Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

23 nov

Serpes/O Popular aponta para eleição liquidada em Goiânia, mostrando que a estratégia de falsear as condições de saúde de Maguito e desinformar sobre a falta de apoio de Iris infelizmente deu certo

As eleições do próximo domingo para prefeito de Goiânia estão decididas: o candidato do MDB Maguito Vilela, mesmo internado em uma UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, sem a menor previsibilidade quanto ao seu estado de saúde, vencerá o representante do PSD Vanderlan Cardoso. É o que aponta a pesquisa Serpes/O Popular publicada nesta segunda, 23 de novembro, a seis dias da data da votação do 2º turno, trazendo o emedebista com um potencial de 60% dos votos válidos.

Ninguém sabe o que o futuro reserva a Maguito, se terá condições físicas para assumir as pesadas responsabilidades do cargo, o que abre a possibilidade da assunção do desconhecido vice Rogério Cruz, e principalmente quais as sequelas que o afetarão. Há uma lista imensa delas para quem recebeu contágio pelo novo coronavírus e sobrevive, principalmente em idade avançada, como é o caso (ele fará 72 anos em janeiro próximo), variando em níveis de gravidade a depender da intensidade com que a doença acometeu o paciente (veja aqui). E o pior de tudo é que, não oferecendo nenhuma resistência genética para a Covid-19, Maguito corre o risco de se reinfectar de novo, como tem ocorrido ao redor do mundo. Uma vida como a que tinha antes, nem pensar. No mínimo, mesmo muito bem biológica e organicamente, ele não poderá se expor e precisará levar uma rotina de isolamento.

Atípico como nunca na história, a eleição na capital saiu da normalidade com o padecimento hospitalar do candidato emedebista, aprofundou-se nesse caminho com as 300 mil abstenções no 1º turno ou um terço do eleitorado e foi desvirtuado com a estratégia de campanha adotada pelo MDB – definida pelo governador Ronaldo Caiado como “marketing da agressão e da mentira”. Informações sobre a saúde de Maguito foram filtradas e trabalhadas pelo partido e pelo filho Daniel Vilela para evitar que afetassem as suas intenções de voto, mas não só. Mentiu-se também sobre o inexistente apoio do prefeito Iris Rezende, o que, conforme nota da coluna Giro, em O Popular, “desagradou a família de Iris”. Para muita gente, não foi mais nem menos do que simplesmente um jogo sujo.

22 nov

Rede de mentiras montada pelo MDB e por Daniel Vilela sobre o estado de saúde de Maguito teve o domingo, 15, dia da eleição, como momento crucial. Vanderlan estava certo ao denunciar uma farsa

De 27 de outubro a 15 de novembro, o Hospital Albert Einstein divulgou apenas seis boletins médicos oficiais sobre o estado de saúde do candidato a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, que, nesse período, foi continuamente anunciado em comunicados do MDB e entrevistas e postagens do filho Daniel Vilela, além de vídeos do médico-genro Marcelo Rabahi,  como em melhora progressiva e perto de uma alta. Pior, muito pior: no dia 15, data da eleição, Daniel Vilela deu uma entrevista por volta das 10 da manhã, mais uma vez comemorando o restabelecimento do pai – que, no mesmo momento (pacientes são avaliados no período da manhã, diariamente, em qualquer hospital), tinha identificada uma piora gravíssima, a ponto de logo a seguir ser reintubado – o que só foi informado depois do fechamento das urnas, às 17 horas, quando não havia mais risco de prejuízo às intenções de voto no emedebista.

Não existe a menor possibilidade de que Maguito estivesse bem de manhã, perto de sair do hospital, como apareceu nas declarações eleitoreiras do filho, porém mergulhando em um quadro negativo no início da tarde, quando voltou a receber ventilação mecânica invasiva e dois dias depois conectado a uma máquina ECMO, que passou a realizar as suas funções vitais. O que houve foi uma farsa, corretamente denunciada pelo candidato do PSD Vanderlan Cardoso, com o objetivo de promover um estelionato eleitoral que corrompeu o resultado do 1º turno – infelizmente bem sucedido até agora.

Não por acaso, a partir de segunda-feira, 16 de novembro, os boletins médicos oficiais do Hospital Albert Einstein passaram a ser diários, ao contrário do que ocorreu nos 19 dias anteriores, quando, como já dito no 1º parágrafo, apenas seis foram emitidos, o que, de uma maneira ou de outra, permitiu que o MDB, Daniel Vilela e o médico-genro Marcelo Rabahi ocupassem espaço com prognósticos otimistas que não tinham a menor base real, mas serviram para alimentar falsas expectativas entre as eleitoras e os eleitores de  Goiânia. Para isso, foi fundamental a colaboração de O Popular, origem de jornalistas que atuam na assessoria de comunicação de Maguito e Daniel e desfrutam até hoje de bom trânsito e capacidade de influência na redação do jornal. Foi isso que levou o veículo a um comportamento jornalisticamente insólito, na segunda, 16 de novembro, ao colocar parênteses em uma entrevista de Vanderlan, supostamente desmentindo com dados sub-interpretados suas afirmações sobre o complô informativo do MDB e da família para desvirtuar com objetivos eleitorais o noticiário sobre a saúde de Maguito, oferecendo argumentos que foram usados intensivamente por Daniel Vilela, em suas entrevistas posteriores, para atacar Vanderlan.

22 nov

300 mil abstenções, nenhum debate entre candidatos e doença de Maguito descaracterizaram totalmente a eleição para prefeito de Goiânia

Goiânia nunca teve uma eleição municipal tão atípica quanto a atual. No 1º turno, foi batido o recorde histórico de abstenções: 300 mil eleitoras e eleitores não apareceram para votar. Ou seja: mais de 30% dos inscritos, o 3º maior percentual de não comparecimento dentre todas as capitais brasileiras. Enquanto isso, o grande número de candidatos inviabilizou os debates, adiados para o 2º turno, quando apenas Maguito Vilela, do MDB, e Vanderlan Cardoso, do PSD, os dois classificados, se enfrentariam e dariam para a população uma amostra do preparo que têm e do que pensam para o futuro da capital, mas… não está acontecendo nem vai acontecer, exatamente em razão da ausência de Maguito, internado em estado grave na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Esses três fatores inusitados – abstenção elevada, zero debates e Maguito hospitalizado – descaracterizaram totalmente o processo de escolha do no novo prefeito de Goiânia.

E é irreversível. Faltam apenas sete dias para o comparecimento às urnas e nada mais pode ser feito. A recusa ao voto deve aumentar, com o reincremento da pandemia que os meios de comunicação confirmam numericamente a cada dia. E Maguito não receberá alta tão cedo nem se recuperará a tempo de mostrar a cara e participar de debates com Vanderlan. Provavelmente nem mesmo para assumir o mandato, se vencer no dia 29 de novembro.

Não há como não concluir: ninguém pode traçar hoje, com um mínimo de certeza, o que está reservado para a gestão administrativa de Goiânia nos próximos meses e talvez anos. Iris Rezende, apesar de toda a propaganda, vai deixar um legado difícil: há dívidas pesadas a serem pagas já em 2021, mediante juros caríssimos, e praticamente todas as suas principais grandes obras adentrarão em atraso no ano que vem, quando a expectativa criada pelo Paço Municipal era a de que seriam inauguradas ainda neste ano. Quase nada do recapeamento prometido das ruas foi feito. Quatro dos maiores projetos de infraestrutura iniciados por Iris estão longe de acabar: Terminal Isidória, BRT, trecho da avenida Leste-Oeste e o complexo viário da avenida Jamel Cecílio. Há um gravíssimo déficit de vagas na educação infantil municipal, prejudicando as mães trabalhadoras de Goiânia. Tudo isso, enfim, não é para amadores. Mas é nas mãos de quem pode terminar.

21 nov

O comedimento, tardiamente, chega ao MDB e a Daniel Vilela: embora entre amigos divulguem que Maguito deve sair do ECMO em 2 dias, evitaram “comemorações” e manipular com foco eleitoral

Daniel Vilela, familiares e amigos próximos estão divulgando que o candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela melhorou, a ponto de estar prevista para os próximos 2 dias a sua descanulação do ECMO, o sofisticado aparelho que o mantém vivo depois que os seus órgãos vitais entraram em falência momentânea diante do ataque do novo coronavírus. Novidade: em circuito fechado. Ninguém está nas redes sociais “comemorando” nada, ao contrário do que acontecia até aqui, quando notícias falsas sobre uma evolução positiva de Maguito e sua iminente alta hospitalar foram transmitidas sem parar para a população, enquanto o paciente… piorava.

O estado de saúde de Maguito, desde que foi contaminado pela nova doença, passou por uma manipulação permanente, cujo objetivo escancarado foi o de não prejudicar as suas intenções de voto. Mentiu-se à vontade. Do momento em que descobriu-se infectado, ele nunca melhorou e evoluiu negativamente até chegar a um ponto de gravidade, no último domingo, data da eleição, em que esteve perto de ir a óbito e foi “salvo na unha”, conforme a expressão de um médico do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, ouvido por um jornalista da TBC.

Anuncia-se a expectativa, que talvez, mais uma vez, possa ser infundada, no sentido de que Maguito possa ser descanulado da ECMO a curto prazo, o que, pelos antecedentes de utilização da tecnologia, parece ser precipitado. Mas isso quem sabe é a equipe profissional que atende ao candidato. Pode ser que sim, pode ser que não. O que é fato é que a situação do emedebista está longe de ser tranquila e que seu principal compromentimento, o dos pulmões, costuma regredir apenas lentamente, não da noite para o dia, mais ainda no caso de um organismo debilitado pela Covid-19.

21 nov

Sem rumo: Adriana Accorsi, que fez papel de coadjuvante no 1º turno e ajudou a atacar Vanderlan, agora vai votar em Maguito. Mas, em Anápolis, o MDB nega apoio a Antônio Gomide

Caíram as máscaras: a candidata derrotada do PT a prefeita de Goiânia Adriana Accorsi anunciou que vai votar no emedebista Maguito Vilela, cuja campanha auxiliou no 1º turno ao partir para cima do representante do PSD Vanderlan Cardoso, acompanhando a onda de ataques deflagrada pelo MDB – que, vale lembrar, aproveitou desonestamente trégua dos adversários diante do padecimento de Maguito com a Covid-19 e abriu artilharia sobre Vanderlan. Ocorre que, em Anápolis, onde o petista Antonio Gomide foi para o 2º turno com o prefeito Roberto Naves, em condições desfavoráveis, o MDB não vai retribuir na mesma moeda, ao negar apoio a Gomide. Neste sábado, 21 de novembro, em entrevista ao Jornal Opção, o candidato do partido na cidade, Márcio Corrêa, 3º colocado no 1º turno, definiu “irreversivelmente” que vai ficar neutro no 2º turno.

Adriana Accorsi fez uma campanha sem alma no 1º turno em Goiânia. Teve muito mais cara de delegada do que de petista, sem comprometimento com as bandeiras sociais da esquerda. Aliás, é o que ela é: policial, não uma humanista. Apareceu muito pouco nas ruas, enquanto, no rádio e na televisão, apresentou-se como uma postulante sem graça e entendiante. Menos quando se tratou de abrir fogo contra Vanderlan, no que acompanhou o conteúdo das agressões do MDB, dando até a impressão de que o mesmo marqueteiro fabricou as bombas lançadas pelos dois partidos. Agora, com o apoio a Maguito, sem retribuição em Anápolis, ela e o PT rasgam a fantasia e confirmam que estavam e continuam unidos em complô com a campanha emedebista para definir a eleição em Goiânia.

21 nov

Expondo-se sem cuidados na campanha de Maguito e ocupando o lugar do vice, Daniel Vilela, que pode ter herdado a falta de resistência genética do pai para a Covid-19, também corre riscos

Vejam a foto acima, leitoras e leitores. Trata-se de um evento de campanha, já nesta semana de 2º turno, em que o presidente estadual do MDB Daniel Vilela recebeu, em nome do pai candidato, o apoio do PROS, do Solidariedade e parte do PRTB. Observem: não há respeito pelas regras recomendadas de distanciamento, que indicam 2 metros entre um e outro como o mais seguro. Pelo menos todos estão usando máscara, embora não seja possível distinguir com clareza os que estão mais atrás. Mesmo assim, é uma aglomeração, uma das piores hipóteses de transmissão em tempos de pandemia ameaçando os brasileiros com uma 2ª onda do novo coronavírus.

Foi um momento como esse ou, enfim, algum compromisso de que participou cumprindo a agenda da campanha do 1º turno,  que infectou o postulante do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela com a  Covid-19 e o levou ao estado de saúde precário a que chegou na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde sobrevive graças a aparelhos que substituem o seu coração, pulmões e rins. Os coordenadores de campanha, a família e o próprio Maguito foram imprudentes e negligentes, já que era conhecida a possibilidade de que ele não tivesse grandes condições orgânicas para enfrentar o vírus insidioso, depois que duas irmãs igualmente idosas morreram acometidas pela doença. Registros fotográficos da movimentação do candidato, publicados nos seus perfis nas redes sociais, o mostravam usando proteção inadequada (escudos faciais de acrílico, sem a máscara de pano) ou mesmo interagindo em reuniões, eventos e visitas sem usar nada, tocando e sendo tocado por pessoas.

Iris Rezende desistiu da reeleição exatamente para fugir de tudo isso, convencido pela família (uma filha é médica) de que não valeria a pena colocar a vida em jogo. Como prefeito, reduziu a sua movimentação e é acompanhado por assessores que diligentemente aplicam álcool líquido e em gel nas suas mãos e roupas. Mas, para livrar-se da Covid-19, sendo bem sucedido, o que Iris fez de importante mesmo foi não se candidatar, diante da sua idade provecta e provável fragilidade. Maguito poderia ter feito o mesmo.

Agora, Daniel Vilela segue cometendo os mesmos erros e correndo um perigo desnecessário. Como a sua constituição física tem parte das características do pai, é óbvio que não pode ser contaminado, deveria estar obedecendo a um certo isolamento e obedecendo a cuidados preventivos rigorosos quando na rua ou em contato com quem quer que seja. Mas ele não está fazendo nada disso, bastando navegar pela sua conta no Instagram para verificar a profusão de situações porque está passando em que há chances teóricas de contágio. É uma temeridade e tanto, dado ao histórico dos seus genes, não fora também um mau exemplo, como a pequena multidão amontoada na foto acima. Uma tragédia, a de Maguito, não precisa ser transformada em duas.

20 nov

No dia eleição, enquanto Daniel Vilela mentia dizendo que Maguito estava melhorando, ele passava pelo momento mais difícil em São Paulo e quase foi perdido, revela médico que o assistia

Em um furo de reportagem, a Televisão Brasil Central ouviu de um médico do Hospital Albert Einstein, cujo nome está mantido em sigilo, integrante da equipe que assiste o candidato a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, que ele passou pelo seu momento mais difícil no domingo, 15 de novembro, quando “salvamos o Maguito na unha” – foi a expressão usada, o que denota o quanto perto esteve de um desfecho trágico.

No mesmo domingo, o filho Daniel Vilela tranquilizava as eleitores e os eleitores goianienses, em uma entrevista na rádio Sagres, por volta das 10 da manhã, assegurando que seu pai estava bem, apresentando melhoras e com indicativo de alta hospitalar a curto prazo. Enquanto transcorria o processo de votação, o candidato foi reintubado logo após essa fala de Daniel – o evento, contudo, só foi tornado público depois das 17 horas, horário de fechamento das urnas, claro, para atender aos interesses eleitorais do MDB e preservar as intenções de voto em Maguito de qualquer dúvida.

A TBC conseguiu o furo depois de enviar o repórter Pedro Henrique Rabelo para São Paulo, onde ele ainda permanece acompanhando de perto a evolução do estado de saúde de Maguito. É o único jornalista de qualquer veículo de comunicação de Goiás presente na capital paulista e no Hospital Albert Einstein para apurar notícias sobre a evolução das condições de saúde do emedebista.

Pedro Henrique Rabelo falou com esse médico do grupo  que atende Maguito, em off. “De todos os momentos em que o paciente esteve na UTI, sem dúvida o momento mais difícil ocorreu no dia da eleição. Houve uma mobilização da equipe médica para reverter o quadro, o que acabou acontecendo”, disse a fonte do Albert Einstein ao repórter da TBC, que pediu para não ter a sua identidade revelada. “No domingo, dia mais complicado, salvamos o Maguito na unha”, acrescentou o médico.

Ou seja: acumulam-se as provas da manipulação desumana e desonesta, além de antiética ao extremo, que o MDB e Daniel Vilela fizeram das informações sobre o real estado de saúde de Maguito, montando uma farsa que foi corretamente denunciada pelo candidato do PSDB Vanderlan Cardoso. O que está havendo em Goiânia é um vergonhoso estelionato eleitoral.

20 nov

Custo do tratamento de Maguito com o equipamento ECMO, tecnologia médica de ponta, é astronômico e pode perdurar por meses até a descanulação, se isso for possível sem óbito

Não há superlativos à altura de definir a gravidade do estado de saúde do candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, que se encontra internado na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, sobrevivendo graças a um equipamento chamado de ECMO (suporte de oxigenação por membrana extracorpórea), uma tecnologia nova e de ponta de uso ainda raro em todo o mundo – reservada, aliás, a quem tem fartura de recursos para cobrir os seus custos, já que podem chegar ao Brasil a R$ 15 mil reais por dia, diante da complexidade dos aparelhos e do grande número de biomédicos multiprofissionalmente especializados para a sua operação.

É por isso que se diz que, em hospitais de Goiânia, Maguito já teria sucumbido. Aqui, não existe ECMO. Em tese, o engenho pode manter vivo por um longo e exagerado tempo alguém acometido por falência do coração, dos pulmões e dos rins ou próximo disso. Normalmente, os raros pacientes que têm acesso ao suporte oferecido pela máquina são colocados nela em estado agudo e permanecem ligados por um mês e meio a dois, isso conforme a experiência internacional. Nada impede, contudo, que esse prazo seja prolongado. Até há pouco tempo, havia registro de menos de duas mil canulações – esse é o nome da ligação do organismo com o ECMO, em todos os países do mundo.

Importante: o ECMO não é uma terapêutica de cura. O seu objetivo é proporcionar sobrevida ao doente, enquanto os tratamentos indicados são administrados, com mais facilidade. É o que ocorre com Maguito. Seus pulmões entraram em colapso em razão da Covid-19, possivelmente com complicações gerais para todo o organismo – que os boletins médicos não revelaram -, em especial o coração e os rins, sobre o quê não se sabe nada. Esse último órgão, no caso do candidato emedebista, passou a ser substituído por uma diálise, através do próprio ECMO, sem necessidade de um novo aparato específico, minorando o sofrimento do doente. Infelizmente, quanto mais avançada a idade, maiores são os riscos.

Maguito não tem consciência de nada. Está em coma induzida, com as suas funções vitais realizadas de forma extracorpórea, o que, implicará, caso se recupere, em um pesado programa de fisioterapia para tentar voltar à normalidade da sua vida, um objetivo talvez impossível. Seus músculos estão sendo fortemente afetados. Haverá pela frente um momento difícil, o da descanulação, ou seja, quando o ECMO  for desligado. O MDB, o filho Daniel Vilela e o médico-genro Marcelo Rabahi se esforçaram e insistem no caminho de atenuar as dificuldades e de criar espectativas de melhora a curto prazo para disfarçar tudo isso e vender uma imagem de melhora próxima e retorno rápido do candidato às plenas condições de saúde. Não é o que o que vai acontecer. O estelionato eleitoral continua.

20 nov

Rescaldo eleitoral(3): com fórmula padrão de marketing, Jorcelino Braga vence nos principais municípios e se consagra como o maior estrategista de comunicação política da história de Goiás

A maioria dos candidatos para quem o marqueteiro e ex-secretário da Fazenda (governo Alcides Rodrigues) Jorcelino Braga trabalhou nas eleições deste, nos principais municípios do Estado, venceu. Braga não dá declarações e não revela para quem presta serviços, mas sabe-se que fez as campanhas vitoriosas de Maguito Vilela (1º turno em Goiânia), Roberto Naves (1º turno em Anápolis), Adib Elias (Catalão), Paulo do Vale (Rio Verde), Humberto Machado (Jataí), Marden Jr. (Trindade) e possivelmente mais alguns, anotando-se que perdeu somente em Senador Canedo, com Divino Lemes (derrotado por Fernando Pellozo).

É um portfólio espetacular, não apenas com relação às eleições deste ano, mas incluindo também um vasto acervo de vitórias passadas (como Iris Rezende em Goiânia, em 2016), que ninguém do ramo ostenta em Goiás. Maguito e Naves, que continuam contando com Braga, caminham para ganhar o 2º turno, engrossando ainda mais o conceito profissional do dono da produtora Kanal Vídeo, hoje perto de se transformar em uma lenda pelo volume de campanhas bem sucedidas que acumula.

A linha de marketing adotada por Braga dispensa invencionices e vai direto ao ponto, com fartura de cenas de eleitores elogiando os candidatos e falas desses sempre com frases curtas e objetivas. Não gosta de promessas exageradas e é adepto da reexposição da biografia de cada cliente, mesmo sobejamente conhecidos como Maguito em todo o Estado ou Adib Elias em Catalão, por exemplo. Os programas de televisão, para todos eles, neste ano, tiveram a mesma estrutura e praticamente o mesmo conteúdo, adaptados a cada cidade, claro. Houve quem criticasse. Mas deu certo. E com duas viradas (Goiânia e Anápolis), o que aumenta a credibilidade – e provavelmente os honorários – do marqueteiro. Um detalhe: se precisar bater, Braga não hesita e mostra a cobra e o pau, como agora com a artilharia que a campanha do MDB abriu contra Vanderlan Cardoso. Não à toa, foi elogiado pelo Jornal Opção por representar, no campo da comunicação, o que Pelé, Messi e Neymar são para o futebol.

Mesmo assim, Braga tem um calcanhar de Aquiles. Ele só conseguiu ajudar a eleger um governador de Estado, Alcides Rodrigues, em 2006, o que foi atribuído, na verdade, muito mais ao prestígio popular elevado que o então governador Marconi Perillo tinha, então, à altura de eleger um poste. O marqueteiro tentou com Demóstenes Torres, Vanderlan Cardoso (2 vezes) e Daniel Vilela, alcançando resultados pífios com todos. 2022, quando provavelmente estará mais uma vez no time do MDB, será a chance para tentar tapar essa brecha do currículo, tudo indica que infelizmente contra um candidato que desde já prenuncia-se como favorito, o governador Ronaldo Caiado.

Atualização, às 12hs, em 20/11: agora há pouco, o site Diário de Goiás divulgou declarações do governador Ronaldo Caiado com críticas à campanha do MDB e ao trabalho do marqueteiro Jorcelino Braga. “O marketing da campanha de Maguito Vilela só usa o horário de rádio e TV para atacar as pessoas e mentir”, resumiu o governador. Essa avaliação tem importância porque os programas de televisão emedebistas estão sendo acusados de faltar com a ética ao aproveitar a trégua aberta pelos adversários em solidariedade ao padecimento do candidato para atacar duramente Vanderlan Cardoso. 

20 nov

Voto em Maguito, em grande parte por compaixão e se ele ganhar, vai entregar a administração de Goiânia para o desconhecido Rogério Cruz, que será tutelado por Daniel Vilela

A eleição para prefeito de Goiânia foi completamente distorcida pela infecção pelo coronavírus do candidato do MDB Maguito Vilela, mais ainda diante da exploração eleitoral que a sua campanha fez e faz dessa tragédia humana, e caminha para entregar a administração da cidade, caso o emedebista conquiste a vitória, ao candidato a vice Rogério Cruz. Trata-se de um político do baixíssimo clero, pastor da Igreja Universal, que aparentemente está muito abaixo das exigências de uma cidade de 1.5 milhão de habitantes e problemas urbanos cada vez mais complexos. Não se sabe quem é.

As goianienses e os goianienses podem e devem colocar no radar: na hipótese de Maguito vencer o 2º turno, quem estará sendo eleito é Rogério Cruz. Isso porque ele, Maguito, internado em estado grave no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, não se recuperará tão cedo e talvez nem se recupere plenamente, escapando de um desfecho ruim, mas perdendo por um tempo indeterminado e quem sabe para sempre as condições físicas e intelectuais para trabalhar em uma atividade pesada como o comando do Paço Municipal – em função dos variados graus de limitação a que estará submetido.

Ou provisoriamente, por meses, ou por um período que não pode ser determinado de antemão que pode alcançar o mandato inteiro, já que a convalescença de pacientes da Covid-19, no estágio a que o candidato do MDB chegou, é algo difícil de determinar com precisão, Rogério  Cruz deve ser guindado ao cargo de prefeito – para o qual ninguém sabe se estará preparando ou conhece o que pensa para a gestão de Goiânia. Uma previsão pode ser feita a partir daí: para não perder o controle da cidade para o segmento evangélico radical, haverá uma pressão do MDB no sentido de impor Daniel Vilela para tutelar o vice prestes a assumir a vaga principal, através de uma posição de destaque no secretariado municipal. Na prática, essa situação já acontece na campanha.

Quais as reais condições do vice para assumir o desafio que o destino está trazendo para ele? É uma resposta que o próprio MDB está se negando a dar, o que só alimenta as suspeitas de que não se trata de uma solução ideal. E Rogério Cruz nem sequer é emedebistas, mas filiado ao Republicanos, que o indicou, por conta das articulações do deputado federal João Campos (que tem forte relação de amizade com Daniel Vilela) para compor a chapa com Maguito.

19 nov

Depois que Vanderlan fez a denúncia de manipulação das informações sobre Maguito, na última segunda, agora todo dia tem boletim médico oficial do hospital. Há pouco, saiu o desta quinta

Ao denunciar a manipulação eleitoral das informações sobre o estado de saúde do candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, o postulante do PSD Vanderlan Cardoso prestou um serviço à transparência em Goiás e talvez no Brasil: obrigou a uma mudança de comportamento a partir da segunda0feira passada, 16 de novembro, quando começaram a ser emitidos diariamente boletins médicos oficiais do Hospital Albert Einstein sobre as condições do candidato. Agora há pouco, nesta quinta-feira, 19 de novembro, o Albert Einstein distribuiu mais um documento dessa natureza, em papel timbrado e devidamente assinado por três profissionais médicos e não apenas pelo genro de Maguito, o dr. Marcelo Rabahi.

Rapidamente, o MDB postou o boletim em seus perfis nas redes sociais, a exemplo do que passou a fazer também de segunda para cá. Antes, nada disso acontecia. O partido distribuía seus próprios comunicados sobre a doença de Maguito, redigidos em linguagem capciosa e sempre indicando a sua melhora contínua e alta iminente, o que nunca ocorreu – porque o paciente, desmentindo as constrangedoras “comemorações” do filho Daniel Vilela e os vídeos do dr. Marcelo Rabahi, foi piorando progressivamente até chegar à substituição de todas as suas funções vitais por equipamentos mecânicos e mais algumas medidas heróicas para tentar salvar a sua vida.

O último pronunciamento do Albert Einstein repete todos os passos que o candidato emedebista deu desde que foi internado na UTI e confirma que ele está submetido a hemodiálise e ligado a um aparelho chamado ECMO, que executa, diante da sua incapacidade orgânica, as suas ações de respiração e bombeamento de sangue. Em uma linha curta, sem maiores detalhes, acrescenta que ele “apresentou sinais de redução do processo inflamatório nos pulmões”.

19 nov

Se não tivesse dinheiro para pagar e em Goiânia, Maguito já teria sucumbido. Máquina ECMO é uma tecnologia recente, só encontrada em hospitais de ponta e caríssimos como o Albert Einstein

O MDB e o filho Daniel Vilela fazem o que podem, desde o 1º turno, para encobrir a verdadeira situação do candidato do partido a prefeito de Goiânia Maguito Vilela. Mas o fato é que ele está em estado gravíssimo, sobrevivendo às custas de aparelhos que substituem suas funções vitais, como respiração, bombeamento de sangue e filtragem renal. Maguito, sem as máquinas às quais está hoje ligado, já teria sucumbido.

Apesar das “comemorações” contínuas, insanas e eleitoralmente malandras de Daniel Vilela, apontando, como o fez novamente  nesta quinta, 19 de novembro, em entrevista à rádio Sagres, para melhoras que nunca acontecem, Maguito está em coma induzido e submetido a um tratamento que não é consenso médico. A ECMO é uma tecnologia recente, que demanda mão de obra altamente qualificada e não é encontrada na maioria esmagadora dos hospitais brasileiros. Digamos, é um tratamento de luxo, reservado a poucos – ou seja, àqueles que têm dinheiro para bancar a conta. Supre, artificialmente, a falência múltipla dos órgãos do doente.

A vida de Maguito, na prática, está no momento fora do seu próprio corpo. As consequências desse tratamento heróico são desconhecidas, mas com certeza o impedirão, caso sobreviva, de levar uma vida habitual para sempre. Atuar como gestor administrativo de uma cidade como Goiânia, nem pensar. Não será possível, isso se superar as suas agruras. Os aparelhos a que ele está conectado fornecem uma sobrevida, mas, ninguém admitirá, com chances escassas de sucesso.

O MDB e Daniel Vilela, sem compaixão pelo pai e paciente, podem, como parecem dispostos, continuar a mentir para tentar ganhar a eleição. Mas é uma desumanidade insistir em uma candidatura de alguém que não tem e jamais terá novamente condições de saúde para uma existência normal, claro, se escapar ao pior. A verdade precisa vir à tona, em se tratando de uma disputa eleitoral pela prefeitura de Goiânia, com reflexos para toda a população e não para uma única família.

19 nov

ECMO (suporte de oxigenação por membrana extracorpórea) em pacientes graves da Covid-19, caso de Maguito, não é consenso médico e menos ainda quanto a introdução de circulação extravenosa

O candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, além de intubado, foi submetido a um ECMO(vejam a foto da máquina acima), ou seja, suporte de oxigenação por membrana extracorpórea, com acréscimo edovenoso, ou seja, sua respiração e sua circulação sanguíneas passaram a ser feitos por uma máquina extracorpórea, tudo isso agravado pelo fato de que os seus rins não conseguiram executar suas funções e tiveram de ser substituídos por outro equipamento, de hemodiálise. Há, no noticiário, um manto de silêncio jogado sobre tudo isso, enquanto, menos o MDB e mais o filho Daniel Vilela, insiste-se em anunciar que a situação é tranquila, que Maguito está melhorando e que, enfim, o eleitor pode votar com tranquilidade no emedebista, no 2º turno, já que ele estará em breve plenamente recuperado e apto a todas e quaisquer atividades que se fizerem necessárias, dando sequência à farsa do 1º turno.

Não é verdade, leitoras e leitores. Maguito, que está em coma induzido e ninguém se atreve a dizer isso, entrou numa fase que, em medicina, é chamada de medidas heroicas, ou seja, procedimentos que muitas vezes não representam consenso médico e funcionam mais como tentativa do que como tratamento seguro, além do efeito agressivo que geram sobre o organismo. É o caso do ECMO, em torno do qual existe muita polêmica, não sendo nem reconhecido, universalmente, como é o mais adequado para pacientes em entraram no estágio terminal da doença, com possível falência múltipla de órgãos. O ECMO, quando anexa a circulação mecânica de sangue, indica quase que uma proximidade do fim. E, em havendo recuperação, há na sequência um problema gravíssimo: a decanulação, ou seja, a retirada das conexões do aparelho com o corpo, momento de risco altíssimo para quem está respirando e e tem o seu sangue bombeado através do mecanismo. Detalhe: antes do ECMO Maguito deve ter passado pelo recrutamento alveolar, outro procedimento dramático, que, se houve, não deu certo.

Este blog tem penetrado a fundo nos aspectos que envolvem o precário estado de saúde de Maguito, mas acertou até agora, inclusive ao denunciar a manipulação eleitoral que o MDB e o filho Daniel Vilela fizeram e em parte continuam fazendo sobre as reais condições do candidato. Na manhã desta quinta, 19 de novembro, Daniel foi à rádio Sagres para mais uma vez afirmar que o pai está melhorando e repetir tudo o que já disse desde que o coronavírus o infectou. É um mentiroso que age de modo indecente quando, mais de 10 vezes desde o começo de tudo, comemorou em suas redes a proximidade da cura e a iminente alta hospitalar, tudo para garantir votos e simpatia. Torcemos todos por Maguito, como por todas as vítimas da pandemia, mas não devemos nos render à hipocrisia do aproveitamento eleitoral do calvário que ele está percorrendo. Isso vai ficar como uma manche na história política de Goiás.

19 nov

Rescaldo eleitoral(2): Para vencer em Trindade, Jânio Darrot, mesmo presidente do partido, escondeu o PSDB e lançou candidato do Patriotas e do padre Robson

De certa forma, é mais um caso de manipulação eleitoral: para vencer a eleição com o vereador Marden Jr. em Trindade, o prefeito Jânio Darrot, também presidente estadual do PSDB, escondeu o partido e apresentou um candidato filiado ao Patriotas, de resto imposto pelo padre Robson – divindade todapoderosa da política trindadense, basicamente por um motivo: além dos fiéis do Divino Pai Eterno que acompanham a sua liderança, ele era dono de uma montanha de dinheiro, que, provavelmente, ainda controla por interpostos representantes na Afipe.

A política em Trindade transformou-se em uma mixórdia, um mero desdobramento dos casos amorosos homossexuais do padre Robson e do seu poder financeiro. O nome inicial da sua preferência seria o atual vice-prefeito Gleyssom Cabrini – ele e mais dois irmãos mantinham relacionamento íntimo e negocial com o religioso, em uma espécie de ménage à quatre, mas, como ocorre entre namorados, entraram em desavença, o que beneficiou o jovem rapagão Marden Jr., cuja esposa trabalhou como secretária e figura próxima do falso profeta da romaria. Em Trindade, tudo girava e ainda gira em torno do padre Robson, dos seus casos sexuais e dos das suas operações capitalistas e bem pouco católicas que movimentam bilhões de reais, conforme demonstrado pelo Ministério Público. O prefeito Jânio Darrot é e sempre foi um parceiro muito ativo de tudo isso.

Partido que conquistou a ojeriza do eleitorado de Goiânia, o PSDB sofre em Trindade com os reflexos geográficos dessa rejeição. Apesar de presidir estadualmente a legenda, Jânio Darrot sinalizou para todo o Estado que o melhor, para ter uma chance nas eleições, seria fingir distância dos tucanos. Foi o que fez. Resultado: a sigla encolheu, caindo para apenas 20 prefeitos eleitos, dentre os quais o de Trindade é o único de alguma importância – e não em função da política, mas em razão de sexo e dinheiro.

19 nov

Devido a gravidade do seu caso, Maguito, sobrevivendo, vai gastar entre 6 a 12 meses para chegar a um ponto mínimo de recuperação e passará o resto da vida sob cuidados médicos intensivos

A máquina de manipulação eleitoral do MDB, apoiada agora por inocentes úteis como o candidato derrotado do PSDB Talles Barreto, desdobra-se nesta semana, a poucos dias da data do 2º turno, em rotular como falta de compaixão qualquer comentário ou análise sobre o estado de saúde do candidato do partido a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, no momento internado sob avaliação de extrema gravidade e resistindo através de aparelhos na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, um dos mais caros do Brasil, em São Paulo.

O alvo prioritário do emedebismo é o candidato do PSD Vanderlan Cardoso, que também foi classificado para o 2º turno. É ostensivo o direcionamento com o objetivo de faturar política e eleitoralmente o sofrimento de Maguito, quando o racional seria uma discussão aberta e sem preconceitos sobre as suas verdadeiras condições atuais e perspectivas para a sua futura recuperação – um processo delicado que provavelmente o impedirá de exercer com plenitude as funções de prefeito da capital, caso vitorioso no dia 29 próximo.

Não há certezas sobre o que acontece com pacientes da Covid-19 que chegam ao ponto em que Maguito chegou e escapam vivos. Cada caso é um caso. Porém, não persistem dúvidas sobre os cuidados de que, a partir de então, deverão ser alvo. Um prazo de 6 meses, podendo se estender a um ano, é o menor que se pode pretender para um restabelecimento mínimo. Alguns precisam reaprender a falar e a deglutir alimentos e bebidas. Isso não volta da noite para o dia. Maguito também estará exposto a uma lista imensa de sequelas, algumas danosas, como AVCs e tromboses. Não é de se descartar, portanto, a hipótese de que alguém nesse nível de fragilidade não tenha qualquer habilitação física e intelectual para trabalhar como gestor administrativo de uma cidade do tamanho de Goiânia.

Ao contrário do que disse o deputado Talles Barreto, em acusações irrefletidas contra Vanderlan, não é “falta de compaixão” abordar esse assunto. É, antes, uma obrigação de todos os que se preocupam com a prevalência de um debate político sério e vinculado aos interesses coletivos. Mais: é um dever cívico, quando o próprio MDB é que mostrou “falta de compaixão” ao explorar a doença do seu candidato e, como está sobejamente provado, desvirtuar descaradamente o noticiário sobre as suas difíceis circunstâncias depois da Covid-19. Fizeram isso no 1º turno e continuam fazendo, muito embora a coordenação da campanha emedebista tenha recuado para uma posição mais discreta, abrindo espaço para que Daniel Vilela siga furiosamente repetindo inconsequências, como o fez em entrevista ao Jornal Opção nesta quarta, 18 de novembro, ao informar que esteve em São Paulo e que pai “está melhor” – apesar de intubado e com as suas funções vitais executadas por aparelhos, lembrando que, em todas as suas manifestações, até agora, “melhor” foi usado no lugar de “pior”.

Ganhar a eleição, para o MDB e para Daniel Vilela, não tem preço.