Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

04 out

Salve-se quem puder(22): candidato a deputado federal pelo PSD, que está na coligação do PSDB, Francisco Jr. foi prevenido e nunca colocou nome de Zé, Marconi e Lúcia no seu material de campanha

Apoiado pelas comunidades de base da Igreja Católica, o deputado estadual federal Francisco Jr. lançou-se à Câmara Federal pelo PSD, partido que está coligado com o PSDB. Ninguém duvida: ele será um dos mais votados, tanto que, em Goiânia, por exemplo, é um dos candidatos que mais têm carros com o seu adesivão pregado no vidro traseiro.

 

Prevenido, Francisco Jr. parece ter enxergado antes a derrota total que se aproxima para a chapa majoritária do PSDB. Ele nunca colocou os nomes de Zé Eliton, Marconi Perillo e Lúcia Vânia no seu material gráfico e assim reduziu significativamente o desgaste para a sua campanha, que é solo desde o início, ao contrário de outros candidatos que só agora acordaram para a imposição de se desligarem do desastre eleitoral que se aproxima.

 

Sobreviver a qualquer custo é a palavra de ordem entre os postulantes a deputado federal e estadual da base governista.

04 out

Salve-se quem puder(21): Armando Vergílio e o filho Lucas livram-se de Zé Eliton, Marconi e Lúcia no seu material de campanha e tentam sobreviver em meio a debacle da base governista

O pai, Armando, é candidato a deputado estadual. O filho, Lucas, tenta a reeleição para a Câmara Federal. Ambos, pelo Solidariedade, partido que integra a coligação liderada pelo PSDB. Os dois, com material gráfico de campanha falando só neles(confira as fotos acima). A família Vergílio está unida na política e na estratégia comum para sobreviver à tempestade que se anuncia para a base governista no próximo domingo, com a derrocada da candidatura de Zé Eliton ao Palácio das Esmeraldas e de Marconi Perillo e Lúcia Vânia ao Senado.

 

Não há referência a Zé, Marconi e Lúcia na campanha dos Vergílio. Seguindo o exemplo da maioria dos candidatos proporcionais, eles trataram de minimizar os desgastes descolando-se da chapa majoritária, que, a esta altura, parece destinada ao malogro nas urnas que se aproximam.

 

Ao se livrar do peso que pode arrastá-los para o fundo, Armando e Lucas só querem sobreviver politicamente. É normal.

04 out

Programas eleitorais terminaram, mas o “horário” da Operação Cash Delivery continua no ar: nesta quinta, reportagem de 8 minutos no Bom Dia, Goiás mostra mais provas e é arrasadora para Marconi

Terminou o horário eleitoral no rádio e na televisão, mas os “programas” da Operação Cash Delivery continuam rodando: na manhã desta quinta-feira, o Bom Dia, Goiás exibiu uma reportagem de oito minutos sobre as ações policiais que levaram à prisão do ex-tesoureiro de Marconi Perillo e atual coordenador-geral da campanha de Zé Eliton, o ex-presidente da Agetop Jayme Rincón.

 

O Bom Dia, Goiás teve acesso ao processo – na Justiça Federal – que investiga as propinas da Odebrecht pagas a Marconi, através de Rincón, mostrou grampos telefônicos e novamente a montanha de dinheiro que foi apreendida na casa do motorista do mais ilustre hóspede do cárcere da Polícia Federal em Goiânia, no momento. As imagens são chocantes(veja o vídeo completo acima). No final, o apresentador do telejornal afirma – com todas as letras – que o ex-governador tucano só não foi preso porque se beneficiou de um dispositivo da legislação eleitoral que proíbe a detenção de candidatos entre 15 dias antes a até dois dias após o pleito.

 

Desde sexta, quando os endereços de Marconi foram vasculhados pela PF e Rincón foi preso, a Operação Cash Delivery tem o maior tempo de rádio e televisão da presente campanha eleitoral em Goiás. E pelo jeito vai continuar até o dia da eleição, para azar da tucanada estadual.

04 out

Risco de prisão após a eleição: em despacho, juiz da Operação Cash Delivery refere-se a Marconi como “o líder da organização (criminosa) e destinatário dos valores das propinas”

O ex-governador Marconi Perillo corre risco de ser preso, por ordem da Justiça Federal, logo após as eleições, quando, passados dois dias, vence a proibição estabelecida pela legislação eleitoral para a privação de liberdade de candidatos.

 

No despacho em que transformou a prisão temporária de Jayme Rincón em preventiva, o juiz Rafael Ângelo Slomp afirma que a apreensão de mais de R1 milhão em dinheiro vivo na casa de Rincón e na de seu motorista comprova que a organização criminosa continua em atividade e precisa ser detida.

 

O mais grave vem a seguir: segundo o juiz, acatando a exposição e as provas apresentadas pelo Ministério Público Federal, o ex-governador Marconi Perillo é “o líder da organização e destinatário dos valores das propinas”. É essa a sinalização que pode levar à decretação da prisão preventiva de Marconi, logo após as eleições, “para acautelar as investigações e cessar a atualidade das ações” da quadrilha, como escreveu o magistrado, referindo-se à necessidade da preventiva de Jayme Rincón.  Traduzindo tudo isso em linguagem usual: por similaridade, um risco muito grande paira sobre a cabeça do ex-governador.

04 out

Salve-se quem puder(20): nas redes sociais, colinha eleitoral distribuída por Vecci, presidente estadual do PSDB e candidato a deputado federal, não inclui os números de Zé Eliton, Marconi e Lúcia Vânia

Na reta final das eleições, é forte o movimento de descolamento dos candidatos proporcionais da coligação liderada pelo PSDB, que procuram se desvincular da chapa majoritária e pararam de citar os nomes de Zé Eliton, Marconi Perillo e Lúcia Vânia em seu material de campanha.

 

Zé, Marconi e Lúcia estão em desvantagem nas pesquisas e caminham para uma derrota no próximo domingo. Pior ainda: Zé perde no 1º turno.

 

Veja acima a colinha eletrônica distribuída nas redes sociais pelo candidato à reeleição à Câmara Federal e presidente do diretório estadual do PSDB Giuseppe Vecci. Ele ensina o eleitor a preencher o seu número, mas deixa em branco o espaço destinado ao governador e senadores.

 

É cada um por si e Deus por todos na base governista.

04 out

Horário eleitoral no rádio e televisão terminou nesta quarta-feira à noite sem produzir nenhum resultado para Zé Eliton e Daniel Vilela

O horário eleitoral no rádio e na televisão terminou nesta quarta-feira à noite sem produzir nenhum resultado para Zé Eliton e Daniel Vilela. Segundo as pesquisas de credibilidade, os dois atravessaram os 45 dias de programas no palanque eletrônico estacionados onde sempre estiveram, isto é, empatados em 2º lugar na faixa de 10 a 13% das intenções de votos, mais de 30 pontos atrás de Ronaldo Caiado, o líder, que se situou o tempo todo entre 40 a 47%.

 

Seja pela mediocridade do marketing que apresentaram seja pelo desinteresse e apatia do eleitorado, o fato é que as esperanças dos candidatos tucano e emedebista – que esperavam reagir a partir da sua exposição principalmente na telinha – foram em vão.

 

Nem os programas nem as pílulas de 30 segundos, espalhadas durante todo o dia, de nada adiantaram.

03 out

Despacho de juiz federal afirma que nomeação do cunhado Sérgio Cardoso para o TCM prova que Marconi exerce influência sobre o governo Zé Eliton – e por isso ele continua como alvo da investigação

Na justificativa para a decretação da prisão preventiva do presidente licenciado da Agetop Jayme Rincón, o juiz federal Rafael Ângelo Slomp emite sinais de que a medida, logo após o prazo legal em que candidatos não pode ser presos, tem possibilidade de ser decretada contra o ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo.

 

Veja, textualmente, o que o magistrado afirma:

 

“A apreensão de mais de  R$ 1 milhão de reais (em poder de Jayme Rincón e do seu motorista), sedimentada nos elementos de prova descritos na decisão que ensejou a deflagração da operação, são elementos suficientes a ensejar a decretação da prisão preventiva dos investigados, com o intuito de desarticular a ORCRIM investigada. Ademais, outros elementos indiciários robustecem a necessidade da custódia preventiva para fins de desarticular a referida organização, como conteúdo da informação de policia judiciária 1690/2018, que dá conta o motorista MARCIO GARCIA DE MOURA sequer tomou partido na contratação de causídico. Ressalte-se que MARCIO preferiu manter-se em silêncio em seu interrogatório, a apresentar versão que explicasse ou justificasse a origem e a posse da quantia encontrada em sua residência, seguindo orientação de advogado”.

 

“Tais fatos demonstram que a organização criminosa, além de estar atividade, vem adotando medidas de autoproteção, evitando a elucidação fatos, e por conseguinte, o seu desbaratamento”.

 

“Ressalte-se o poder de influência daquele apontado como o líder da organização e destinatário dos valores das propinas – o ex-governador MARCONI PERILLO, que exerce forte influência no Governo do Estado, apontando-se como  prova a nomeação de seu cunhado, SÉRGIO CARDOSO, ao cargo Conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás, fato que demonstra tanto seu poder sobre seu sucessor, quanto sobre a casa Legislativa do Estado”.

 

Marconi tem ou não motivos para ficar de cabeça quente?

03 out

Cinco dias depois da prisão de Jayme Rincón e só após a decretação da sua preventiva, governador Zé Eliton se mexe e o demite da presidência da Agetop

O governador Zé Eliton finalmente demitiu o empresário e seu coordenador-geral de campanha Jayme Rincón da presidência da Agetop, a agência que coordena todas as obras estaduais e administra um orçamento milionário.

 

A exoneração veio depois de transcorridos cinco dias desde a prisão de Rincón, na manhã da última sexta-feira, 28 de setembro, no curso da Operação Cash Delivery, que investiga o pagamento de propinas ao ex-governador Marconi Perillo.

 

O decreto de demissão, segundo o Palácio das Esmeraldas, sairá no Diário Oficial desta quinta-feira, 4. No debate entre os candidatos a governador, na TV Anhanguera, na noite de terça-feira, 2, Zé Eliton passou por um momento de constrangimento quando Weslei Garcia, do Psol, perguntou a ele até quando Jayme Rincón continuaria recebendo o salário de presidente da Agetop.

03 out

Salve-se quem puder(19): em queda nas pesquisas, Marconi promove nesta quarta evento de mobilização para a sua candidatura em Goiânia e não chama Lúcia Vânia

O ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo promove um grande evento de mobilização a favor da sua candidatura, nesta quarta, no fim do dia, no Clube Cruzeiro do Sul, na região central de Goiânia.

 

Os convites postados nas redes sociais mostram, em primeiro plano, a foto de Marconi e, logo atrás, Zé Eliton e Raquel Teixeira(print acima). Não há menção ao nome da senadora Lúcia Vânia nem qualquer imagem sua. A propósito, nem Zé nem Raquel confirmaram presença.

 

As notícias que correm dão conta de divergências profundas entre as campanhas de Marconi e Lúcia Vânia, os dois em queda nas pesquisas já antes da deflagração da Operação Cash Delivery, que atingiu principalmente o ex-governador tucano e o derrubou para o 4º lugar, segundo a última pesquisa do instituto Grupom. Mas está claro que tanto candidatos proporcionais quanto majoritários da coligação liderada pelos tucanos entraram em ritmo de cada um por si – e seja o que Deus quiser no próximo domingo.

03 out

Fundamentos da Justiça Federal para a preventiva de Jayme Rincón (continuou deliquindo e estava obstruindo as investigações) servem também para a decretação da prisão de Marconi, após a eleição

O ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo vai pisar sobre brasas daqui até a próxima quarta-feira, quando vence o prazo da legislação eleitoral durante o qual candidatos não podem ser presos.

 

Em queda nas pesquisas (caiu para o 4º lugar no último levantamento do Grupom) e com a rejeição em alta (mais de 50%, segundo o mesmo instituto), Marconi tem todos os motivos para se arrepiar desde já: além da derrota, pode acabar hospedado junto com o seu ex-tesoureiro Rincón no prédio da Polícia Federal em frente ao campo do Goiás Esporte, no setor Marista.

 

Nesta quarta, a Justiça Federal liberou a íntegra do longo despacho do juiz federal Rafael Ângelo Slomp, com 34 páginas, onde ele analisa as provas colhidas até agora no curso das investigações da Operação Cash Delivery. E duas conclusões do magistrados são preocupantes para Marconi: 1) o novo rumo que o inquérito tomou com a descoberta de mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo nas casas de Rincón e do seu motorista, comprovando que a “atividade delitiva” do grupo continua e 2) o fato de Rincón ter apagado parte da sua caixa de emails, o que significa que ele está agindo para ocultar provas e obstruir as apurações. Esses dois argumentos podem, sim, ser utilizados para justificar um pedido de prisão temporária ou mesmo preventiva contra Marconi, já que o despacho do juiz Rafael Ângelo Slomp também consigna que o ex-governado é o líder do grupo que trocou favores governamentais por propinas e, mesmo afastado da administração, continua exercendo forte influência sobre o atual governador, Zé Eliton.

03 out

Mesmo com a decretação da prisão preventiva de Jayme Rincón, governador Zé Eliton não o demite da presidência da Agetop, da qual ele se encontra apenas licenciado

Há algo estranho acontecendo na esfera do governo do Estado: o empresário sem empresa Jayme Rincón segue como presidente licenciado da Agetop, o órgão responsável por todas as obras estaduais, mesmo estando recolhido pela Polícia Federal e mesmo depois de ter a sua prisão convertida em preventiva, o que significa que não tem nada para ser liberado.

 

O governador Zé Eliton, assim que Rincón foi preso, deveria ter assinado a sua exoneração, como recomendam as normas de prudência e de absoluta correção dos negócios públicos. Mas não o fez. Em tese, a licença do presidente da Agetop vencerá nos próximos dias e ele, mesmo preso, estará de volta ao comando da agência.

 

O hóspede ilustre da Polícia Federal de Goiânia é um arquivo vivo e não pode ser melindrado.

03 out

Salve-se quem puder(18): Célio Silveira, candidato a reeleição à Câmara Federal, não pede votos para Zé Eliton, Marconi e Lúcia Vânia no seu visual de campanha

Um dos candidatos mais cotados para a Câmara Federal, Célio Silveira, de Luziânia, que é do PSDB e disputa a reeleição, não incluiu os nomes de Zé Eliton, Marconi Perillo e Lúcia Vânia no seu visual de campanha.

 

Em um comitê de Célio Silveira na avenida 85, em Goiânia, nada na decoração faz referência à chapa majoritária. E veja o exemplo acima, leitor: em um card promocional distribuído nas suas redes sociais, o deputado faz a sua propaganda, exclusivamente, esquecendo-se estrategicamente dos seus companheiros de campanha.

 

Nos últimos dias, Zé Eliton, Marconi e Lúcia sumiram do material gráfico dos candidatos proporcionais da chapa governista. É o instinto de sobrevivência em plena atuação.

03 out

Último dia dos programas no rádio e na televisão: palanque eletrônico não teve o efeito que Zé Eliton e Daniel Vilela esperavam e, se serviu para alguma coisa, foi para manter Caiado em 1º lugar

Esta quarta-feira marca o último dia dos programas eleitorais no rádio e na televisão. Antes do seu início, a esperança de candidatos como Zé Eliton e Daniel Vilela, que começaram a campanha atrás e assim continuam até hoje, era no sentido de uma reviravolta a partir da exposição proporcionada pelo horário gratuito – mas as expectativas se frustraram.

 

Zé e Daniel não conseguiram crescer um ponto que seja por conta do palanque eletrônico. Os programas, se serviram para alguma coisa em Goiás, foi para manter a folgada liderança de Ronaldo Caiado, que se manteve na faixa dos 40 a 47% das intenções de voto, conforme o instituto que fez a pesquisa. O tucano e o emedebista seguiram estagnados e empatados no 2º lugar, na faixa dos 10 a 13% das intenções de voto.

 

O horário eleitoral no rádio e na TV não é mais o que era. O eleitor, apático e hostil diante dos políticos, não se interessa e não assiste. Além disso, aqui no Estado, nunca teve influência decisiva em qualquer eleição. Sempre refletiu, na verdade, o que estava colocado na sociedade e nunca foi capaz de criar tendências ou estimular definições. Quem apostou na sua eficácia, perdeu.

03 out

Salve-se quem puder(17): em Goianésia, cidade onde o Tempo Novo fez seu primeiro comício, em 1998, dr. Hélio de Sousa faz campanha sem mencionar Zé Eliton, Marconi e Lúcia Vânia no seu material gráfico

Em 1998, o primeiro comício da campanha do jovem Marconi Perillo foi realizado em Goianésia. O evento se tornou costume e foi repetido como ato de abertura de todas as jornadas eleitorais do grupo, inclusive neste ano, quando Zé Eliton fez na cidade a sua primeira grande concentração popular.

 

Mas nada é para sempre: olha só o material gráfico do dr. Hélio de Sousa, deputado estadual e candidato à reeleição, um dos mais cotados do seu partido, o PSDB. Não há referência nem a Zé Eliton nem a Marconi Perillo nem a Lúcia Vânia – que compõem a chapa majoritária tucana, hoje em marcha batida rumo à derrota no próximo domingo.

 

Não há tradição que resista à iminência de um desastre nas urnas

03 out

Reação de Marconi à Operação Cash Delivery mira apenas o seu público apaixonado cativo e ignora a sociedade em geral – e por isso é insuficiente e contribui para a sua derrota

Depois da deflagração da Operação Cash Delivery, na manhã da última sexta-feira, 28 de setembro, o ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo abriu uma ofensiva junto à militância tucana e a setores que tradicionalmente apoiam o seu nome, como, por exemplo, entidades empresariais tipo a FECOMÉRCIO, a FIEG ou a ACIEG.

 

É mais um erro, dos tantos que ele vem cometendo nesta campanha. Somente com os seus seguidores apaixonados cativos e com segmentos da elite do Estado Marconi jamais conseguirá se eleger para o Senado depois do impacto da Operação Cash Delivery. É importante notar que o ex-governador já vinha mal nas pesquisas, empatado com Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso e exibindo uma rejeição estratosférica – que na última pesquisa Serpes, feita antes da ação da Polícia Federal, já ultrapassava os 40%.

 

Agora, conforme o último levantamento do Grupom, que foi a campo depois da agenda policial de sexta passada, o repúdio a Marconi superou a inacreditável barreira dos 50%. Tudo isso significa que, para ser conduzido ao Senado, em uma conjuntura de agruras, não bastam a militância nem muito menos sindicatos de empresários. É preciso mais, inclusive o voto de quem, hoje, prefere Ronaldo Caiado para governador (a maioria dos goianos). Como Marconi recusou-se a dar as explicações necessárias, preferiu denunciar uma improvável conspiração contra a sua candidatura e se agarrou ao seu mundo fechado de aficcionados, não é difícil prever que o resultado das urnas será o pior possível.

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