Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

30 maio

Em alta na base governista e lembrado até para ser candidato a governador, caso Zé Eliton não se viabilize, Zé Vitti recebe convite também para a suplência de Demóstenes

Através do deputado federal Jovair Arantes, o presidente da Assembleia, Zé Vitti, foi convidado para ocupar a 1ª suplência de Demóstenes Torres, caso venha a ser confirmado na 2ª vaga ao Senado na chapa governista.

 

Segundo a senadora Lúcia Vânia, que também aspira a 2ª vaga, Zé Vitti pode também ficar com a sua suplência, embora não tenha dito se a 1ª ou a 2ª.

 

O presidente da Assembleia está em alta na base governista. Nos bastidores, é citado como a melhor opção disponível caso a candidatura do governador Zé Eliton, com dificuldades nas pesquisas, não se viabilize.

 

30 maio

Sobre a decisão de Zé Eliton de demitir aliados seus que estavam trabalhando no governo, Vilmar Rocha diz: “É um erro grave fazer política com base em nomeação e exoneração”

Perguntado por Jackson Abrão, na entrevista em vídeo a O Popular, o presidente do PSD Vilmar Rocha mandou um recado ao governador Zé Eliton a propósito da demissão de aliados seus que estavam trabalhando no governo:

 

“É um erro grave dele, até é uma coisa que está ultrapassada, fazer política com base em nomeação e exoneração. Isso é coisa velha, eu achei que nós já tínhamos virado essa página. É a velha política”.

30 maio

Maior responsável pela tragédia, governo não mandará representante ao ato em memória dos 9 adolescentes que morreram queimados no Centro de Internação Provisória

Um grupo de entidades ligadas à proteção de crianças e adolescentes, inclusive a Defensoria Pública do Estado, fará nesta quarta às 16 horas, um ato em memória dos nove menores que morreram queimados no Centro de Internação Provisória. O ato acontecerá em frente ao batalhão da Polícia Militar onde fica o CIP.

 

Nenhum representante do governo do Estado comparecerá.

 

Os nomes dos jovens mortos: Daniel, Douglas Matheus, Elias, Elizeu, Gabriel, Johny, Lucas e Wallace.

30 maio

Vilmar Rocha sobre Zé Eliton: “Marconi cometeu um equívoco enorme ao escolher esse nome. Ele não tem o perfil de que Goiás precisa”

Como sempre, as críticas de Vilmar Rocha, presidente do PSD, ao governador Zé Eliton, em entrevista ao Jackson Abrão Entrevista, no site de O Popular(foto acima), foram duríssimas.

 

Uma: “Não tenho nada de pessoal contra. O problema é o perfil, ele não é o que Goiás precisa, não tem nada de renovação. Nomes como o de Otavinho Lage, ex-prefeito de Goianésia, teriam muito mais sucesso. Mas infelizmente, a base fez a sua opção, e se trata de um enorme equívoco que pode nos levar à derrota”.

 

Outra: “O ex-governador Marconi Perillo poderia ter liderado a busca de uma solução condizente com o que a sociedade espera. Eu disse isso a ele, várias vezes, mostrei que precisávamos de um candidato novo, não de um candidato do governo. Mas ele, Marconi, também se equivocou”.

 

E: “O candidato ideal seria aquele que representasse uma mudança. O ciclo do Tempo Novo está no fim, acabou”.

29 maio

Vilmar Rocha volta a atacar: “PSDB está hoje onde o PMDB estava em 1998, ou seja, esgotou-se um ciclo de governo que foi bom para Goiás, mas agora é preciso renovação”

Em entrevista a Jackson Abrão, gravada em vídeo e postada no Facebook de O Popular, o presidente do PSD Vilmar Rocha – com o tom elegante e diplomático de sempre – voltou a despejar críticas a respeito do chamado Tempo Novo.

 

Olha só:

 

“Em 1998, nós pregávamos o esgotamento do ciclo de gestão do PMDB, que estava no poder havia 16 e mostrava-se esgotado. Nós temos que ter coragem e humildade para aceitar a verdade. Os 20 anos de Tempo Novo foram bons para Goiás, mas, tal qual aconteceu com o PMDB, isso acabou. Agora, é preciso mudança, renovação, reciclagem, é o que a sociedade quer”.

29 maio

Seja Lúcia Vânia seja Demóstenes o candidato na 2ª vaga ao Senado, o PSDB sai perdendo: quem ficar de fora vai tirar um partido e tempo de TV da candidatura de Zé Eliton

Jovair Arantes ameaça não apoiar Zé Eliton se Demóstenes Torres não ganhar a 2ª vaga ao Senado na coligação tucana. Já Lúcia Vânia, que lidera as pesquisas, se não for a candidata, com certeza irá para Ronaldo Caiado, que tem a vaga para ela.

 

Num caso ou noutro, o PSDB sai perdendo. Sai perdendo mais com Lúcia Vânia fora, já que ela tem votos, pode se eleger, enquanto Demóstenes não tem como ser eleito.

 

Enquanto o pau quebra e o pânico se espalha, pois Zé Eliton não mostra capacidade para fazer a condução política, quem poderia resolver, Marconi Perillo, dizem, anda lá pela Ásia, fazendo não se sabe o quê.

 

Uma boa solução para a crise seria Demóstenes candidato a vice. Com isso, todos ficariam acomodados. Mas não há ninguém para articular isso aí. O que temos são ameaças de Jovair, pitis de Lúcia Vânia, vaidade de Demóstenes, ausência de Marconi, inabilidade de Eliton. Como esperam vencer a eleição assim?(Helvécio Cardoso, jornalista)

29 maio

Um ano de maratona, mais de 300 viagens ao interior e mesmo assim Zé Eliton não subiu nas pesquisas? Fácil entender: eventos de governo nos municípios não têm povo, somente claques

Um cálculo da jornalista Cileide Alves mostra que, de um ano para cá, o ex-governador Marconi Perillo e seu vice Zé Eliton fizeram 300 viagens ao interior, para anunciar recursos do Goiás na Frente, entregar obras e participar de eventos.

 

Mesmo assim, Zé Eliton – candidato a governador – não subiu nas pesquisas e continua atrás de Daniel Vilela, que, no mesmo período, limitou-se a atividades rotineiras do seu mandato de deputado federal.

 

Com a eleição se aproximando, a justificativa palaciana é a de que Zé Eliton vai, sim, subir nas pesquisas, assim que se tornar mais conhecido da população. E esse ano de visibilidade nos municípios, serviu para quê?

 

Para quase nada: eventos de governo no interior não têm povo, somente claques – funcionários comissionados das prefeituras, cabos eleitorais, comitivas de políticos e às vezes beneficiários de programas sociais. É um público que comparece sob pressão, artificial, pouco espontâneo, que não rende pontos nas pesquisas.

29 maio

Lúcia Vânia cogita Zé Vitti para a suplência dela, caso consiga a 2ª vaga ao Senado: jogada de mestre para reconquistar a confiança e o apoio da base governista, que está migrando para Demóstenes

Lúcia Vânia reagiu nos últimos dias na articulação pela conquista da 2º vaga ao Senado na chapa governista – lugar cobiçado por Demóstenes Torres, que trabalha 24 horas por dia para demonstrar que tem mais apoio e pode ser mais útil para o grupo do que a senadora.

 

Ela voltou a aparecer em eventos governamentais, nos quais elogia Zé Eliton e registra fotos para as redes sociais(exemplo acima, neste domingo, em Jaupaci). Sua última cartada foi de primeira: deixou vazar que pode convidar o presidente da Assembleia, José Vitti, para a sua suplência (não disse se seria 1ª ou 2ª, mas, pelo peso do deputado, só pode ser a 1ª).

 

O objetivo de Lúcia Vânia: pegar carona no prestígio de Vitti, que tem a simpatia massiva de toda a base governista e é lembrado até para substituir Zé Eliton, caso a sua candidatura não vingue diante do impasse na pesquisas e coloque o futuro de todo o grupo em risco (está em 3º lugar).

 

A senadora fez uma jogada de mestre.

29 maio

Problemas na base governista exigem que Zé Eliton demonstre capacidade de liderança, de aglutinação e “mergulhe na política”, longe de ser apenas o dono da caneta e só contar com a força do cargo para se impor

Veja as opiniões, muito pertinentes, do cientista político Pedro Célio Alves Borges, em entrevista à rádio Sagres 730, sobre as próximas eleições:

 

1 – “Zé Eliton tem muitos recursos na mão. Tem gordura para queimar, tem o capital político que vem do PSDSB e do grupo de Marconi Perillo. E Marconi já demonstrou que tem facilidade para transmitir esse capital”.

 

2 – “Mas atenção: existe muito desgaste, tempo exagerado de poder, áreas sensíveis para a população que não tiveram solução. Marconi derrapou em algumas delas, saúde, segurança pública, convivência com servidores”.

 

3 – “O capital próprio de Zé Eliton é insuficiente, é o que vem unicamente do cargo, da força da caneta. Por isso, precisa mergulhar fundo na política e tentar costurar o que está estragado na ampla base de apoio governista”.

 

4 – “O desafio para Zé Eliton é mostrar capacidade de liderança, de aglutinação. Na eleição deste ano, há outros grupos com grande poder de articulação, que não são desprezíveis. Ele está sendo observado dentro do grupo e precisa mostrar que pode passar no teste”.

29 maio

Corpo de Bombeiros omite informação fundamental sobre o incêndio no centro de internação que matou 9 menores: havia ou não extintores de incêndio no prédio?

Em pesquisas sobre a credibilidade dos órgãos públicos, o Corpo de Bombeiros, em qualquer parte do Brasil, costuma ficar em 1º lugar na aprovação popular.

 

Essa credibilidade, no entanto, precisa ser mantida. Por isso, pega mal o comando dos bombeiros de Goiás não se pronunciar sobre uma questão crucial no episódio do incêndio que matou nove adolescentes infratores em um centro de internação do governo do Estado – insalubre e inadequado, que deveria estar fechado há pelo menos cinco anos.

 

O Popular tem insistido com a pergunta sobre os extintores, mas o Corpo de Bombeiros não responde, afirmando apenas que o fogo foi controlado pelos próprios funcionários da unidade. Estes, por sua vez, garantem que usaram uma mangueira acoplada a um hidrômetro.

 

Contem a verdade e deixem de proteger o governo, bombeiros!

29 maio

Vender 25% das ações da Saneago, em final de mandato, é impróprio e suspeito e lembra a tentativa de Alcides de federalizar a Celg, em 2010, no fim do seu governo, que Marconi não deixou

A insistência do governo do Estado  em colocar à venda 25% das ações da Saneago, em oferta pública, prevendo-se uma arrecadação de R$ 1 bilhão de reais, é absolutamente estranha e inconveniente em época de final de mandato.

 

Em 2010, o então governador Alcides Rodrigues tentou transferir a Celg para o governo federal e chegou a assinar um contrato entregando a empresa para a Eletrobrás. Candidato a governador, Marconi liderou um movimento que acabou impedindo a operação – usando como argumento exatamente o fato de Alcides se encontrar nas últimas semanas da sua gestão. O próprio tucano, em seguida, ganhou o governo, federalizou e privatizou a Celg.

 

O argumento que valeu naquela época não vale agora?

 

28 maio

Oposição continua na ofensiva com vistas às próximas eleições: Veja online revela que Wilder está fazendo a ponte entre Caiado e Daniel, para a formação de uma chapa única. Se isso acontecer…

Enquanto a articulação política do governo Zé Eliton parece acomodada, na crença de que a simples ocupação do poder será suficiente para reverter os índices desfavoráveis das pesquisas, a oposição segue com a iniciativa com vistas às próximas eleições.

 

Segundo a Veja online, o senador Wilder Morais está articulando uma ponte entre Ronaldo Caiado e Daniel Vilela – na tentativa de convencer o emedebista a compor a chapa caiadista. Eles acertaram uma definição final para julho.

 

Se isso acontecer, será o apocalipse para a base governista. A eleição tem tudo para ser definida aí.

28 maio

A apenas 4 meses da eleição, Zé Eliton investe em rotina administrativa e perde a chance de fazer um governo em sintonia com a sociedade, deixando as grandes bandeiras de campanha para Caiado

O mundo desaba a sua volta e o governador Zé Eliton permanece abúlico. Investe em rotina administrativa, como se a atual administração fosse grã cosa. Não percebem os governistas que justamente essa rotina administrativa é que está sendo rejeitada nas pesquisas. O governo está catatônico

 

Zé Eliton está perdendo a chance de fazer um governo, mesmo curto, que responda aos anseios da sociedade. Reduzir impostos, aumentar vencimentos dos professores, corrigir as distorções salariais da polícia, terminar obras que se arrastam – ou explicar porque elas não foram concluídas.

 

É  preciso também romper com Temer e lançar a bandeira de repúdio da dívida estadual junto à União, que é injusta e lesiva aos goianos.

 

Mas nada disso será feito. O atual governador não é um candidato visionário, que pensa grande e é ousado. As velhas soluções tecnocráticas não funcionam mais. Assim, Ronaldo Caiado apropria-se passo a passo das melhores bandeiras. Por estar na oposição, vende bem a ideia de que é uma alternativa válida. Cansado da mesmice disfuncional, o eleitorado quer algo diferente. Ainda que o diferente seja, em essência, igual ao que aí está. Se não for pior.(Helvécio Cardoso, jornalista)

 

28 maio

Vem aí a nova lista de políticos beneficiados pela Odebrecht: são 2 mil codinomes, que a Polícia Federal extraiu dos softwares de propinas Drousys e MyWebDay

A Polícia Federal conseguiu extrair e identificar dois mil codinomes dos softwares de propinas da Odebrecht – o Drousys e o MyWebDay.

 

A mega-relação vai ser divulgada a qualquer momento e já se sabe que, claro, há políticos goianos lá.

 

Até agora, nas listas da Oderbecht, apareceram:

 

Babão – Iris Rezende.

 

Patati e Caseiro – Marconi Perillo.

 

Biscoito – Sandro Mabel.

 

Vaqueiro – Ronaldo Caiado.

 

Paulo Garcia – Pastor

 

Maguito e Daniel Vilela – Sem apelidos.

28 maio

Falta de reação de Zé Eliton incomoda a base governista, sem solução à vista para briga entre Lúcia e Demóstenes, divisão dentro do PSD, saída do PP, insatisfação dos deputados do PSDB e pesquisas negativas

O momento é de insegurança dentro da base governista em Goiás. Há queixas contra a falta de reação do governador Zé Eliton diante de desafios preocupantes que colocam em risco a preservação dos interesses do PSDB na próxima eleição:

 

1 – A disputa entre Lúcia Vânia e Demóstenes Torres pela 2ª vaga ao Senado. Quem perder deve deixar a base governista e levar para os adversários um partido importante, com tempo de televisão expressivo (Lúcia, o PSB e Demóstenes, o PTB).

 

2 – A divisão dentro do PSD: quatro deputados da sigla (Thiago Peixoto, Lucas Calil, Simeyzon Silveira e Francisco Jr.) querem apoiar Zé Eliton, mas o presidente Vilmar Rocha está conversando até com Ronaldo Caiado e insiste em críticas duras ao atual governador.

 

3 – A saída do PP, partido que sempre esteve na base governista e está com o pé na candidatura de Daniel Vilela. O presidente nacional, Ciro Nogueira, já avisou que a preferência dos pepistas, em Goiás, é a aliança com o MDB. Mais tempo de televisão que a candidatura de  Zé Eliton perde

 

4 – A chapa governista de deputados estaduais em crise com a recusa dos partidos em formar um “chapão” com o PSDB, o que facilitaria a vida dos candidatos tucanos – hoje insatisfeitos com a falta de intervenção do governo na questão.

 

5 – Para complicar ainda mais esse quadro, Zé Eliton não consegue subir nas pesquisas. E, a quatro meses da eleição, recusa-se a fazer política, dedica-se à administração e repete que tão cedo não se envolverá em articulações eleitorais.

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