Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

09 jun

Confira relato de um prefeito que ouviu um discurso de Zé Eliton em Luziânia, dias atrás, e simplesmente não entendeu nada. E de outro que achou fria a recepção da plateia

O relato a seguir ouvi pessoalmente de um prefeito de uma das maiores cidades do Entorno de Brasília.

 

Ele (que aguarda repasses do Goiás na Frente) escutou por sua vez de outro prefeito da região (que também espera recursos), de cidade menor, uma avaliação sobre a última visita do governador Zé Eliton a Luziânia, onde aconteceu um evento para entrega de benefícios e outras benesses para a população carente(veja foto acima e preste atenção, leitor, no público).

 

Esse prefeito disse não ter entendido quase nada do discurso de Zé Eliton. A fala do governador, para ele, soou incompreensível. Não mencionou, mas imagino que se trata de expressões como “agenda da modernidade” ou “convergência de interesses” ou “demandas sociais” ou “investimentos no ser humano” ou ainda “política do bem” ou coisas parecidas que são recorrentes na oratória palaciana e que escapam ao senso comum.

 

O outro prefeito, o que me contou o caso, acrescentou ter notado a recepção fria da plateia ao discurso. Exemplificou que Demóstenes Torres também usou o microfone e foi recebido com mais calor, da mesma forma que Lúcia Vânia.

 

Ele é da base governista e está em crise de ansiedade, na expectativa de ser chamado pelo ex-governador Marconi Perillo para externar suas preocupações.

 

09 jun

Antes de visitar Zé Eliton no palácio, na quinta-feira, Marconi esteve na casa de Vilmar Rocha, no condomínio Aldeia do Vale, mas nem um nem outro dão qualquer informação

Revelação em primeira mão do jornalista Divino Olávio, em sua coluna online Notícia Pura, no Diário Central: antes de ir ao encontro com o governador e pré-candidato do PSDB à reeleição, Zé Eliton, nesta quinta-feira, no Palácio das Esmeraldas, o ex-governador Marconi Perillo esteve na residência de Vilmar Rocha, no Condomínio Aldeia do Vale.

 

Um e outro informaram que tratou-se apenas de uma oportunidade para uma conversa de cortesia. Marconi e Vilmar têm perfis ativos nas redes sociais, mas nada postaram.

09 jun

Contrato rompido: fábrica da Caoa em Anápolis, presenteada pelo governo do Estado, vai parar a produção de veículos da Hyundai e pode até fechar

O fim do contrato entre a Caoa e a Hyundai levará, nas próximas semanas, à suspensão da produção de veículos da marca japonesa em Anápolis – e é possível que as instalações sejam até fechadas.

 

A fábrica(foto acima) foi construída pelo governo do Estado, através da Celg, e doada à Caoa, por conta dos generosos incentivos fiscais concedidos pelo regime tributário automotivo vigente em Goiás para incentivar a produção de carros aqui.

 

Sem a franquia para produzir os automóveis e caminhões da Hyundai, a Caoa já assumiu 50% da montadora chinesa Chery. O problema é que, junto, veio uma unidade fabril supermoderna em Jacareí, no Estado do Rio, com capacidade para 130 mil veículos. Como a marca chinesa não é uma campeã de mercado no Brasil, pode ser difícil, pelo menos a princípio, colocar duas fábricas em funcionamento. A opção seria fechar a de Goiás

09 jun

Base governista acredita em poderes miraculosos de Marconi para ajudar Zé Eliton. Mas Marconi não é mais o mesmo: em 2006, saiu candidato ao Senado com 77% das intenções de votos, hoje está com 16%

Há uma crença generalizada na base governista de que o ex-governador Marconi Perillo, agora que voltou de uma viagem de 30 dias ao exterior, usará seus poderes miraculosos para resolver as pendências que se acumulam e alavancar a candidatura de Zé Eliton – que patina nas pesquisas.

 

Mas o Marconi de hoje não é o mesmo de 2006, quando elegeu o inexpressivo Alcides Rodrigues com as mãos amarradas às costas. Naquele época, Marconi também foi candidato a senador, mas começou a campanha com 77% das intenções de votos, ao passo que, agora, segundo o Serpes, tem 16%.

 

Força para fazer novos milagres, como fez ao eleger Alcides, nem pensar. Os desgastes são muitos e até a vontade de articular do ex-governador é menor que a exibida em outros tempos. E os desafios são muito maiores.

 

Até políticos experientes, como Jardel Sebba, por exemplo, acreditam que Marconi, se se dispuser a por as mãos na massa, resolve fácil os problemas e… nomeia Zé Eliton governador por mais quatro anos.

08 jun

Enfrentando ações na Justiça, a desintegração do PSDB nacional e o fiasco da candidatura Alckmin, Marconi tem diante de si uma missão difícil: viabilizar a candidatura de Zé Eliton

As opiniões a seguir são do jornalista político Welliton Carlos, do Diário da Manhã:

 

Marconi Perillo tem diante dele a maior missão da história dos tucanos de Goiás: animar uma pré-campanha majoritária ainda paralisada, apaziguar seu grupo político à beira de um ataque de nervos e manter-se vivo diante de uma série de ações na Justiça que atrapalha sua projeção política e a vida do grupo que representa.

 

Enquanto isso, o PSDB nacional se desintegra diante de denúncias e investigações contra tucanos proeminentes – caso do senador Aécio Neves e mais recentemente do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, flagrado pedindo “o de sempre” para a Odebrecht.

 

Mais um pepino para Marconi: a campanha de Geraldo Alckmin não decola e começa a sofrer críticas dentro do próprio grupo. Não bastasse, a situação em Goiás é tão pior quanto: Zé Eliton está ainda mais distante do 1º colocado que Alckmin em relação aos líderes da pesquisa nacional.

 

Dentro de um labirinto, Marconi precisa destrinchar o conjunto de percursos intrincados que foram criados pela oposição e conjunturas que desorientam a base governista em Goiás.

 

Sua missão é difícil, não impossível.

08 jun

Se as pesquisas da semana que vem não trouxerem alento para Zé Eliton, candidatura se esvaziará e repetirá em Goiás o fenômeno do fiasco nacional de Geraldo Alckmin

Uma nova rodada de pesquisas deverá agitar a sucessão em Goiás, na semana que vem.

 

Estão previstos levantamentos do Serpes, em O Popular, e dos institutos Diagnóstico e Lupa, no Diário da Manhã. Há ainda uma quarta pesquisa, do instituto Exata, de Brasília.

 

A base governista aguarda ansiosa. Espera, primeiro, alguma queda de Ronaldo Caiado, há muito tempo sólido nos 40% de intenções de votos. Depois, uma reação do governador Zé Eliton, pelo menos ultrapassando, nem que seja por décimos, o emedebista Daniel Viela – que, até agora, mantém-se em 2º lugar, à frente do candidato palaciano, que está em 3º.

 

Se isso não acontecer, será um desastre. O efeito local será o aumento da desconfiança e da certeza de inviabilidade de Zé Eliton, repetindo as agruras de Geraldo Alckmin em nível nacional – cuja candidatura não pegou.

08 jun

José Nelto varre as bases do MDB no interior para esvaziar Daniel Vilela e fortalecer Caiado: “Quem quer apoiar um político investigado pela Lava Jato”, diz ele, sobre o filho de Maguito

O deputado estadual José Nelto, que é candidato à Câmara Federal, comanda uma verdadeira operação varredura, no interior, para esvaziar a candidatura de Daniel Vilela dentro do MDB e fortalecer a de Ronaldo Caiado

 

Aos municípios, José Nelto leva argumentos cujo conteúdo Daniel quase não pode contestar. Veja:

 

1 – Está envolvido na operação Lava Jato, juntamente com o pai, por receber dinheiro debaixo do pano da Odebrecht. Há investigação oficialmente aberta sobre eles.

 

2 – Votou contra as 10 medidas contra a corrupção.

 

3 – Renovação não precisa ter rosto jovem e bonito. Daniel é produto do novo coronelismo que está florescendo em Goiás, cujos expoentes são Marconi Perillo e Maguito Vilela.

 

4 – Maguito e Daniel têm aliança implícita com o PSDB e diálogo com Marconi e Zé Eliton.

 

5 – Autor de projeto que doa bilhões do contribuinte brasileiro para as telefônicas.

 

6 – Apoiou a reforma trabalhista, que prejudicou os trabalhadores brasileiros.

08 jun

Mesmo com a volta de Marconi, base governista continua articulando menos que a oposição e pode ser atropelada por um acordo entre Caiado, o PP e o PDT

A base governista em Goiás continua imobilizada diante das articulações da oposição: tanto Ronaldo Caiado quanto Daniel Vilela mostram muito mais capacidade de movimentação e de diálogo para a formação de alianças com vistas às próximas eleições.

 

Daniel Vilela está em conversações avançadas para ter o PP na sua coligação e, por enquanto, conta com as boas intenções do presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira, que chegou a declarar publicamente que prefere o partido marchando ao lado do MDB em Goiás. Seria um golpe capaz de abalar profundamente o edifício governista.

 

Mas isso pode ficar para trás. Segundo a Folha de S. Paulo, o PP estuda um acordo nacional com o PDT, para apoiar a candidatura de Ciro Gomes. Isso beneficiaria Caiado, que poderia vir a contar com ambos os partidos para sustentar a sua candidatura a governador. Em Brasília, ele conversa ativamente com pepistas e pedetistas e mostra-se disposto a incluir na sua chapa um representante do ministro Alexandre Baldy (PP) e a atual deputada federal Flávia Morais (PDT). Há quem veja nessa composição a pá de cal para enterrar em definitivo a candidatura do governador Zé Eliton.

 

Nem mesmo a volta de Marconi Perillo da sua misteriosa viagem ao exterior conseguiu, por enquanto, sinalizar algum tipo de reação para o esfrangalhamento iminente da base governista.

08 jun

Rotina administrativa, visitas rápidas a municípios, discursos sobre a política do bem perante claques arregimentadas por prefeitos não vão fazer Zé Eliton deslanchar nas pesquisas

Zé Eliton investe na rotina administrativa, em sua maior parte atos neutros e sem sal. Quando sai desse rame-rame, vai ao interior entregar benesses e ultimamente também receber títulos de cidadania (coisa do arco da velha). Visita os municípios rapidamente, tipo beija flor.

 

Pior: nessas ocasiões, acaba pregando para convertidos. – claques arregimentadas pelos prefeitos entre seus funcionários comissionados, cabos eleitorais, políticos municipais e favorecidos por programas sociais. É um público que comparece sob coação, artificial, pouco espontâneo. Isso não rende pontos nas pesquisas.

 

Zé Eliton não tem capital político próprio. E não vai criar um em poucas semanas.  O seu capital é o que vem unicamente do cargo, da força da caneta. A base governista, essa sim, possui um capital político de respeito, que, mostram as pesquisas, ainda não foi transferido para ele. E pode não ser.

08 jun

Segundo o ranking nacional de competitividade, situação fiscal de Goiás é lamentável ou pior: estamos em 23º lugar em matéria de qualidade das finanças estaduais

Há uma suspeita no ar de que a situação financeira do governo do Estado não é boa. Um exemplo é a boataria sobre a iminente decretação de um novo parcelamento dos salários do funcionalismo: agora, quem ganha até R$ 3.500 reais por mês e recebe no dia 30 (os que ganham acima ficam para o dia 10) passaria a receber parceladamente.

 

Verdade ou não, o governo não desmente e não deixa clara a situação do caixa estadual.

 

Um dado importante, leitor: segundo o ranking nacional de competitividade, que fechou as suas últimas contas em 2017, Goiás está em uma situação abaixo de deplorável em matéria de solidez fiscal. Estamos em 23º lugar, dentre 27 Estados.

 

Ou seja: estamos pela hora da morte.

 

08 jun

Programa Goiás na Frente injetou os milhões da privatização da Celg em obras fúteis nos municípios e repete, para pior, o desperdício dos recursos da venda da Cachoeira Dourada nos governos do PMDB

Quando a usina de Cachoeira Dourada foi vendida, no governo Maguito Vilela, as projeções iniciais diziam que os recursos arrecadados seriam suficientes para provocar um acréscimo de 1% no crescimento do PIB estadual, na época.

 

Mas isso não aconteceu. O dinheiro – uma fortuna – foi desperdiçado em gastos supérfluos, entre os governos de Maguito Vilela e do seu sucessor-tampão Naphtaly Alves. Depois de ganhar a eleição em 1998, Marconi Perillo esmerou-se em denunciar esse verdadeiro absurdo.

 

Pois bem: Marconi, anos depois, seria protagonista de algo pior. Vendeu a própria Celg e enfiou o dinheiro arrecadado, quase R$ 1 bilhão, em obras fúteis e sem importância nos municípios, como, por exemplo, o recapeamento de ruas urbanas pelos municípios afora, que seria de responsabilidade das prefeituras.

 

Um crime contra o povo de Goiás: Cachoeira Dourada. Outro crime: Celg.

07 jun

Governos Marconi esvaziaram a Segplan, que deixou de planejar e passou à condição de refém das consultorias privadas, hoje ditando as demandas que deveriam ser públicas

Uma Secretaria de Planejamento deveria ter função central em relação ao desenvolvimento econômico e a modernização da administração pública ao ser a responsável pela proposição orçamentária.

 

Deve-se romper a tendência verificada nas últimas décadas em que todos os órgãos de planejamento perderam a capacidade de planejar e propor políticas para o desenvolvimento e resumiram suas ações a elaboração de peças legais  – Orçamentos e Planos – que simplesmente se limitam a juntar demandas e políticas isoladas de diferentes secretarias e grupos de agentes. Perderam-se os principais valoresde  que o planejamento dispõe: o conhecimento da realidade econômica e social e da capacidade do Estado de formular e implantar políticas.

 

Coisa pior aconteceu na atual administração.

 

As consultorias privadas tomaram para si a tarefa de determinarr à Secretaria de Planejamento as demandas que deveriam ser públicas. Um total desatino. Inverteram-se aqui os fundamentos da boa administração pública.

 

Ou seja, quem passou a discriminar o que deve ser executado e o que deve ser excluído são essas consultorias privadas.

 

Ou seja, a Segplan hoje está resumida a um humilhante papel de coletar e elaborar as peças legais determinadas pelas  consultorias privadas.

 

Nem sempre os interesses privados são os mesmos dos públicos.(Mauro Faiad, economista)

07 jun

Semana que vem trará pesquisas novas, que podem mostrar salto de Zé Eliton para o 2º lugar, embora ainda longe de Caiado. Se isso não acontecer, base governista vai entrar em desespero

A semana vindoura trará a publicação de pelo menos três pesquisas, a do Serpes, em O Popular, e as dos institutos Diagnóstico e Lupa, no Diário da Manhã. Há uma outra prevista, do instituto Exata, de Brasília, de credibilidade questionável, provavelmente encomendada pela campanha governista.

 

Há expectativas – e até uma certa lógica – no sentido de que Zé Eliton assuma o 2º lugar, ultrapassando Daniel Vilela. Afinal, há uma máquina governamental em funcionamento e uma ampla base política montada ao longo dos últimos 20 anos, coisa que, por maiores que sejam os desgastes, sempre tem algum tipo de influência.

 

Mas… se Zé Eliton continuar em 3º lugar, será um desastre. As tropas governistas entrarão em depressão, tornando a campanha um verdadeiro calvário. Não haverá milagre capaz de reverter esse estado de espírito negativo.

07 jun

Estória mal contada de Marconi na Ásia captando investimentos e agora substituída por “um justo e merecido descanso com a família” ainda vai dar o que falar

É claro que não se pode tocar neste assunto: Marconi na Ásia captando investimentos para Goiás. oferecendo como atração a política de incentivos fiscais.

 

Seria admitir que Marconi esteve lá traficando influência, o que é crime. É dar muita bandeira.

 

José Dirceu foi condenado por muito menos do que isso.

 

Afinal, Marconi não é sequer funcionário público. Não tem procuração nem legitimidade para tratar de negócios do governo goiano.

 

Então, para não deixar ninguém constrangido, vamos aceitar a versão palaciana.

 

Marconi viajou para “um justo e merecido descanso com a família”. Assim fica bem.(Helvécio Cardoso, jornalista)

07 jun

Zé Vitti é outro trapalhão: sem experiência na política, na verdade empresário acima de tudo, fala bobagens e ajuda a empurrar o PP para fora da base governista

Empresários na política nunca deram certo em Goiás. Muitos tentaram uma carreira, mas não foram adiante: Sandro Mabel, Pedrinho Abrão, Vanderlan Cardoso, Moisés Abrão e agora Zé Vitti

 

Empresário acima de tudo, Zé Vitti meteu-se na política e até conseguiu um milagre, conquistando o comando do Legislativo estadual, que perdeu o brilho sob a sua gestão. Sob a alegação de problemas de saúde, não será mais candidato à reeleição

 

Mas continua ativo como palpiteiro. Em entrevistas, saiu nos últimos dias tagarelando além dos próprios limites. Olha só: primeiro condenou as supostas pressões do PP do ministro Alexandre Baldy por mais espaço no governo, depois, em um malabarismo retórico, admitiu que não se faz política sem negociações em torno de concessões concretas – sugerindo que o governador Zé Eliton exagerou quando declarou ter “nojo” de quem pede cargos para dar apoio.

 

Olha só a contradição: “Essa barganha de cargos públicos eu repudio veementemente”, disse Zé Vitti, para acrescentar que “o governador tem que se submeter ao jogo político e aceitar as indicações”.

 

Não ficou claro: ou o PP dá nojo ou deve ser ouvido e atendido. Quem entende esse homem?

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