Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

19 nov

Em ato falho ou não, vice Rogério Cruz fala como prefeito e dá Maguito como página virada (e postado no próprio perfil oficial do MDB no Instagram)

19 nov

Mais uma prova da manipulação de informações sobre Maguito: depois da eleição, boletins médicos passaram a ser divulgados diariamente, em papel timbrado do Albert Einstein e assinado por 3 médicos

Desde a última segunda, 16 de setembro, boletins médicos oficiais sobre as condições de saúde do candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela passaram a ser divulgados diariamente, no fim da tarde. O documento é emitido em papel timbrado do Hospital Israelita Albert Einstein e assinado por três médicos, um deles o dr. Marcelo Rabahi, que também é genro de Maguito. Como destaque, a linguagem adotada é rigorosamente técnica e não dá margem a criação de expectativas, em qualquer sentido, para o bem ou para o mal, sobre a evolução do paciente.

É, em tudo, o contrário do que aconteceu até o domingo, 15 de novembro, data da eleição. Até esse momento, não houve divulgação de boletins oficiais por conta o hospital, mas sim de comunicados do MDB, redigidos com a intenção ostensiva dar a impressão de que uma melhora e até mesmo uma alta seriam iminentes. Além disso, só se tinha conhecimento do estado de Maguito através de declarações e “comemorações” do seu filho Daniel Vilela, em postagens nas redes sociais, anunciando que o pai, em breve, estaria de volta ao convívio de todos, ou então mediante vídeos do médico-genro, sempre paramentado com roupas hospitalares para criar uma aura de credibilidade, também, tal qual Daniel Vilela, assegurando que tudo ia bem e que a cura estava a caminho.

Isso mudou radicalmente. Agora, reina a sobriedade e uma clareza maior sobre o que ocorre na UTI do Albert Einstein. O MDB nunca mais distribuiu qualquer comunicado sobre o assunto. O dr. Marcelo Rabahi sumiu das mídias sociais, atitude, aliás, profissionalmente correta, embora adotada tardiamente. Daniel Vilela deixou de fazer festa pela recuperação que nunca houve de Maguito e dá prioridade, no momento, a ataques ao candidato do PSD Vanderlan Cardoso, adversário do MDB no 2º turno em Goiânia, mantendo, nesse caso, a mesma estratégia de manipulação eleitoral, porém sem envolver o pai internado. Sobre a saúde dele, nem um pio, mesmo tendo viajado para São Paulo e tomado conhecimento, de perto, da situação terrível em que se encontra nos últimos dias, submetido à realização das suas funções vitais através de equipamentos extracorpóreos. Não resta a menor dúvida: o que houve sobre a divulgação do calvário hospital de Maguito, nbo 1º turno, foi mesmo uma farsa.

19 nov

Rescaldo eleitoral(1): Derrota de Priscila Tejota para a Câmara e partido com apenas 6 prefeitos eleitos enfraquecem Lincoln Tejota e sinalizam para troca do vice na chapa da reeleição de Caiado

A chapa da reeleição do governador Ronaldo Caiado em 2022 caminha para uma nova configuração, com a substituição do atual vice Lincoln Tejota por nomes de maior densidade política, a exemplo do presidente da Assembleia Legislativa Lissauer Vieira e do prefeito de Catalão Adib Elias. Tejota saiu das eleições municipais do domingo passado muito enfraquecido, depois que a sua ex-mulher, que carrega o seu sobrenome, Priscila Tejota perdeu a vaga de vereadora do PSD na Câmara de Goiânia e o seu partido, o Cidadania, conseguiu emplacar apenas seis prefeitos, em cidades sem peso eleitoral.

Entre interlocutores próximos a Lincoln Tejota, reina a impressão de que ele se desinteressou pela política e que aguarda apenas o desdobramento das articulações que visam a indicação do seu nome para a substituição do seu pai, Sebastião Tejota, no Tribunal de Contas do Estado. Ele já contaria com tempo legal para a aposentadoria. O projeto político da família teria continuidade com a volta do conselheiro às disputas eleitorais, como candidato  a deputado federal em 2022.

A condução de Lincoln Tejota ao TCE não é  tranquila, em razão de dois fatos: 1) a repercussão negativa natural que a troca do cargo entre parentes fatalmente acabará provocando, ainda mais quando se lembra que a operação depende da participação do governador Ronaldo Caiado, que tem preocupações acentuadas com questões éticas e 2) o precedente negativo da nomeação de Sérgio Cardoso (cunhado do ex-governador Marconi Perillo) para o Tribunal de Contas dos Municípios, que acabou pegando mal e influenciando o resultado negativo que o PSDB teve nas urnas em 2018.

18 nov

Eleição em Goiânia está totalmente distorcida com um dos dois finalistas internado em estado grave e sob risco de, mesmo se salvando, carregar sequelas que impedirão para sempre uma vida normal

Quanto mais grave o ataque da Covid-19, mais sérias são as sequelas para os pacientes acometidos, na maioria dos casos impedindo para sempre uma vida normal. Esse é o melhor prognóstico que se pode fazer hoje para o candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, em estado gravíssimo em uma UTI de um dos hospitais mais caro do país, em São Paulo, Espera-se que, com as bênçãos divinas, consiga melhorar o mais rápido possível, embora as expectativas infelizmente não indiquem esse caminho, já que se encontra com suas funções vitais executadas por equipamentos extracorpóreos – coração, pulmões e rins.

O padecimento de Maguito, não por sua intenção direta, distorceu completamente as eleições em Goiânia, ainda mais diante da manipulação ostensiva que o MDB e o filho Daniel Vilela fizeram e ainda fazem com a sua doença, em alguns momentos beirando a irresponsabilidade. Não pararam e continuam insistindo nessa estratégia, apesar dos esclarecimentos que finalmente chegaram, sob pressão, para evidenciar que o quadro de saúde do candidato é delicadíssimo, ao contrário de tudo o que foi dito durante semanas. Isso nunca vai ser esquecido e ficará na memória coletiva como um mau exemplo de comportamento político que optou pela desapiedada e arriscada exploração do sofrimento de um ser humano – e há algumas culpas, sim, nessa história, na medida em que Maguito foi levado, por imprudência própria, da sua família e do seu partido, a uma exposição em campanha eleitoral que previsivelmente abriu as portas para a infecção pelo vírus insidioso.

Em uma doença com a severidade da que arrasta Maguito, ainda que se salve, as consequências futuras serão pesadas. As chamadas sequelas incluem uma fragilização física que torna o organismo vítima fácil de uma série de males, sem falar em desdobramentos neurológicos que vão pela amnésia, insônia, fadiga crônica e uma infinidade de sintomas aliás descritos em uma ampla reportagem, nesta quarta, 18 de novembro, pelo portal UOL (veja aqui). A lista é extensa. O risco de morte passa a acompanhar quem vive uma experiência dolorosa como a de Maguito, se escapar e não passar a dar atenção total à sua saúde.

Tudo isso tem como resultado um painel de problemas para a gestão administrativa da capital, na hipótese bem concreta de vitória do MDB com um candidato que provavelmente estará incapacitado para uma vida plena, a menos que se beneficie de algum milagre e restabeleça sem maiores danos a sua incolumidade orgânica, o que é uma alternativa distante. Só a recuperação dos prejuízos trazidos pelos agressivos procedimentos mecânicos a que está sendo obrigado exigirá meses e meses de fisioterapia e outros treinamentos de reabilitação, até mesmo em relação a ações simples como respirar ou falar. Meses que poderão se prolongar por anos. Haverá um preço a pagar e a recomendação é que permaneça sob acompanhamento médico intensivo e não mergulhado em um trabalho complexo como a gestão da 2º maior máquina pública do Estado. Essa é a verdade. E o que Goiânia tem com isso?

Tudo. As coisas, na atual eleição, pegaram um rumo muito ruim. O pleito foi emocionalizado pelo calvário percorrido por Maguito, com os fortes estímulos da campanha do MDB e do filho Daniel Vilela, atrás de uma vitória a qualquer custo, mesmo sinalizando estragos para a população e ameaças ao bem estar do candidato. É preciso abordar esse assunto com clareza e até alguma coragem, afastando as paixões e os interesses mesquinhos de poder acima de tudo. Sobrevivendo e ganhando a eleição, o que Maguito terá pessoalmente pela frente? Uma trilha de sacrifícios que diminuirá as suas expectativas de vida, em não se cuidando adequadamente. Isso está errado e não pode mais ser ignorado.

18 nov

Hospital quebrou regra ao permitir visita de Daniel Vilela ao pai, na UTI, quando até foi irregularmente usado um celular para registrar uma foto. Ou então tratou-se de mais uma mentira

O Hospital Israelita Albert Einstein quebrou, no dia 10 de novembro, uma das regras de ouro que disciplinam a internação de pacientes vítimas da Covid-19: permitiu o ingresso de Daniel Vilela na dependência de UTI onde o seu pai Maguito estava internado. Muito pior: em ambiente médico controlado com rigor, Daniel conversou com Maguito e sacou um celular para registrar uma foto, em seguida publicada nas suas redes sociais.

O texto é claramente mais uma demonstração das fraudes que se acumularam no processo de divulgação de informações sobre o estado de saúde do candidato do MDB a prefeito de Goiânia. Confiram, leitoras e leitores, o que o presidente estadual do MDB escreveu, letra por letra, a 5 dias da data da eleição, em um post cuja cópia, no perfil de Maguito no Ig, foi impulsionado mediante pagamento para atingir potencialmente 1 milhão de pessoas: “Olha quem pediu pra fazer uma foto hoje agradecendo a torcida e orações de todos vocês! 😊 O estado de saúde de @maguitovilela segue evoluindo de forma bastante positiva. Ele está utilizando pouco suporte de oxigênio, o que mostra uma recuperação da capacidade pulmonar, e aumentou a intensidade dos exercícios de fisioterapia. E já está bem ansioso pra retomar suas atividades. Em breve teremos Maguito de volta!”. Poucos dias depois, Maguito voltou a ser intubado e encontra-se em estado gravíssimo.

Não só na UTI do Albert Einstein, mas em qualquer parte das suas instalações onde são abrigados pacientes adultos do novo coronavírus, é expressamente vedada qualquer visita ou a presença de acompanhante. A proibição é total e consta da normatização publicada pelo hospital em seu site, na seção intitulada “Horário de Visitas”. Na UTI, são seguidos protocolos rígidos. Nos casos em que é permitido acesso, o visitante é obrigado a usar uma paramentação composta por máscara, avental e luvas, além de aderir integralmente à rotina de higienização das mãos exigida. Isso também está no site. Não há nada lá sobre o uso de celulares dentro da UTI. É óbvio, contudo, que não é recomendado, mesmo porque se trata de um tipo de aparelho com grande potencial de contaminação, por natureza.

A história dessa foto(veja o print do Instagram de Daniel Vilela acima) tem importância e precisa ser contada porque ela pode, quem sabe, se constituir em mais uma das provas da manipulação eleitoral que o MDB e o filho Daniel Vilela promoveram em torno do padecimento do candidato. E de como a internação de Maguito, pelo menos nesse caso, não seguiu as diretrizes obrigatórias de prevenção sanitária para casos de doença provocada pela Covid-19. A foto é realmente daquela data? Daniel Vilela entrou na UTI para conversar com o pai? Qual era a real situação da saúde dele naquele dia? Existe algum boletim médico oficial, naquela data, dando suporte para as afirmações de Daniel na sua postagem? Respostas são necessárias para escancarar a verdade. Ou então tudo não passou de mais uma farsa.

18 nov

Manipulação de informações sobre Maguito ameaça a credibilidade do Hospital Albert Einstein, que foi arrastado para o centro da polêmica

A credibilidade do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, está ameaçada pela polêmica que se instalou em torno da hipótese de que informações sobre o estado de saúde do candidato a prefeito de Goiânia Maguito Vilela foram manipuladas com finalidades eleitorais pelo MDB e pelo filho e presidente estadual do partido Daniel Vilela – sempre com o objetivo de passar para o eleitorado da capital uma imagem de melhora progressiva que não atrapalharia as intenções de voto no emedebista.

Durante a internação de Maguito, que continua e em condições cada vez mais graves, não houve uma emissão rotineira de boletins médicos, ação que cabe à família de cada paciente decidir, segundo informação postada no site do hospital. Essa é uma das principais razões para as dúvidas que surgiram no noticiário sobre o candidato. Nesta quarta, 18 de novembro, O Popular defende sem provas o Albert Einstein – que tem negócios em Goiânia – com a afirmação não documentada de que boletins oficiais foram expedidos desde o dia 2 de novembro, mas aí mesmo pode ser notada a primeira falha: nessa data, Maguito já estava na UTI da instituição há cinco dias, o que abre um lapso significativo.

Na verdade, as informações sobre a saúde de Maguito só foram divulgadas na maior parte do tempo através de comunicados do MDB e entrevistas e áudios de Daniel Vilela e do médico-genro Marcelo Rabahi, através de posts nas redes sociais. Em todas essas três fontes, é notório e facilmente identificável o esforço para amenizar as dificuldades que o paciente enfrentava progressivamente, em linguagem aparentemente maquiada para criar expectativas que acabavam não sendo comprovadas. O primeiro boletim oficial, com papel timbrado do Albert Einstein e redação médica, só foi apresentado na última segunda, 16 de novembro. Todos os anteriores, poucos, não tinham esse formato.

Em internações envolvendo doentes famosos ou ilustres, é costuma a transmissão de dois boletins diários, um pela manhã e o outro antes do final da tarde. A finalidade é evitar especulações e cumprir um dever de transparência, exigência colocada com ênfase ainda maior quando se refere a políticos ou autoridades. Porém, como dito acima, a decisão é da família do paciente e não do hospital.

17 nov

Vanderlan prestou um serviço público ao denunciar a falta de transparência do MDB e de Daniel Vilela quanto ao verdadeiro estado de saúde de Maguito

O candidato do PSD a prefeito de Goiânia Vanderlan Cardoso merece um troféu: ele denunciou a falta de transparência do MDB e do presidente do partido Daniel Vilela quanto a divulgação de informações sobre o estado de saúde do candidato da sigla Maguito Vilela, que acabou, infelizmente em um quadro desesperador ao contrário de tudo o que foi dito pelos seus acólitos sobre como estava realmente.

Vanderlan verbalizou o que era de conhecimento geral: em direção oposta ao que o MDB e Daniel Vilela diziam, Maguito vivia e vive momentos difíceis. A manipulação das informações sobre a sua condição real visou a faturar dividendos eleitorais, apelando para a compaixão e a desinformação do eleitorado. Em algum momento no futuro, tudo isso deverá ser investigado, inclusive para que se verifique se o tratamento de Maguito não foi influenciado pela necessidade da campanha emedebista de vender o candidato como alguém dentro uma normalidade, enquanto, na verdade, estava cada vez pior.

Trata-se de um estelionato eleitoral? Pode ser. Uma versão falsa foi transferida para as eleitoras e os eleitores de Goiânia. O MDB e Daniel Vilela mentiram vergonhosamente. Enquanto anunciavam e comemoravam as “melhoras” de Maguito, ele afundava na falta de resistência ao coronavírus e caminhava para o colapso orgânico em que acabou, neste início de semana, com o compromentimento de todas as suas funções vitais, substituídas por procedimentos mecânicos altamente onerosos para a sua saúde, como a hemodiálise e a introdução de pulmões e coração mecânicos. Tecnicamente, pode até ser considerado como um paciente terminal.

Tudo isso nunca foi admitido pelo MDB, por Daniel Vilela ou pelo médico-genro Marcelo Rabahi. Não há dúvidas sobre os motivos: a manutenção a qualquer preço da competitividade da candidatura, mesmo pagando o preço da falta de transparência e da ausência de humanidade, substituída por interesses políticos de conquista inconsequente de poder. É inaceitável.

17 nov

Estado real de Maguito, ocultado pelo MDB e por Daniel Vilela para auferir vantagens eleitorais, pode ser definido pelo colapso renal: “Rins são os heróis da resistência. Quando falham, o quadro é irreversível”

Este blog tem publicado avaliações sobre o estado de saúde do candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela sempre com sustentação em fontes médicas e, pelo menos até agora, não tem errado. Aliás, mesmo antes de tudo o que aconteceu após o acometimento de Maguito pelo coronavírus, já havia sido dito aqui que a candidatura dele seria uma aposta de alto risco, diante da exposição a que se obrigaria pela inevitável agenda de campanha depois de ter duas irmãs igualmente idosas levadas a óbito pela Covid-19.

A verdade, mesmo doendo, precisa ser dita; Maguito, pessoalmente, foi negligente quanto às regras sanitárias em sua movimentação eleitoral. Suas redes sociais foram pródigas em imagens em que ele aparecia desprevenido, imprudentemente exposto à contaminação. O MDB e o filho Daniel Vilela igualmente não cuidaram de proteger o candidato, perto de completar 72 anos, incluso no grupo de risco e ainda por cima com o precedente de ter tido duas irmãs levadas a óbito pela nova doença. Isso precisa ser colocado em termos muitos claros: houve negligência, tanto por parte de Maguito quanto pelos seus familiares quanto pelo partido.

Agora, Maguito chegou a uma condição terminal. Se sobreviver, será um milagre. O MDB, Daniel Vilela e o seu médico-genro Marcelo Rabahi nunca sinalizaram que nada disso poderia acontecer. Infelizmente, administraram o padecimento do candidato com vistas a dividendos eleitorais, falhando com as obrigações mínimas de transparência e fidedignidade com a sociedade. Não adianta negar, foi isso que aconteceu e este blog já o demonstrou com fartura de argumentos e constatações. Pior: hoje, no ponto a que as coisas chegaram, não se pode descartar nem mesmo que o tratamento de Maguito tenha escapado a condicionantes políticos e piorado a sua condição. Isso, qualquer que seja o desfecho, precisará ser investigado.

Vamos ao que importa; Maguito está na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein praticamente sem qualquer uma das suas funções vitais em atividade. Seu coração e seus pulmões foram substituídos por um aparelho mecânico, solução extrema que tem efeitos deletérios sobre o organismo do paciente. Seu sistema renal parou. Em medicina, diz-se que ““os rins são os heróis da resistência. Quando eles começam a falhar, as perspectivas para o doente são as piores possíveis”. Ele tem chances perto de zero de escapar, mas um milagre pode acontecer. É, hoje, a saída para a qual podemos torcer.

17 nov

Sem Maguito, antes do 2º turno, Vanderlan enfrentará Adriana Accorsi, conforme determina o parágrafo 4º do artigo 77 da Constituição Federal

“Se, antes de realizado o 2º turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação”. É o que reza o parágrafo 4º do artigo 77 da Constituição Federal, a propósito da possibilidade do candidato a prefeito de Goiânia Maguito Vilela não participar do 2º turno, depois de vencer o 1º e se classificar para a disputa final com o representante do PSD Vanderlan Cardoso. Isso significa que, na ocorrência do indesejado, Vanderlan enfrentará Adriana Accorsi, do PT, que ficou colocada em 3º lugar nas urnas do último domingo, 15 de novembro.

Em sua conta no Twitter, o procurador federal Hélio Telho deu a sua contribuição e foi objetivo: “Me perguntam o que acontece se o candidato a prefeito falecer. Falecendo antes do 1º turno, o partido indica o candidato substituto. Se falecer antes do 2º turno, convoca-se o 3º colocado para retornar à disputa. Se falece após o 2º turno, assume o cargo o eleito vice-prefeito”.

Trata-se de um jurista reconhecido e sua opinião não deixa margem a dúvidas. Sem Maguito, o 2º turno será decidido entre Vanderlan e Adriana.

17 nov

Ação judicial anunciada de Daniel Vilela contra Vanderlan, por críticas à transparência quanto ao padecimento de Maguito, será oportunidade para requerer os prontuários médicos e mostrar a verdade

O presidente estadual do MDB Daniel Vilela não tem noção da fria em que está entrando ao anunciar que vai processar o candidato do PSD a prefeito de Goiânia Vanderlan Cardoso pelas críticas que fez à transparência das informações divulgadas – ou ocultadas, na sua maioria – em relação ao estado de saúde do candidato do MDB Maguito Vilela, em sua via crucis hospitalar depois de acometido pela Covid-19. Simples: é que, como resposta, Vanderlan poderá requerer a apresentação dos prontuários médicos dos hospitais, um em Goiânia, outro em São Paulo, sobre o atendimento que foi prestado e as reais condições de Maguito a cada momento da sua internação depois de vitimado pelo novo coronavírus. Esses documentos não permitem mentiras.

Podem apostar, leitoras e leitores. Os prontuários de Maguito jamais confirmarão os seguidos comunicados otimistas do MDB, as postagens de Daniel Vilela comemorando as “melhoras” do pai ou os vídeos do médico-genro Marcelo Rabahi anunciando a “estabilidade” do paciente e a alta qualidade dos seus sinais vitais. Nunca. Como comprova a evolução infelizmente negativa de Maguito e a situação desesperadora que vive hoje na UTI do Hospital Albert Einstein. Vanderlan, se solicitar esses papeis, revelará ao mundo a farsa que o MDB e Daniel Vilela montaram para aproveitar eleitoralmente a doença de Maguito e vender ao eleitorado de Goiânia um candidato que não estava, não estava e não estará, caso sobreviva, em condições de ganhar e administrar Goiânia.

17 nov

Qualquer um, internado em Goiânia, nas condições de Maguito, já teria ido a óbito. Ele só está vivo e tem chances de salvação, embora remotas, porque está em um hospital top e pode pagar a conta

O candidato do MDB Maguito Vilela encontra-se hoje em uma condição de saúde tão aguda que suas chances de sobreviver, infelizmente, estão perto de zero, conforme fontes médicas ouvidas por esse blog. A avaliação geral é que ele só está vivo e ainda tem chances teóricas de salvação porque foi internado em um hospital top de linha, assistido por uma equipe de altíssimo nível profissional, onde as despesas correm a peso de ouro. Em Goiânia, alguém padecendo ao coronavírus como Maguito já teria ido a óbito.

É duro, mas é verdade. E a verdade, seja qual for o preço, tem de ser dita. Assim como não pode ser ocultado que a candidatura de Maguito, em meio a pandemia, foi um passo desafiador, dada a sua falta comprovada de resistência depois que duas irmãs, também idosas como ele, morreram em um espaço de 10 dias, vitimadas pela nova doença. Na campanha, não só ele foi imprudente, expondo-se sem máscara em eventos seguidos, como não foi protegido por qualquer assessoria montada em especial para isso pelo partido, nem pelos seus familiares e muito menos pelo filho Daniel Vilela. Todos foram negligentes, diante da fragilidade orgânica prenunciada para o candidato.

Outro fato que ninguém pode negar é a manipulação eleitoral que o MDB e Daniel fizeram do padecimento do candidato.. Lamentavelmente, continuam fazendo. Não é exagero dizer que eles mentiram do começo até o presente momento, sempre passando visões otimistas, comemorando melhoras que nunca aconteceram, anunciando altas hospitalares que foram desmentidas pela escalada de agravamento do paciente. Relembrando: primeiro, ele ficou dias em casa depois de contaminado, perdendo um tempo precioso para o seu tratamento, depois foi para um quarto comum de hospital, em seguida para a UTI e após transferido para São Paulo, onde acabou na UTI do Hospital Albert Einstein, intubado, extubado talvez precocemente, e agora submetido a respiração e coração mecânico, além de hemodiálise, tudo devido ao agravamento contínuo do seu quadro que o MDB e Daniel insistiam em negar.

Maguito, de certa forma, repete Tancredo Naves, igualmente vítima da adulteração do enfrentamento para a defesa da sua saúde até chegar a um desfecho que talvez pudesse ser evitado. Há indícios de que algumas decisões sobre a sua assistência médica podem ter sido movidas pelo foco eleitoral, embora, por ora, isso não possa ser provado. De alguma forma, ele é vítima. Mas é algo que, no futuro, precisará ser investigado. O MDB, Daniel Vilela e o médico Marcelo Rabahi precisarão, oportunamente, de prestar esclarecimentos sobre todas essas dúvidas.

17 nov

Daniel Vilela anuncia processo contra Vanderlan por apontar manipulação eleitoral de informações sobre Maguito. “É uma honra”, deveria responder o senador, que vai ganhar essa ação fácil, fácil

O presidente estadual do MDB e filho do candidato do partido a prefeito de Goiânia Daniel Vilela não se emenda. Inventou agora que vai processar o candidato do PSD Vanderlan Cardoso, por críticas à falta de transparência com que foram conduzidas as informações sobre a saúde do emedebista, neste instante internado em estado gravíssimo em uma UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo – todas as suas funções vitais entraram em colapso e passaram a ser substituídas por meios mecânicos que suprem o coração, os pulmões e os rins.

“É uma honra”, deveria responder Vanderlan, porque mais cedo ou mais tarde o senador vai ter a oportunidade judicial de provar que, sim, é inconteste que o MDB e Daniel Vilela fraudaram o dever de informar a sociedade com transparência sobre as reais condições clínicas de Maguito, no momento simplesmente dependendo de um milagre para sobreviver – que eles continuam não admitindo. Vanderlan, goste ou não Daniel Vilela, não foi o primeiro a tocar no assunto, mas apenas reproduziu o que era percebido por muitos, ou seja, a manipulação eleitoral da doença do emedebista, com a concomitante ocultação das agruras que ele enfrentava em uma luta desesperada contra o vírus insidioso, tudo com o objetivo de evitar que as goianienses e os goianienses questionassem a destinação dos seus votos e a capacidade do candidato para exercer o cargo, se eleito. É público e notório que o MDB e Daniel fizeram o possível e o impossível, e continuam fazendo, para transformar a Covid-19 no principal cabo eleitoral de Maguito – e, pior, mas muito pior, insistem nesse caminho até o momento, como prova esse processo sem pé nem cabeça, mas com finalidades eleitoreiras claras.

17 nov

Aparece a verdade que o MDB, o filho Daniel Vilela e o médico-genro Marcelo Rabahi tentaram esconder: estado de saúde de Maguito é desesperador, depois de perder as funções vitais do organismo

O site G1, da Rede Globo, com base em informações levantadas diretamente no Hospital Israelita Albert Einstein no final da tarde desta terça, 17 de novembro, acabou levantando a cortina de sigilo e dissimulação que o MDB, o filho Daniel Vilela e o médico-genro Marcelo Rabahi esticaram em torno da verdade sobre o estado de saúde do candidato a prefeito de Goiânia Maguito Vilela. Definitivo e indesmentível: ele encontra-se em estágio desesperador, momento em que somente medidas heróicas podem resolver, sem nenhuma atividade vital do organismo em ação por conta própria, ou seja, submetido a um aparelho mecânico que executa as funções dos pulmões e do coração (respiração e bombeamento de sangue), o chamado recrutamento alveolar que é arriscadíssimo, além de ter sofrido uma paralisação dos rins e portanto já em sessões de hemodiálise. Tudo isso, em um vídeo gravado entre domingo e segunda, foi negado pelo dr. Marcelo Rabahi, assegurando sem nenhum amparo na ciência e de certa forma comprometendo a sua credibilidade que os sinais vitais de Maguito encontravam-se dentro da normalidade.

Mas quem acompanha esse blog já percebia a superveniência do quadro crítico agora desvendado. Daniel Vilela tinha conhecimento em detalhes de tudo isso desde domingo passado, mas mais uma vez ocultou os fatos e até deu declarações pseudo-otimistas no dia da eleição, aguardando o fechamento das urnas, às 17 horas, para anunciar a reintubação do pai – mais uma vez com base em uma falsidade, ou seja, apenas para a realização de um exame para conhecer com mais certeza a condição dos pulmões, chamado de broncoscopia. Realizado ainda no domingo, essa avaliação não teve o seu resultado divulgado até esta terça, obviamente porque o laudo final não foi bom. Mas aí veio a transparência do Albert  Einstein. Tudo indica que o manto de segredo e fantasias sobre o paciente ilustre só foi rasgado pela direção do hospital, receosa das consequências negativas para a sua imagem, ao exigir que boletins médicos assinados pela equipe profissional da casa passassem a ser divulgados, como aconteceu a partir de então, colocando fim à estratégia do MDB e de Daniel Vilela de falsificar os fatos em comunicados orientados para empulhar a opinião pública e evitar prejuízos para a campanha. De cara, o primeiro dado tornado público foi a ampliação da inflamação dos pulmões do emedebista e o acréscimo de uma infecção oportunista. E a segunda revelação foi a admissão de se tratava de um agravamento. Finalmente, a complicação total que sobreveio.

A essa altura dos acontecimentos, Maguito, que infelizmente não tem resistência genética ao coronavírus (e antes havia perdido duas irmãs igualmente idosas para a doença, aviso que ele e a família ignoraram com os riscos de exposição ao vírus com a inevitável agenda de uma candidatura a prefeito), praticamente passa a depender de um milagre, que, ainda assim, possivelmente não evitaria as pesadas sequelas que está condenado a enfrentar caso sobreviva. E que o MDB, Daniel Vilela e o seu médico cumpram suas obrigações éticas/morais e mantenham a sociedade informada sobre a verdade.

17 nov

Em vez de divulgar notas atacando Vanderlan e insistindo na estratégia de aproveitar eleitoralmente a doença de Maguito, MDB e Daniel Vilela deveriam assumir o erro e pedir desculpas

Acaba de sair uma nota oficial do presidente estadual do MDB Daniel Vilela mais uma vez insistindo, entre constrangedores erros de português, na estratégia de aproveitar eleitoralmente padecimento do pai Maguito Vilela, internado em estado grave na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein para tentar se livrar do novo coronavírus – que, aliás, o infectou justamente pela própria falta de cuidados, a negligência da campanha emedebista com a pandemia e, é claro, a ânsia de poder de familiares como Daniel, que andava diariamente ao lado dele e, mesmo sabendo que integrava o grupo de alto risco devido a elevada idade, também não se preocupou em protegê-lo convenientemente, talvez até, antes, o aconselhando a não se candidatar diante das chances de se contaminar e enfim acabar passando pelo que está passando (Maguito e os seus tinham noção do perigo que corria, uma vez que havia o precedente de duas irmãs também idosas levadas a óbito pela Covid-19).

Daniel Vilela, diga-se, não teve e não tem vergonha de faltar com a transparência e perserverar no esforço para faturar o sofrimento paterno. Ele foi um dos que mais fabricou versões durante todo o curso da doença do pai, “comemorando” imprudentemente melhoras que nunca chegaram e anunciando irrefletidamente sua iminente saída do hospital, enquanto, na prática, o que acontecia era a piora do seu estado de saúde, até chegar ao ponto em que está agora e que ninguém sabe com exatidão qual é, graças à desfaçatez  com que informações cruciais estão sendo escondidas para não ameaçar a confiança das eleitoras e dos eleitores goianienses no candidato que já ganhou o 1º turno e caminha para abiscoitar o 2º – em uma espécie de estelionato eleitoral inédito na história política do país.

Segundo Daniel Vilela, a culpa por tudo isso é de Vanderlan Cardoso, que estaria sendo desumano com o candidato e sua família – já plantando aqui uma vacina caso venham ataques do representante do PSD -, de resto, acrescentou, sem provas de que houve ocultação de dados sobre a realidade do candidato emedebista. Ora, ora, na própria nota essa afirmação é autodesmentida. Daniel cita boletins médicos assinados por médicos do Albert Einstein que nunca foram divulgadas, substituídos por comunicados  eleitoreirosdo MDB, com texto reescrito e reformatação para atingir o objetivo de garantir a imagem fake de um candidato em plena recuperação e apto a receber votos e governar a capital. Apenas na última segunda, 17 de novembro, é que um boletim médico de autoria indesmentível do hospital foi publicado, pela primeira vez, provavelmente em razão da autodesconfiança do MDB e do filho sobre a eficácia dos seus “comunicados”. No entanto, um só e mais nenhum, sintomaticamente, quando a regra em casos semelhantes seria de dois boletins por dia.

Mesmo fingindo indignação, para, como dito, extrair dividendos eleitorais, Daniel Vilela não se lembrou de usar a sua triste “nota de repúdio” para esclarecer como está o seu pai, preferindo fazer da desinformação um elemento decisivo para manter viva a candidatura e iludir o eleitorado com a iminência de um desfecho positivo, que parece longe de ser alcançado. Isso, sim, é desumano. Seria interessante e importante conhecer o que Maguito pensaria do que está sendo feito em seu nome, se ele aprovaria a farsa montada e se julgaria decente e digno ser eleito através desses artifícios que podem até funcionar, mas mancharão e tirarão a legitimidade do seu mandato. Ainda há tempo, portanto, para um pedido de desculpas a Goiânia.

17 nov

Rede de mentiras montada pelo MDB em torno da situação de Maguito, com o intuito de aproveitar eleitoralmente a doença que o acomete, continua: cadê os boletins médicos desta terça, 17 de novembro?

Não acabou, ao contrário, continua ativa a rede de mentiras montada pelo MDB em torno do estado de saúde do candidato do partido a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, internado na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo e no momento em condição física desconhecida – sabendo-se apenas que não é menos do que gravíssima.

Onde estão os boletins médicos oficiais do Albert Einstein sobre Maguito referentes a esta terça-feira, 17 de novembro? Em casos de figuras públicas como o emedebista, desde que a família autorize, são divulgados dois informes por dia, um pela manhã, outro à tarde. Essa regra, explícita no  site do hospital, nunca foi cumprida quanto ao candidato que venceu o 1º turno em Goiânia, com a sua doença fortemente explorada pela campanha, inclusive aproveitando-se da trégua respeitosamente declarada pelos adversários para atacar desonestamente o seu principal concorrente, Vanderlan Cardoso. Se não há boletins, é porque primeiro obviamente não foram autorizados por quem de direito e segundo evidentemente porque há o que esconder.

Além de reescrever e mudar a formatação dos poucos boletins médicos oficiais emitidos pelo Albert Einstein, o MDB, sob o comando do filho Daniel Vilela, mentiu descaradamente desde quando começou a provação de Maguito, em um esforço claramente focado para iludir o eleitorado goianiense e levá-lo a acreditar que não havia nada de mais sério e que a alta hospitalar ocorreria a qualquer momento. No último domingo, 15 de novembro, data da eleição, por volta das 10 horas da manhã, Daniel deu uma entrevista a uma emissora de rádio assegurando que o pai estava bem e que logo estaria de volta a Goiânia, quando, na verdade, naquele momento ele já havia sido reintubado na madrugada devido a piora provocada por mais um avanço da inflamação dos pulmões, à qual se acrescentou uma infecção oportunista que está se aproveitando do enfraquecimento geral do paciente.

Se Maguito tivesse melhorado, em algum momento do seu calvário hospitalar, como o MDB, Daniel e o médico-genro Marcelo Rabahi sempre asseguraram, não estaria hoje enfrentando uma luta terrível pela vida, com os seus sinais vitais em algum nível fora de controle e perto de recorrer a medidas heróicas, como o recrutamento alveolar (um procedimento perigosíssimo para recuperar alguma capacidade pulmonar) ou a hemodiálise, já que o sistema renal das vítimas da Covid-19, ainda mais sem resistência nenhuma como se sabe que são as circunstâncias do candidato emedebista, é um dos primeiros a falhar com uma progressão como a que está acontecendo.

A manipulação eleitoral, que ainda será desvendada a depender do desfecho de tudo, é tão antiética, politicamente falando, quando possivelmente terá representado um risco a mais para ele, na medida em que pode ter influído no tratamento, diante da necessidade da campanha de mostrar um prognóstico otimista e não, como deveria ser, simplesmente realista. O MDB cometeu dois crimes: um contra Goiânia e outro contra o próprio Maguito.