Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

23 set

Direitos de resposta obtidos por Marconi na Justiça Eleitoral tendem a provocar um efeito inesperado: dar credibilidade aos ataques e melhorar ainda mais a posição de Kajuru nas pesquisas

O “direito de resposta”, que a Justiça Eleitoral eventualmente pode conceder a um candidato que se considera ofendido por outro, durante o horário eleitoral, costuma ser visto pelo eleitor de forma negativa para quem supostamente seria o seu beneficiário.

 

Marqueteiros e comunicadores sabem que o direito de resposta é um dos maiores desafios da propaganda eleitoral. Geralmente concedidos pelo mesmo espaço de tempo usado para o ataque, são de difícil criação e execução, primeiro pela dificuldade de levar em prazo curto a elucidação correta aos telespectadores e segundo por induzir à impressão de que o candidato ofendido não soube se explicar por conta própria e teve que recorrer ao “tapetão”.

 

Além disso, o direito de resposta tem uma regra que não concorre a favor de quem o consegue: não pode abordar qualquer assunto que não o mencionado na ofensa, o que, às vezes, torna difícil a sua contextualização. Assim, em vez de esclarecer, pode confundir ainda mais o eleitor.

 

Por tudo isso, no caso Marconi x Kajuru, os três direitos de resposta concedidos ao tucano, ocupando o tempo de Kajuru no rádio e televisão, podem se virar contra Marconi e a favor do vereador-radialista, ao sugerir uma espécie de intervenção injusta em um debate entre candidatos que deveria ser livre e, pior, a favor de alguém que não soube se defender sozinho. E, para complicar, dependendo de como serão formatados. Na prática, mais votos para Kajuru.

23 set

Em entrevista de uma página ao Diário da Manhã, Vilmar Rocha, aquele que poderia dizer “eu avisei”, não cita Zé Eliton e diz que está percorrendo o Estado para pedir votos… para Marconi

O candidato a 1º suplente de Marconi Perillo, ex-deputado federal Vilmar Rocha, aparece no Diário da Manhã deste domingo em uma entrevista de uma página.

 

Do começo ao fim, Vilmar Rocha não cita o nome de Zé Eliton. Ele revela que está desaparecido da cena política porque dedica-se a percorrer todos os cantos do Estado, pedindo votos para… Marconi.

 

Em leve referência ao atual governador, afirma acreditar que haverá 2º turno, mas porque “é tradição em Goiás”. Vilmar Rocha é aquele que nunca acreditou na candidatura de Zé Eliton, a quem brindou com adjetivos como “inadequado” e “despreparado” para as funções de governador. O ex-deputado também disse que o ciclo do Tempo Novo estava esgotado e que a hora era de renovação. Só faltou, na entrevista ao DM, Vilmar dizer: “Eu avisei”.

23 set

Em reação ao baque do Ibope/TV Anhanguera, Marconi diz em Goiatuba que “a pesquisa que vale é a das reuniões e eventos onde recebemos tanto carinho”. Eis aí o perfeito autoengano

Falando em Goiatuba, na manhã deste sábado, 22, em uma reunião promovida pelo prefeito local, o ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo mostrou que está incomodado – e muito – impacto da pesquisa Ibope/TV Anhanguera,  aquela que apontou uma disparada de Ronaldo Caiado e trouxe Zé Eliton, como sempre estagnado no 2º lugar e os mesmos 10 a 13% de intenções de voto de sempre.

 

Olha só, leitor, o que Marconi disse, textualmente: “A pesquisa que vale não é a da mentira. É a da manga arregaçada, do trabalho, da urna eletrônica contabilizada. São essas reuniões onde temos recebido tanto carinho e apoio da população. Essas são as pesquisas que valem. O trabalho nas ruas é o nosso termômetro”.

 

Trata-se de um amontoado de frases que poderiam ter sido ditas por um lunático. Não há o menor sentido. Reuniões e demais eventos de campanha não servem para avaliar a aceitação de candidatos, mesmo porque são encontros que reúnem apoiadores contaminados pela paixão política, enquanto as pesquisas, as de credibilidade, evidentemente, são pautadas por critérios científicos e cobrem todo eleitorado. Finalmente, as “urnas contabilizadas”, sim, é que dão o resultado da eleição e, Marconi, como qualquer outra pessoas, não tem certeza sobre o que virá delas, mas apenas pode, por enquanto, fazer uma previsão – com base nas pesquisas e elas, por sua vez, apontam para a vitória de Caiado.

 

Contrapor resultados apurados por institutos como o Ibope com o que os políticos estão “sentindo” nas ruas e em eventos de campanha é um evidente despautério. Desse jeito, Marconi mostra está vivendo um perfeito autoengano. E isso é atalho para a derrota.

23 set

Eleitor dará mais 4 anos para um governo que não aprova? Ibope avalia gestão de Zé Eliton como regular, ruim e péssima para 67% dos entrevistados e como boa e ótima para apenas 21%

Saíram os números que o Ibope apurou, na pesquisa que fez para a TV Anhanguera, para a avaliação que o eleitor goiano faz do governo Zé Eliton.

 

Repetiram-se, dentro da margem de erro de três pontos para mais ou para menos, os índices das pesquisas dos demais institutos de credibilidade: a gestão é regular, ruim e péssima para 67% dos entrevistados e boa e ótima para apenas 21%.

 

A pergunta que salta dos números do Ibope é simples: será que os goianos vai dar mais quatro anos para um governo que não vêem com bons olhos?

22 set

Campanha tucana tenta desqualificar o Ibope para preparar o terreno para a mais uma pesquisa do Directa, que já deu 26,2% para Zé Eliton, vai sair na segunda, 24, e será apresentada como a única real

A campanha tucana vive dias de agrura depois que o Ibope divulgou pela TV Anhanguera a pesquisa que mostrou Ronaldo Caiado furando o teto, com 47%, e Zé Eliton e Daniel Vilela empatados em 2º lugar na faixa de 10 a 13%, dentro da margem de erro.

 

É um momento especialmente cruel para Marconi Perillo, que apareceu na dita pesquisa empatado com Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso, pela diferença de um pontinho.

 

Pior ainda, o Ibope veio a público quando se tentava reanimar a militância com a conversa fiada da “virada”, que, como se viu, nunca houve.

 

Agora, desqualificar o Ibope é essencial para preparar o terreno para a nova pesquisa do instituto de preferência dos tucanos, o Directa, que sairá segunda-feira. O Directa é aquele que deu em seu último levantamento Zé Eliton com 26,2%, o que, se fosse verdade, o transformaria no maior fenômeno eleitoral do país e do planeta. Quem contrata a pesquisa é a rádio Jovem Pan, de propriedade de um dos marqueteiros da campanha tucana, Marcus Vinicius de Queiroz. Essa é a única em que Zé, Marconi e sua turma acreditam…

22 set

Último estágio da decadência de um político e seu grupo é quando, em uma eleição, eles gastam mais tempo brigando com as pesquisas e falando mal dos adversários do que fazendo a sua própria campanha

Ao ler o título acima, leitor amigo, em quem você pensou?

 

Sim, neles mesmos, Marconi Perillo e o seu grupo de políticos que mandam em Goiás desde 20 anos atrás. Quem se lembra do Marconi dos bons tempos? Um político moderno, que sempre adotou uma linguagem de nível educado e elevado, mesmo em momentos difíceis das campanhas eleitorais que enfrentou e venceu, sempre falando em propostas e ideias para o futuro de Goiás e dos goianos. E que nunca precisou brigar com pesquisa nenhuma.

 

Agora, em uma das eleições mais importantes da história do Estado, Marconi e seus aliados se empenham em desvirtuar os fatos, inventando uma “virada” que nunca existiu, mais ainda se desdobrando para desqualificar as pesquisas que não apontam os resultados que eles querem. E falando mal e desrespeitosamente dos adversários.

 

Na noite deste sábado, os tucanos estão nas redes sociais suando sangue para fazer subir a hashtag #ibopementeemgoias. Um dos argumentos é que O Popular não deu a pesquisa do Ibope em manchete, como costuma fazer. Segundo essa teoria da conspiração, isso significaria quem nem o jornal acredita no levantamento (a turma omite que a manchete d’O Popular foi sobre um assunto muito mais importante, o colapso do Hugo, aliás apresentado na propaganda de Zé Eliton e Marconi como maravilhoso,  por falta de insumos). É muito esforço para nada. Mas sinaliza que Marconi e seu grupo não aceitam perder a eleição e querem ganhar nem que seja na marra.

22 set

Faltam só 15 dias para a eleição: estratégia da campanha tucana, que é mostrar o que foi feito e exigir o voto de gratidão, fracassou redondamente, mas mesmo assim eles continuam insistindo

A apenas 15 dias da eleição, as pesquisas que se sucedem mostrando Ronaldo Caiado furando o teto e ampliando a sua frente, enquanto Zé Eliton segue empatado com Daniel Vilela em 2º lugar, evidenciam com clareza que a estratégia adotada pela campanha tucana – exibir o que foi feito e exigir o voto de gratidão – não funcionou.

 

Desde a eleição de 1998 que o eleitor não mostrava tanta vontade para votar olhando para o futuro e sem considerar o passado. Isso está óbvio nos resultados de todas as pesquisas, as sérias, com certeza. Mas, mesmo assim, a máquina eleitoral do governismo continua moendo o mesmo argumento que já se provou ineficaz: nós, que fizemos tudo o que está aí, contra eles, que não fizeram nada. E o resultado é que as pesquisas não mudam e o Zé segue afundando a cada uma que é publicada.

 

Por que a campanha tucana não consegue abandonar um caminho que não leva a lugar nenhum ? Por que não reage, aceitando passivamente os maus números trazidos pelas pesquisas? Por que não abandona o discurso do Estado “terra de sonhos” e “mar de rosas”, que se mostrou infrutífero até agora?

 

Em postagens neste sábado nas redes sociais, Marconi Perillo e Zé repisam a mesma patacoada de sempre: citam obras e programas dos últimos 20 anos para repetir que eles é devem ser eleitos para manter tudo como está. Nem com a iminência de uma derrota acachapante alteraram uma linha que seja de um script que o eleitor nitidamente rejeita.

 

Os tucanos de Goiás sempre foram bons de serviço. E agora estão confirmando essa fama ao ajudar a construir a derrota que vai aniquilar com eles.

22 set

Não há fatores objetivos para justificar uma reação de Zé Eliton ou Daniel Vilela nas pesquisas. Já o desejo de mudança é concreto, empurra Caiado para cima e começa a chegar à eleição para o Senado

Pesquisas não falam por si só. Pesquisas são apenas o retrato do que está colocado dentro da sociedade. É por isso que, para que elas mudassem e mostrassem ou Zé Eliton ou Daniel Vilela subindo, no presente momento da campanha eleitoral, seria preciso que primeiro houvesse algo de concreto acontecendo e influenciando a cabeça do eleitor.

 

E não há nada. Zé e Daniel continuam no limbo onde sempre estiveram, empatados em 2 lugar na faixa de 10 a 13%, dentro da margem de erro, conforme, nesta semana, as pesquisas do Diagnóstico, Grupom e Ibope. Caiado segue em frente em 1º lugar, vencendo no 1º turno, com uma folgada margem de 30 a 34 pontos de vantagem.

 

Essas pesquisas apenas refletem o sentimento geral a favor de uma mudança administrativa em Goiás que qualquer um reconhece como real e verdadeiramente enraizado entre os goianos. Sendo assim, não há porque Caiado cair nem muito menos razão para que Zé e Daniel cresçam. Nada se modificou, do ponto de vista social. Caiado é a garantia de uma alternância de poder satisfatória. E o pior: esse desejo de mudança está se espalhando cada vez mais, a ponto de contaminar a eleição para o Senado. Não à toa, Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso estão em ascensão, tendo chegado ambos ao empate com Marconi pela diferença de um ponto, o que quer dizer que o anseio pela renovação é muito maior do que se imaginava.

22 set

Medalhões da campanha de Zé e Marconi entram em desespero e tentam desacreditar o Ibope para tirar a militância do desânimo que baixou após a pesquisa Ibope/TV Anhanguera

Liderados pelo ex-governador Marconi Perillo, alguns medalhões da campanha governista se esforçam, neste sábado, para contestar a pesquisa do Ibope que deu 47% das intenções de voto para Ronaldo Caiado e trouxe Zé Eliton e Daniel, como sempre, empatados no 2º lugar na faixa dos 10 a 13%, dentro da margem de erro.

 

Marconi, em um áudio que circula na internet, dá a nítida impressão de que está à beira de um ataque de nervos: acusa o Ibope, instituto que trabalha para a Rede Globo, de ter vendido a pesquisa para a campanha de Caiado.

 

Seria a primeira vez que alguém, liderando as pesquisas, como Caiado lidera, “compraria” uma pesquisa. Isso não tem sentido. Quem manipula (“compra) pesquisas é quem está atrás, caso da “virada” anunciada pela campanha de Zé Eliton a partir de uma pesquisa do instituto Directa, onde o candidato tucano apareceu com 26,2% das intenções de voto, em total desalinhamento com todos os outros levantamentos.

 

E se houve algo de errado com o Ibope, onde estão as provas?

 

O problema é que a militância sentiu o baque – e o motivo é o que este blog vem dizendo há algum tempo: Marconi e Zé faltaram com a verdade ao espalhar a “fake news” da virada que nunca aconteceu e só se baseou em uma pesquisa de nenhuma credibilidade. Disseram à tropa que Zé estava crescendo, que o 2º turno já estava garantido e o pessoal ingenuamente acreditou. Vem o Ibope e mostra que nada disso corresponde à realidade e que, pior ainda, o próprio Marconi está ameaçado de perder a eleição, ao aparecer em empate técnico em 1º lugar com Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso, pela diferença de um ponto.

 

É um fim de semana lúgubre para a base governista.

22 set

Em mensagem de áudio ao presidente da AGM, Marconi classifica a pesquisa Ibope/TV Anhanguera como “sacanagem” e afirma, sem provas, que ela foi “comprada” por Caiado

Em mensagem de áudio(ouça acima) enviada ao prefeito de Hidrolândia Paulo Sérgio de Rezende, que também é presidente da AGM, o ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo classifica a pesquisa Ibope/TV Anhanguera como “sacanagem” e afirma que o levantamento foi “comprado” pelo candidato democrata Ronaldo Caiado.

 

No áudio, que está circulando na internet, Marconi não faz referência a provas. Acrescenta, apenas, que, na última quarta-feira, dois dias antes da divulgação pela TV Anhanguera, o governador Zé Eliton recebeu uma pesquisa do mesmo Ibope, em que teria 18% das intenções de voto, contra 40% de Caiado, a apenas 4 pontos da garantia de 2º turno.  Faz também um relato de campanhas passadas e informa que sempre foi vítima do instituto, que em suas várias eleições publicou pesquisas que não condiziam com a realidade que emergiu das urnas.

 

Ao presidente da AGM, o ex-governador tucano pede empenho para levar a informação aos prefeitos e jura que a “virada” está realmente acontecendo e que “vamos ganhar a eleição”.

22 set

Mobilização de rua, redes sociais, rádio e televisão, máquina governista, exército de prefeitos – nada adiantou e Zé Eliton vai chegar ao dia da eleição sem crescer um único ponto acima da margem de erro

O governador Zé Eliton é mesmo ruim de voto. É preciso admitir que ele e a sua campanha fizeram de tudo: carreatas, eventos, presença intensa nas redes sociais, maior tempo no horário eleitoral no rádio e televisão, uma poderosa máquina governista e um exército de prefeitos (já falaram em duas centenas), mas nada adiantou.

 

Entre a pesquisa Ibope de 17 de agosto último e a desta sexta-feira, ambas divulgadas pela TV Anhanguera, Zé cresceu 3 pontos, passando de 10 para 13% – dentro da margem de erro, portanto, que foi de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. No jargão técnico das pesquisas, nesse caso, não se poder classificar o movimento como crescimento, mas sim como mera oscilação, já que ocorrido dentro da margem de erro. Importante: o índice está alinhado com os números apurados pelos demais institutos de pesquisas, os de credibilidade, claro.

 

Zé é um fenômeno eleitoral às avessas. O maior de todos os tempos em Goiás.

22 set

Campanha nas ruas e no rádio e televisão fez Zé Eliton se consolidar em 1º lugar como o candidato mais rejeitado: segundo o Ibope, 27% dos eleitores não votariam nele de jeito nenhum

Deu para trás a campanha do governador Zé Eliton nas ruas e no rádio e televisão: a pesquisa Ibope/TV Anhanguera divulgada na noite desta sexta-feira trouxe o candidato tucano como o nome mais citado quando a pergunta foi “Em quem você não votaria de jeito nenhum?”.

 

Zé alcançou 27% de rejeição. Ronaldo Caiado teve 18% e Daniel Vilela 14%.

21 set

Apitou o alarme de incêndio: com a pesquisa Ibope/TV Anhanguera, campanha de Zé Eliton entra em clima de velório, pior ainda com a perspectiva de derrota de Marconi

A pesquisa Ibope/TV Anhanguera desta sexta-feira à noite fez baixar um inevitável clima pesado de velório sobre a campanha do governador Zé Eliton, que manteve a mesma pontuação de sempre, continua empatado tecnicamente com Daniel Vilela em 2º lugar e agora a 34 pontos de Ronaldo Caiado – o que corresponde a quase 1.400.000 votos de frente para o candidato democrata.

 

Lançar Zé para o governo foi uma loucura do PSDB e partidos aliados que vai custar caro. Mas os dados que o Ibope trouxe para a disputa pelas duas vagas ao Senado agravam ainda mais a deprimente situação da campanha tucana: o ex-governador e líder maior do Tempo Novo está empatado em 1º lugar com Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso, pela uma ínfima diferença de um ponto.

 

Um ponto. Na definição de um militante apaixonado do PSDB, “Zé já era e Marconi tá lascado”.

 

Vem aí o desfecho esperado para o governo e inesperado para o Senado em uma das mais significativas eleições da história política de Goiás. Para azar dos tucanos.

21 set

Pós Ibope: se tivesse juízo, base governista deixaria Zé por conta própria e investiria tudo na eleição de Marconi, por uma questão de sobrevivência futura. A alternativa é morrer todo mundo abraçado

Se, em política, a racionalidade prevalecesse, a base governista deixaria imediatamente o Zé por conta própria e passaria a investir tudo o que pudesse na eleição de Marconi Perillo para o Senado, como única alternativa de sobrevivência para o futuro de todos. Como se sabe, Marconi corre risco e está ameaçado pela ascensão de Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso, que crescem sem parar nas pesquisas, enquanto ele segue estagnado.

 

Não tem sentido um exército tão grande e que se acostumou a ganhar eleições uma atrás da da outra, pelos últimos 20 anos, ser aniquilado por se atrelar à candidatura de alguém que não possui os méritos mínimos para representar tamanha força, como Zé Eliton.

 

Zé foi um erro. Claro que agora é tarde demais. A 15 dias da data da eleição, não adianta chorar o leite derramado. Seria a hora de pragmatismo e ajustar a estratégia: todos, com força total, investindo na candidatura de Marconi ao Senado. Perdido o governo, como já está, sobraria um líder à altura de comandar o que restar do antigo e poderoso grupo dos tucanos, que provavelmente será reduzido a uma sombra do que foi.

 

A alternativa a isso, com a derrota também de Marconi, é o fim de tudo e de todos no grupamento liderado pelos tucanos.

21 set

Veja vídeo de Zé Eliton, postado na tarde desta sexta-feira, comemorando a “virada” que nunca houve e que, horas depois, seria desmentida mais uma vez pela pesquisa Ibope

“Eu quero agradecer a todos que estão participando desta onda azul e desta grande virada que está acontecendo em todos os cantos do Estado”, diz o governador Zé Eliton, em vídeo postado nas suas redes sociais, na tarde desta sexta-feira(veja acima). Zé parece entusiasmado.

 

Poucas horas depois, a TV Anhanguera divulgou a nova rodada da pesquisa Ibope. A “virada” comemorada por Zé Eliton foi o crescimento de Ronaldo Caiado, que chegou a espetaculares 47% das intenções de votos, enquanto o candidato tucano continuou tecnicamente empatado em 2º lugar com Daniel Vilela. Zé não passou de 13% e Daniel de 12%.

 

Zé e a tucanada precisam cair na real: a onda azul e a grande virada não passam de uma ilusão para incautos.

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