Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

06 out

Pesquisa Ibope/TV Anhanguera mostra o fim de uma era: Marconi consolida o 4º lugar na corrida pelas duas vagas ao Senado, com apenas 20%. Vanderlan tem 38%, Kajuru 37% e Lúcia Vânia 30%

A TV Anhanguera divulgou agora há pouco a última pesquisa do Ibope para esta eleição em Goiás. E os números para o Senado confirmaram a queda do ex-governador Marconi Perillo, que agora tem apenas 20% e se consolidou no 4º lugar, tal como havia apontado a pesquisa do instituto Grupom no início da semana passada.

 

Vanderlan Cardoso subiu para 38% e está empatado tecnicamente com Jorge Kajuru, que chegou a 37%. Lúcia Vânia é a 3ª colocada, com 30%. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.

06 out

Caiado teve a melhor campanha, não atacou os adversários e a única denúncia que fez, sobre a rodovia asfaltada passando pela fazenda de Zé Eliton, não foi respondida

Ronaldo Caiado será eleito governador de Goiás neste domingo, em 1º turno, depois de fazer a melhor campanha, em tom 99,9% propositivo, sem atacar os adversários, a não ser por uma única exceção: a denúncia de que o governo está pavimentando, sem necessidade, uma estrada que passa pela fazenda do governador Zé Eliton, no nordeste goiano.

 

Zé não respondeu.

06 out

Cientistas políticos precisam se debruçar sobre o maior fenômeno desta eleição em Goiás e procurar uma explicação: como Marconi conseguiu ser rejeitado por mais de 50% dos goianos?

A última pesquisa do Grupon, instituto de inquestionável credibilidade, apurada em campo após a Operação Cash Delivery, trouxe o ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo com mais de 50% de rejeição.

 

É um índice, leitor, que nunca foi alcançado por político algum em toda a histórias das eleições majoritárias aqui em Goiás. Significa que mais da metade dos goianos cita o nome de Marconi quando ouve a pergunta: “Em quem você não votaria de jeito nenhum?”. É muito. É demais.

 

Por que a maior liderança política do Estado nos últimos 20 anos, aquele que venceu cinco eleições seguidas (quatro para o governo e uma para o Senado), além de eleger o poste Alcides Rodrigues em 2006, passou a ser vista com tanto repúdio pelo eleitorado?

 

É uma pergunta que cabe aos cientistas políticos responder.

06 out

Ibope, na noite deste sábado pela TV Anhanguera, e Serpes, também nesta noite no site de O Popular, fecham o ciclo das pesquisas, mostrando os efeitos da Cash Delivery e do caso Kajuru x evangélicos

A noite deste sábado vai ser quente: a TV Anhanguera divulgará a última rodada da pesquisa do Ibope para esta eleição em Goiás. E, no site de O Popular, serão adiantados os números do levantamento final do Serpes, a ser publicados na edição de domingo do jornal.

 

Ambas as pesquisas foram feitas depois da Operação Cash Delivery, que teve o ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo como alvo. Portanto, mostrarão os seus reflexos na batalha eleitoral. Será possível também avaliar o efeito da intensa operação que foi montada contra o líder das pesquisas sobre a disputa pelas duas vagas ao senado, Jorge Kajuru, em função de supostas e antigas declarações sobre os evangélicos.

 

Digamos assim: o resultado da eleição deste domingo estará adiantado nas pesquisas desta noite.

06 out

Zé, Raquel, Marconi e Lúcia fizeram campanha só com a militância, falaram só para ela e se esqueceram de que os votos para a vitória vêm da sociedade e não dos seguidores apaixonados

Falar de erros na campanha de Zé Eliton, Marconi Perillo e Lúcia Vânia – neste sábado às vésperas do naufrágio nas urnas – é fácil e nem exige muito esforço.

 

Mas preste atenção nessa observação, leitor amigo: repare que, durante toda a campanha, a chapa majoritária do PSDB só participou de eventos com a militância, em sua maioria paga, e também só falou para ela. Quase todos os eventos foram fechados com os seguidores apaixonados, com imagens de entusiasmo artificial posteriormente divulgadas pela rede social, a tal ponto que, caso alguém acompanhasse a eleição só pelos perfis dos candidatos tucanos, não teria dúvida em concluir que eles estariam destinados a ter 100% dos votos neste domingo.

 

Um evento realizado na manhã deste sábado, uma caminhada em Trindade, é mais um exemplo dessa distorção: Zé, Marconi, Lúcia e toda a tucanada rodeados de militantes empolgadíssimos, dando a impressão de que são todos um verdadeiro sucesso, enquanto as pesquisas apontam que não é bem assim, que os adversários estão à frente e em alguns casos, como a disputa pelo governo do Estado, muito, mas muito à frente. Nas postagens que fizeram nas redes sociais, já ganharam a eleição. Raquel Teixeira, sempre ela, chegou a dizer que “essa é a pesquisa que vale”, na legenda para uma foto em que está cercada por militantes com bandeiras azul-amarelas (e você sabe, leitor, quem carrega bandeira de candidato só o faz porque está recebendo).

 

É o mundo da fantasia. Principalmente do Zé e de Marconi.

06 out

Zé não nasceu para a política, não aprendeu nada em 7 anos como vice, subestimou o adversário, cometeu erros em cascata e vai passar à História como o pior candidato governista que já houve em Goiás

Dr. José Eliton não tem panca de líder. Não nasceu para a política, mas ganhou uma chance de ouro para se tornar íntimo dos seus cânones ao cair de paraquedas na posição de vice por mais de sete anos de um governador bem sucedido – e, mesmo assim, desperdiçou esse privilégio, não aprendendo nada com a convivência diária com o maior nome da política de Goiás nos últimos 20 anos, Marconi.

 

Já às vésperas de ser transformado em Zé pelo seus marqueteiros, achou que bastaria assumir o cargo de governador, como o fez em sete de abril, para se viabilizar como o próximo ocupante do Palácio das Esmeraldas por mais quatro anos. No começo do seu mandato-tampão, deu-se ao luxo de recusar a política, preferindo se dedicar a rotina de governar Goiás com pose de estadista e vocabulário incompreensível. Foi só o primeiro erro de uma sequência de muitos. Nunca soube, por exemplo, como se contrapor ao líder das pesquisas Ronaldo Caiado, preferindo mergulhar em um verborrágico discurso de exaltação do que foi feito em 20 anos de Tempo Novo e, em contrapartida, cobrar o voto de gratidão dos goianos.

 

Agora, Zé vai passar à História como o pior candidato governista de todos os tempos em Goiás, aquele que, mesmo representando a maior força política do Estado, não conseguiu crescer um mísero ponto nas pesquisas durante toda a campanha e acabou eleitoralmente trucidado, levando junto o ex-maior grupo político do Estado. Em palavras resumidas: o coveiro do Tempo Novo. E voltando a ser o que nunca deixou de ser: o dr. José Eliton.

06 out

Matéria de O Popular mostra que vitória de Caiado deve ser a maior de toda a história das eleições em Goiás e afirma que Zé Eliton não chegou a disputar

Um levantamento publicado por O Popular neste sábado véspera das urnas mostra que a vitória de Ronaldo Caiado, neste domingo, será a maior de todos os tempos na história das eleições de Goiás.

 

“Se concretizado o que apontam as pesquisas, Goiás terá a primeira eleição desde 1994 sem dois candidatos em uma disputa mais direta pelo governo do Estado. Segundo a última rodada da pesquisa Serpes/O Popular, Caiado aparece com 62% das intenções de votos válidos e, com 41,9% intenções de voto, tem 31,3 pontos porcentuais de frente para o segundo e terceiro colocados: o governador José Eliton (PSDB), 10,6%; e o deputado Daniel Vilela (MDB), 10,1%. A última vez que um candidato teve mais de 55% dos votos válidos no primeiro turno das eleições para o governo foi em 1990, quando Iris Rezende (PMDB) derrotou Paulo Roberto Cunha (PDC). Teve 56,39% ante 34,03% de Cunha”, diz o jornal.

 

Para O Popular, todas as eleições estaduais até hoje foram polarizadas entre dois candidatos. Esta é a primeira em que isso não acontece. Zé nunca existiu. Caiado correu sozinho na raia e venceu.

06 out

Erro maior da campanha tucana foi falar de passado e exigir o voto de gratidão por tudo o que foi feito nos últimos 20 anos. E nesse equívoco Zé e Marconi foram até o último dia, sem corrigir o rumo

Uma derrota eleitoral, ainda mais do tamanho da que os tucanos de Goiás vão colher neste domingo, não se constrói apenas com um ou alguns poucos erros. São preciso muitos – e nesse afã Marconi Perillo e Zé Eliton, os líderes maiores da chapa majoritária do PSDB, não economizaram e deram toda ajuda possível aos adversários.

 

Mas se há algo que contribuiu decisivamente para o massacre que as urnas trarão em menos de 24 horas não há dúvidas de que o equívoco maior foi o discurso central adotado pela campanha, voltado para o passado e centrado em exigir do eleitor goiano o voto de gratidão por tudo o que foi feito nos últimos 20 anos.

 

Marconi e os tucanos deveriam saber que essa estratégia não funcionaria, já que, em 1998, eles começaram uma trajetória vitoriosa de duas décadas vencendo Iris Rezende, o Marconi da época, com 16 anos de realizações e um Estado em condições espetaculares, com uma infraestrutura montada e até mesmo programas sociais que socorriam as famílias necessitadas de maneira adequada para a época. Iris fez o que Marconi e Zé fizeram agora: mostrou o que fez e cobrou a gratidão do eleitorado, que virou as costas e preferiu o seu jovem, desconhecido e inexperiente concorrente.

 

O PSDB goiano, outrora berço da inteligência política do Estado, refluiu à condição do primarismo político. Emburreceu. Não protagonizou um lance de criatividade ou ousadia nesta jornada eleitoral. Não mostrou sequer capacidade de reação diante das pesquisas negativas, preferindo brigar com elas (Raquel Teixeira chegou a dizer que fazer campanha era “combater as pesquisas”). Não formulou uma ideia consequente. Zé queria ganhar por ser governador. Marconi por ser Marconi. Nem um nem outro convenceram porque, na verdade, eram só simulacros.

 

Não mudaram nada durante a campanha e insistiram até o fim com uma estratégia sem sentido. O resultado não poderia ser outro.

06 out

Rejeição estratosférica dos goianos a Marconi (mais de 50% recusam o seu nome) ajudou a eleger Caiado e está definindo a sua própria derrota ao Senado

O ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo, depois de 20 anos de poder, chegou ao dia da eleição ostentando um monumental índice de rejeição superior a 50%, ou mais da metade dos goianos, conforme a última pesquisa do Grupom. Um número que nenhum político alcançou antes na história de Goiás.

 

Assim como a rejeição a Lula e ao PT está ajudando a eleger Jair Bolsonaro, o repúdio dos goianos a Marconi colaborou com a eleição de Ronaldo Caiado, que vence no 1º turno, e com a própria derrota do ex-governador, desenhada no levantamento do Grupom, em que ele apareceu em 4º lugar, atrás de Jorge Kajuru, Vanderlan Cardoso e Lúcia Vânia.

 

A culpa pela queda de Marconi não será só da Operação Cash Delivery, que ele acusa de eleitoreira: antes das ações da Polícia Federal da sexta-feira, 28 de setembro, ele já estava mal situado nas pesquisas, aparecendo em várias delas empatando com Kajuru e Vanderlan por diferenças mínimas – o que significa que o fator rejeição já vinha orientando o voto do eleitor goiano, cansando de Marconi e de tudo que ele passou a representar. É isso que está decidindo a eleição para o Senado.

06 out

Campanha tucana mergulha no reino da fantasia e, neste sábado, faz “caminhada da vitória” em Goiânia e “carreata da virada” em Caldas Novas

Com o governador Zé Eliton derrotado no 1º turno e com o seu principal ícone, o ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo em 4º lugar nas pesquisas (a última, do Grupom, confirmou essa situação), a campanha tucana vive os seus momentos finais mergulhada no mundo da fantasia.

 

Neste sábado, último dia de atividades de rua desta eleição, os perfis de Zé Eliton, Marconi, Raquel Teixeira e Valéria Perillo anunciam nas redes sociais “caminhadas da vitória”, como uma na região central de Goiânia, e “carreatas da virada”, a exemplo da que será feita em Caldas Novas, ambos os eventos comandados pessoalmente por um Zé abatido e se esforçando para mostrar um sorriso na cara.

 

A vitória é de Caiado e a virada, como previu este blog, aconteceu de fato, mas na eleição para o Senado, com a ascensão de Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso à condição de favoritos. É isso que os tucanos estão “comemorando”?

06 out

Desembargador do TRF1 que soltou Jayme Rincón ignorou a apreensão de mais de R$ 1 milhão de reais em dinheiro vivo (prova novíssima), que abriu novo rumo para as investigações

O desembargador federal Cândido Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), mandou soltar o ex-presidente Jayme Rincón passando por cima da prova mais evidente e escandalosa de todo e qualquer processo que investiga atos de corrupção: a apreensão de R$ 1 milhão de reais em dinheiro vivo em poder de Rincón e do seu motorista. Outros dois juízes que atuaram no processo – um recusando o primeiro pedido de libertação e outro determinando a prisão preventiva – argumentaram que esses recursos capturados agora mostraram que a organização criminosa, “liderada pelo ex-governador Marconi Perillo”, continuava em ação e poderia inclusive conspirar para obstruir as apurações. O dinheiro seria prova novíssima e não coisa de quatro anos atrás, como as demais, conforme alegou Cândido Ribeiro.

 

Segundo o magistrado, “os elementos de prova até então coletados são suficientes à investigação da autoria, sem necessidade, por hora(sic), de segregação cautelar do ex-presidente da Agetop”. Ele não fez referência à montanha de papel moeda com que os agentes da Polícia Federal se depararam na manhã de sexta-feira passada, 28 de setembro, durante a Operação Cash Delivery.

 

Pelo sim, pelo não, dez entre dez criminalistas que atuam em Goiás já previam a liberação de Jayme  Rincón assim que o habeas-corpus a seu fosse julgado no TRF1, em Brasília. O motivo? “Kakay”, disseram unanimemente todos.

06 out

Ofensiva desesperada da campanha de Marconi, no último dia antes da eleição, é para derrubar Kajuru com o voto evangélico, mas, se houver resultado, quem se beneficia é Lúcia Vânia e não o tucano

No último dia de campanha antes da eleição, todos os esforços da campanha do ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo se voltam para a tentativa de derrubar Jorge Kajuru – líder da última pesquisa publicada, a do Grupom – com a manipulação de uma fala em que o vereador-radialista supostamente critica as igrejas evangélicas.

 

Blogs, imprensa amiga e redes sociais estão sendo empregadas em massa contra Kajuru desde quinta-feira passada, mas o padecimento de Marconi pode não ter fim: se a ofensiva der algum resultado, quem se beneficia é Lúcia Vânia, que está em 3º lugar (ainda conforme o Grupom) e não Marconi, que está em 4º.

 

As tendências para a corrida senatorial apontam, assim, para Vanderlan Cardoso, ainda Kajuru, depois Lúcia Vânia e só por último Marconi. Só um milagre salva o ex-governador.

05 out

TV Record diminui o seu tamanho e a sua credibilidade ao não divulgar a parte da pesquisa Real Data sobre o Senado, que anunciou para esta sexta-feira, e com isso beneficiar Marconi

A TV Record não divulgou no seu noticiário noturno desta sexta-feira a parte da pesquisa do instituto Real Data Big Time, ligado à Rede Record, que apurou as intenções de voto para o Senado, em Goiás, e foi anunciada  pela própria emissora .

 

A manobra beneficia o ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo, que caiu para o 4º lugar na única pesquisa pós-Operação Cash Delivery publicada até agora, a do instituto Grupom, que também teve a sua divulgação prejudicada e obrigou o Grupom a colocá-la de público em seu site.

 

Sem que se conheçam os números para o Senado do Real Data, Marconi ganha algum fôlego para tentar uma reação, com a sua campanha divulgando números de pesquisas anteriores que ele liderava, por pouco, mas ainda em 1º lugar, empatado tecnicamente com Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso.

 

A decisão de engolir a pesquisa do seu próprio instituto e anunciada por ela própria diminui o tamanho da TV Record e abala a sua credibilidade em Goiás. Pior: comprova que Marconi se saiu muito mal e pode estar pior do que apareceu no Grupom, daí a necessidade de esconder a pesquisa.

05 out

Correção: para esta sexta à noite, só teremos o final da pesquisa (Senado) do Real Data na TV Record. Ibope será divulgado no sábado. E Serpes no domingo

A única pesquisa com publicação prevista para a noite desta sexta-feira será a parte final do instituto Real Data Big Time, pela TV Record, que trará a parte relativa à disputa pelas duas vagas ao Senado.

 

A última rodada do Ibope só será divulgada na noite de sábado, pela TV Anhanguera.

 

Depois, o grande encerramento da temporada de pesquisas virá com a do instituto Serpes, no domingo, dia da eleição, em O Popular.

05 out

Em evento em Aparecida, Magda Mofato, que é candidata à reeleição na coligação do PSDB, pede voto para Daniel Vilela e diz que “o Estado de Goiás é que ganha com você governador”

Do que jeito que vai indo, em breve não restará ninguém na coligação do PSDB nem para a apagar a luz na saída.

 

Veja o vídeo acima, leitor, em que, durante um evento em Aparecida, a deputada federal e candidata à reeleição Magda Mofato, do PR, que está na coligação do PSDB, faz elogios extremados a Daniel Vilela e declara, de viva voz, que ““o Estado de Goiás é que ganha com você governador”.

 

Na sequência, Magda vai mais longe ainda: pede voto para Daniel. A campanha de Zé Eliton acabou.

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