Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

16 maio

Vídeo batiza Zé Eliton como “Zé Destemido”. Ministério Público Federal pede na Justiça a retirada do ar, sob a acusação de configurar campanha eleitoral extemporânea. Se for, é negativa

 

 

Um vídeo de 8 segundos, postado há tempos no perfil do governador Zé Eliton no Instagram, foi alvo de um pedido judicial de retirada do ar, patrocinado pelo Ministério Público Federal, sob a acusação de promover campanha política antecipada. (Veja acima).

 

No vídeo, um locutor OFF acompanha a exibição na tela dos cognomes atribuídos pelos marqueteiros ao candidato: “Zé Amigo, Zé Destemido, Zé Trabalhador”. E finaliza: “Zé Governador”.

 

Na minha visão, o vídeo é tosco, mas o MPF o considerou sofisticado, assim entendendo os efeitos de computação gráfica, sonorização e até mesmo a adjetivação. Mesmo assim, não me parece campanha eleitoral extemporânea. Se fosse, seria campanha negativa…

 

Atualização: O Tribunal Regional Eleitoral acabou de rejeitar o pedido do MPF para retirar o vídeo do ar. Segundo o juiz Juliano Taveira Bernardes, o conteúdo não caracteriza propaganda eleitoral antecipada porque não houve pedido de voto.

16 maio

O discurso de “mudança”: entre Caiado, Zé Eliton e Daniel Vilela, qual deles tem “autoridade moral e política” para encarnar essa bandeira? Que pode ser o mote da eleição

É natural que, depois de 20 anos de vigência de um regime político, tal qual o comandado por Marconi Perillo, venha a ser inevitável a colocação automática de uma mensagem de mudança, de varrer o passado, durante a campanha eleitoral que vai indicar o próximo governador.

 

Isso tanto é verdade que até mesmo o candidato que simboliza a continuidade se esforça para encarnar essa “mudança” e de alguma forma sugerir que a situação até então vigente precisa e deve ser superada. Zé Eliton, no discurso de posse, repetiu 3 vezes consecutivas que ele, sim, é a “mudança”.

 

Mas não basta só dizer. Há que se ter fundamentos para se apresentar como um novo tempo. Se Zé Eliton vem das administrações pretéritas, por que seria uma “mudança”, sendo que ele próprio admite que tem compromisso com o “legado” dos 20 anos de Marconi?

 

Sobra para Ronaldo Caiado e Daniel Vilela. Este último tem cara de novo, porém não tem cara de “mudança”. Sua principal credencial é ser filho do pai, que lhe deu todas as 3 eleições que ganhou e representa os 16 anos antes dos 20 de Marconi. Um novo, velhíssimo.

 

A “mudança”, caso interesse ao eleitor, só pode, portanto, ser Caiado, hoje posicionado como adversário intransigente de tudo que está aí e livre de compromisso com experiências administrativas tipo o PMDB d’antanho ou o PSDB de agora. Se esse mote crescer e se transformar em onda para as próximas eleições, a vantagem é do senador do campo.

15 maio

Para o jornalista Divino Olávio, pesquisa Grupom/DM “abateu o ânimo da base governista” ao trazer Zé Eliton em 3º lugar, “perdendo de lavada no Nordeste goiano, sua região de origem” e “em 1º lugar no item rejeição”

Com uma boa coluna política no Diário Central, o jornalista Divino Olávio tem dado seus furos e colocado informações preciosas sobre as expectativas para as próximas eleições em Goiás.

 

Na última edição, Divino Olávio conta que a pesquisa Grupom/Diário da Manhã da última segunda feira “causou desânimo” dentro da base governista, ao mostrar que o governador Zé Eliton, mesmo se movimentando com intensidade há meses e meses, não conseguiu superar o seu concorrente Daniel Vilela, do MDB, e segue estacionado em 3º lugar.

 

Mas o jornalista acrescenta outros 2 pontos que contribuiram para o “desânimo”:

 

1 – Zé Eliton perde de “lavada” no Nordeste goiano, sua região de origem. Lá, o seu principal concorrente, Ronaldo Caiado, está com 58,8% contra 15% de Zé Eliton e 3,8% de Daniel Vilela.

 

2 – Mesmo supondo-se que seja pouco conhecido e que por isso não estaria subindo nas pesquisas, Zé Eliton apareceu na pesquisa como o mais rejeitado, ao lado de Kátia Maria, do PT, ambos com 44,1%.

 

Segundo Divino Olávio, a pesquisa provocou um “frio na barriga”.

 

15 maio

Centro de Excelência foi inaugurado há quase 2 anos, mas só agora, segundo o governador Zé Eliton, será finalizado. Entrega de obras inconclusas é um costume que precisa ser varrido de Goiás

Esta foto, leitor amigo, é de 8 de agosto de 2016 – portanto, está prestes a completar 2 anos. Mostra o descerramento da placa comemorativa da inauguração do Centro de Excelência do Esporte, que substituiu o antigo Estádio Pedro Ludovico. Aparecem na imagem, dentre outros, o então governador Marconi Perillo e seu vice, hoje governador, Zé Eliton.

 

Mas o que é que tem? perguntará o leitor. É que, nesta terça-feira, em solenidade no Palácio das Esmeraldas, o governador Zé Eliton anunciou que pretende concluir o Centro de Excelência (“Está quase pronto”, disse), citando, especificamente, o Parque Aquático. Ou seja: a obra foi inaugurada, em 2016, quando ainda não estava acabada. De lá para cá, serviu de palco para uma ou outra atividade esportiva, dentre as quais jogos de times profissionais de futebol – algo incompatível com as suas finalidades.

 

O Centro de Excelência, logo, vai ser inaugurado de novo. Espero que, dessa vez, pronto em definitivo.

15 maio

Caiado, Daniel e Eliton ainda não aprenderam o segredo para ganhar uma eleição majoritária: construir uma base político-partidária, sim, mas só para começar e passar a dialogar com a sociedade

Eleições começam a ser articuladas com candidatos e grupos se organizando em pequenas aglomerações – partidos, alianças ou até panelinhas – e depois, inevitavelmente, acabam se desbordando para a amplitude da sociedade, que é onde os vencedores serão definidos.

 

A 6 meses da data prevista para o eleitor teclar o seu voto, já mostra algum cansaço a insistência dos principais candidatos em permanecer aferrados a lideranças partidárias, prefeitos e outros apoiadores estritamente políticos, em detrimento de falar com a sociedade – para o que se tornam necessárias as propostas, que ninguém, nem Caiado nem Zé Eliton nem Daniel Vilela têm até o presente momento, afora as generalidades de sempre.

 

Se começam na esfera política, eleições terminam no campo social. Quem sempre entendeu isso e se tornou um vencedor recorrente foi Marconi Perillo, mas 20 anos de poder cansam até mesmo as mentes mais brilhantes e hoje ele já não é nem poderia ser o meteoro que foi na política estadual. Já estava paralisado nos seus últimos meses de governo e agora, fora do poder, mais ainda.

 

 

 

15 maio

Candidatura de Daniel Vilela a governador está ilhada politicamente, mas pesquisas mostrando que ele está à frente de Zé Eliton, ainda que por poucos décimos, dão fôlego extra

Não há dúvidas de que a candidatura a governador de Daniel Vilela está ilhada politicamente, com a forte debandada das bases do MDB atraídas pela força do nome do senador Ronaldo Caiado e ainda diante das dificuldades colocadas para conseguir aliados e montar as chapas majoritária e proporcional.

 

Mas também é preciso reconhecer que o jovem deputado tem sido beneficiado pelo fôlego extra infundido pelas pesquisas: a última, do Grupom, publicada pelo Diário da Manhã, traz Daniel em 2º lugar, poucos décimos à frente do governador Zé Eliton, porém… à frente.

 

Esse desempenho, vindo de um candidato praticamente sem agenda de eventos e que pouco tem circulado pelas pequenas e grandes cidades do Estado, ao contrário de Eliton e de Caiado, é realmente surpreendente e esvazia qualquer articulação pela retirada da sua postulação e incorporação a outros projetos.

 

Não há como tirar uma conclusão diferente: as pesquisas mostram que Daniel Vilela tem, sim, potencial para disputar o governo do Estado.

15 maio

Vilmar Rocha diz que aparou todas as arestas e revela a amigos que está analisando a possibilidade de apoiar Caiado para governador quando agosto chegar

Não adianta vasculhar o Google Imagens: ninguém é capaz de encontrar uma única foto em que apareçam juntos o senador Ronaldo Caiado e o deputado federal Vilmar Rocha.

 

Antigos companheiros de partido, o PFL e depois o DEM, eles tiveram brigas épicas, com arremesso de cinzeiro, esgrima de afiados espetos de churrasco e até mesmo “espera aí que eu vou buscar o meu revólver”.

 

Mas isso é passado. A foto inexistente poderá ser registrada em breve, no máximo até 60 dias antes da eleição. Nesta terça, na coluna Giro, em O Popular, Vilmar diz que já aparou as arestas com Caiado, sabe-se que em encontro reservado, do qual não se tem informação sobre onde e quando aconteceu.

 

Vilmar analisa seriamente – e tem dito isso a interlocutores de confiança – a hipótese de apoiar o senador do campo nas próximas eleições. Ele não acredita na candidatura de Zé Eliton, com o qual também teve desentendimentos, mas dificilmente superáveis a curto prazo (e, de resto, não tem lugar, como pretendia, na já superlotada chapa governista). Aliados seus e até parentes têm sido demitidos pelo novo governador, agravando a situação.

 

O troco virá em agosto.

15 maio

Não adianta repetir, repetir que a situação financeira do Estado é boa, se parte da folha não é paga dentro do mês trabalhado. Este é um símbolo poderoso de que algo não vai bem

Herança da – trágica, diriam tanto funcionários públicos quanto expoentes do setor empresarial – passagem da economista Ana Carla Costa Abrão pela Secretaria da Fazenda, o parcelamento da folha de pagamento em duas etapas, uma das quais quitada apenas no dia 10, segue como símbolo maior de que algo, nas finanças do Estado, não vai bem.

 

Em comentário no seu site Diário de Goiás, Altair Tavares define muito bem essa questão: “Zé Eliton assumiu tendo pela frente graves problemas. A maior ameaça, sem dúvida, é a estabilidade na administração para que a folha de pagamento não tenha qualquer alteração para além do que já é praticado pelo governo de Goiás. O ideal para os objetivos de Eliton seria o retorno integral do pagamento dos salários dos servidores dentro do mês trabalhado”.

 

Ou seja, o articulista sugere que pode até ficar pior do que está e que o pagamento da folha pode vir a enfrentar atrasos maiores.

 

Há uma desconfiança no ar de que a situação financeira do Estado, apesar do esforço do então governador Marconi Perillo e do atual governador Zé Eliton em propagandear uma suposta tranquilidade, não é assim uma Brastemp. Seguidas quedas em rankings nacionais, inclusive da Secretaria do Tesouro Nacional, evidenciam que há problemas sérios, porém não de conhecimento público. Se a verdade tarda, chega o dia em que ela não faltará.

14 maio

Recursos da privatização da Celg tiveram o mesmo destino que o dinheiro arrecadado com a venda da Usina de Cachoeira Dourada: foram desperdiçados em despesas correntes e custeio

Ainda sobre a equivocada aplicação dos recursos provenientes da privatização da Celg, cabe lamentar que o governo do Estado foi além de não investir os recursos arrecadados em segmentos indutores do desenvolvimento econômico. Pior do que isso, gastou maciçamente em custeio.

 

A própria Secretaria de Gestão e Planejamento é  clara ao distinguir “Investimento” de “Despesa Corrente”, sendo a última qualquer “despesa destinada a apenas manter o bem público nas mesmas condições originais”.

 

Ao diluir os vultosos recursos oriundos da venda da Celg em reformas, recapeamento asfáltico nos municípios e um sem número de miudezas, o governo colocou o dinheiro proveniente da alienação maior empresa goiana para bancar gastos correntes rotineiros que deveriam estar previstos em qualquer orçamento minimamente organizado.

 

Exatamente o que o MDB fez com o dinheiro da privatização da Usina de Cachoeira Dourada.(Mauro Faiad, economista)

14 maio

Kajuru é o fantasma que assombra a eleição para o Senado: segundo o Grupom/Diário da Manhã, ele tem 15,60% das intenções de votos e – acrescente-se – uma língua de trapo capaz de balançar a campanha

O terror da eleição para o Senado já está bem definido e claro: é o vereador Jorge Kajuru e sua língua de trapo – que não pode ser desprezada já que lhe atribuiu 15,60% das intenções de voto nas próximas eleições, segundo a pesquisa Grupom/Diário da Manhã desta segunda..

 

Em outras pesquisas, como a do Serpes/O Popular, Kajuru apareceu como líder absoluto em Goiânia, maior colégio eleitoral do Estado.

 

Bem mais comedido que em outras eras, ele tem tudo para se transformar em fenômeno eleitoral, mais uma vez, a partir da sua espetacular penetração via redes sociais.

 

14 maio

Nos 96 anos de uma cidade esmagada pela falta de infraestrutura que massacra 80% da sua população, políticos dão show de demagogia ao “parabenizar” Aparecida

Poucas cidades brasileiras contam com uma população tão grande quanto a sua quase completa falta de infraestrutura, que penaliza 80% dos seus moradores, quanto Aparecida.

 

Mesmo assim, ao completar 96 anos, Aparecida ganhou um festival de “parabéns” vazios e demagógicos da classe política, omissa quanto a uma visão correta e objetiva da realidade do município – que é trágica. Chegou-se a mencionar uma suposta “prosperidade” da cidade, como se estivesse plantado ali um oásis de crescimento econômico e social.

 

Se já são mais de 600 mil habitantes, à grande parte são recusados até os serviços mínimos de saneamento básico e água tratada – conquista civilizatória. O atendimento de saúde é precário (90% da população depende do SUS). Sim, é verdade que houve e há uma explosão de empresas se multiplicando em Aparecida, mas, curiosamente, a maior queixa da população é a falta de empregos. A prefeitura é dirigida por políticos arcaicos. Ninguém é capaz de uma definição sobre o desenvolvimento de Aparecida e quais os caminhos a seguir.

 

Que me desculpem os aparecidenses – e não são eles os responsáveis pelo ambiente desastroso em que vivem –, mas, pelos 96 anos, na situação em que estão, merecem são pêsames.

 

14 maio

Recursos da privatização da Celg foram pulverizados em micro-obras sem importância para Goiás, tal como aconteceu com a venda da Usina de Cachoeira Dourada

Há 8 anos atrás, na volta ao Palácio das Esmeraldas, os tucanos de Goiás comemoraram o resultado da CPI da Celg, quando a FIPE-USP creditou a quebradeira da empresa à venda da Usina de Cachoeira Dourada.

 

O staff do então governador Marconi Perillo foi além e, com dados nas mãos, mostrou como se diluiu um patrimônio daquela envergadura: atendendo demandas picadas, sem nexo entre si, eleitoreiras. Sem prestar a menor importância para um projeto de alavancar a economia goiana.

 

A situação se repetiu agora. Mas com os atores em outras posições.

 

Cabe aos tucanos justificar o que condenaram outrora.

 

Os recursos da privatização da Celg foram dizimados em um sem fim de micro-obras Estado afora. Sem planejamento, perdendo a oportunidade de contribuir para um novo patamar de produtividade da economia goiana, mediante investimentos públicos capazes de produzir externalidades positivas, passíveis de absorção pelo setor produtivo goiano. Tal como aconteceu com Cachoeira Dourada.

 

Não passou de sonho de noite de verão a promessa de que 30% dos recursos provenientes da venda da Celg seriam investidos em Ciência, Tecnologia e Inovação. (Mauro Faiad, economista)

14 maio

Candidato a governador não pode se envolver em eleição para deputado. Zé Eliton e Daniel Vilela cometeram esse erro e agora estão pagando um preço elevado

Quem tem experiência com eleições sabe que existe uma regra de ouro: candidato a governador não pode se envolver com o pleito para deputado.

 

É o tipo de atitude que não traz ganho nenhum. Vejamos 2 exemplos:

 

1 – Zé Eliton: resolveu lançar e apoiar um candidato a deputado estadual no Nordeste goiano, o advogado Warner Souza Barbosa, de Posse, o Vavá, ligado ao seu pai. Resultado: perdeu o deputado Iso Moreira (postulante à reeleição), expressão inconteste da região, que protestou abandonando o barco governista e levando para Ronaldo Caiado prefeitos e lideranças de 23 cidades.

 

2 – Daniel Vilela: barganhou o apoio de Iris Rezende para a sua candidatura a governador em troca da entrega dos colégios de Aparecida e Jataí para a tentativa de eleição de dona Iris Araújo para deputada federal. Resultado: perdeu o apoio do deputado Zé Nelto (também postulante a deputado federal), que hoje promove um colossal arrastão no MDB dos municípios a favor de Ronaldo Caiado.

 

Marconi Perillo, seguramente o político mais inteligente do Estado, jamais interferiu em eleições proporcionais. Pelo menos não ostensivamente. Estão aí Zé Eliton e Daniel Vilela colhendo os prejuízos de uma intromissão condenada pelos manuais mais simplórios da política.

14 maio

Pesquisa Grupom/Diário da Manhã sugere que Marconi não é imbatível para o Senado: são 5 candidatos embolados em um cenário onde tudo pode acontecer

Uma constatação que salta da leitura da pesquisaGrupom/Diário da Manhã desta segunda são as dúvidas colocadas sobre a certeza da  eleição do ex-governador Marconi Perillo para o Senado.

 

De Marconi, em 1º lugar, com 27,10%, passando por Lúcia Vânia (25,10%), bem próxima, seguida por Vanderlan Cardoso (17,20%), Kajuru com 15,60% e Demóstenes Torres com 10,50%, é de se presumir que não há garantias nenhuma para ninguém e que tudo pode acontecer. Não há, por exemplo, margens expressivas de superioridade quanto as exibidas por Ronaldo Caiado para governador, mais de 30 pontos acima dos seus concorrentes.

 

Quando são as duas vagas em disputa para o Senado, o eleitor escolhe o primeiro nome por convicção. O segundo, nem tanto. E é aí que mora o perigo (por isso, Iris Rezende perdeu em 2002, quando ficou em 3º lugar, mesmo sendo o favorito, sendo sobrepujado por Lúcia Vânia e Demóstenes Torres, provavelmente beneficiados pelo segundo voto).

 

Uma verdade: para um ex-governador, com mais de 20 anos de exposição na política de Goiás, 27,10% de intenções de voto, para o Senado, com 2 vagas em disputa, representam um índice… modesto.

14 maio

Lúcia Vânia endurece na decisão de não aceitar disputar com Demóstenes a segunda vaga ao Senado na chapa governista. Se não a quiserem, ela está certa de que tem onde se abrigar

Algumas posições da senadora Lúcia Vânia, que o blog apurou em função de conversas de bastidores que ela vem tendo com atores da política estadual:

 

1 – Não quer ver o ex-senador Demóstenes Torres nem pintado de ouro. Não aceita, em hipótese alguma, ser envolvida em qualquer tipo de disputa com Demóstenes pela segunda vaga ao Senado na chapa governista.

 

2 – Entende que a sua candidatura está mais fortalecida do que o do ex-governador Marconi Perillo para a eleição senatorial. Mas considera que Marconi é imprescindível na chapa, como puxador de votos.

 

3 – Não tem nenhum receio quanto à aceitação do seu nome em qualquer das duas outras chapas, a de Ronaldo Caiado e a de Daniel Vilela, caso seja rifada do campo governista em favor de Demóstenes.

 

4 – Não vai procurar ninguém para desenvolver qualquer articulação para a confirmação do seu nome na segunda vaga ao Senado na chapa governista. Se não a quiserem, ela terá onde se abrigar.

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