Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

04 jun

“Marconi se afastou da base, após deixar o governo, para não ofuscar seu sucessor, mas agora ele precisa voltar com seu estilo agregador porque Zé Eliton não conseguiu manter as coisas como as recebeu”

São contundentes as avaliações do escolado Afonso Lopes, em seu blog, sobre o momento de dificuldades vivido pela base governista, onde é grande a expectativa pela volta do ex-governador Marconi Perillo às articulações políticas.

 

O que aconteceu? Na visão de Afonso Lopes, “a saída de Marconi Perillo da política estadual após sua desincompatibilização talvez tenha sido uma estratégia para facilitar o trabalho de Zé Eliton na sua consolidação não apenas como governador, mas também como articulador da base aliada estadual, que é a sua sustentação como candidato à reeleição. Certamente que a presença do ex tenderia a ofuscar decisivamente o novo governador”.

 

Mas “se correspondeu no campo administrativo, politicamente Zé Eliton não conseguiu manter as coisas como as recebeu”, escreve o traquejado jornalista. Daí, desafios se acumularam sem resposta, como a iminente saída do PP e a disputa entre Lúcia Vânia e Demóstenes Torres ela 2ª vaga ao Senado. Sem falar na estagnação nas pesquisas.

 

Afonso Lopes finaliza: “É possível que a culpa não seja de José Eliton, que paga um certo preço pelo aprendizado nessa lida diante de uma base aliada tão densa e extensa quanto complexa. A base estava acostumada com o estilo Marconi de ser, naturalmente agregador, e isso pode ter sido um choque inicial, e natural, quando houve a substituição”.

04 jun

Daniel diz há meses que está preparando “um projeto para Goiás”, mas até agora a única ideia nova que apresentou foi infeliz: transformar o Estádio Serra Dourada em shopping center

Daniel Vilela fala toda dia que está preparando uma “alternativa” ao governo que aí está. Pura retórica. Ninguém sabe que “alternativa” é essa. É apenas um chavão.

 

Sabe-se que uma junta de tecnocratas e marqueteiros iluminados está gestando seu “plano de governo”. Podem esperar que daí vem besteira.

 

Por exemplo: Daniel já propôs transformar o Estádio Serra Dourada em shopping center. Com uma jumental ideia dessa o jovem candidato espera passar por “inovador”. Por aí se aquilata o nível, rasteiro, da concepção que o moço tem de administração pública.(Helvécio Cardoso, jornalista)

04 jun

Campanha da base governista continua devagar: no fim de semana prolongado, de quinta a domingo, Caiado vai a eventos em 9 cidades, Daniel a 6 e Zé Eliton a apenas um

Uma consulta às agendas dos três principais candidatos a governador, no período entre a última quinta-feira (feriado prolongado de Corpus Christi até o domingo) confirma o que já se sabe: de todos, quem vai mais devagar é Zé Eliton.

 

Em quatro dias do fim de semana, ele foi a apenas um evento, na pequena Guarani, no nordeste goiano, que tem 4.500 eleitores. Lá cantou parabéns para um tio e participou de uma reunião fechada com lideranças da região. Nos outros dias do feriadão, Zé Eliton não apareceu e não esteve sequer na tradicional missa de Corpus Christi na Praça Cívica.

 

Ronaldo Caiado foi, começando na quinta uma maratona que o levou a 10 eventos (nove cidades), a maioria de grande porte, com exceção de um almoço com 20 padres em Aparecida. Além da missa de Corpus Christi, senador foi a Novo Gama, Uruaçu, São Luiz do Norte, Trindade, São Luiz de Montes Belos e duas grandes reuniões com evangélicos em Brasília.

 

Daniel Vilela também não parou e foi a seis municípios no feriadão: Jataí, São Luiz do Norte, Montes Claros, Jussara, Morrinhos e Quirinópolis, com grandes reuniões em todos eles.

04 jun

Copa do Mundo trará um intervalo para o jogo eleitoral em Goiás e em seguida virá o 2º tempo. Afonso Lopes avalia que “Caiado está terminando o 1º tempo com folgada vantagem”

Para o experiente comentarista Afonso Lopes, em seu blog, a Copa do Mundo divide o jogo eleitoral em Goiás em dois tempos, sendo que o primeiro tempo está terminando e o vencedor, até agora, é Ronaldo Caiado:

 

“Apesar do jogo bastante frio disputado até aqui, o primeiro tempo foi dominado pelo senador Ronaldo Caiado, candidato ao governo do Estado pelo DEM. Dos três principais concorrentes, ele é disparadamente o mais experiente, o mais conhecido e quem tem conseguido um pouco mais de atenção do grande público graças ao discurso incisivo”.

 

Caiado, segundo o jornalista, “colecionou alguns bons momentos, como ao receber o apoio do principal trio de prefeitos do MDB no interior – Ernesto Roller, de Formosa, Adib Elias, de Catalão, e Paulo do Vale, de Rio Verde. De quebra, ainda tirou do partido o líder da bancada na Assembleia Legislativa, deputado estadual José Nelto. Por fim, recebeu o senador Wilder Morais”.

 

Os rivais de Caiado – Zé Eliton e Daniel Vilela – tiveram também alguns fatos positivos no primeiro tempo, mas “nenhum com tamanho alcance’,

04 jun

O enrolado Jovair, agora alvo de investigações e com os sobrinhos na cadeia, perde parte da força para impor Demóstenes Torres na 2ª vaga ao Senado na chapa governista

Ouvi, na CBN Goiânia, a jornalista Fabiana Pulcineli dizer que Jovair Arantes vinha sendo citado há anos em escândalos recorrentes, mas que a conta – que nunca havia chegado – foi finalmente entregue na sua porta, agora, com a prisão dos seus dois sobrinhos e a revirada do seu gabinete, na Câmara Federal, por agentes federais.

 

Verdade. O enrolado Jovair e sua parentada entrou na mira das investigações judiciais e é certo que vem chumbo grosso aí. As provas devem ser contudentes, a tal ponto que o Ministério Público Federal pediu a prisão do deputado, negada – por enquanto – pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

 

Ficou ruim para o PTB, que vinha pressionando o governador Zé Eliton e, de resto, toda a base governista, para que Demóstenes Torres seja o titular da 2ª vaga ao Senado, na chapa da coligação liderada pelo PSDB. Não deixa de ser um abalo, também, para o próprio Demóstenes – que foi obrigado a se desgastar saindo a público para defender Jovair e garantir que acredita na sua inocência.

 

Ficou ruim para o PTB, não. Ficou ruim pra todo mundo: Jovair, PTB, Demóstenes e Zé Eliton.

04 jun

Perícia da Polícia Técnico-Científica revela que a ETE – Estação de Tratamento de Esgoto feita por Marconi em Goiânia, em vez de despoluir o Meia Ponte, está é poluindo o rio

O legado dos 20 anos de Tempo Novo está se mostrando cada vez repleto de furos.

 

Agora, é o caso da Estação de Tratamento de Esgoto, obra dos governos de Marconi Perillo, apregoada como ecológica e destinada a despoluir o rio Meia Ponte.

 

Não está acontecendo nada disso. O Ministério Público encomendou uma perícia à Polícia Técnico-Científica, que concluiu, textualmente: “A ETE não apresenta eficiência suficiente, visto que o efluente lançado no Rio Meia Ponte incrementa os níveis de poluição deste e eleva os riscos à saúde humana, com funcionamento da atividade se dando em desacordo com normas regulamentares e legais pertinentes”.

 

Alguém tem de ser responsabilizado.

03 jun

As novas oligarquias: Marconi, Iris e Maguito, seus parentes e amigos na política e no governo. A história deu a volta e, hoje, Caiado é quem menos é oligarca

Há 36 anos – 16 de PMDB e 20 de PSDB – que o governo do Estado está nas mãos de muito poucos, com dois grupos apenas, o de Iris Rezende e o de Marconi Perillo. Quem era acusado, antes, de ser oligarca – Ronaldo Caiado –, agora é quem pode matar as oligarquias em Goiás. Caiado lidera as pesquisas e pode ser o próximo governador.

 

Se antes requeria-se o concurso de um século para fundar uma oligarquia, hoje, na velocidade dos tempos modernos, demandam-se anos apenas. O coronelismo renasceu.

 

Renasceu com Iris Rezende e Marconi Perillo, além de Maguito Vilela. A era irista dos mesmos de sempre ainda não terminou, estendida pelos mandatos na prefeitura de Goiânia. Pós Iris, o peemedebismo produziu Maguito Vilela e sua parentada na política, hoje com foco no filho Daniel Vilela, que ele metamorfoseou em vereador, deputado estadual e federal e agora quer eleger nada mais nada menos que governador. Marconi veio em 1998 como um jovem impetuoso, que não carregava familiares e camaradas nas costas. Não resistiu e acabou ao longo do tempo montando um plantel de vacas sagradas polivalentes que monopolizou os postos mais importantes do Estado nas últimas duas décadas. Exemplo: Leonardo Vilela, secretário da Agricultura, Planejamento, Meio Ambiente e Saúde. Isso é oligarquia, na exata definição da palavra.

 

Caiado não tem mais nada de oligarca, só o sobrenome nostálgico. As novas oligarquias em Goiás são Marconi, Iris e Maguito.

03 jun

Marconi está desaparecido há quase um mês: não se sabe se retornou da misteriosa viagem à Asia, onde está agora, o que está fazendo e se vai mesmo assumir a coordenação política da base governista

Quase um mês depois de ter anunciado que viajaria à Ásia para captar investimentos para Goiás, o ex-governador Marconi Perillo continua desaparecido da cena política estadual.

 

Não se sabe se já voltou, onde está ou o que está fazendo. Geralmente muito ativo nas redes sociais, Marconi só tem postado fotos e comentários sobre eventos, como os jogos da seleção de volei em Goiânia. Persistem dúvidas também se vai assumir a coordenação política da base governista, impactada por uma série de desafios que, segundo o governador Zé Eliton, é Marconi quem pode e deve resolver.

 

Além disso, há a sua própria candidatura ao Senado. Faltam apenas 120 dias para as eleições e os concorrentes seguem em campanha intensa pelo Estado afora.

03 jun

Mandato de Zé Eliton, de 9 meses, é tampão. Mas ele se propõe a fazer um “governo”. Será que isso é possível? A resposta é não. Em 9 meses, só é possível continuar o que existia e é o que ele está fazendo

O leitor que acompanha as entrevistas e discursos do governadorZé Eliton já percebeu que ele está apresentando a sua gestão  como um “governo” e não apenas como um mandato-tampão, que é o que são, nas verdade, os seus nove meses como inquilino do Palácio das Esmeraldas.

 

É possível transformar esses nove meses em um “governo” completo, como quer e apregoa diariamente Zé Eliton?

 

Difícil. Um governo de verdade tem quatro anos – o que significa tempo para definir uma identidade, um estilo administrativo, prioridades e uma ação efetiva junto a sociedade. Em nove meses, só é possível dar sequência ao que existia anteriormente, o famoso continuísmo, que Zé Eliton abomina, preferindo chamar de continuidade.

 

Zé Eliton faz apenas uma sequência do governo Marconi Perillo, com os mesmos nomes, os mesmos programas, as mesmas obras. Como diz o jornalista Helvécio Cardoso, é o governo de Marconi sob a gerência de Zé Eliton. Nada mais.

03 jun

Discurso de Wilder – “Não sou político, estou na política” e “Nasci na pobreza, mas venci na vida’ – é tema para livro de auto-ajuda, não para convencer o eleitor a votar nele

Vídeos de reuniões no interior, mostrando o senador Wilder Morais(foto) discursando, sugerem que ele é muito despreparado para a política e não tem noção do que deve dizer às suas plateias.

 

Assisti a vários desses vídeos no Instagram e o que Wilder diz? Que não é político, que está na política, que é alguém que veio da pobreza extrema (“Meu pai era eletricista em Taquaral”), mas mesmo assim venceu na vida e se tornou empresário. “Não sou político, sou empresário”, repete, esquecendo-se que ele, ali, está sendo visto como… político, unicamente.

 

Mais engraçado é que o próprio senador revela preconceito contra a qualificação de “empresário”, ao se definir, no Instagram, como… empreendedor.

 

Se Wilder pensa ganhar votos com esse besteirol, pode esquecer. O trunfo que ele tem, o de ser senador, é desperdiçado nesse discurso. Pois o que ele deveria vender é o que fez e o que pode fazer para as pessoas e para Goiás, no Senado, onde já está

 

De onde veio, como ficou rico, quem foi seu pai, trata-se uma estória meramente pessoal, como tantas. É assunto para livro de auto-ajuda, não para levar o eleitor a votar em um candidato.

02 jun

Lúcia Vânia e primeira dama Fabrina cortam Caiado das fotos da missa de Corpus Christi que postaram no Instagram. Mas o senador estava lá e, na ausência de Zé Eliton, foi a grande atração

A senadora Lúcia Vânia e a primeira dama Fabrina Muller cortaram o senador Ronaldo Caiado das fotos da missa de Corpus Christi na Praça Cívica que postaram em seus perfis no Instagram.

 

Caiado também postou fotos na mesma rede, porém não excluiu ninguém. Lúcia Vânia e Fabrina aparecem perto do candidato, que, na ausência do governador Zé Eliton, monopolizou as atenções.

02 jun

Má redação, erros de português e de digitação são comuns nas redes sociais de Zé Eliton. Assessoria argumenta que “é até bom para criar identidade com as pessoas”

Um pente fino  no perfil do governador Zé Eliton no Instagram revela má redação das postagens, além de erros de português e de digitação.

 

Nas postagens de Caiado e Daniel no Instagram não foram encontrados erros graves desse tipo.

 

Os três são candidatos a governador e investem pesado nas mídias sociais para divulgar as suas atividades.

 

Zé Eliton (ou sua assessoria) escreve, por exemplo, “almoçei”, “nesse agenda”, “relação que matemos com prefeitos” e por aí afora, além de usar mal a vírgula, com frequência separando o verbo do predicado.

 

Uma explicação esdrúxula, segundo uma das cabeças da assessoria de mídias digitais de Zé Eliton: má redação das postagens, digitação incorreta e erros de português seriam “até positivos para criar identidade com as pessoas comuns”.

 

O que significa que, para a equipe de comunicação do governador, as pessoas comuns são ignorantes.

 

 

 

 

02 jun

Mortes de 9 menores infratores, queimados, foi em vão: governo, que mantinha um centro de internação em condições precárias, não aproveita o episódio para rever a política socioeducativa

O governo do Estado colocou uma pedra em cima do episódio da morte de nove menores infratores, queimados, em um Centro de Internação Provisória de Goiânia.

 

Até agora, não se sabe com exatidão o que ocorreu. Mas as primeiras informações, levantadas pelo jornal O Popular, apontam para omissão, negligência e falta de responsabilidade das autoridades estaduais – que chegaram a assinar um TAC com o Ministério Público, em 2013, comprometendo-se a fechar o estabelecimento, inadequadamente instalado em um prédio da Polícia Militar, e construir outro. Nada foi feito.

 

A tragédia, que O Popular oportunamente chamou de “tragédia anunciada”, deveria servir ao menos para que o governo do Estado promovesse uma revisão da sua política socioeducativa para jovens apenados, mas não. Até agora, só se nota um triste esforço para tentar justificar o que aconteceu

02 jun

Segundo Maguito, proposta de Daniel, se for eleito governador, é fazer para o futuro de Goiás o mesmo que ele fez em Aparecida, uma das cidades mais problemáticas do país

Em um evento que passou despercebido, no início desta semana, em Aparecida(foto), Maguito Vilela voltou a falar pelos cotovelos.

 

Olha só o tamanho da bobagem que ele disse: Aparecida cresceu e se desenvolveu sob os governos do MDB (no caso, os dois mandatos dele na prefeitura), portanto “é possível fazer o mesmo no Estado todo”, caso seu filho Daniel Vilela seja eleito governador.

 

Em outras palavras, Maguito está propondo para o futuro de Goiás algo parecido com o que o empresário Vanderlan Cardoso defendia quando se candidatou ao governo: fazer de Goiás uma imensa Senador Canedo. Segundo Maguito, seu pimpolho Daniel fará do Estado uma grande Aparecida.

 

Pelo volume dos problemas da cidade, pode-se deduzir que os Vilela vão acabar com Goiás.

01 jun

QG de Zé Eliton diz na coluna Giro que “é importante reforçar ações em Goiânia, onde o governo sempre perde as eleições”. Mas mesmo assim governador não vai à missa de Corpus Christi na Praça Cívica

No mesmo dia – esta quinta-feira, 31 – em que a assessoria do Palácio das Esmeraldas dizia na coluna Giro, em O Popular, que “é importante reforçar ações em Goiânia, onde a base não tem bom histórico eleitoral”, o governador Zé Eliton deixou de comparecer à tradicional missa de Corpus Christi na Praça Cívica.

 

Zé Eliton viajou para o nordeste goiano, onde participou do aniversário de um tio e… perdeu uma grande oportunidade de ganhar visibilidade com a sua presença na missa, que seria considerada natural e não evento de campanha.

 

Ronaldo Caiado foi e ficou sozinho sob os holofotes, em meio aos milhares de fieis que estavam na Praça Cívica.