, agora, celebra a missa fúnebre da ex-maior base governista da história de Goiás, que mandou por 20 anos até cair nas mãos do coveiro Zé Eliton

A reunião entre as cúpulas do PP e do MDB, agora, no apartamento do ministro das Cidades Alexandre Baldy, na rua 136, que acaba de recepcionar o deputado federal Daniel Vilela, seu pai Maguito e o prefeito de Aparecida Gustavo Mendanha, corresponde na prática à celebração da missa fúnebre da ex-maior base governista de todos os tempos em Goiás, que mandou no Estado por 20 anos ininterruptos.

 

Zé Eliton e Marconi Perillo tentaram evitar esse acordo por todos os meios (dizem que Marconi com um certo desinteresse), por enxergarem, corretamente, na sua efetivação, a fragilização completa da candidatura do atual governador à sua própria sucessão e uma ameaça à eleição do próprio ex-governador ao Senado.

 

Fracassaram. A base governista que deu quatro mandatos a Marconi e um para o seu vice Alcides Rodrigues não existe mais, restando apenas, sob a tutela do PSDB, alguns poucos partidos: PTB, PSB, PR, PPS e… qual mais?

 

Acabou. Em uma sucessão de erros desde que assumiu o governo, quatro meses atrás, Zé Eliton não convenceu como candidato nem muito menos como líder e terminou desempenhando o papel de coveiro do Tempo Novo.