Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

25 jun

Coleção de besteiras ditas por Vecci, Célio Silveira, Chiquinho Oliveira e Thales Barreto mostra que a base governista já tem um ingrediente certo para perder a eleição: a falta de noção da realidade

Uma pequena matéria no Diário da Manhã desta segunda-feira traz uma coleção de besteiras ditadas pelos deputados federais Giuseppe Vecci e Célio Silveira e pelos deputados estaduais Chiquinho de Oliveira e Thales Barreto, todos do PSDB(fotos acima, também publicadas pelo DM).

 

Sem apresentar um único argumento consistente ou qualquer raciocínio lógico, baseando-se apenas na fé cega de cada um, os quatro garantem que, até setembro, Zé Eliton estará em 1º lugar nas pesquisas.

 

É um desserviço que prestam para a candidatura governista – dependente, assim, segundo esses quatro cavaleiros tucanos do apocalipse, de um evento sobrenatural, o conhecido milagre. Vecci repisa o surrado argumento de que Zé Eliton vai se tornar conhecido da população e crescer automaticamente nas pesquisas. Como assim? Célio Silveira diz que o governo Marconi Perillo fez obras no Entorno e por isso Zé Eliton vai disparar. Hein? Como assim? Chiquinho Oliveira assegura que os partidos da base estão unidos e vão alavancar Zé Eliton. Mas… e o PP? E o PRB? E o PSD rachado? Finalmente, Thales Barreto se declara tranquilo porque “temos indicativos que Zé Eliton cresce a cada semana”. Que indicativos são esses que “temos”? Como assim?

 

Para perder a eleição, como se vê, a base governista já tem um ingrediente certo: a falta de noção da realidade.

25 jun

Marketing do governo Zé Eliton quer fazer crer que uso de taxis por servidores estaduais levou a economia de 36% nas despesas de transporte. É preciso apresentar a comprovação

Em suas redes sociais o governador Zé Eliton comemorou uma redução de 36%(imagem acima do stories do Instagram de Sua Excelência) nas despesas de transporte dos funcionários estaduais em Goiânia, por conta do programa Go Taxi – através do qual taxistas atendem via aplicativo de celular aos deslocamentos dos servidores estaduais em serviço, substituindo a frota do Estado.

 

Não acredite, leitor.

 

Essa redução de 36% foi anunciada sem nenhuma comprovação. Não à toa, a desarvorada equipe de comunicação de Zé Eliton escolheu o domingo para dar a notícia, quando a oposição está descansando ou fazendo eventos no interior e a repercussão crítica, digamos assim, é menor. No lançamento do Go Taxi, o governo chutou que o programa proporcionaria uma economia de R$ 20 milhões anuais, mas nunca apresentou nenhuma comprovação, nenhum dado, nenhum levantamento, nenhum dado objetivo, nada, enfim.

 

Além disso, a verdade é que o governo do Estado nunca teve e continua não tendo controle sobre as suas despesas com os carros que transportam seus funcionários, espalhados por dezenas e dezenas de órgãos públicos, a maioria terceirizados através de contratos de valor fechado.

 

Pode até ser que o Go Taxi proporcione (ou não) alguma economia. Mas falar em exatos 36% de redução, sem demonstrar cabalmente como e onde isso aconteceu, é marketing que desrespeita a inteligência dos goianos.

25 jun

Mesmo não acreditando nas chances de Daniel Vilela, Iris vai dar apoio a ele em troca de bases eleitorais para tentar eleger dona Iris para a Câmara Federal, seu mais importante objetivo de vida neste momento

O único e atual objetivo de Iris Rezende é a tentativa de eleger dona Iris Araújo para a Câmara Federal, não importa o quanto isso custe para a Prefeitura de Goiânia – onde toda a equipe, todos os cargos e todos os instrumentos políticos estão voltados para esse objetivo. Não há mais nada na vida que interesse a Iris neste momento.

 

Nos próximos dias, Iris vai intensificar declarações e atos de apoio à candidatura governamental de Daniel Vilela, com quem barganhou as bases eleitorais necessárias para praticamente garantir a eleição de dona Iris. Na eleição passada, o rapaz teve 170 mil votos para deputado federal.

 

Primeiro, dona Iris vai a Aparecida nesta segunda para, oficialmente, receber um título de cidadania, mas, na prática, para um beija-mão das lideranças emedebistas da cidade e do prefeito Gustavo Mendanha, selando a transferência dos votos dos Vilela para ela.

 

Maguito Vilela, na semana passada, esteve no Paço Municipal para sugerir a solenidade de Aparecida e, sutilmente, cobrar mais empenho de Iris com a candidatura de Daniel. Por isso, nos próximos dias, o prefeito retribuirá (e de certa forma injetando algum fôlego na candidatura de Daniel) com um evento em Goiânia, no qual dedicará palavras de confiança nas possibilidades de vitória do filho de Maguito em outubro próximo.

 

No fundo, no fundo, o velho cacique emedebista não acredita muito nas chances do candidato que, por enquanto, vai apoiar, pessoalmente preferindo Ronaldo Caiado (e até espera e vai trabalhar nos bastidores por uma composição entre os dois, mesmo tardia). Mas o afã de devolver o mandato de deputada federal para a mulher está falando mais alto e ele não vai economizar sacrifícios.

25 jun

Vem aí a falta de água em Goiânia e Aparecida, mas o governo Zé Eliton não se comunica e não dá explicações sobre o que está acontecendo. Será que é melhor começar a furar cisternas?

Goiânia e cidades adjacentes poderão ficar sem água, de novo, durante a estiagem. E não será por falta de água. Ela existe em abundância na magnífica represa(foto) do ribeirão João Leite, topo do sistema de tratamento denominado Complexo Mauro Borges. De lá, por gravidade, a água iria parar nos reservatórios do Setor Universitário. E de lá deveria chegar às torneiras. Mas é lá que a coisa enroscou.

 

O Complexo Mauro Borges foi ideia de Iris, que levantou financiamento externo. Mas a obra mesmo só seria iniciada no 1º governo Marconi. No 2º, foi interrompida. Alcides a retomou em seu governo, com recursos federais. Concluiu a barragem e iniciou a construção da estação de bombeamento. Voltando ao governo, Marconi terminou a estação e a adutora de oito quilômetros para levar a água até o Setor Universitário, para daí ser distribuída através dos capilares.

 

O sistema MB tem capacidade de produzir 8 metros cúbicos de água por segundo, o dobro do sistema ainda operante, o Santa Genoveva. É o bastante para atender a necessidade de Goiânia e seu entrono pelos próximos 50 anos.

 

Mas falta fazer os capilares. Por que diabos isso ainda não foi feito? O governo Zé Eliton não informa. Não esclarece a opinião pública, que já não acredita mais em solução para o problema da escassez e se pergunta se não seria melhor furar cisternas.

 

Aliás, não temos informações sobre tantas outras obras. Por exemplo, o estratégico aeroporto de cargas de Anápolis, onde o mais difícil, a pista, já está pronta há oito anos. Ainda não entrou em operação e não se sabe quando vai entrar. O que está faltando para ser concluído? O governo nada diz.

 

Uma chusma de assessores de imprensa, conselheiros de comunicação e marqueteiros se aboleta no palácio para bajular o governador Zé Eliton, não para explicar o governo e dar os esclarecimentos necessários à sociedade. Daí porque a candidatura de José Eliton está trumbicando. Quem não se comunica, se trumbica, dizia o saudoso Chacrinha. Pura verdade.(Helvécio Cardoso, jornalista)

24 jun

Pedagoga da PUC, Jaqueline Cunha revela que, nos últimos 20 anos, sob os governos Marconi, 2.214 escolas rurais foram fechadas em Goiás, prejudicando milhares de crianças e adolescentes

Durante os últimos 20 anos, sob a égide dos governos de Marconi Perillo (houve um interregno, no período 2006/2010, em que Alcides Rodrigues foi o governador, porém manteve todas as políticas marconistas), foram extintas 2.214 escolas rurais em Goiás, restando hoje apenas 460. Isso quer dizer que, das escolas rurais (2.674 unidades) que existiam em 1997, 82% desapareceram a partir de 1998, ano em que Marconi ganhou a sua primeira eleição para governador.

 

Os números constam de estudo da pedagoga da PUC Jaqueline Cunha(foto) e foram publicados na edição deste sábado do Diário da Manhã, em uma ampla matéria de Renato Dias, e têm reflexos diretos na manutenção da taxa de analfabetismo, que ainda é alta no Estado e chega a quase 8% da população goiana.

 

Nos últimos 20 anos, não houve nenhum programa destinado à redução do analfabetismo em Goiás. Jaqueline Cunha explica que “o analfabetismo e o analfabetismo funcional (lê mas não compreen­de) são o resultado das desigual­dades sociais, de políticas educa­cionais equivocadas, como a da extinção das escolas rurais e da educação tradicional en­ciclopédica, distante da vida, excludente, pu­nitiva, classificató­ria e hierarquizante”.

 

A pedagoga ainda acrescenta que a extinção das escolas rurais “obriga milhares de crianças e adolescentes, todos os dias, a colocarem em risco a sua integridade física e mental, durante horas, trafegando por estradas esburacadas, empoeiradas, enlameadas, abrindo e fechando porteiras. Quando cerra as portas de uma pequenina escola, o governo condena à extinção as pequenas comunidades rurais”.

24 jun

Revista Veja diz que Goiás é destaque na “matemática de horrores” da criminalidade, com a explosão (alta de 72,2% nos últimos 10 anos) do número de assassinatos por 100 mil habitantes

Segundo o Atlas da Violência, elaborado pelo Ipea, órgão de credibilidade inquestionável, Goiás está entre os oito Estados mais violentos do país, com explosão do número de assassinatos por 100 mil habitantes: houve alta de 72,2% nos últimos 10 anos, enquanto, no mesmo período, São Paulo decresceu 46%.

 

O assunto é tema de ampla reportagem da revista Veja neste fim de semana, revelando o fracasso das políticas de segurança pública que, diariamente, o governo do Estado anuncia como as mais eficientes do Brasil.

 

Dois enfoques:

 

1 – Em relação aos números do Brasil, Goiás apresenta uma taxa de homicídios 50% maior do que a nacional. Desde 1999, quando se iniciou o 1º governo de Marconi Perillo, que depois se desdobrou em mais três mandatos, a violência em Goiás cresceu absurdos 248%.

 

2 – Em 2011, quando se iniciou o 3º governo Marconi, foram registradas 37,4 mortes por cada 100 mil habitantes (2.272 homicídios), quantitativo que foi crescendo sem parar até 2016, último ano pesquisado, quando chegou a 45,3 mil mortes por 100 mil habitantes (ou 3.036 homicídios). Vale ressaltar que 2015 e 2016 transcorreram sob a gestão de Zé Eliton na Secretaria de Segurança, de onde saiu, ironicamente, vítima de violência, após levar um tiro na barriga em um atentado em Itumbiara.

24 jun

Rodrigo Maia atropela Daniel Vilela e garante que o PHS, depois de estar a um passo de fechar em Goiás com o MDB, vai ficar mesmo na coligação de Caiado

Por articulação direta do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que é do DEM, o PHS vai ficar na coligação de Ronaldo Caiado para as próximas eleições em Goiás. Maia arrancou a decisão da cúpula nacional do partido, que, assim, desautoriza o seu presidente estadual, Murilo Oliveira e o seu mentor Marcelo Augusto. Os dois pretendiam levar o partido para a coligação do MDB, depois de recusadas reivindicações que apresentaram a Caiado. Murilo Oliveira, caso não aceite a imposição da cúpula nacional, deverá ser destituído do diretório regional.

 

O PHS chegou a marcar data e local para anunciar apoio a Daniel Vilela, mas deu com os burros n’água.

24 jun

No início de julho, saem pesquisas decisivas para Zé Eliton: Serpes, em O Popular, e Grupom, no Diário da Manhã. E Lúcia Vânia não divulgou a pesquisa Lupa a pedido de Marconi, que apareceu mal

Atenção, leitores, para duas informações sobre pesquisas eleitorais em Goiás:

 

1 – No início de julho, sairão levantamentos do Serpes, em O Popular, e do Grupom, no Diário da Manhã. Serão pesquisas vitais para a candidatura do governador Zé Eliton, que vendeu para a sua base a versão de que está crescendo nas intenções de voto, usando como argumento um levantamento do famoso instituto Directa – onde despontou com 24,1%, mas ninguém acreditou.

 

2 – A pesquisa do instituto Lupa em Goiás, contratada pelo PSB nacional, cujos resultados foram entregues à senadora Lúcia Vânia, não foi divulgada a pedido do ex-governador Marconi Perillo – que viu o relatório, mostrado pela senadora, e não gostou, entre outros motivos por continuar aparecendo em 3º lugar. Lúcia é a líder inconteste, segundo o Lupa.

24 jun

Iris deu apoio a Daniel Vilela em troca das bases de Aparecida e Jataí para tentar eleger dona Iris deputada federal. Mas está difícil e, se ela desistir, ele não hesitará em se alinhar com Caiado

É público e notório que Iris Rezende anunciou apoio à candidatura de Daniel Vilela a governador não por convicção ou qualquer outro motivo que não o interesse em eleger sua mulher, dona Iris Araújo, deputada federal.

 

O pai de Daniel, Maguito Vilela, garantiu a Iris a transferência para dona Iris de grande parte das bases eleitorais que deram 170 mil votos a Daniel para deputado federal, na eleição passada.

 

Foi negócio, pura e simplesmente. E Iris fez porque, decerto, é um homem de família e não iria deixar a própria esposa na mão. Porque, se fosse por convicção, ele optaria sem vacilar por Ronaldo Caiado.

 

Mas esse jogo não está encerrado. Se dona Iris desistir da candidatura, como cogita efetivamente, diante da fraqueza da chapa de deputados federais do PMDB, que pode não eleger ninguém, mesmo bem votado, Iris não hesitará em se transferir de mala e cuia para a caravana caiadista – caso não consiga antes, e ele já está tentando, um acordo entre os dois candidatos, através do qual Daniel desistiria e assumiria um lugar na chapa de Caiado.

24 jun

Caiado na espera: Lúcia Vânia radicaliza e agora não vai mais a eventos do governo Zé Eliton com a presença Demóstenes nem participa de chapa da qual ele faça parte

A senadora Lúcia Vânia colocou a faca no pescoço de Marconi Perillo e de Zé Eliton.

 

Muito bem colocada nas pesquisas de intenção de votos para o Senado (em 1º lugar na maioria delas), ela decidiu não mais comparecer a eventos do governo, para não ficar perto de Demóstenes Torres, informa a coluna Giro, em O Popular.

 

A justificativa: “Eu me sinto extremamente desconfortável com a presença do ex-senador Demóstenes. Afinal, dentro do Senado Federal, que é a instituição que eu represento, ele continua sendo um senador cassado”.

 

Mas, para Marconi e Zé Eliton, a pretensão de Demóstenes de ocupar a 2º vaga ao Senado na chapa governista é legítima. Nenhum dos dois faz qualquer restrição ao ex-senador, mesmo porque seria arriscado criar qualquer aresta com o PTB, partido de Demóstenes.

 

Não à toa, Ronaldo Caiado está com o tapete vermelho estendido aguardando Lúcia Vânia.

24 jun

Em vez de atender a uma diretriz central de planejamento, programa Goiás na Frente está entregando aos prefeitos R$ 550 milhões, oriundos da venda da Celg, para aplicação em micro-obras do seu interesse

O programa Goiás na Frente, alimentado pelos preciosos recursos da privatização da Celg, abriu mão de uma diretriz central de planejamento, capaz de repercutir no desenvolvimento do Estado, e optou pela entrega direta dos seus R$ 550 milhões aos prefeitos, para que eles decidissem por conta própria onde investir o dinheiro(veja na foto Marconi Perillo e Zé Eliton entregando um “cheque” ao prefeito de Campos Belos”) .

 

O resultado é que a maioria absoluta optou por obras fúteis, às vezes  sem importância até para os seus munícipes. Maciçamente, eles escolheram enterrar os recursos em recapeamento de ruas com o asfalto deteriorado – despesa cuja responsabilidade deveria correr por conta das prefeituras. No final das contas, o que está acontecendo é a a pulverização do dinheiro arrecadado com a venda do mais precioso patrimônio dos goianos, a Celg, uma das 130 maiores empresas do país, sem provocar qualquer repercussão na economia estadual.

 

A mesma História que condenou o PMDB pela venda da usina de Cachoeira Dourada, sumindo com os fundos recebidos,  ainda vai imputar ao PSDB o mesmo equívoco no caso da Celg.

23 jun

Deveria é chorar: depois que Marconi assumiu a coordenação política da campanha nacional do PSDB, pesquisa mostra Alckmin em 1º lugar no quesito reprovação, com índice negativo de 70%

É claro que uma coisa não pode ser relacionada a outra, mas o fato é que, após Marconi Perillo assumir a coordenação política nacional da campanha presidencial do PSDB, Geraldo Alckmin ascendeu ao 1º lugar como o candidato mais desaprovado pelo eleitorado.

 

Essa foi a principal novidade da pesquisa Barômetro Político Estadão-Ipsos, que todos os meses analisa a opinião dos brasileiros sobre personalidades do mundo político e jurídico, divulgada neste fim de semana.

 

A pesquisa não procura medir intenções de voto. O que os pesquisadores dizem aos entrevistados é o seguinte: “Agora vou ler o nome de alguns políticos e gostaria de saber se o (a) senhor (a) aprova ou desaprova a maneira como eles vêm atuando no País”.

 

Geraldo Alckmin ganhou 70% de reprovação e apenas 18% de aprovação, segundo o Estadão/Ipsos.

23 jun

Mais um exemplo do desperdício do dinheiro da Celg, enfiado por Marconi e Zé Eliton no programa Goiás na Frente: R$ 2 milhões para recapear as ruas do Bairro Céu Azul e da Vila Satélite, em Campo Alegre

Para o recapeamento das ruas do Bairro Céu Azul e da Vila Satélite, em Campo Alegre, cidade próxima a Catalão, o programa Goiás na Frente acaba de destinar R$ 2 milhões de reais(foto acima) – dinheiro que veio da privatização da maior empresa do Estado de Goiás e uma das 130 maiores do Brasil, a Celg.

 

Esse patrimônio valioso dos goianos foi trocado por quase R$ 1 bilhão de reais, que deveriam ter sido direcionados a gastos compatíveis com a sua origem, ou seja, investimentos capazes de repercutir no processo estadual de desenvolvimento, beneficiando toda a população.

 

Mas… não. Essa pequena fortuna foi e está sendo estilhaçada em obras sem grande importância e, pior, que seriam da responsabilidade das prefeituras, como nesse caso do recapeamento das ruas com asfalto estragado da pequena Campo Alegre.

 

Sem tirar nem por, Marconi e Zé Eliton repetiram o que o PMDB fez com os recursos da venda usina de Cachoeira Dourada, que viraram pó e nem Maguito Vilela, o governador que privatizou a empresa, sabe onde foram parar.

23 jun

Os novos coronéis(1): Hildo do Candango, prefeito de Águas Lindas, lança a mulher Aleandra para deputada estadual e diz que não queria, mas foi obrigado a ceder à pressão dos aliados

O novo coronelismo em Goiás acaba de ganhar mais uma manifestação: o prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango, que é do PSDB, lançou a mulher – Aleandra Sousa(foto) – como candidata a deputada estadual pelo PTB

 

É claro que ele não queria etc e tal, mas foi obrigado a ceder aos companheiros, que, reconhecendo a liderança de Aleandra, praticamente exigiram a sua candidatura e, ele, fazer o quê…

 

Olha só o que Hildo do Candango disse: “No início resisti à ideia de apoiar o nome de Aleandra, mas a pressão dos aliados foi muito grande. O argumento das lideranças, não só dos 18 partidos que nos apoiam, mas também de segmentos organizados como religiosos, empresariais e comunitários, foi convincente: nossa região necessita de um representante”.

 

Mais um coronelzinho.

23 jun

Candidatura de Caiado é bem vista na base governista, que não o tem como inimigo político e enxerga como questão pessoal a rixa entre Marconi/Zé Eliton e o senador

A candidatura a governador de Ronaldo Caiado está atingindo um alto grau de infiltração dentro da base governista, onde é bem vista, por um motivo muito simples: quem tem Caiado como inimigo é o ex-governador Marconi Perillo e possivelmente seu sucessor e candidato Zé Eliton, mas essa inimizade visceral não se estende à maioria dos políticos que compõem a base, que têm bons olhos para o senador.

 

É o caso do PRB, partido que tem influência entre os evangélicos, dispõe de tempo de televisão para contribuir e domina uma das três maiores redes de televisão, em Goiás, a Record.

 

O PRB está conversando à vontade com Caiado. Mas há outros partidos, entre os quais o PP, cujo presidente estadual, o ministro Alexandre Baldy, tem estreitado com tranquilidade o relacionamento com o senador – por conta, inclusive, como ele mesmo admitiu, da convivência próxima em Brasília.

 

Um influente prefeito tucano observava, há poucos dias, em conversa de pé de ouvido, que Caiado tem mais histórico dentro da base governista que Zé Eliton – não bastasse a constatação de que foi o senador quem introduziu o atual governador nessa mesma base. Em tese, se não houvesse a briga com Marconi, ele teria tudo para ser aclamado como candidato do grupo liderado pelos tucanos.