Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

27 maio

Articulação política de Zé Eliton está imobilizada diante da iminente decisão do PP, que vai deixar a base governista para apoiar a candidatura de Daniel Vilela a governador

A articulação política do governador Zé Eliton está imobilizada diante da iminente decisão do PP, a partir da preferência do seu presidente nacional, senador Ciro Nogueira, deixando a base governista em Goiás e passando a se coligar com o MDB para apoiar a candidatura a governador de Daniel Vilela.

 

Ninguém sabe o que fazer. Há um fio de esperança em relação à postura do ministro Alexandre Baldy, que oficialmente detém o comando da legenda em Goiás e aparenta ser simpático à candidatura de Zé Eliton – mas avisa todo dia que quem resolve é Ciro Nogueira e que ele tende a escolher a aliança com o MDB.

 

O PP tira da candidatura de Zé Eliton não só consistência política: perde-se um precioso tempo de televisão.  Daniel Vilela ganha um fôlego inesperado. Nas pesquisas, ele aparece à frente do atual governador. Por décimos, mas à frente, mantendo viva e alimentada a hipótese de um 2º turno sem o representante do Palácio das Esmeraldas.

27 maio

A partir do estudo do caso do ex-governador Marconi Perillo, tese de mestrado aprovada pela UFG demonstra que políticos usam mal as redes sociais, só passando informações e não interagindo ou dialogando com os seguidores

Dois professores altamente titulados da UFG – Eva Márcia Arantes Ostrosky Ribeiro e Tiago Mainieri – fizeram, a título de tese de mestrado, um estudo sobre a utilização de mídias sociais pelos políticos em Goiás, buscando avaliar a eficácia dessas ferramentas em termos de comunicação pública.

 

Eles se basearam na apreciação do caso do ex-governador Marconi Perillo, a partir principalmente do seu perfil no Twitter. Entrevistaram o próprio Marconi e sua equipe de redes sociais, além de efetuar um profundo exame dos números da audiência e do conteúdo encontrado nos perfis analisados.

 

Suas conclusões não podem ser consideradas boas para o ex-chefão do Estado. Apesar de considerar a equipe que cuidava das redes bem preparada, os professores entenderam que as redes do então “governador Marconi Perillo são apenas um espaço voltado à transmissão diária de informações sobre as realizações governamentais, portanto, afastadas do ideal de ser uma ferramenta para estabelecer uma interação realmente pública com os seguidores”.

 

Eles afirmam que as redes de Marconi não apontaram “para uma comunicação mais próxima com o cidadão, sem possibilitar uma comunicação essencialmente dialógica e com espaço para debater assuntos de relevância pública, como sugerem diferentes autores”.

 

 

27 maio

Cardápio servido por Zé Eliton ao eleitor goiano “tem sabor de Marconi”. O governo que ele está a fazer não traduz a mudança proposta no discurso de posse na Assembleia

Alguns programas lançados pelo novo governador José Eliton, na tentativa de dar um brilho diferenciado ao seu mandato-tampão, trazem um sinal de mais: + Educação, que se propõe a ajudar na preparação dos alunos que vão disputar o Enem; + Segurança, com medidas de reforço da segurança nos terminais de ônibus e outras; e + Saúde, com a implantação do turno noturno para cirurgias e procedimentos nos hospitais estaduais. Tudo com muita propaganda e divulgação nas redes sociais.

 

Segundo a jornalista Cileide Alves, em artigo publicado na internet, “o mais, que aparece como sinal nos nomes dos três programas do novo governador, é advérbio que indica aumento de intensidade ou de quantidade. Não significa mudança. Talvez por isso tenha sido escolhido para batizar os programas de um governo com o ambíguo discurso de continuidade, mas sem continuísmo”.

 

Ela acha – e eu concordo – que “nestas primeiras semanas, o governador deu, portanto, sinais de que aprendeu o estilo de Marconi, que sempre soube formatar programas, promover grandes eventos de lançamentos, utilizar-se bem da estrutura de divulgação e de propaganda e depois reverberar essas ações e programas por meio das redes sociais, da mídia em geral e por meio de discursos políticos de aliados. Parodiando Zé Éliton, ele fez + Governo até o momento, mas não o governo de mudança a que se propôs”.

 

“Resta saber se o freguês, ou seja, o eleitor, vai apreciar esse cardápio com sabor Marconi”, conclui Cileide Alves.

27 maio

Caiado e Daniel não definiram ainda seus marqueteiros para a campanha e podem buscar fora. Zé Eliton deve ficar com profissionais locais, com Marcos Siqueira, da AMP, no topo

Se é verdade que a campanha de Caiado está recebendo uma leve consultoria informal do baiano-celebridade Nizan Guanaes, praticamente gratuita, o marqueteiro definitivo só será definido em junho.

 

Não é exagero dizer que existe uma suspeita no staff caiadista de que todo o setor de publicidade e marketing em Goiás estaria comprometido, a maioria com o governo. A tendência, por isso, é trazer de fora o profissional que vai assumir e conduzir o barco na hora do vamos ver.

 

Zé Eliton, ao contrário, deve ficar com publicitários locais para a sua tentativa de reeleição. Marco Antonio Siqueira(foto), da AMP tende a ser confirmado no topo da cadeia de comando da comunicação da campanha governista, mas pode receber a ajuda de talentos históricos tucanos como os tradicionais Carlos Maranhão e Bráulio Morais – caso os 2 não fiquem à disposição exclusiva da campanha de Marconi Perillo ao Senado.

 

Daniel Vilela, segundo o bem informado Jornal Opção, estuda desde opções locais, como Renato Monteiro, até uma solução paulista, Augusto Fonseca, que, acrescenta o semanário, atuou em Goiás nas campanhas de Iris Rezende em 1998 e na de Maguito Vilela em 2006, ambas derrotadas

27 maio

Apoio do PP torna candidatura de Daniel irreversível e supera a fase negra aberta por Maguito ao falar em diálogo com o PSDB. Neste fim de semana, candidato intensificou a campanha e foi a mais de 10 cidades

Já é dada como certa a aliança do PP e do MDB, em Goiás, para sustentar a candidatura do deputado federal Daniel Vilela a governador.

 

Por isso, o clima em torno de Daniel mudou. Depois de uma fase negra em razão das declarações do seu pai, Maguito Vilela, falando em diálogo com o PSDB e o governador Zé Eliton, o ambiente agora é de euforia, em razão da iminência do apoio dos pepistas.

 

Prova disso foi a intensa agenda a que o candidato emedebista se atirou desde o início do feriado prolongado deste fim de semana, quando compareceu a eventos como a exposição de orquídeas em Piracanjuba e viajou a mais de 10 municípios para discursar e fazer corpo a corpo com eleitores.

 

Entre os próximos a Daniel, a avaliação é que fala desastrada de Maguito acabou criando a oportunidade para uma afirmação de independência e autonomia do candidato, que teve a chance de reafirmar seu pensamento próprio e sua rejeição a qualquer aproximação com a base governista em Goiás.

27 maio

Tragédia anunciada: há um ano, Tribunal de Justiça vistoriou o centro de internação onde morreram 9 menores e concluiu que o prédio era insalubre e sem “condições dignas e humanizadas aos internos”

As revelações dos jornais sobre a situação do Centro de Internação Provisória, em Goiânia, onde nove menores infratores morreram queimados, estão evidenciando que o caso é gravíssimo – em termos de omissão do governo do Estado.

 

O Popular descobriu que o Tribunal de Justiça, em junho de 2017,  vistoriou os alojamentos e produziu um relatório onde afirma que a condição geral do prédio é insalubre, com odor fétido e sem leitos suficientes para abrigar os adolescentes, por conta da superlotação. A situação não permitia o atendimento em “condições dignas e humanizadas aos internos”, diz o documento.

 

Das 13 condições gerais do CIP, 8 foram consideradas ruins, a pior avaliação possível. A estrutura predial, incluindo a iluminação, isolamento, aeração e temperatura dos alojamentos ficaram entre os itens mal avaliados. O relatório do TJ foi ignorado.

 

Desde 2013 que o governo do Estado vinha recebendo alertas sobre o centro de internação, sua superlotação e inadequação para abrigar jovens infratores apenados. O Ministério Público, em 2013, impôs um Termo de Ajuste de Conduta que obrigava à construção de uma nova unidade, mas nada foi cumprido.

26 maio

Dívida do Estado, hoje em astronômicos R$ 18 bilhões, será tema prioritário da campanha, levantado pelas oposições. Nem Marconi nem Zé Eliton sabem até hoje que resposta dar

A comunicação social do governo estadual adotou uma estratégia equivocada, que pode levar Zé Eliton à derrota. Os cortesãos se excedem na lisonja, no puxa-saquismo e na adoração do governador e do ex. São imbatíveis no culto à personalidade, mas incapazes de explicar a administração passada e de defender a atual com eficiência.

 

Nos últimos tempos, a questão da dívida do Estado entrou na pauta da oposição. E o deputado José Nelto, do Podemos, tem feito uma forte exploração demagógica da situação. Não é culpa de nenhum governador, mas ninguém no governo, nem Zé Eliton nem Marconi, tem dado as respostas corretas.

 

Goiás deve algo em torno de R$ 18 bilhões de reais, metade disso ao Tesouro Nacional. É uma dívida que, quanto mais se paga, mais cresce. É um problema político sério, que exige solução política.

 

Mas, repito, nem mesmo Marconi soube lidar com a questão, que vai virar tema exponencial da campanha. O governismo não consegue sair da defensiva para a ofensiva, Aliás, parece que sequer tem noção da gravidade do problema.

 

As obras que nunca terminam são outro caroço sério nesse angu. Há anos se arrastam o aeroporto de cargas, o sistema MB, a ponte do Cocalinho, Credeqs, hospitais, escolas etc. São obras importantes. Mas o fato de não se saber quando ficarão prontas deixa o governo politicamente vulnerável. Os ases da comunicação palaciana nem se dão conta disso. Em outubro, cairão das nuvens.(Helvécio Cardoso, jornalista)

26 maio

Mistério sobre viagem de Marconi ao exterior cresce. Se foi captar investimentos para Goiás, como alegou, tem algo errado: ele não pode negociar em nome do governo porque sequer é funcionário público

O sumiço do ex-governador Marconi Perillo nos últimos dias dá o que pensar. Que diabos ele foi fazer na Ásia, conforme anunciou, se é que foi mesmo pra lá?

 

Atrair capitais para Goiás? Ele não pode fazer negócios em nome do governo goiano, já que hoje não é mais funcionário público. Marconi se expõe ao fanatismo moral de promotores e outros jacobinos de fancaria. Arrisca-se a tomar uma denúncia por tráfico de influência, usurpação de função pública, sabe-se-lá o quê.

 

Minha bola de cristal, que nunca falha – apesar da estática – mostra-me que ele quer ficar longe da muvuca política.

 

A fraca performance de Zé Eliton nas pesquisas, a formação da chapa majoritária, a formação das chapas proporcionais, os esquetes de Jovair Arantes para emplacar Demóstenes Torres na 2ª vaga ao Senado na chapa governista etc etc… e mais etecéteras…

 

Quando voltar, é capaz de encontrar os ratos tomando conta da casa depois de terem posto os gatos a correr.(Helvécio Cardoso, jornalista)

26 maio

Nota oficial do governo afirma que o Centro de Internação Provisória não estava superlotado. Infelizmente, não é verdade. Segundo O Popular, a capacidade era para 52 menores, mas havia 80 amontoados lá

Nas notas oficiais em que tentou justificar as nove mortes no Centro de Internação Provisória, no Jardim Europa, em Goiânia, o governo do Estado afirma categoricamente que “não há superlotação na unidade”.

 

Infelizmente, não é verdade. Na edição deste sábado, O Popular apurou que o CIP tem capacidade para 52 internos, mas, no momento do incêndio, 80 estavam amontoados lá.

 

As notas oficiais usam de um subterfúgio que pega mal para a comunicação do governo: sugerem que a cela incendiada tinha capacidade para 10 jovens infratores e que era esse número que estava lá . O detalhe não significa que não haveria superlotação no conjunto do centro – que, segundo O Popular, existia, sim. Pior: o jornal apurou que havia 9 camas no alojamento para 11 internos.

 

Governo não pode mentir.

26 maio

Governo Marconi foi alertado sobre situação precária do centro de internação, assinou documento em 2013 comprometendo-se a resolver, mas não tomou nenhuma providência e deixou a bomba para Zé Eliton

Em 2013, o governo Marconi Perillo assinou um Termo de Ajuste de Conduta com o Ministério Público Estadual admitindo como inadequadas e inviáveis as instalações do Centro de Internação Provisória – CIP – do Jardim Europa, em Goiânia. No mesmo documento, assumiu o compromisso de construir novas unidades do sistema socioeducativo e o fechamento do CIP, já que ele funciona em um batalhão da Polícia Militar, impróprio para alojar crianças e adolescentes infratores.

 

Quase nada foi cumprido. O principal, que seria a desativação do CIP, item previsto na 1ª cláusula do TAC, foi deixado de lado, levando à tragédia anunciada que resultou nas mortes, até agora, de nove jovens internos. Eles viviam em condições insalubres, sem segurança, sem alimentação adequada e sem a assistência de técnicos educativos, conforme relatos neste sábado nos jornais, do MP, da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da OAB-GO e da Defensoria Pública do Estado.

 

Não podia ser diferente: a bomba acabou explodindo no colo do governador-tampão Zé Eliton. O governo Marconi transformou o sistema prisional de Goiás em um inferno.

26 maio

Daniel se iguala a Caiado e critica as OSs da saúde dizendo que “falta fiscalização”. Não é verdade. São tão vigiadas pelos órgãos de controle que nesta semana mesmo algumas foram punidas por não cumprir metas

Depois do senador Ronaldo Caiado, quem agora saiu falando besteiras sobre as Organizações Sociais que administram os hospitais estaduais foi outro candidato a governador, Daniel Vilela, do MDB.

 

Oposição inteligente deveria fazer críticas fundamentadas, desenvolvendo raciocínios lógicos e mostrando conhecimento dos fatos atacados. Mas, não. O primeiro a escorregar sobre as OSs foi Caiado, ao afirmar em entrevista ao Diário da Manhã que elas “não têm nenhuma transparência quanto aos gastos”. Bobagem das grandes. Têm, sim, para isso bastando consultar os sites que todas são obrigadas a manter na internet, com uma cansativa exibição de licitações, contratos, pessoal, pagamentos e tudo o mais, cumprindo criteriosamente as exigências da Controladoria Geral do Estado, que chega a se exceder na cobrança e correção dessas informações.

 

Agora, também ao DM, é Daniel que reclama do que chama de “falta de fiscalização para garantir o cumprimento adequado dos contratos e o atendimento da população”. Trata-se de bobagem cavalar. Tanto existe fiscalização rigorosa que, nesta semana, a imprensa divulgou relatórios da Secretaria da Saúde evidenciando que algumas dessas OSs não cumpriram suas metas – como a Gerir, que cuida do Hugo – e por isso vão ser punidas conforme estabelecem seus contratos de gestão. E o atendimento à população vai bem: não há queixas nos jornais de televisão do meio-dia, antigamente pródigos em notícias negativas sobre os hospitais estaduais.

 

Só porque são candidatos de oposição, Daniel e Caiado não têm o direito de sair esparramando informações infundadas e falsas.

26 maio

Erro infantil da comunicação do governo Zé Eliton agrava o caso da morte dos 9 menores infratores: notas oficiais apressadas antes do esclarecimento dos fatos faltaram com a verdade

A comunicação do governo Zé Eliton cometeu um erro infantil no caso da morte dos nove menores infratores em um Centro de Internação Provisória em Goiânia – CIP. Antes que o episódio fosse pelo menos preliminarmente esclarecido (e não o foi plenamente até a manhã deste sábado), o Palácio das Esmeraldas se apressou em emitir notas oficiais tentando justificar os graves fatos e acabou faltando com a verdade.

 

Na versão edulcorada e precipitada  das notas, o CIP estava em boas condições, não teria ocorrido nenhuma rebelião, o governo cuida com zelo dos adolescentes internos e está investindo milhões no sistema de atendimento social destinados à ressocialização dos menores infratores detidos .

 

Olha que desastre, leitor: nada disso é real. Os jornais revelam hoje que os tais investimentos nunca foram feitos, que não havia condições  de higiene, de alimentação de segurança,no CIP do Jardim Europa (nem sequer extintores de incêndio) e que o o local é totalmente inadequado para a finalidade a que estava servindo. As notas oficiais, assim, foram desmentidas cabalmente, com o aval de órgãos como o Ministério Público, a OAB-GO, a Defensoria Pública e os próprios funcionários do CIP.

 

Pior: desde 2013, época de Marconi Perillo, o governo do Estado sabia de tudo isso e assinou um documento com o MP se comprometendo a desativar o CIP e transferir os adolescentes infratores para um novo local. Não o fez.

26 maio

Marconi some, Zé Eliton governa e os adversários avançam: Daniel Vilela janta com Baldy e Ciro Nogueira, diz que o prato principal foram eleições em Goiás e sinaliza que vai receber o apoio do PP

O deputado federal Daniel Vilela está prestes a dar um passo de gigante nas articulações para consolidar a sua candidatura a governador: um acordo que garantirá o apoio do PP ao MDB nas eleições deste ano.

 

Nesta última quarta-feira, Daniel jantou na casa do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do partido, em Brasília. Esteve presente o ministro das Cidades Alexandre Baldy, que já vinha dando sinais de que o partido está mesmo se afastado da coligação comandada pelo PSDB em Goiás, abandonando o barco da candidatura de Zé Eliton e se inclinando em definitivo para uma aliança com o filho de Maguito Vilela.

 

Confiante, o candidato emedebista postou uma foto com Ciro e Baldy(acima) no Instagram e escreveu: “Teremos boas novidades logo, logo”.

 

O PP caminha para deixar a base governista em Goiás no momento em que o ex-governador Marconi Perillo está desaparecido, em viagem ao exterior que ninguém sabe para onde nem com que finalidade, e Zé Eliton, por sua vez, mesmo amargando um 3º lugar nas pesquisas, reafirma que, por enquanto, 100% da sua atenção está voltada para a administração do Estado e que tão cedo não se envolverá com articulações políticas ou eleitorais.

25 maio

Sem propostas, eleitor goiano vai escolher o próximo governador pela cara do candidato. Nem Caiado nem Daniel nem Zé Eliton conseguiram até agora apresentar qualquer ideia para o futuro do Estado

Como já dito neste blog, nenhum dos candidatos a governador de Goiás tem um programa. O de Zé Eliton é continuar o governo Marconi IV, que foi uma tentativa de concluir o Marconi III. Já Daniel vem falando há mais de ano que tem um “projeto alternativo” para Goiás. Ninguém viu. O moço não tem nada a propor exceto asneiras tipo transformar o Estádio Serra Dourada em shopping center.

 

Ronaldo Caiado, por sua vez, ainda não disse o que pretende fazer se eleito for. Conta-se que montou um grupo de formuladores coordenado por Hermes Traldi, para montar a plataforma eleitoral, mas, até agora, não saiu coelho desse mato

 

Já os candidatos dos nanicos… Bem, vamos esperar. Também não têm nada a propor.

 

No entanto, tantos são os problemas e as demandas que pode-se fazer um programa ótimo. Mas é o candidato quem deve formular este programa. Deixar para tecnocratas ou para marqueteiros fazer a coisa, o leitor pode esperar que vem bobagem por aí.

 

Em todo caso, o grosso do eleitorado parece-me deseducado politicamente e não liga para propostas. Vai decidir pela cara do freguês.(Helvécio Cardoso, jornalista)

25 maio

Mortes de adolescentes em centro de internação do governo do Estado confirmam o que já se sabia: situação dos presídios goianos é de caos e continua sem nenhum indicativo de solução, mesmo parcial

Um incêndio até agora não explicado matou um número elevado de adolescentes internados em um centro de internação sob responsabilidade do governo do Estado, no Jardim Europa, em Goiânia. É possível que sejam nove vidas perdidas ou um número ainda maior.

 

Não adianta governador, secretário, polícia militar ou sabe-se lá quem tentar justificar com desculpas esfarrapadas: a situação dos presídios goianos é de caos e continua sem nenhum indicativo de solução, mesmo parcial. Outros episódios graves como esse continuarão acontecendo.

 

Para evitar o vexame que o ex-governador Marconi Perillo deu na última crise, quando foi fotografado em uma praia enquanto uma rebelião explodia no Complexo Prisional de Aparecida, com nove mortos, o governador Zé Eliton cancelou sua participação em um inútil fórum de governador em Cuiabá e retornou a Goiânia – mas sem que se saiba até agora que medidas podem ser ou foram tomadas

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