Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

29 maio

Seja Lúcia Vânia seja Demóstenes o candidato na 2ª vaga ao Senado, o PSDB sai perdendo: quem ficar de fora vai tirar um partido e tempo de TV da candidatura de Zé Eliton

Jovair Arantes ameaça não apoiar Zé Eliton se Demóstenes Torres não ganhar a 2ª vaga ao Senado na coligação tucana. Já Lúcia Vânia, que lidera as pesquisas, se não for a candidata, com certeza irá para Ronaldo Caiado, que tem a vaga para ela.

 

Num caso ou noutro, o PSDB sai perdendo. Sai perdendo mais com Lúcia Vânia fora, já que ela tem votos, pode se eleger, enquanto Demóstenes não tem como ser eleito.

 

Enquanto o pau quebra e o pânico se espalha, pois Zé Eliton não mostra capacidade para fazer a condução política, quem poderia resolver, Marconi Perillo, dizem, anda lá pela Ásia, fazendo não se sabe o quê.

 

Uma boa solução para a crise seria Demóstenes candidato a vice. Com isso, todos ficariam acomodados. Mas não há ninguém para articular isso aí. O que temos são ameaças de Jovair, pitis de Lúcia Vânia, vaidade de Demóstenes, ausência de Marconi, inabilidade de Eliton. Como esperam vencer a eleição assim?(Helvécio Cardoso, jornalista)

29 maio

Um ano de maratona, mais de 300 viagens ao interior e mesmo assim Zé Eliton não subiu nas pesquisas? Fácil entender: eventos de governo nos municípios não têm povo, somente claques

Um cálculo da jornalista Cileide Alves mostra que, de um ano para cá, o ex-governador Marconi Perillo e seu vice Zé Eliton fizeram 300 viagens ao interior, para anunciar recursos do Goiás na Frente, entregar obras e participar de eventos.

 

Mesmo assim, Zé Eliton – candidato a governador – não subiu nas pesquisas e continua atrás de Daniel Vilela, que, no mesmo período, limitou-se a atividades rotineiras do seu mandato de deputado federal.

 

Com a eleição se aproximando, a justificativa palaciana é a de que Zé Eliton vai, sim, subir nas pesquisas, assim que se tornar mais conhecido da população. E esse ano de visibilidade nos municípios, serviu para quê?

 

Para quase nada: eventos de governo no interior não têm povo, somente claques – funcionários comissionados das prefeituras, cabos eleitorais, comitivas de políticos e às vezes beneficiários de programas sociais. É um público que comparece sob pressão, artificial, pouco espontâneo, que não rende pontos nas pesquisas.

29 maio

Lúcia Vânia cogita Zé Vitti para a suplência dela, caso consiga a 2ª vaga ao Senado: jogada de mestre para reconquistar a confiança e o apoio da base governista, que está migrando para Demóstenes

Lúcia Vânia reagiu nos últimos dias na articulação pela conquista da 2º vaga ao Senado na chapa governista – lugar cobiçado por Demóstenes Torres, que trabalha 24 horas por dia para demonstrar que tem mais apoio e pode ser mais útil para o grupo do que a senadora.

 

Ela voltou a aparecer em eventos governamentais, nos quais elogia Zé Eliton e registra fotos para as redes sociais(exemplo acima, neste domingo, em Jaupaci). Sua última cartada foi de primeira: deixou vazar que pode convidar o presidente da Assembleia, José Vitti, para a sua suplência (não disse se seria 1ª ou 2ª, mas, pelo peso do deputado, só pode ser a 1ª).

 

O objetivo de Lúcia Vânia: pegar carona no prestígio de Vitti, que tem a simpatia massiva de toda a base governista e é lembrado até para substituir Zé Eliton, caso a sua candidatura não vingue diante do impasse na pesquisas e coloque o futuro de todo o grupo em risco (está em 3º lugar).

 

A senadora fez uma jogada de mestre.

29 maio

Problemas na base governista exigem que Zé Eliton demonstre capacidade de liderança, de aglutinação e “mergulhe na política”, longe de ser apenas o dono da caneta e só contar com a força do cargo para se impor

Veja as opiniões, muito pertinentes, do cientista político Pedro Célio Alves Borges, em entrevista à rádio Sagres 730, sobre as próximas eleições:

 

1 – “Zé Eliton tem muitos recursos na mão. Tem gordura para queimar, tem o capital político que vem do PSDSB e do grupo de Marconi Perillo. E Marconi já demonstrou que tem facilidade para transmitir esse capital”.

 

2 – “Mas atenção: existe muito desgaste, tempo exagerado de poder, áreas sensíveis para a população que não tiveram solução. Marconi derrapou em algumas delas, saúde, segurança pública, convivência com servidores”.

 

3 – “O capital próprio de Zé Eliton é insuficiente, é o que vem unicamente do cargo, da força da caneta. Por isso, precisa mergulhar fundo na política e tentar costurar o que está estragado na ampla base de apoio governista”.

 

4 – “O desafio para Zé Eliton é mostrar capacidade de liderança, de aglutinação. Na eleição deste ano, há outros grupos com grande poder de articulação, que não são desprezíveis. Ele está sendo observado dentro do grupo e precisa mostrar que pode passar no teste”.

29 maio

Corpo de Bombeiros omite informação fundamental sobre o incêndio no centro de internação que matou 9 menores: havia ou não extintores de incêndio no prédio?

Em pesquisas sobre a credibilidade dos órgãos públicos, o Corpo de Bombeiros, em qualquer parte do Brasil, costuma ficar em 1º lugar na aprovação popular.

 

Essa credibilidade, no entanto, precisa ser mantida. Por isso, pega mal o comando dos bombeiros de Goiás não se pronunciar sobre uma questão crucial no episódio do incêndio que matou nove adolescentes infratores em um centro de internação do governo do Estado – insalubre e inadequado, que deveria estar fechado há pelo menos cinco anos.

 

O Popular tem insistido com a pergunta sobre os extintores, mas o Corpo de Bombeiros não responde, afirmando apenas que o fogo foi controlado pelos próprios funcionários da unidade. Estes, por sua vez, garantem que usaram uma mangueira acoplada a um hidrômetro.

 

Contem a verdade e deixem de proteger o governo, bombeiros!

29 maio

Vender 25% das ações da Saneago, em final de mandato, é impróprio e suspeito e lembra a tentativa de Alcides de federalizar a Celg, em 2010, no fim do seu governo, que Marconi não deixou

A insistência do governo do Estado  em colocar à venda 25% das ações da Saneago, em oferta pública, prevendo-se uma arrecadação de R$ 1 bilhão de reais, é absolutamente estranha e inconveniente em época de final de mandato.

 

Em 2010, o então governador Alcides Rodrigues tentou transferir a Celg para o governo federal e chegou a assinar um contrato entregando a empresa para a Eletrobrás. Candidato a governador, Marconi liderou um movimento que acabou impedindo a operação – usando como argumento exatamente o fato de Alcides se encontrar nas últimas semanas da sua gestão. O próprio tucano, em seguida, ganhou o governo, federalizou e privatizou a Celg.

 

O argumento que valeu naquela época não vale agora?

 

28 maio

Oposição continua na ofensiva com vistas às próximas eleições: Veja online revela que Wilder está fazendo a ponte entre Caiado e Daniel, para a formação de uma chapa única. Se isso acontecer…

Enquanto a articulação política do governo Zé Eliton parece acomodada, na crença de que a simples ocupação do poder será suficiente para reverter os índices desfavoráveis das pesquisas, a oposição segue com a iniciativa com vistas às próximas eleições.

 

Segundo a Veja online, o senador Wilder Morais está articulando uma ponte entre Ronaldo Caiado e Daniel Vilela – na tentativa de convencer o emedebista a compor a chapa caiadista. Eles acertaram uma definição final para julho.

 

Se isso acontecer, será o apocalipse para a base governista. A eleição tem tudo para ser definida aí.

28 maio

A apenas 4 meses da eleição, Zé Eliton investe em rotina administrativa e perde a chance de fazer um governo em sintonia com a sociedade, deixando as grandes bandeiras de campanha para Caiado

O mundo desaba a sua volta e o governador Zé Eliton permanece abúlico. Investe em rotina administrativa, como se a atual administração fosse grã cosa. Não percebem os governistas que justamente essa rotina administrativa é que está sendo rejeitada nas pesquisas. O governo está catatônico

 

Zé Eliton está perdendo a chance de fazer um governo, mesmo curto, que responda aos anseios da sociedade. Reduzir impostos, aumentar vencimentos dos professores, corrigir as distorções salariais da polícia, terminar obras que se arrastam – ou explicar porque elas não foram concluídas.

 

É  preciso também romper com Temer e lançar a bandeira de repúdio da dívida estadual junto à União, que é injusta e lesiva aos goianos.

 

Mas nada disso será feito. O atual governador não é um candidato visionário, que pensa grande e é ousado. As velhas soluções tecnocráticas não funcionam mais. Assim, Ronaldo Caiado apropria-se passo a passo das melhores bandeiras. Por estar na oposição, vende bem a ideia de que é uma alternativa válida. Cansado da mesmice disfuncional, o eleitorado quer algo diferente. Ainda que o diferente seja, em essência, igual ao que aí está. Se não for pior.(Helvécio Cardoso, jornalista)

 

28 maio

Vem aí a nova lista de políticos beneficiados pela Odebrecht: são 2 mil codinomes, que a Polícia Federal extraiu dos softwares de propinas Drousys e MyWebDay

A Polícia Federal conseguiu extrair e identificar dois mil codinomes dos softwares de propinas da Odebrecht – o Drousys e o MyWebDay.

 

A mega-relação vai ser divulgada a qualquer momento e já se sabe que, claro, há políticos goianos lá.

 

Até agora, nas listas da Oderbecht, apareceram:

 

Babão – Iris Rezende.

 

Patati e Caseiro – Marconi Perillo.

 

Biscoito – Sandro Mabel.

 

Vaqueiro – Ronaldo Caiado.

 

Paulo Garcia – Pastor

 

Maguito e Daniel Vilela – Sem apelidos.

28 maio

Falta de reação de Zé Eliton incomoda a base governista, sem solução à vista para briga entre Lúcia e Demóstenes, divisão dentro do PSD, saída do PP, insatisfação dos deputados do PSDB e pesquisas negativas

O momento é de insegurança dentro da base governista em Goiás. Há queixas contra a falta de reação do governador Zé Eliton diante de desafios preocupantes que colocam em risco a preservação dos interesses do PSDB na próxima eleição:

 

1 – A disputa entre Lúcia Vânia e Demóstenes Torres pela 2ª vaga ao Senado. Quem perder deve deixar a base governista e levar para os adversários um partido importante, com tempo de televisão expressivo (Lúcia, o PSB e Demóstenes, o PTB).

 

2 – A divisão dentro do PSD: quatro deputados da sigla (Thiago Peixoto, Lucas Calil, Simeyzon Silveira e Francisco Jr.) querem apoiar Zé Eliton, mas o presidente Vilmar Rocha está conversando até com Ronaldo Caiado e insiste em críticas duras ao atual governador.

 

3 – A saída do PP, partido que sempre esteve na base governista e está com o pé na candidatura de Daniel Vilela. O presidente nacional, Ciro Nogueira, já avisou que a preferência dos pepistas, em Goiás, é a aliança com o MDB. Mais tempo de televisão que a candidatura de  Zé Eliton perde

 

4 – A chapa governista de deputados estaduais em crise com a recusa dos partidos em formar um “chapão” com o PSDB, o que facilitaria a vida dos candidatos tucanos – hoje insatisfeitos com a falta de intervenção do governo na questão.

 

5 – Para complicar ainda mais esse quadro, Zé Eliton não consegue subir nas pesquisas. E, a quatro meses da eleição, recusa-se a fazer política, dedica-se à administração e repete que tão cedo não se envolverá em articulações eleitorais.

28 maio

Defensores de Demóstenes na 2ª vaga ao Senado querem forçar Lúcia Vânia a se excluir da base governista. Ela dá piti: em 2002, para vencer Meirelles, ameaçou se suicidar no salão nobre do Palácio

A articulação contra a candidatura de Lúcia Vânia na segunda vaga ao Senado da chapa governista é muito maior do que se imagina e prossegue ativa.

 

Em torno do governador Zé Eliton e do ex Marconi Perillo, há uma multidão de interessados em rifar a senadora,  com a sua substituição pelo procurador Demóstenes Torres. Eles fazem um raciocínio que tem todo sentido: Lúcia Vânia só cuida da própria vida e não defende a base política que integra, enquanto Demóstenes funciona como uma arma letal a escudar o grupo e os seus aliados. Este, portanto, rende coletivamente muito mais que aquela individualmente.

 

Em sua última entrevista, à rádio Sagres 730, o governador disse entender que a disputa está aberta e que a 2º vaga ao Senado só será preenchida na época das convenções, ouvindo-se todos os partidos da coligação governista.

 

Uma das estratégias que estão sendo usadas contra Lúcia Vânia é elevar a pressão para levá-la a cometer impropriedades – em linguagem popular, a dar seus tradicionais pitis. É lembrada a lenda de que, em 2002, quando também disputou a vaga ao Senado (com Henrique Meirelles) na chapa governista de Marconi, na época, ela teria ameaçado se suicidar no salão nobre do Palácio das Esmeraldas caso não fosse a escolhida.

 

Verdadeira ou não essa estória, funcionou e ela ganhou a candidatura. Agora, seria diferente.

28 maio

Questão do preenchimento da 2ª vaga ao Senado na chapa governista está ficando cada vez mais complicada, sem nenhuma definição à vista entre Lúcia Vânia e Demóstenes

São muito duras as declarações de Jovair Arantes nos jornais desta segunda-feira.

 

Ele exige critérios objetivos para definir quem vai ficar com a 2ª vaga ao Senado na chapa governista. Acrescenta que o PTB não está para brincadeiras, que exige respeito à candidatura de Demóstenes Torres e, para piorar, engrossa:

 

“Se Demóstenes não estiver na chapa, o partido não vai apoiar a candidatura de Zé Eliton”.

28 maio

Se Zé Eliton não deslanchar nas pesquisas, o outro Zé, o Vitti, está pronto para assumir a vaga de candidato a governador, com a simpatia de praticamente toda a base aliada

O nome do presidente da Assembleia, Zé Vitti, é praticamente unanimidade na base governista para a a disputa pelo governo, na hipótese de inviabilização da candidatura de Zé Eliton, ameaçada pela perfomance negativa nas pesquisas – em levantamentos recentes do Serpes e do Grupom, ele aparece em 3º lugar, com Ronaldo Caiado em 1º e Daniel Vilela em 2º.

 

Esses índices, na definição em linguagem militar de um alto assessor do Palácio das Esmeraldas que deixou o cargo para se candidatar a deputado estadual, “derrubaram o moral das tropas”.

 

Há um ano, Zé Vitti chegou a ter o seu nome especulado como candidato à sucessão de Marconi Perillo, em função do seu bom trabalho no comando do Legislativo, imagem limpa e distanciada de escândalos e, notadamente, trânsito livre e sem restrições em todos os partidos e setores da coligação governista. Além disso, representaria uma proposta de renovação, já que é um empresário bem sucedido que veio para a política. O novo, de fato.

 

Nos bastidores, sem alarde, o presidente da Assembleia voltou a ser uma cogitação real. Ele passou por uma aparentemente grave intercorrência de saúde, quando anunciou a desistência da candidatura à reeleição como deputado estadual, no entanto não só superou o problema como deu declarações dizendo-se disposto a aceitar novos desafios, “caso convocado pelos companheiros para integrar a chapa majoritária” (no caso, referia-se às vagas de suplente de Marconi ou de vice de Zé Eliton, raciocínio que sutilmente evoca também a hipótese de ser o candidato a governador). No final de semana, deu-se como certo que ele foi ou será convidado por Lúcia Vânia para ser o 1º suplente, caso ela consiga a 2ª vaga ao Senado na chapa governista. É mais um passo.

 

27 maio

Governo de Zé Eliton é bom, mas é continuísmo, não continuidade. Na verdade, é o governo de Marconi sob a gerência de Zé Eliton. E Goiás não precisa de um gerente, mas sim de um estadista

Zé Eliton quer fazer bom governo. E o fará, por certo. Mas o governo continua o mesmo. Não é o governo de Zé Eliton: é o governo de Marconi sob gerência de Zé Eliton. É o continuísmo, não a continuidade. Ainda que haja boas expectativas a respeito deste governo – que, aliás, é um bom governo, faça-se justiça -, isto não elide o fato de que a sociedade goiana está na oposição, como aliás observou o ex-desembargador Liberato Póvoa, militante das hostes caiadistas.

 

A estratégia de Zé Eliton e seu estado-maior é vender à opinião pública a imagem do gestor eficiente, do administrador probo e experimentado, o timoneiro capaz de conduzir a barca do Estado a porto seguro, malgrado a tempestade que se abate sobre ela. Ele passou 8 anos atuando como secretário de estado, presidente de empresa estatal, chefe de missões estrangeiras. O que vier ele traça. Já Daniel Vilela nunca administrou coisa nenhuma. Ronaldo Caiado gerencia apenas seus próprios negócios particulares de criar e vender boi. Um pelos outros, Zé Eliton é mais administrador.

 

Ocorre que esse figurino parece ter saído de moda. Não é bem de um gerente que Goiás precisa, mas de um estadista que tome decisões políticas certas, que presida a execução de um determinado plano de governo, que arbitre com sabedoria as questões internas, e que saiba dialogar com a sociedade. Zé Eliton precisa redirecionar o seu governo. Ou então… (Helvécio Cardoso, jornalista)

27 maio

Governo Zé Eliton tenta minimizar a responsabilidade e não passa no teste da sua primeira crise: a morte de 9 menores em um centro de internação superlotado, que deveria ter sido desativado em 2013

A morte de nove menores infratores em um Centro de Internação Provisória, em Goiânia, lançou o governo Zé Eliton em um esforço monumental para minimizar os danos e vender a imagem de que se tratou apenas de um acidente.

 

Não foi. Antes, era uma tragédia anunciada. O CIP estava em situação precária e superlotado, segundo os seus próprios servidores. Para piorar, em 2013 o então governo Marconi Perillo foi notificado pelo Ministério Público e se comprometeu a desativar o prédio (improvisado em um batalhão da PM) e construir outro, adequado, em 10 meses. Não cumpriu. O mau estado e as subcondições do CIP foram atestados pelo MP, pela OAB-GO e pela defensoria pública, além dos depoimentos dos funcionários.

 

Em pelo menos três notas oficiais sobre o assunto, a comunicação de Zé Eliton se esforçou para mostrar um quadro em que o governo estaria cumprindo todas as suas obrigações e até, em um desnecessário e antipático exagero, se destacando como o único Estado brasileiro a investir na ressocialização de menores apenados. Informações foram manipuladas na errônea tentativa de justificar o triste episódio e livrar a má administração do Estado da responsabilidade.

 

Faltou culpar os nove jovens mortos.

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