Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

05 jun

Relação do PP com o governo Zé Eliton entrou em processo de desgaste: com a velha guarda afastada das decisões, partido caminha para apoiar Daniel Vilela

O PP, presidido em Goiás pelo atual ministro Alexandre Baldy, das Cidades, está cada vez mais distante da base de alianças da candidatura à reeleição do governador José Eliton.

 

Apesar da velha guarda do partido, representada principalmente por um de seus fundadores no Estado, o deputado federal Roberto Balestra, é a nova guarda, composta por políticos mais jovens, que tem ditado o ritmo de afastamento gradativo do Palácio das Esmeraldas, especialmente após a desincompatibilização do ex-governador Marconi Perillo.

 

Esse fato tem animado a candidatura do emedebista Daniel Vilela, que tem feito um trabalho agregador silencioso nas bases do grupamento antigamente coeso herdado pelo governador José Eliton.

 

Embora boa parte dos alicerces municipais do PP se manifeste a favor da manutenção da aliança com a base aliada estadual, o deputado Heuler Cruvinel e o próprio presidente Baldy, além do ex-prefeito de Senador Canedo Vanderlan Cardoso, que disputou o 2º turno para prefeito de Goiânia contra Iris Rezende há pouco mais de 1 ano, emitem evidentes sinais de que a relação com a equipe de José Eliton está bastante desgastada. O PP, segundo eles, só vai decidir com quem se alinhará nas eleições deste ano no último prazo, em agosto.(Afonso Lopes, jornalista)

05 jun

Estrategistas de Zé Eliton querem reforçar ações em Goiânia, “onde a base governista não tem bom histórico eleitoral”. Tucanos só ganharam na capital em 1998, daí para cá foi uma derrota atrás da outra

Há poucos dias, a coluna Giro, em O Popular, noticiou que o QG do governador Zé Eliton avaliava que “é importante reforçar ações em Goiânia, onde a base governista não tem bom histórico eleitoral”.

 

Não, não é importante, é muito mais do que isso. A única eleição que a atual base governista ganhou em Goiânia foi a de 1998, quando Marconi Perillo disputou pela primeira vez e venceu Iris Rezende.

 

Daí para cá, foi um histórico exclusivamente de derrotas, seja nas eleições para governador, seja para prefeito. A dura verdade é que a base governista tucana sempre foi rejeitada pelos goianienses. Eles tentam amenizar essa trajetória negativa alegando que existe um sentimento oposicionista em Goiânia, que sempre fica eleitoralmente contra o governo, qualquer governo.

 

Portanto, digamos que o QG de Zé Eliton acordou para uma realidade na qual deveria estar ligado desde sempre. E, pelo quadro mostrado nas últimas pesquisas, pode enfiar a viola no saco: vem aí outra derrota. Resta saber se será acachapante ou não.

05 jun

Volta de Marconi à articulação política é a última esperança da base governista. Problemas graves como a saída do PP e a disputa entre Lúcia e Demóstenes pela 2ª vaga ao Senado aguardam solução

Segundo o traquejado comentarista Afonso Lopes, em seu blog, a última esperança da base governista para se preparar a contento para as próximas eleições é o retorno do ex-governador Marconi Perillo – que está sumido de Goiás há quase um mês, tendo anunciado viagem para a Ásia para captar investimentos para o Estado, mas depois disso sem divulgar qualquer informação a respeito do seu paradeiro. Segundo O Popular, nesta terça, ele agora estaria em São Paulo.

 

Dois problemas gravíssimos, segundo Afonso Lopes, aguardam a intervenção de Marconi:

 

1 – “O vôo livre do PP, sob o comando recente do ministro Alexandre Baldy, que agora fala abertamente em diálogo com opositores, especialmente com Daniel Vilela, que é considerado aliado do presidente Michel Temer”.

 

2 – “A disputa acirrada pela 2ª vaga ao Senado. Com a perda de fôlego de Wilder Morais, que fez as malas e se aninhou no ninho dos democratas de Caiado, tudo caminhava tranquilamente para o nome de Lúcia Vânia. Com a chegada de Demóstenes Torres, do PTB, a encrenca que estava superada com Wilder retornou ainda mais forte. José Eliton não conseguiu apontar um caminho político para resolver o impasse, que de quebra coloca em xeque dois partidos importantes dentro da base, o PSB, de Lúcia Vânia, e o PTB, partido ao qual Demóstenes se filiou”.

05 jun

Resultado do 1º turno da eleição no Tocantins, com vitória do atual governador, anima o grupo palaciano em Goiás, que acredita firmemente que a posse da máquina garante candidatura de Zé Eliton

O resultado da eleição no Tocantins, com o 1º turno sendo vencido pelo governador Mauro Carlesse, comprovaria a tese do grupo mais íntimo de Zé Eliton, que alimenta firmemente a crença de que o controle da máquina pública quase que automaticamente levará a um desfecho positivo em outubro próximo.

 

É o que se ouviu nesta segunda-feira em círculos próximos ao Palácio das Esmeraldas. Sem exageros, pode-se dizer que o clima é de euforia, depois de um período de baixo astral provocado pela última pesquisa Grupom/Diário da Manhã, em que Zé Eliton apareceu em 3º lugar, atrás de Daniel Vilela e muito distante do líder, Ronaldo Caiado, que detém 61% das intenções de votos válidos.

 

O fato de já ser governador, para a roda de assessores e para o próprio Zé Eliton, parece ser uma espécie de garantia ou de seguro contra qualquer revés. Por esse raciocínio, Zé Eliton vai ganhar porque tem o apoio da máquina governamental e o fato do atual governador do Tocantins ter se sagrado vencedor do 1º turno seria mais uma confirmação para essa certeza.

05 jun

Zé Eliton diz que “cargos de governo não são moeda de troca” e Daniel Vilela responde que “este governo, ao contrário do que diz o governador, tem sim loteado espaço para conquistar apoio”

Há um debate entre Zé Eliton e Daniel Vilela nos jornais desta terça-feira. Candidatos a governador, os dois estão tecnicamente empatados com menos de 9% das intenções de votos, atrás de Ronaldo Caiado, disparado na frente com 40%, segundo o Grupom/DM.

 

Zé Eliton em um discurso e entrevistas, criticou no começo desta semana a “utilização de cargos de governo como moeda de troca para conquistar apoio”. Disse que essa é uma “política arcaica” e que quem quiser ajudar Goiás deve pensar em ideias e propostas, não em vantagens.

 

Daniel Vilela pegou a deixa e respondeu nas redes sociais: “É propaganda enganosa. Zé Eliton abriu um balcão de negócios no Palácio das Esmeraldas ao assumir o governo, criou secretarias para entregar aos partidos para conseguir alianças e criou cargos para abrigar prefeitos e apaniguados”.

 

Quem tem razão? Os dois. Zé Eliton está certo: cargos públicos não deveriam ser usados para ganhar apoio. Mas Daniel foi ao ponto e também acertou: Zé Eliton trocou cargos por apoio, sim. Ao condenar um processo que ele pratica, soa hipócrita.

05 jun

Mensagem de Vilmar Rocha em grupos no WhatsApp cita a saída de Zidane do Real Madri, após ganhar o tricampeonato, e diz que em Goiás também “é melhor mudar para não seguir e fazer besteiras

O presidente do PSD Vilmar Rocha segue firme na sua cruzada contra o governador Zé Eliton, cuja candidatura à reeleição considera “inadequada” para Goiás.

 

Agora, Vilmar usa os grupos do WhatsApp (e também o Instagram) para disparar mensagens críticas sobre Zé Eliton. Na última, ele diz que “faço das palavras de Zidane as minhas. O técnico do Real Madri surpreendeu a todos ao anunciar a sua saída três dias depois de conquistar o tricampeonato europeu, alegando que para continuar vencendo é preciso ‘um novo discurso, uma nova metodologia’”.

 

Mais: “Zidane explicou várias vezes que sua decisão se dá pela necessidade da equipe ter um fato novo para as próximas temporadas. Chega um momento que é melhor mudar para não seguir e fazer besteiras”.

 

Em Goiás, segundo Vilmar Rocha, “a atitude e o discurso de Zidane vão exatamente de encontro ao que penso. Venho há tempos chamando a atenção dos valorosos companheiros da nossa vitoriosa base política: para continuar vencendo é preciso um ‘outro discurso, outra metodologia’. Um novo programa e uma agenda de progresso e que seja contemporânea e antenada com o futuro”.

 

É mais um recado para Zé Eliton.

05 jun

Três principais candidatos a governador, Caiado, Daniel e Zé Eliton ainda não tocaram em temas fundamentais como o desenvolvimento de Goiás ou a reestruturação administrativa do Estado

Aparecida não é modelo para um governo de Estado, como pretende Maguito Vilela que o seu filho Daniel faça se for eleito governador. Goiás precisa de um programa desenvolvimentista, precisa de um programa de reestruturação administrativa que não se limite a essa coisa vulgar de simplesmente extinguir órgãos e criar outros.

 

Dou um exemplo: Goiás precisa mesmo ser dono de um estádio de futebol? Por que não transferir o Serra Dourada para outros administradores? Goiás precisa de televisão e rádios, sem audiência, custeadas com dinheiro público? Por que não devolver as concessões da TBC e da RBC? Goiás precisa ser proprietário de empresa de ônibus que opera apenas em Goiânia e Goianira? Por que não transferir a Metrobus aos municípios? E por que manter o Estado na gestão do transporte coletivo municipal se a Constituição determina que cabe aos municípios a execução da política de mobilidade urbana?

 

São muitos os problemas estruturais que aguardam solução. Os três principais candidatos – Ronaldo Caiado, Daniel Vilela e Zé Eliton – não tocam no assunto. A eleição, até aqui, é certame de beleza.(Helvécio Cardoso, jornalista)

04 jun

Máquina de comunicação que Marconi montou em 20 anos e serviu para ganhar 5 eleições foi desmantelada por Zé Eliton em uma semana e substituída por um grupo sem experiência no setor público

Em 20 anos de hegemonia na política estadual, o ex-governador Marconi Perillo se esmerou na montagem de uma máquina de comunicação que ajudou a ganhar as cinco eleições majoritárias desse período.

 

Mas Zé Eliton assumiu em 7 de abril último e não precisou mais do que uma semana para passar uma régua nessa estrutura: substituiu muitos dos nomes que a integravam, afastou outros para a periferia do governo, esvaziou os que restaram e entronizou um grupo de profissionais sem experiência com o setor público.

 

Assim, em seus primeiros dois meses de gestão, Zé Eliton acumula erros nas suas redes sociais, desenvolve uma agenda que está longe de ser a ideal para um candidato, não responde aos ataques da oposição e dos dissidentes da sua base e não conseguiu ainda se posicionar para a próxima eleição.

 

Está mais para governador e menos para candidato. Não demonstra seguir um raciocínio estratégico e cumpre uma morna rotina administrativa. No último fim de semana, que teve quatro dias, a partir de quinta, data de Corpus Christi, só foi a um mini-evento, em Guarani, no nordeste goiano. Nem sequer apareceu na missa solene da Praça Cívica, abrindo espaço para Ronaldo Caiado, que foi e monopolizou as atenções. Nas redes sociais, passou o tempo postando fotos do ginásio Arena, onde a seleção de vôlei disputou partidas com times de outros países.

 

Está devagar, quase parando.

04 jun

“Marconi se afastou da base, após deixar o governo, para não ofuscar seu sucessor, mas agora ele precisa voltar com seu estilo agregador porque Zé Eliton não conseguiu manter as coisas como as recebeu”

São contundentes as avaliações do escolado Afonso Lopes, em seu blog, sobre o momento de dificuldades vivido pela base governista, onde é grande a expectativa pela volta do ex-governador Marconi Perillo às articulações políticas.

 

O que aconteceu? Na visão de Afonso Lopes, “a saída de Marconi Perillo da política estadual após sua desincompatibilização talvez tenha sido uma estratégia para facilitar o trabalho de Zé Eliton na sua consolidação não apenas como governador, mas também como articulador da base aliada estadual, que é a sua sustentação como candidato à reeleição. Certamente que a presença do ex tenderia a ofuscar decisivamente o novo governador”.

 

Mas “se correspondeu no campo administrativo, politicamente Zé Eliton não conseguiu manter as coisas como as recebeu”, escreve o traquejado jornalista. Daí, desafios se acumularam sem resposta, como a iminente saída do PP e a disputa entre Lúcia Vânia e Demóstenes Torres ela 2ª vaga ao Senado. Sem falar na estagnação nas pesquisas.

 

Afonso Lopes finaliza: “É possível que a culpa não seja de José Eliton, que paga um certo preço pelo aprendizado nessa lida diante de uma base aliada tão densa e extensa quanto complexa. A base estava acostumada com o estilo Marconi de ser, naturalmente agregador, e isso pode ter sido um choque inicial, e natural, quando houve a substituição”.

04 jun

Daniel diz há meses que está preparando “um projeto para Goiás”, mas até agora a única ideia nova que apresentou foi infeliz: transformar o Estádio Serra Dourada em shopping center

Daniel Vilela fala toda dia que está preparando uma “alternativa” ao governo que aí está. Pura retórica. Ninguém sabe que “alternativa” é essa. É apenas um chavão.

 

Sabe-se que uma junta de tecnocratas e marqueteiros iluminados está gestando seu “plano de governo”. Podem esperar que daí vem besteira.

 

Por exemplo: Daniel já propôs transformar o Estádio Serra Dourada em shopping center. Com uma jumental ideia dessa o jovem candidato espera passar por “inovador”. Por aí se aquilata o nível, rasteiro, da concepção que o moço tem de administração pública.(Helvécio Cardoso, jornalista)

04 jun

Campanha da base governista continua devagar: no fim de semana prolongado, de quinta a domingo, Caiado vai a eventos em 9 cidades, Daniel a 6 e Zé Eliton a apenas um

Uma consulta às agendas dos três principais candidatos a governador, no período entre a última quinta-feira (feriado prolongado de Corpus Christi até o domingo) confirma o que já se sabe: de todos, quem vai mais devagar é Zé Eliton.

 

Em quatro dias do fim de semana, ele foi a apenas um evento, na pequena Guarani, no nordeste goiano, que tem 4.500 eleitores. Lá cantou parabéns para um tio e participou de uma reunião fechada com lideranças da região. Nos outros dias do feriadão, Zé Eliton não apareceu e não esteve sequer na tradicional missa de Corpus Christi na Praça Cívica.

 

Ronaldo Caiado foi, começando na quinta uma maratona que o levou a 10 eventos (nove cidades), a maioria de grande porte, com exceção de um almoço com 20 padres em Aparecida. Além da missa de Corpus Christi, senador foi a Novo Gama, Uruaçu, São Luiz do Norte, Trindade, São Luiz de Montes Belos e duas grandes reuniões com evangélicos em Brasília.

 

Daniel Vilela também não parou e foi a seis municípios no feriadão: Jataí, São Luiz do Norte, Montes Claros, Jussara, Morrinhos e Quirinópolis, com grandes reuniões em todos eles.

04 jun

Copa do Mundo trará um intervalo para o jogo eleitoral em Goiás e em seguida virá o 2º tempo. Afonso Lopes avalia que “Caiado está terminando o 1º tempo com folgada vantagem”

Para o experiente comentarista Afonso Lopes, em seu blog, a Copa do Mundo divide o jogo eleitoral em Goiás em dois tempos, sendo que o primeiro tempo está terminando e o vencedor, até agora, é Ronaldo Caiado:

 

“Apesar do jogo bastante frio disputado até aqui, o primeiro tempo foi dominado pelo senador Ronaldo Caiado, candidato ao governo do Estado pelo DEM. Dos três principais concorrentes, ele é disparadamente o mais experiente, o mais conhecido e quem tem conseguido um pouco mais de atenção do grande público graças ao discurso incisivo”.

 

Caiado, segundo o jornalista, “colecionou alguns bons momentos, como ao receber o apoio do principal trio de prefeitos do MDB no interior – Ernesto Roller, de Formosa, Adib Elias, de Catalão, e Paulo do Vale, de Rio Verde. De quebra, ainda tirou do partido o líder da bancada na Assembleia Legislativa, deputado estadual José Nelto. Por fim, recebeu o senador Wilder Morais”.

 

Os rivais de Caiado – Zé Eliton e Daniel Vilela – tiveram também alguns fatos positivos no primeiro tempo, mas “nenhum com tamanho alcance’,

04 jun

O enrolado Jovair, agora alvo de investigações e com os sobrinhos na cadeia, perde parte da força para impor Demóstenes Torres na 2ª vaga ao Senado na chapa governista

Ouvi, na CBN Goiânia, a jornalista Fabiana Pulcineli dizer que Jovair Arantes vinha sendo citado há anos em escândalos recorrentes, mas que a conta – que nunca havia chegado – foi finalmente entregue na sua porta, agora, com a prisão dos seus dois sobrinhos e a revirada do seu gabinete, na Câmara Federal, por agentes federais.

 

Verdade. O enrolado Jovair e sua parentada entrou na mira das investigações judiciais e é certo que vem chumbo grosso aí. As provas devem ser contudentes, a tal ponto que o Ministério Público Federal pediu a prisão do deputado, negada – por enquanto – pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

 

Ficou ruim para o PTB, que vinha pressionando o governador Zé Eliton e, de resto, toda a base governista, para que Demóstenes Torres seja o titular da 2ª vaga ao Senado, na chapa da coligação liderada pelo PSDB. Não deixa de ser um abalo, também, para o próprio Demóstenes – que foi obrigado a se desgastar saindo a público para defender Jovair e garantir que acredita na sua inocência.

 

Ficou ruim para o PTB, não. Ficou ruim pra todo mundo: Jovair, PTB, Demóstenes e Zé Eliton.

04 jun

Perícia da Polícia Técnico-Científica revela que a ETE – Estação de Tratamento de Esgoto feita por Marconi em Goiânia, em vez de despoluir o Meia Ponte, está é poluindo o rio

O legado dos 20 anos de Tempo Novo está se mostrando cada vez repleto de furos.

 

Agora, é o caso da Estação de Tratamento de Esgoto, obra dos governos de Marconi Perillo, apregoada como ecológica e destinada a despoluir o rio Meia Ponte.

 

Não está acontecendo nada disso. O Ministério Público encomendou uma perícia à Polícia Técnico-Científica, que concluiu, textualmente: “A ETE não apresenta eficiência suficiente, visto que o efluente lançado no Rio Meia Ponte incrementa os níveis de poluição deste e eleva os riscos à saúde humana, com funcionamento da atividade se dando em desacordo com normas regulamentares e legais pertinentes”.

 

Alguém tem de ser responsabilizado.

03 jun

As novas oligarquias: Marconi, Iris e Maguito, seus parentes e amigos na política e no governo. A história deu a volta e, hoje, Caiado é quem menos é oligarca

Há 36 anos – 16 de PMDB e 20 de PSDB – que o governo do Estado está nas mãos de muito poucos, com dois grupos apenas, o de Iris Rezende e o de Marconi Perillo. Quem era acusado, antes, de ser oligarca – Ronaldo Caiado –, agora é quem pode matar as oligarquias em Goiás. Caiado lidera as pesquisas e pode ser o próximo governador.

 

Se antes requeria-se o concurso de um século para fundar uma oligarquia, hoje, na velocidade dos tempos modernos, demandam-se anos apenas. O coronelismo renasceu.

 

Renasceu com Iris Rezende e Marconi Perillo, além de Maguito Vilela. A era irista dos mesmos de sempre ainda não terminou, estendida pelos mandatos na prefeitura de Goiânia. Pós Iris, o peemedebismo produziu Maguito Vilela e sua parentada na política, hoje com foco no filho Daniel Vilela, que ele metamorfoseou em vereador, deputado estadual e federal e agora quer eleger nada mais nada menos que governador. Marconi veio em 1998 como um jovem impetuoso, que não carregava familiares e camaradas nas costas. Não resistiu e acabou ao longo do tempo montando um plantel de vacas sagradas polivalentes que monopolizou os postos mais importantes do Estado nas últimas duas décadas. Exemplo: Leonardo Vilela, secretário da Agricultura, Planejamento, Meio Ambiente e Saúde. Isso é oligarquia, na exata definição da palavra.

 

Caiado não tem mais nada de oligarca, só o sobrenome nostálgico. As novas oligarquias em Goiás são Marconi, Iris e Maguito.

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