Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

24 set

“Onda azul” e “onda vermelha” revelam estilo superado de campanha, incompatível com o mundo de hoje e baseado na crença de que o eleitor é uma criança influenciável por barulho e cores

A “onda azul” que a campanha de Zé Eliton garante estar varrendo o Estado e a “onda vermelha”, mais tímida, que a candidata do PT Kátia Maria tenta propalar nas suas redes sociais e em releases distribuídos à imprensa, representam um estilo superado de proselitismo eleitoral, antigo, incompatível com a capacidade de apreensão do eleitor goiano nos dias de hoje, que não é mais influenciável por barulho e cores.

 

Haveria algum sentido em “onda azul” ou em “onda vermelha” se se tratassem de times de futebol, cujas torcidas são movidas pela paixão extremada e nada mais. No caso das eleições, não é mais assim. Os candidatos são escolhidos pelo que representam e, mais ainda, pelas propostas e posicionamentos que levam ao conhecimento geral. É um processo em grande parte racional e cada vez menos emocional no Brasil moderno. Para ganhar, é preciso mostrar ideias, significados e convencimento.

 

A estratégia de publicidade do PSDB e do PT trata os goianos como crianças ao infantilizar as percepções que leva a eles através da campanha eleitoral. Não existe nem existirá nenhuma “onda azul” ou “onda vermelha” para embalar, com um simulacro de empolgação popular, as candidaturas de Zé Eliton e Kátia Maria. Essa marolinha artificial só depõe contra eles.

24 set

Pesquisa do Diagnóstico, na próxima quinta, 27, no Diário da Manhã, será a mais importante da atual fase da campanha ao trazer um veredito sobre a tal “virada” de Zé Eliton e a queda de Marconi e Lúcia

Na próxima quinta-feira, 27, o Diário da Manhã publicará mais uma rodada da pesquisa do instituto Diagnóstico sobre as eleições deste ano.

 

Na atual fase da campanha, que já ingressa na sua reta final, a pouco mais de 10 dias da data do pleito, será uma das pesquisas mais importantes – ao trazer um veredito sobre a tal “virada histórica” anunciada pela campanha de Zé Eliton, sobre o empate de Marconi Perillo na disputa pelo Senado com Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso, sobre a queda de Lúcia Vânia e também porque vai servir de comparação com o levantamento do Ibope, publicado pela TV Anhanguera na última sexta-feira, apontando uma disparada de Ronaldo Caiado, com 47% das intenções de votos.

 

O Diagnóstico é um instituto que desfruta de credibilidade alta. Seu proprietário é o especialista Tiller Belotti, que já trabalhou para todos os institutos de pesquisa do Estado e possui notável conhecimento do ramo. Nesta eleição, seus levantamentos se alinharam com os do Serpes, por exemplo, e com os do Grupom, dois institutos também de credibilidade alta, o que evidencia a seriedade dos resultados que apura. O trabalho de campo já está em andamento.

24 set

Excesso de pesquisas e institutos sem credibilidade trabalhando sem identificação do contratante revelam que a estratégia da campanha de Zé Eliton é tentar confundir o eleitor com números conflitantes

Uma profusão de institutos, alguns desconhecidos, outros identificados com a publicação de pesquisas favorecendo o candidato governista Zé Eliton, está registrando pesquisas na Justiça Eleitoral para divulgação nos próximos dias.

 

Pesquisas que têm o Estado inteiro como base de dados são caríssimas e não ficam por menos de R$ 40 a 50 mil reais. Curiosamente, a maioria dos institutos desconhecidos ou de credibilidade zero que está pedindo registro ao TRE não aponta quem são os contratantes, informando sucintamente que estão pagando as despesas com recursos próprios.

 

Quem entende do riscado sabe que o significado é um só: quem está por trás é a campanha que tem mais recursos e estrutura, a do governismo, obviamente, e o objetivo é confundir o eleitor com resultados conflitantes, divergindo da média dos institutos sérios, e com isso tentar impedir que a militância mergulhe no desânimo e cruze os braços.

 

Um exemplo é o instituto Directa, cujos resultados são os que mais beneficiam Zé Eliton. No começo, as pesquisas do Directa foram registradas tendo como contratante a rádio Jovem Pan, que pertence ao publicitário Marcus Vinicius de Queiroz, um dos marqueteiros da campanha de Zé Eliton. Mas essa informação constrangedora desapareceu dos registros no TRE. Agora, o instituto informa que é quem paga as pesquisas, com recursos próprios.

24 set

Calendário das pesquisas: de quarta a domingo, haverá divulgação todos os dias de novos levantamentos – do Diagnóstico, Exata, Real Time, Intelligence, Veritá, Serpes e Directa

A semana que se inicia promete ser animada quanto a divulgação de novas pesquisas. Veja o calendário:

 

Quarta, 26 – Exata OP, na Tribuna do Planalto, e Real Time, na TV Record (ambos os institutos com credibilidade baixa; o Exata OP tem registrado pesquisas, mas não divulga).

 

Quinta, 27 – Diagnóstico, no Diário da Manhã (credibilidade alta).

 

Sexta, 28 – Intelligence e Veritá, institutos que farão suas primeiras pesquisas nesta campanha. Não se sabe onde serão publicadas (o primeiro é desconhecido e o segundo tem credibilidade alta).

 

Sábado, 29 – Serpes, em O Popular e Directa, no jornal O Hoje (Serpes, credibilidade alta; Directa, nenhuma credibilidade).

 

Todas as datas referem-se à liberação para divulgação, após cumprido o prazo legal de cinco dias depois do registro no TRE. A partir daí, a pesquisa pode ser publicada, mas não necessariamente no dia citado.

24 set

Candidatos governistas desaprenderam a fazer campanha: nesta segunda, programas de televisão de Zé, Marconi e Lúcia Vânia trouxeram overdose de passado – para um eleitor que só quer saber de futuro

Os programas de televisão de Zé Eliton, Marconi Perillo e Lúcia Vânia, na noite desta segunda-feira, trouxeram um overdose de passado, em alguns casos uns repetindo o outro, como Zé mostrando a Renda Cidadã e a Bolsa Universitária e Marconi fazendo o mesmo. Zé foi ao paroxismo ao alegar a seu favor até a construção de uma pista de skate – imagine só, leitor: uma pista de skate…

 

Lúcia não citou realizações dos governos tucanos em Goiás, mas detalhou conquistas que teria trazido com a sua atuação no Senado, como, por exemplo, a implantação de 48 creches.

 

Onde é que esses candidatos e seus marqueteiros e comunicadores estão com a cabeça? Em que mundo? Quem disse a eles que eleitor vota em sinal de gratidão por tudo o que já foi feito?

 

Eleitor vota pensando no futuro e avaliando o que candidato representa para os dias que virão. O passado só entra em consideração quando se trata de punir alguém, caso de Marconi, que caminha para pagar nas urnas os erros que cometeu e continua cometendo.

 

O que, no começo, era apenas a derrota de Zé Eliton, símbolo da continuidade indesejada, evoluiu e se transformou na cabeça do eleitor na oportunidade de passar Goiás a limpo, aproveitando as candidaturas de Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso para vassourar Marconi e Lúcia Vânia também. E os dois, com a série de equívocos que protagonizam, parecem que estão pedindo para serem expulsos do jogo.

24 set

Na tentativa de levantar o ânimo da militância, campanha tucana vai fazer pesquisas do Directa em cada uma das 20 maiores cidades, começando por Aparecida, mostrando Zé em alta

A campanha tucana resolveu concentrar todas as suas apostas nas pesquisas do instituto Directa, o único dentre todos os que trabalham na presente eleição a apresentar resultados favoráveis ao candidato governista Zé Eliton.

 

O próximo passo é realizar uma pesquisa do Directa em cada uma das 20 maiores cidades, operação que o próprio Zé Eliton anuncia na coluna Giro, em O Popular, nesta segunda-feira.

 

O primeiro levantamento terá Aparecida como foco e já foi registrado no TRE e poderá ser divulgado a partir do próximo sábado, 29. Na cidade, que ocupa a posição de 2º maior colégio eleitoral do Estado, Zé Eliton sempre apareceu cm 3º lugar, atrás de Daniel Vilela, que se beneficia da forte influência do seu pai, Maguito, entre os aparecidenses (Maguito foi prefeito por dois mandatos e fez uma boa gestão).

 

Com esse novo lote de pesquisas do Directa e os inevitáveis resultados favoráveis ao Zé previstos, o que se espera é impedir que o candidato tucano seja abandonado pela militância e tenha chances de empurrar a eleição para o 2º turno.

24 set

O Popular mostra que os governos Marconi administraram em estilo venezuelano a Metrobus, que explora a linha de ônibus mais rentável da América Latina e dá prejuízo de R$ 1,6 milhão por mês

A linha de ônibus mais rentável da América Latina, segundo reportagem de O Popular nesta segunda-feira, é o eixo Anhanguera. Mas, explorada pela Metrobus, uma empresa do governo de Goiás, a linha não rende um centavo de lucro. Ao contrário, dá prejuízo de R$ 1,6 milhão por mês. Em 2017, fechou o balanço com R$ 28,77 milhões de saldo negativo.

 

Ou seja: assim como a Venezuela transformou as suas milionárias reservas de petróleo, as maiores do mundo, sob gestão de uma companhia estatal, em fumaça, os governos Marconi Perillo fizeram o mesmo com a Metrobus.

 

Diariamente, passam pelo eixo Anhanguera mais de 200 mil pessoas, circulando entre as cidades de Senador Canedo, Goiânia, Trindade e Goianira. Não adianta.

 

A má gestão tucana acabou com a Metrobus. Para o próximo governo, o caminho que se colocará é o da privatização.

24 set

Em 1998 Iris foi derrotado, mas não saiu aniquilado, preservando a influência em Goiânia que o levou a 3 mandatos de prefeito. Marconi, perdendo agora, enfrentará um futuro muito pior que o de Iris

Em 1998, Iris Rezende perdeu uma eleição em que se apresentou com os mesmos argumentos que Marconi Perillo leva hoje aos eleitores – o que havia feito no passado e a falta de experiência do seu adversário, o jovem Marconi, que nunca havia administrado nada na vida.

 

Mas Iris não saiu aniquilado. Ele perdeu mais uma, a eleição para o Senado em 2002, mas se reergueu das cinzas graças ao seu forte resíduo eleitoral em Goiânia, que sobrevive até hoje e deu a ele três mandatos de prefeito.

 

Marconi não tem um colégio eleitoral para chamar de seu. Ao contrário, as pesquisas mostram que ele é superado, por larga margem, por Jorge Kajuru e Vanderlan nas grandes cidades do Estado, onde, se é campeão em alguma coisa, lidera absoluto como o candidato majoritário mais rejeitado. A derrota que se avizinha será total: para o Senado, para o governo do Estado e para a presidência da República. No final das contas, Iris deu a volta por cima. Marconi ficará em situação tão difícil que jamais conseguirá.

24 set

Campanha governista tenta recuperar o ânimo da militância com pesquisa do Directa, fora da média de todos os demais institutos, apontando 26,7% para Zé Eliton e indicação de 2º turno

A campanha tucana se esforça neste início de semana para tentar insuflar ânimo da sua militância com a divulgação de uma pesquisa do instituto Directa apontando 26,7% para o governador Zé Eliton e 37,8% para Ronaldo Caiado. Daniel Vilela aparece com 12,5%..

 

O índice de Zé Eliton está completamente desalinhado em relação a todos os demais institutos que trabalham na atual eleição, que têm apurado entre 10 e 13% para ele (e o mesmo número, dentro da margem de erro, para Daniel Vilela) e entre 40 a 47% para Ronaldo Caiado, que, assim, venceria no 1º turno.

 

A pesquisa vem após a divulgação de um levantamento do Ibope na sexta-feira pela TV Anhanguera, que deixou o QG tucano em desespero ao revelar uma verdadeira disparada de Caiado, furando o teto e ostentando 47%, enquanto Zé Eliton e Daniel continuaram empatados em 2º lugar com 13% e 12%, respectivamente.

23 set

Zé Eliton e Marconi continuam alardeando o apoio de mais ou menos 200 prefeitos, mas até agora sem reflexo nas pesquisas. Em 1998, Iris tinha 213, mas perdeu para Marconi, que foi apoiado por apenas 33

Zé Eliton e Marconi Perillo não aprendem: os dois continuam alardeando o apoio de mais ou menos 200 prefeitos, inclusive com um evento em Goiânia, na semana passada, em que mais da metade teria comparecido para confirmar o apoio e o trabalho pelos dois.

 

Pois, até agora, nada apareceu do “esforço” desses supostos 200 prefeitos. Zé continua nas pesquisas onde sempre esteve, empatado em 2º lugar com Daniel Vilela, que não tem 10 prefeitos ao seu lado. Ronaldo Caiado, com um número um pouco maior, lidera absoluto. Mas, mesmo assim, a campanha tucana continua depositando fé nesse exército municipal, tanto que, na semana passada, reuniu parte dele em Goiânia, para mostrar força  – força que não aparece nas pesquisas.

 

Em 1998, Iris Rezende tinha ao seu lado 213 prefeitos. Marconi Perillo somava apenas 33. No final, o resultado foi o que se sabe.

23 set

Um governo sofrível jamais receberá dos goianos mais 4 anos de mandato. Essa é a situação do Zé. O problema para os tucanos é que ele está arrastando para o buraco as candidaturas de Marconi e Lúcia Vânia

Venhamos e convenhamos: nem a base governista nem seu maior líder Marconi Perillo, com a experiência de 20 anos de poder e cinco eleições bem sucedidas, jamais confiaram cegamente nas possibilidades de Zé Eliton como representante do maior agrupamento político de Goiás nas eleições desse ano.

 

Zé nunca disputou uma eleição e, sabidamente, não tem carisma ou qualidades pessoais excepcionais. Alcides Rodrigues, que os tucanos tanto criticam, foi melhor candidato que ele e a esta altura, em 2006, já estava em tendência de alta, a poucos pontos do líder das pesquisas de então, Maguito Vilela. Alcides, como se sabe, triunfou. Zé…

 

O malogro do seu candidato a governador representa um prejuízo sem tamanho para os tucanos de Goiás. Claro. Mas nada se compara à derrota da sua maior figura, Marconi, que se encontra em situação delicadíssima, empatado com Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso por apenas um ponto de diferença, segundo o Ibope. Marconi tem qualidades para ser eleito ao Senado. Mas, a esta altura do campeonato, está claro que os goianos estão em dúvida sobre isso.

 

Zé não vai ser eleito porque não tem sentido os goianos estenderem por mais quatro anos um governo que é majoritariamente avaliado como regular, péssimo e ruim (67% pensam assim, na pesquisa do Ibope). Mas Marconi e Lúcia Vânia, que não têm grande coisa com isso, estão sendo arrastados para o mesmo buraco. A ruindade de Zé vai além dele e contamina a chapa inteira. É um desastre anunciado o que vem vindo aí.

23 set

“Virada” que não corresponde às pesquisas tira a credibilidade de quem a vende, no caso Marconi e Zé Eliton. Melhor o argumento da deputada Eliane Pinheiro: “Apesar das pesquisas, Zé vai ganhar”

A campanha tucana comete um equívoco grave: vende para a sua militância situações e ideias que não correspondem à realidade. Como as pessoas possuem um mínimo de inteligência, acabam percebendo que estão sendo enganadas e perdendo a fé em quem comanda a empulhação.

 

É o que ocorre com a tal “virada”. Marconi Perillo e Zé Eliton, os maiores líderes da coligação liderada pelo PSDB, dizem dia e noite para os seus seguidores que estaria ocorrendo uma reversão de expectativas e que Zé Eliton vai para o 2º turno e aí ganhará a eleição.

 

Só que não há nenhuma pesquisa de credibilidade sustentando essa opinião, que não passa de uma estratégia furada para tentar conter o desânimo da militância – e que, no final das contas, acaba se voltando contra os seus propagadores e minando a sua credibilidade e liderança. É o que acontece com quem não fala a verdade.

 

Melhor fazer como a deputada governista Eliane Pinheiro. Perguntada por um jornal sobre as eleições, ela respondeu: “Apesar das pesquisas, Zé Eliton vai ganhar”. Não há caso conhecido de um candidato que venceu “apesar das pesquisas”. É uma crença, sem correspondência na realidade, mas… é o que resta para os tucanos.

23 set

Emedebista é um candidato com muitos méritos: Daniel Vilela, que está empatado com Zé Eliton nas pesquisas, não falta com a verdade com os seus eleitores e não inventa “virada” que não existe

O candidato do MDB a governador Daniel Vilela não vai ganhar, mas faz uma campanha com muitos méritos, superior à de muitos concorrentes.

 

Por exemplo: mesmo sem contar com uma fração das vantagens que a condição de candidato governista confere a Zé Eliton, Daniel segue empatado com ele em 2º lugar – no Ibope apareceu com 12%, a apenas um ponto do Zé, que conseguiu 13%.

 

É uma façanha. Outro exemplo: o representante do MDB não inventou – e portanto está sendo honesto com a sua militância – uma “virada” que não existe, tal como faz a campanha tucana ao vender para os seus seguidores uma ilusão de reação do Zé sem nenhuma sustentação na realidade. Daniel poderia recorrer ao mesmo artifício, já que tem a mesma pontuação, dentro da margem de erro, que o Zé. Mas não o faz.

 

Perder uma eleição, qualquer um perde. Perder com dignidade, nem todos.

23 set

Depois de esgotar todos os recursos para Zé Eliton subir nas pesquisas – viajar pelo interior, assumir o governo, campanha de rua e programas de rádio e TV –, tucanos agora dizem que será na “última hora”

Desde o começo do ano que as cabeças coroadas da base governista vêm marcando prazo para a arrancada de Zé Eliton nas pesquisas: primeiro, como vice-governador, ele viajaria pelo interior entregando cheques do programa Goiás da Frente e se tornaria conhecido; depois, seria a partir da posse como governador do Estado; em seguida, quando a militância fosse para as ruas, em campanha, o que aconteceu a partir de 16 de agosto; e, finalmente, Zé deslancharia com os programas de rádio e televisão, que estão quase acabando. Nada deu certo. O carretão não saiu do lugar.

 

Zé continua patinando no 2º lugar, empatado com Daniel Vilela na faixa dos 10 a 13% de intenções de votos, dentro da margem de erro de todos os institutos sérios. Com tudo o que foi feito, não conseguiu crescer quase nada nas pesquisas. Se houver algum mérito nelas, é para Daniel Vilela, que não conta com uma fração dos recursos que a condição governista coloca a favor do Zé, infrutiferamente, e mesmo assim segue ombro a ombro com o Zé.

 

Mas uma leitura dos jornais deste fim de semana revela que os estrategistas palacianos não desistiram de inventar justificativas para o fiasco do candidato tucano e de marcar nova data para a “reação”. A coluna Giro, em O Popular, ouviu o QG tucano, que, sem medo de cair no ridículo, anunciou pomposamente que Zé vai decolar, sim, mas na “última hora”.

 

Acredite, leitor. Está escrito lá, na coluna Giro de sábado, 22. Zé vai reagir, sim. Na última hora.

23 set

Com todas as pesquisas sérias mostrando resultados negativos, campanha de Zé Eliton e Marconi está no interior, neste domingo, anunciando uma “virada histórica”. Como assim? Onde?

Com todas as pesquisas de credibilidade mostrando resultados negativos, a campanha de Zé Eliton e Marconi Perillo está neste domingo no interior, promovendo carreatas, com os animadores quase histéricos a apregoar, com o botão de som no último volume, uma suposta “virada histórica”.

 

Pelo que se sabe, virada é quando um candidato que está atrás nas pesquisas reage e passa à frente do seu adversário. Na presente eleição, isso não está acontecendo e nem há o menor vestígio de que pode acontecer. Ronaldo Caiado segue em 1º lugar, ganhando folgado no 1º turno, enquanto Zé Eliton continua empatado em 2º lugar com Daniel Vilela. Zé tem 12% e Daniel 13%, segundo a última pesquisa publicada, a do Ibope, a mesma que apontou Caiado com 47%.

 

Pior para a campanha tucana, Marconi Perillo e Lúcia Vânia não estão bem na corrida pelas duas vagas ao Senado. Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso ultrapassaram Lúcia e empataram com Marconi, por apenas um ponto de diferença.

 

Se houver “virada histórica”, como gritam os tucanos, é na eleição para o Senado. E as vítimas são Marconi e Lúcia.

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