Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

26 maio

Daniel se iguala a Caiado e critica as OSs da saúde dizendo que “falta fiscalização”. Não é verdade. São tão vigiadas pelos órgãos de controle que nesta semana mesmo algumas foram punidas por não cumprir metas

Depois do senador Ronaldo Caiado, quem agora saiu falando besteiras sobre as Organizações Sociais que administram os hospitais estaduais foi outro candidato a governador, Daniel Vilela, do MDB.

 

Oposição inteligente deveria fazer críticas fundamentadas, desenvolvendo raciocínios lógicos e mostrando conhecimento dos fatos atacados. Mas, não. O primeiro a escorregar sobre as OSs foi Caiado, ao afirmar em entrevista ao Diário da Manhã que elas “não têm nenhuma transparência quanto aos gastos”. Bobagem das grandes. Têm, sim, para isso bastando consultar os sites que todas são obrigadas a manter na internet, com uma cansativa exibição de licitações, contratos, pessoal, pagamentos e tudo o mais, cumprindo criteriosamente as exigências da Controladoria Geral do Estado, que chega a se exceder na cobrança e correção dessas informações.

 

Agora, também ao DM, é Daniel que reclama do que chama de “falta de fiscalização para garantir o cumprimento adequado dos contratos e o atendimento da população”. Trata-se de bobagem cavalar. Tanto existe fiscalização rigorosa que, nesta semana, a imprensa divulgou relatórios da Secretaria da Saúde evidenciando que algumas dessas OSs não cumpriram suas metas – como a Gerir, que cuida do Hugo – e por isso vão ser punidas conforme estabelecem seus contratos de gestão. E o atendimento à população vai bem: não há queixas nos jornais de televisão do meio-dia, antigamente pródigos em notícias negativas sobre os hospitais estaduais.

 

Só porque são candidatos de oposição, Daniel e Caiado não têm o direito de sair esparramando informações infundadas e falsas.

26 maio

Erro infantil da comunicação do governo Zé Eliton agrava o caso da morte dos 9 menores infratores: notas oficiais apressadas antes do esclarecimento dos fatos faltaram com a verdade

A comunicação do governo Zé Eliton cometeu um erro infantil no caso da morte dos nove menores infratores em um Centro de Internação Provisória em Goiânia – CIP. Antes que o episódio fosse pelo menos preliminarmente esclarecido (e não o foi plenamente até a manhã deste sábado), o Palácio das Esmeraldas se apressou em emitir notas oficiais tentando justificar os graves fatos e acabou faltando com a verdade.

 

Na versão edulcorada e precipitada  das notas, o CIP estava em boas condições, não teria ocorrido nenhuma rebelião, o governo cuida com zelo dos adolescentes internos e está investindo milhões no sistema de atendimento social destinados à ressocialização dos menores infratores detidos .

 

Olha que desastre, leitor: nada disso é real. Os jornais revelam hoje que os tais investimentos nunca foram feitos, que não havia condições  de higiene, de alimentação de segurança,no CIP do Jardim Europa (nem sequer extintores de incêndio) e que o o local é totalmente inadequado para a finalidade a que estava servindo. As notas oficiais, assim, foram desmentidas cabalmente, com o aval de órgãos como o Ministério Público, a OAB-GO, a Defensoria Pública e os próprios funcionários do CIP.

 

Pior: desde 2013, época de Marconi Perillo, o governo do Estado sabia de tudo isso e assinou um documento com o MP se comprometendo a desativar o CIP e transferir os adolescentes infratores para um novo local. Não o fez.

26 maio

Marconi some, Zé Eliton governa e os adversários avançam: Daniel Vilela janta com Baldy e Ciro Nogueira, diz que o prato principal foram eleições em Goiás e sinaliza que vai receber o apoio do PP

O deputado federal Daniel Vilela está prestes a dar um passo de gigante nas articulações para consolidar a sua candidatura a governador: um acordo que garantirá o apoio do PP ao MDB nas eleições deste ano.

 

Nesta última quarta-feira, Daniel jantou na casa do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do partido, em Brasília. Esteve presente o ministro das Cidades Alexandre Baldy, que já vinha dando sinais de que o partido está mesmo se afastado da coligação comandada pelo PSDB em Goiás, abandonando o barco da candidatura de Zé Eliton e se inclinando em definitivo para uma aliança com o filho de Maguito Vilela.

 

Confiante, o candidato emedebista postou uma foto com Ciro e Baldy(acima) no Instagram e escreveu: “Teremos boas novidades logo, logo”.

 

O PP caminha para deixar a base governista em Goiás no momento em que o ex-governador Marconi Perillo está desaparecido, em viagem ao exterior que ninguém sabe para onde nem com que finalidade, e Zé Eliton, por sua vez, mesmo amargando um 3º lugar nas pesquisas, reafirma que, por enquanto, 100% da sua atenção está voltada para a administração do Estado e que tão cedo não se envolverá com articulações políticas ou eleitorais.

25 maio

Sem propostas, eleitor goiano vai escolher o próximo governador pela cara do candidato. Nem Caiado nem Daniel nem Zé Eliton conseguiram até agora apresentar qualquer ideia para o futuro do Estado

Como já dito neste blog, nenhum dos candidatos a governador de Goiás tem um programa. O de Zé Eliton é continuar o governo Marconi IV, que foi uma tentativa de concluir o Marconi III. Já Daniel vem falando há mais de ano que tem um “projeto alternativo” para Goiás. Ninguém viu. O moço não tem nada a propor exceto asneiras tipo transformar o Estádio Serra Dourada em shopping center.

 

Ronaldo Caiado, por sua vez, ainda não disse o que pretende fazer se eleito for. Conta-se que montou um grupo de formuladores coordenado por Hermes Traldi, para montar a plataforma eleitoral, mas, até agora, não saiu coelho desse mato

 

Já os candidatos dos nanicos… Bem, vamos esperar. Também não têm nada a propor.

 

No entanto, tantos são os problemas e as demandas que pode-se fazer um programa ótimo. Mas é o candidato quem deve formular este programa. Deixar para tecnocratas ou para marqueteiros fazer a coisa, o leitor pode esperar que vem bobagem por aí.

 

Em todo caso, o grosso do eleitorado parece-me deseducado politicamente e não liga para propostas. Vai decidir pela cara do freguês.(Helvécio Cardoso, jornalista)

25 maio

Mortes de adolescentes em centro de internação do governo do Estado confirmam o que já se sabia: situação dos presídios goianos é de caos e continua sem nenhum indicativo de solução, mesmo parcial

Um incêndio até agora não explicado matou um número elevado de adolescentes internados em um centro de internação sob responsabilidade do governo do Estado, no Jardim Europa, em Goiânia. É possível que sejam nove vidas perdidas ou um número ainda maior.

 

Não adianta governador, secretário, polícia militar ou sabe-se lá quem tentar justificar com desculpas esfarrapadas: a situação dos presídios goianos é de caos e continua sem nenhum indicativo de solução, mesmo parcial. Outros episódios graves como esse continuarão acontecendo.

 

Para evitar o vexame que o ex-governador Marconi Perillo deu na última crise, quando foi fotografado em uma praia enquanto uma rebelião explodia no Complexo Prisional de Aparecida, com nove mortos, o governador Zé Eliton cancelou sua participação em um inútil fórum de governador em Cuiabá e retornou a Goiânia – mas sem que se saiba até agora que medidas podem ser ou foram tomadas

25 maio

Criação recorde de vagas de trabalho faz de Goiás um “campeão de empregos”? Isso é um mito: o recorde que estamos batendo é de desemprego, com mais de 700 mil goianos sem ocupação formal

Desde os governos de Marconi Perillo que se instalou em Goiás um ritual, a cada mês, trimestre ou quadrimestre, para a comemoração da criação de vagas de trabalho formal, segundo um certo CAGED, cadastro de empregados e desempregados do Ministério do Trabalho.

 

A criação de vagas importa. No entanto, como isso impacta a contagem de desempregados, subocupados, subutilizados e integrantes da força de trabalho potencial? Esses, estavam em 661 mil goianos, segundo o IBGE, no final de 2017 – e vinham crescendo sem parar, o que significa que hoje já passaram de 700 mil pessoas, total recorde. E é estatística do IBGE, que tem muito mais credibilidade que esse dito CAGED, cujos dados estão sempre inflados.

 

Assim, estão, digamos assim, em situação de desemprego  17% da população economicamente ativa, acima de 3,5 milhões de goianos, também no final de 2017.

 

É gente demais. As 8.791 novas  vagas que o governo estadual comemorou em abril não servem nem de refresco e representam uma insignificância. Sobre o desemprego crescente, não se diz nada.

 

É tema para a campanha eleitoral.

25 maio

Substituição do programa Inova Goiás pelo Goiás Mais Competitivo, na verdade uma angustiante corrida atrás de indicadores sugeridos por empresas de consultoria, afeta o crescimento sustentável do Estado

Goiás possui a 9ª maior economia do país em termos de PIB, mas, pelo critério de renda per capita, tem oscilado na última década entre a 11ª e a 12ª posição, figurando abaixo da média nacional.

 

Esse fato mostra que a população goiana se apropria de uma parcela do produto nacional inferior à sua participação. E reflete, entre outros aspectos: 1) a maior concentração das atividades econômicas em setores de menor agregação de valor e densidade tecnológica e 2) uma menor produtividade no Estado, que está relacionada a piores indicadores de qualificação profissional.

 

Por esses motivos, é de causar estranheza o abandono, por parte do governo estadual, das políticas de fomento à inovação tecnológica e qualificação profissional.

 

O sepultamento do Inova Goiás (na verdade, substituído pelo Goiás Mais Competitivo – uma angustiante corrida atrás de indicadores sugeridos por empresas de consultorias) e o acaso com que é tratado a Rede Itego são testemunhos da mais absoluta falta de comprometimento com o crescimento sustentável do Estado, de longo prazo, ancorado no aumento da produtividade do trabalhador goiano.(Mauro Faiad, economista)

25 maio

Culto à personalidade de Marconi, dentro da base governista, impede que a hipótese de derrota na campanha ao Senado seja sequer cogitada. Mas o risco é real: ele pode repetir o malogro de Iris em 2002

As últimas pesquisas expuseram um quadro perigoso para Marconi Perillo, ao apontar para a possibilidade uma derrota na eleição para senador. Certo, ele lidera, mas está  empatado com Lúcia Vânia, que está à frente com folga, por exemplo, na região norte do Estado. E vem por aí uma ruma de candidatos que poderão avançar.

 

A vitória de Marconi vinha sendo dada como fato inexorável. É parte da liturgia do culto à personalidade do chefe tucano. Cogitar a possibilidade de sua derrota soava como a mais impiedosa das heresias. Coisa parecida aconteceu em 2002, quando Iris, tido por todos como imbatível, foi batido pelo estreante Demóstenes Torres.

 

O salto alto é o pior inimigo dos candidatos. Cansei de ver vitoriosos de véspera amanhecendo derrotados no dia seguinte. O que os temponovistas não percebem é que as oposições, hoje, ao contrário de ontem, estão na ofensiva e já vêm batendo duro. Dessa vez, será Marconi que terá que dar explicações. E tanto ele como Zé Eliton terão que explicar lances como a indicação de Sérgio Cardoso para o TCE. Se é que cabe qualquer justificativa.

 

O bombardeio será intenso. A indicação de Sérgio, pelo governador entrante, pegou muito mal. É o tipo de coisa que a sociedade não aceita mais. Nada contra Sérgio, que é um homem de bem, rapaz direito e trabalhador. O problema é que ele é casado com a irmã de Marconi. Mesmo que fosse a maior sumidade mundial em matéria de finanças públicas –  não é -, Sérgio teria contra si  o fato de ser cunhado do governador findante. Nem toda água lustral do mundo poderá limpar tanto ele quanto seus padrinhos dessa mácula política.(Helvécio Cardoso, jornalista)

25 maio

Entre os 3 principais candidatos, segundo Afonso Lopes, no Jornal Opção, Caiado tem o favoritismo “em razão da sua extraordinária capacidade de se espraiar emocionalmente no pensamento geral do eleitor”

Ronaldo Caiado, Zé Eliton e Daniel Vilela, três principais candidatos a governador, têm qualidades pessoais e políticas que não permitem apontar um favorito, mas, inegavelmente, dão favoritismo a Caiado.

 

Mas qual a diferença entre favorito e favoritismo? Segundo Afonso Lopes, no Jornal Opção, favorito é quem tem pela frente uma caminhada tranquila e imperiosa até as urnas, enquanto o favoritismo é a soma de algumas condições favoráveis para vencer, mas não absolutas.

 

O favoritismo, ainda conforme Afonso Lopes, no momento é de Caiado, essencialmente “pela sua extraordinária capacidade de se espraiar emocionalmente no pensamento geral do eleitor”. Com isso, ele pode chegar fácil, fácil à condição de favorito – e pode estar perto, já que cavalga o 1º lugar nas pesquisas (no Grupom, apareceu com 61% dos votos válidos).

 

Em seguida, vem Daniel Vilela, em 2º lugar nas pesquisas. O experimentado comentarista o define como “o mais jovem e bem apessoado dos três candidatos principais. Seu discurso não é confuso, e numa rápida análise é o mais claro e fácil dentre todos”. Trata-se de uma grande vantagem.

 

Em 3º lugar, aparece o governador Zé Eliton, o candidato que, diz Afonso Lopes, tem mais privilégios. “É ele que tem a caneta mais poderosa do poder político estadual e representa o grupo político mais forte de Goiás, a chamada base governista”. Na pesquisa Grupom, metade dos goianos disse acreditar na sua capacidade administrativa.

 

Na partida, os candidatos estão assim. Vamos ver na chegada.

 

25 maio

Urgente: grupo pró-Caiado no MDB suspende encontros com 40 a 50 diretórios e lideranças na casa de Wilder e também em Posse. O motivo é a falta de combustível no interior

Foram suspensos os dois encontros que o grupo pró-Ronaldo Caiado no MDB promoveria neste fim de semana, um com lideranças e diretórios de 40 a 50 municípios na casa do senador Wilder Morais, em Goiânia, nesta sexta, e outro em Posse, terra do governador Zé Eliton, no sábado (na última pesquisa Grupom, Caiado apareceu com 58% das preferências de voto na região, enquanto Zé Eliton ficou com apenas 15%). Em Posse, compareceriam não apenas emedebistas, mas representantes de todos os partidos atraídos até agora para a coligação caiadista.

 

O motivo: falta combustível no interior, devido à greve dos caminhoneiros. Nova data será marcada.

24 maio

Em entrevista, Zé Eliton recorre a desculpas clássicas e surradas para justificar 3º lugar nas pesquisas: 1) tem levantamentos internos com resultados melhores e 2) por ora, os números só mostram conhecimento do nome

Na entrevista à rádio Sagres 730, o governador Zé Eliton recorreu a saídas clássicas e surradas quando foi apertado pelos jornalistas Cileide Alves e Vassil Oliveira com perguntas sobre o seu mau desempenho nas pesquisas (está em 3º lugar, atrás de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela).

 

Zé Eliton argumentou que possui levantamentos internos em que aparece em melhor posição, mas não revelou que instituto seria o responsável por esses números “melhores” nem quais são eles.Ora, se tem mesmo, porque não divulga e eleva a moral das tropas governistas, abatidas com os levantamentos do Serpes e do Grupom.

 

Repetindo o bordão de que “existem pesquisas para todos os gostos”, o governador disse também que, na sua opinião, “pesquisas, por enquanto, só mostram o grau de conhecimento dos candidatos entre a população”. Mais, reafirmou acreditar que “a população só vai fazer o seu juízo no momento da eleição, após a campanha”, o que é verdade, mas não explica seu 3º lugar.

 

Nas duas eleições que disputou, para governador, e uma para prefeito de Goiânia, Vanderlan Cardoso passou o tempo repetindo esses chavões e perdeu todas. Em pesquisa alguma jamais saiu na frente, como vivia dizendo.

24 maio

Marconi disse que Lúcia Vânia será candidata na 2º vaga ao Senado na chapa governista. Zé Eliton afirma que não, que os partidos vão escolher o nome na época das convenções. Em quem devemos acreditar?

Zé Eliton diz uma coisa, Marconi outra. Zé Eliton disse a uma emissora de rádio que a base vai se reunir para ‘consensuar’ o nome do candidato à 2ª vaga ao Senado na chapa governista. Já Marconi disse em sua última entrevista como governador, publicada no Diário da Manhã, que a vaga era de Lúcia Vânia.

 

Agora o governador-candidato inclui entre os postulantes até a mulher do ministro Alexandre Baldy ( olha aí, Nerso da Capitinga, a panelinha etá voltando ).

 

Será que Zé Eliton e Marconi não falam mais a mesma língua? Ou será que Zé Eliton resolveu tomar as rédeas da condução política? Será que ele resolveu que os compromissos de Marconi são de Marconi, e não dele, Zé Eliton? Ou será que os rosnados de Jovair o fizeram tremer?

 

Talvez as intrigas palacianas consigam alijar Lúcia Vânia da disputa. Melhor para Caiado, que a espera de braços abertos. Pior para a chapa de Zé Eliton, que periga eleger apenas um senador, Marconi, se é que Marconi será eleito. Os demais postulantes, Demóstenes, Vanderlan, e outros mais não têm a menor condição de se eleger. Lúcia é a única que tem eleição garantida. Mas talvez o governismo queira se dar o luxo de abrir mão dos votos que ela pode trazer para a chapa.

 

Quanto à senhora Baldy – como ela se chama? – ser candidata a senadora, em lugar de Lúcia Vânia, só pode ser piada!(Helvécio Cardoso, jornalista)

 

24 maio

Campanha deve ser feita com conceitos e símbolos, não só com propostas pontuais tipo reformar o Serra Dourada, fazer cirurgias nos hospitais públicos à noite ou pagar salários melhores a professores e policiais

Candidatos ao governo de Goiás, Ronaldo Caiado, Daniel Vilela e Zé Eliton não apresentaram ainda suas ideias para o futuro de Goiás.

 

Expelem, de vez em quando, propostas apenas pontuais, como pagar salários melhores a professores e policiais, reformar o Serra Dourada ou fazer cirurgias nos hospitais públicos à noite. Nada disso garante uma vida melhor para os 7 milhões de goianos.

 

Conceitualmente, os 3 candidatos por enquanto revelam apenas um grande vazio.

 

Veja, leitor (e aprendam, Caiado, Daniel e Eliton), a título de ilustração sobre inteligência de campanha, o que resume a plataforma de Geraldo Alckmin, candidato a presidente, conforme divulgado nesta semana:

 

– Serão três eixos: indignação, solidariedade e esperança.

 

– O da indignação vai explorar o repúdio à corrupção, a percepção de que o Estado é caro e ineficiente e a rejeição ao capitalismo de compadrio.

 

– O da solidariedade, a ideia de que o Brasil não é um país desigual, mas ineficiente.

 

– E o da esperança, a promessa de dobrar a renda dos brasileiros e zerar o déficit primário em dois anos.

 

24 maio

Candidatura Zé Eliton tem falha de articulação no interior, sem prefeitos de expressão e atuantes. Caiado leva vantagem com um eixo muito representativo e até Daniel, com Gustavo Mendanha, está melhor

Na articulação dos municípios para a próxima eleição, a candidatura do governador Zé Eliton está em desvantagem, contando com apenas um prefeito de expressão, porém sem experiência político-eleitoral – Roberto Naves, do PTB de Anápolis, que pode desandar caso o candidato ao Senado pelo partido, Demóstenes Torres, termine fora da chapa governista.

 

Marconi Perillo nunca abriu mão, nas suas campanhas, de uma série de polos de magnetização eleitoral no interior. Zé Gomes, de Itumbiara, sempre foi um dos principais. Levado por uma tragédia, deixou Zé Eliton na mão com o seu sucessor, outro Zé, o Antônio, sem traquejo e politicamente inexperiente.

 

Ronaldo Caiado, estrategicamente falando, está em nítida vantagem. Vejam bem, não estou falando em apoio de maior número de prefeitos, mas em qualidades como liderança e capacidade movimentação, capaz de atrair votos e montar agendas positivas de campanha, além de se situar em cidades geograficamente difusoras. Caiado conta com um eixo formado por Adib Elias, de Catalão; Ernesto Roller, de Formosa; Renato de Castro, de Goianésia; Paulo do Vale, de Rio Verde; e até mesmo Fausto Mariano, de uma pequena cidade, Turvânia, porém extremamente ativo. São eles que estão carregando o MDB do interior para o colo do senador.

 

Daniel Vilela só tem um prefeito de peso, Gustavo Mendanha, com liderança no segundo maior colégio eleitoral do Estado, Aparecida. Além de tudo, fiel até debaixo d’água aos Vilela, a quem deve a eleição.

 

Uma campanha deve ser montada tijolo por tijolo, como se constrói um edifício. Prefeitos são o elo mais fraco do sistema político, mas os melhores e dos municípios mais importantes têm mais músculos e servem mais, até como pilares de uma candidatura a governador.

24 maio

Tudo que um homem público faz deve ser público também. O ex-governador Marconi estaria na Ásia, em uma misteriosa viagem de 20 dias. Por que ele não posta informações e fotos nas suas redes?

O ex-governador Marconi Perillo desapareceu de Goiás, depois de anunciar que estava saindo para uma viagem de 20 dias a países da Ásia, nos quais trataria de temas relacionados com a captação de investimentos para o Estado.

 

Nada mais estranho. Em seus 16 anos de mandato, Marconi passou mais de 220 dias fora do país, chefiando missões comerciais, sempre acompanhado por uma penca de empresários e líderes classistas do setor. Dessa vez, foi sozinho para o exterior.

 

Para complicar ainda mais o enigma, o ex-governador até agora não postou nada nas suas redes sociais, nenhuma informação, nenhuma foto – ao contrário do que sempre fazia em suas viagens pretéritas.

 

Os perfis de Marconi tem apresentado postagens obviamente feitas pela sua equipe, destacando fatos da ordem do dia em Goiás, como a morte do empresário Iberê Monteiro ou a eleição do procurador-geral de Justiça de Goiás, Benedito Torres Neto, para a presidência do Conselho Nacional de Procuradores-gerais.

 

Isso não é normal. Por onde andaria realmente o ex-governador? E fazendo o quê?