Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

16 jun

Convenceram Zé Eliton de que a Copa do Mundo pararia o país e por isso ele adiou o envolvimento com a campanha. Mas o Datafolha mostra que a maioria dos brasileiros não tem interesse nos jogos

Um dos motivos da decisão de Zé Eliton de se recusar a fazer campanha e mergulhar na rotina administrativa do cargo de governador é que um dos seus mais importantes assessores o convenceu de que a Copa do Mundo significararia um lapso de 30 dias em todas as áreas da política nacional e, em consequência, dos Estados também.

 

Mais um erro, porque, quanto mais adia o seu envolvimento direto com as eleições, mais perde um precioso tempo estratégico para a afirmação da sua candidatura.

 

Mesmo porque o Datafolha acaba de divulgar uma pesquisa mostrando que apenas 18% dos brasileiros têm grande interesse pela Copa do Mundo. E que 53% não têm nenhum interesse.

 

Quer dizer: não só a política, mas tudo o mais no país segue normalmente durante os jogos. Menos a campanha de Zé Eliton.

16 jun

Indicação de Raquel Teixeira para a vice de Zé Eliton fecha chapa puro-sangue do PSDB e repete erro do PMDB em 1998, que levou à primeira grande derrota de Iris

Em 1998, o PMDB liderava uma grande coligação de partidos, tinha Iris Rezende na liderança das pesquisas e se comportava com a arrogância dos que têm certeza da vitória e julgam não precisar de ninguém para vencer as eleições.

 

Assim, o partido fechou uma chapa com Iris para governador e Romilton Morais como vice, ambos do PMDB. Para o Senado, como havia só uma vaga em disputa, o partido lançou outro peemedebista, Maguito Vilela e, pior ainda, como 1º suplente de Maguito escalou dona Iris Araújo.

 

Era uma chapa P.O. peemedebista e o resultado foi uma inesperada derrota diante do jovem Marconi Perillo, candidato da oposição.

 

Agora, tal como o PMDB daquela época, o PSDB também vem de uma longa temporada de poder – 20 anos, enquanto os peemeedebistas tinham 16 anos – e caminha para repetir o mesmo erro, ou seja, apresentar uma chapa majoritariamente puro-sangue, com dois tucanos – Zé Eliton e Raquel Teixeira – candidatos a governador e vice, mais um para o Senado, Marconi Perillo, e uma ex-tucana e atual PSB Lúcia Vânia, também para o Senado.

 

O critério para a escolha de Raquel Teixeira não é político e sim pessoal: ela é da confiança de Marconi e, havendo uma emergência, assumiria o governo como sua preposta pessoal. Se Zé Vitti, que também é do PSDB, ficar com a 1º suplência de Lúcia Vânia, mais ainda entre amigos tucanos ficará a chapa, isolando os demais partidos da coligação.

16 jun

Derrota de Iris em 2002, quando havia 2 vagas em disputa ao Senado e ele ficou em 3º lugar, deveria servir de alerta a Marconi, que não faz campanha e se limita seguir a agenda rotineira de Zé Eliton

Em 2002, Iris Rezende disputou o Senado e perdeu. Duas vagas estavam disponíveis, mas ele ficou em 3º lugar, atrás de Lúcia Vânia e Demóstenes Torres, depois de passar quase toda a campanha na liderança da corrida.

 

Agora, o mesmo fenômeno ameaça repetir, dessa vez tendo como vítima o ex-governador Marconi Perillo. Sucedem-se pesquisas  – Serpes, Grupom, Exata, Diagnóstico – evidenciando que a disputa senatorial está embolada e que Marconi apresenta índices baixos de intenções de votos, mesmo quando está em 1º lugar (mais grave, em algumas ele aparece até em 3º lugar).

 

Mesmo assim, o tucano, um gigante que nunca perdeu uma eleição, parece tranquilo e confiante. Marconi não está fazendo campanha, perdeu tempo precioso com uma viagem de férias de 30 dias ao exterior, e, agora que retornou, limita-se a acompanhar a rotineira agenda do governador Zé Eliton e a participar de eventos oficiais, sem perceber que o seu nome não é mais uma força irresistível junto ao eleitorado. Também aceitou assumir a coordenação política nacional da campanha de Geraldo Alckmin, que deverá levá-lo com frequência para fora do Estado daqui até as eleições.

 

Há um cheiro azedo de derrota no ar.

15 jun

Plano de Marconi é impor Raquel Teixeira como sua representante de confiança na vice de Zé Eliton, consolidando a chapa majoritária com 3 nomes do PSDB e apenas uma vaga para outro partido

Está em andamento o plano do ex-governador Marconi Perillo para emplacar a ex-deputada federal e ex-secretária de Educação (foi também titular das pastas da Cidadania e da Ciência & Tecnologia) como candidata a vice-governadora ao lado de Zé Eliton.

 

Neste fim de semana, mais um passo: um grupo de deputados estaduais, liderado por dois homens fidelíssimos a Marconi – Thales Barreto e Jean Carlo – anunciaram que estão colhendo assinaturas para um manifesto de parlamentares da base governista a favor da candidatura de Raquel.

 

Sob as ordens de Marconi, ela se desincompatibilizou da Secretaria da Educação e em seguida passou a acompanhar Zé Eliton em todos os eventos no interior e em Golânia, em muitos ganhando direito a fazer discursos.

 

Há um inconveniente grave na candidatura de Raquel: a chapa ficaria sobrecarregada e perderia amplitude política com três nomes do PSDB, sobrando apenas uma vaga de postulante ao Senado para um outro partido (no momento, disputada por Lúcia Vânia, do PSB, e Demóstenes Torres, do PTB). Mas tudo indica que Marconi vai correr o risco, em troca de ter alguém da sua intimidade na segunda vaga mais mais importante da chapa.

 

Atualização: o presidente da Agetop, Jayme Rincon, disse à coluna Giro, em O Popular, que a indicação de Raquel Teixeira para a vice de Zé Eliton é inviável. “A chapa ficaria pura demais”, opinou. O problema é que Rincon, que já esteve no núcleo decisório da base governista e foi figura preponderante no círculo íntimo de Marconi Perillo, hoje está distanciado e influencia pouco. É mesmo só uma opinião.

15 jun

Ninguém do governo reagiu ao Atlas da Violência, levantamento do Ipea que colocou Goiás entre os 8 Estados mais violentos do país, com número de homicídios 50% maior que a média nacional

O governo de Goiás ignorou a divulgação do Atlas da Violência, levantamento do Ipea, de credibilidade indiscutível, que apontou Goiás entre os oito Estados mais violentos do país.

 

Goiás aparece no Atlas com quatro vezes mais homicídios do que o Estado de São Paulo, proporcionalmente. Em relação aos números do Brasil, Goiás apresenta uma taxa de homicídios 50% maior do que a nacional. Desde 1999, primeiro ano do governo de Marconi Perillo, que governou o Estado por quatro mandatos, a violência em Goiás cresceu absurdos 248%.

 

São números que indicam que algo está errado com a política de segurança pública das últimas duas décadas, período de poder dos tucanos em Goiás.

15 jun

Pesquisas sinalizam que Marconi pode perder a eleição. Mas ainda há tempo para ele descer do pedestal, descalçar o salto alto, reavaliar estratégias, mudar táticas e reagir

A pesquisa Diagnóstico/DM para senador mostra Jorge Kajuru liderando a disputa tanto na estimulada como na espontânea.  Na estimulada Lúcia Vânia vem em 2º lugar, com 25,3%, contra 26,5% de Kajuru. E Marconi vem com 24,9%, em 3º lugar. A pesquisa apurou ainda que Marconi é o campeão de rejeição, com 36%. Lúcia Vânia vem em 4° lugar com apenas 11,4%. Kajuru vem em 6° lugar com 8,6%.

 

Que leitura podemos fazer desses números?

 

Por muito tempo, falar na possibilidade de Marconi não se eleger senador virou blasfêmia. O mesmo que afirmar que a Terra é plana. Estabeleceu-se, sobretudo nos meios palacianos, que Marconi já estava eleito, e que isso era dado objetivo, premissa fundamental para todas as análises políticas. Uma barbada, diziam.

 

Mas isso mudou. Marconi pode, sim, perder essa eleição. Vai perder? Não necessariamente. A possibilidade advém do fato de estarem três fortes candidatos embolados no pelotão de frente. Quem vencer, o fará por uma cabeça, no olho eletrônico, como nas corridas de cavalo. Num quadro assim, toda aposta é temerária.

 

Ruim para Marconi? Não. É bom ele estar ciente de que pode perder. Ainda dá tempo para descer do pedestal, descalçar o salto alto, reavaliar estratégias e mudar táticas. Pelas pesquisas, o eleitorado mandou um aviso. Quem se fizer de surdo será derrotado.(Helvécio Cardoso, jornalista)

15 jun

Drama de Daniel Vilela é conseguir firmar uma candidatura sem base de apoio, depois que grande parte do MDB se bandeou para Caiado e sobrou para ele apenas radicalizar o discurso contra os adversários

Estagnado em algumas pesquisas, em queda em outras, o deputado federal Daniel Vilela vive um drama: como firmar uma candidatura sem base de apoio, já que grande parte do MDB se bandeou para Ronaldo Caiado pelo Estado afora?

 

Não será fácil. A rigor, Daniel só tem o respaldo – retórico, por enquanto, sem efeitos práticos – do casal Iris Rezende-Iris Araújo e dos emedebistas de Aparecida, onde, inclusive, capturou as lideranças locais do DEM.

 

Fora isso, é um diretório aqui, um prefeito acolá e mais nada. É por isso, vendo-se quase que sozinho no campo de batalha, que Daniel tem engrossado o discurso de oposição, endurecendo as palavras com relação não só ao governador Zé Eliton quanto também com vistas ao senador Ronaldo Caiado.

 

É o que sobrou para o filho de Maguito. Se não colar e não resultar em pontos nas pesquisas, em agosto, época das convenções, ele vai ser confrontado com a inapelável hipótese de união com Caiado, .

15 jun

Super-homem: Marconi assume a coordenação nacional de Geraldo Alckmim. Com a própria candidatura ao Senado e a de Zé Eliton ao governo do Estado, agora são 3 campanhas que ele vai comandar

O ex-governador Marconi Perillo, em um momento em que as pesquisas mostram que a sua candidatura ao Senado não entusiasma o eleitorado e que o seu candidato a governador Zé Eliton não deslancha, além de enfrentar rachaduras na sua base de apoio, resolveu dar um passo ousado: a convite de Geraldo Alckmin, assumiu a coordenação política nacional da candidatura presidencial do PSDB.

 

Não há como Marconi fazer esse trabalho daqui de Goiás. Ele terá que viajar para São Paulo e outros destinos, a fim de exercer a tal coordenação e se ausentar da sua base territorial. Alckmin, como se sabe, vai mal. A candidatura não pegou e está moribunda. Em Goiás, o ex-governador enfrenta o desafio de afirmar a sua própria candidatura ao Senado, que apresenta índices de intenções de voto preocupantes na pesquisa e, pior ainda, a do seu poste, Zé Eliton, que também está mal pontuada.

 

Em política, não existe milagre. Ou Marconi cuida da sua candidatura ao Senado ou acha tempo para ajudar Zé Eliton ou se envolve com a coordenação nacional da campanha de Alckmin. Uma ou duas dessas tarefas, ele pode até conseguir. Todas, ao mesmo tempo, só se for um super-homem.

14 jun

Conselheiros do TCE dão razão a Daniel Vilela: Estado caminha para um cenário de dificuldades financeiras no segundo semestre. Pode faltar dinheiro até mesmo para manter a folha em dia

Dois conselheiros do Tribunal de Contas do Estado – Celmar Rech e Saulo Mesquita, da cota técnica do tribunal – confirmam na coluna Giro, de O Popular, nesta quinta, tudo o que o deputado federal e candidato a governador pelo MDB, Daniel Vilela, vem dizendo sobre a situação financeira do governo do Estdo.

 

“Há tendência de o Executivo ter dificuldades para fechar as contas no fim do ano. Se não houver contingenciamento, o horizonte que se afigura não é favorável. A tendência é o fechamento das contas ao final do exercício com muita dificuldade. Dificuldade inclusive, me parece, para a quitação da folha”, afirmou Saulo Mesquita.

 

É exatamente o que Daniel vem denunciando, inclusive na coluna de Ulisses Aesse, no Diário da Manhã também desta quinta.

 

E Celmar Rech ainda advertiu: “Há um decréscimo da previsão da receita que exige do Executivo uma limitação de empenho. Não é expectativa de crescimento da receita que faz com que o administrador possa se furtar de tomar as medidas fiscais cabíveis, adequadas e a tempo”.

 

De novo, o mesmo que o candidato emedebista tem dito. Daniel acertou em cheio, segundo o TCE.

14 jun

Enquanto Zé Eliton tenta vender imagem de “bom administrador” para crescer nas pesquisas, Daniel Vilela diz que ele foi um “fracasso” na Celg, Secretaria de Segurança e Secretaria de Desenvolvimento

Em baixa nas pesquisas, apontado pelos institutos Serpes e Diagnóstico em 3º lugar ou patinando em um empate técnico com Zé Eliton, o deputado federal Daniel Vilela tenta crescer no debate atirando as mais pesadas críticas disparadas até agora contra o governador.

 

Segundo Daniel, entrevistado semana por um canal de televisão, Zé Eliton ocupou três cargos nos governos Marconi Perillo e “fracassou nos três”. Assumiu a Celg para promover a recuperação da empresa, que acabou sendo vendida depois que o governo do Estado perdoou ICMS atrasado e assumiu as suas dívidas. Assumiu a Secretaria de Desenvolvimento e entregou a pasta com o Estado em queda nos índices de inovação e de competitividade (neste último caiu do 10 para o 13º lugar). E passou pela Secretaria de Segurança, onde foi baleado e assistiu impassível à explosão dos índices de violência em Goiás.

 

Sobre esse último item, o emedebista foi especialmente cruel: “Zé Eliton foi secretário de Segurança e deixou o cargo pelas portas do fundos. Na sua gestão só fez pirotecnia, abraçando policial na chuva para fazer foto, como se aquilo fosse resolver. O resultado é que Goiás agora está entre os oito Estados mais violentos do país e registra quatro vezes mais homicídios que São Paulo, proporcionalmente”.

 

Os torpedos de Daniel Vilela atingem o centro da estratégia do atual governador, que é candidato, mas não faz campanha, jogando todas as fichas no esforço para firmar uma imagem de grande administrador e disso tirar ganhos eleitorais.

14 jun

Record lança instituto de pesquisas e confirma que brasileiro é contra casamento gay e a legalização da maconha, temas polêmicos que Zé Eliton defende e afastam o apoio dos evangélicos

O instituto Real Time Big Data acaba de ser criado pela Rede Record e vai atuar na atual campanha eleitoral, tanto em Goiás como no país com uma novidade: a realização de pesquisas de perfil qualitativo, visando apurar o que os eleitores querem dos candidatos a cargos eletivos.

 

O primeiro levantamento, de caráter nacional, foi ao ar nesta quarta-feira e tratou da reação da sociedade a temas polêmicos como o casamento gay (64% contra), a liberação da maconha (74% contra), legalização do aborto (70% contra) e maioridade penal aos 16 anos (92% a favor).

 

Desses assuntos, nas respostas que deu ao questionário de O Popular sobre questões polêmicas, a opinião do governador Zé Eliton só corresponde ao apoio à maioridade penal. Ronaldo Caiado e Daniel Vilela mostraram-se afinados e coincidiram em suas posições com os resultados da pesquisa do Real Time. Os evangélicos não gostaram do que o governador disse.

 

Nesta quinta, mais lenha na fogueira: a regionalização da pesquisa para Goiás será divulgada pela Record estadual.

 

Atualização: a Record informou que os dados regionalizados da pesquisa do Real Time serão divulgados na noite de segunda-feira, 18.

 

14 jun

Desastre completo: inaugurada por Marconi em seu 2º governo e anunciada como obra que despoluiria o Meia Ponte, a ETE de Goiânia continua inacabada e transforma-se na maior poluidora do rio

Uma das obras mais propagandeadas dos governos Marconi Perillo foi a Estação de Tratamento de Esgoto de Goiânia, construída para despoluir o rio Meia Ponte e para melhorar o meio-ambiente da região por onde ele passa.

 

Mas deu em desastre total. O Popular mostra hoje, com base em relatórios técnicos, que a ETE transformou-se na maior poluidora do rio, onde jogar 1,6 mil litros de esgoto sem tratamento adequado, por segundo.

 

Por segundo. E o pior: a Saneago cobra dos goianienses uma tarifa mensal pelo tratamento do esgoto, que não é feito na medida e no padrão exigido pela legislação e pela conservação do meio ambiente.

 

E mais: a ETE, iniciada no 2º governo Marconi, não está 100% concluída até hoje, quando o 4º governo já se encerrou.

 

A poluição do Tempo Novo está cada vez mais evidente.

14 jun

Zé Eliton tem “nojo” e condena o “passado patrimonialista”, mas nomeou Sérgio Cardoso, cunhado de Marconi, para um cargo de conselheiro de contas. Não tem nada mais patrimonialista que isso

Há poucos dias, o governador Zé Eliton fez um discurso condenando os “resquícios do passado patrimonialista da nação brasileira”. E aproveitou para criticar o uso político dos cargos públicos, algo que, garantiu, lhe daria “nojo”. O governador, já que puxou o punhal, deveria sangrar e denunciar à opinião pública quem são esses infames patrimonialistas que querem uma beirada do governo em troca de apoio.

 

Um desses patrimonialistas é bem conhecido: é o sr. Sérgio Cardoso, agora conselheiro de contas. Casado com uma irmã de Marconi Perillo, foi por longos anos, o conselheiro, o chefe do escalão precursor das campanhas temponovistas. E fora das campanhas, uma especie de ajudante civil de ordens, um auxiliar fac totum do governador Marconi.

 

Em seu primeiro dia de expediente, como governador, José Eliton remeteu à Assembleia Legislativa a indicação de Sérgio a uma vaga em tribunal de contas, que, como é cediço nos meios políticos, constitui-se em sinecura muitíssimo bem remunerada e vitalícia. Com uma única canetada, todo o belo e pomposo discurso sobre “patrimonialismo” se foi águas abaixo. Se queres um exemplo de patrimonialismo, olhai em torno…

 

Claro que Zé Eliton fez isso para atender a um pedido do amigo Marconi. Não ficava bem Marconi encerrar seus brilhantes 19 anos de governo com um favorecimento tão vulgar a alguém de sua casa. Que outro sujasse as mãos.

 

Mas, moralmente, Marconi é tão ou mais responsável por este deslize ético de Zé Eliton.(Helvécio Cardoso, jornalista)

14 jun

Lúcia Vânia suspende publicação da pesquisa do instituto Lupa sobre as eleições em Goiás. O motivo: ela não quer constranger Marconi, que não se saiu bem nos índices de intenção de votos

O PSB nacional contratou o instituto Lupa, de Minas Gerais, para realizar pesquisas sobre as próximas eleições nos Estados onde o partido tem expressão e candidatos competitivos.

 

Um dos escolhidos foi Goiás, onde a senadora Lúcia Vânia disputa a reeleição com ótimas chances e passou a aparecer em 1º lugar em levantamentos recentes, como o do instituto Diagnóstico, que saiu no Diário da Manhã.

 

A pesquisa do Lupa foi registrada no TRE, está pronta e deveria ter sido publicada nesta quarta, no Diário da Manhã. Mas Lúcia Vânia não permitiu.

 

Ela não quis incomodar ou criar constrangimentos para o ex-governador Marconi Perillo, que, segundo o Lupa, não se apresenta bem nas intenções de voto para o Senado.

 

Atualização: uma fonte palaciana, como diz a coluna Giro, em O Popular, entrou em contato para garantir que a decisão de não publicar a pesquisa do instituto Lupa teria sido tomada pela senadora Lúcia Vânia porque é ela que estaria mal no levantamento e não o ex-governador Marconi Perillo.

14 jun

Não é só Zé Eliton que está mergulhado na rotina administrativa e não faz campanha. Marconi também arrumou uma “agenda de governo” e está visitando órgãos públicos, em vez de articular a base

Não é só o governador Zé Eliton quem, na base governista, dedica-se ao rame-rame diário da gestão e deixa a política de lado, mesmo a pouco mais de 100 dias da data das eleições, enquanto os problemas se acumulam.

 

O ex-governador Marconi Perillo, que voltou na semana passada depois de desaparecido em uma viagem de 30 dias ao exterior, também arrumou uma agenda governamental paralela – que consiste em visitas de cortesia a órgãos públicos.

 

Nesta quarta, em vez de tentar articular soluções para os problemas que estão comprometendo a unidade da base governista, como, por exemplo, a saída do PP, ou desenvolver a sua própria campanha ao Senado, Marconi passou o dia visitando a Saneago, a Secretaria de Segurança Pública(na foto, o registro ao lado do secretário Irapuan Costa Jr.), o Tribunal de Contas dos Municípios e o Hugol, segundo ele para acompanhar de perto o bom trabalho que estaria sendo realizado nessas repartições.

 

Segundo postagens que voltou a fazer nas redes sociais, o ex-governador manifestou-se “feliz ao verificar que está tudo bem”.