Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

12 set

Zé Eliton, representante do governismo, pouco tem a ganhar com debates: agora, na rádio Sagres 730, é Daniel e Kátia que batem bola com críticas sobre a Educação em Goiás

Quem representa o governo nunca se sai bem em debates eleitorais, caso de Zé Eliton, agora, no encontro promovido pela rádio Sagres 730.

 

Depois de ser obrigado a ouvir críticas sobre a segurança pública, sem poder intervir porque não era a sua vez de perguntar ou responder, Zé Eliton acompanha, na mesma situação, calado, Daniel Vilela e Kátia Maria em uma discussão sobre as falhas na Educação em Goiás, com questionamentos até sobre o 1º lugar do Estado no Ideb.

 

O terceiro bloco do debate segue em ambiente de calma, tranquilidade e respeito entre os candidatos.

12 set

Caiado e Daniel fuzilam Zé Eliton com críticas sobre a falta de segurança em Goiás e aumento dos casos de feminicídio

O terceiro bloco do debate promovido pela rádio Sagres 730 entre os candidatos a governador de Goiás mostra um ligeiro esquentamento, mas sem perder o tom cordial entre os candidatos.

 

Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, em uma série de intervenções, criticam a falta de segurança e a ausência de políticas para o setor. Eles dizem que o governo fracassou na defesa da mulher, que são vítimas de um feminicídio a cada dois dias, segundo dizem.

 

O debate está sendo retransmitido por mais de 14 emissoras de rádio do interior. Rubens Salomão segue nota 10 na mediação do encontro.

12 set

Inacreditável: todos os candidatos baixam o tom no debate da rádio Sagres 730, trocam gentilezas, chamam-se pelos nomes como se fossem velhos amigos e gastam o tempo discutindo propostas

Os cinco candidatos a governador de Goiás presentes no debate da rádio Sagres 730, neste momento, já passaram pelo primeiro e segundo blocos com uma postura comum surpreendente: trocam gentilezas, referem-se uns aos outros pelo nome, mostram polidez extrema e concentram-se na discussão de propostas.

 

É um debate completamente diferente dos anteriores.

12 set

Ao contrário do seu comportamento no debate da OAB-GO, Zé Eliton, mesmo sob ataque dos quatro candidatos oposicionistas, apresenta-se calmo e muito moderado

O tucano Zé Eliton, ao contrário do comportamento irritado que mostrou no debate da OAB-GO, apresenta-se calmo e muito moderado no confronto entre os candidatos a governador na rádio Sagres 730 neste momento.

 

Como sempre, Zé é alvo de críticas dos demais quatro postulantes, mas não está reagindo com ataques. Ele se fixa na apresentação de “conquistas” dos governos dos últimos anos, chama os oponentes pelo nome, até carinhosamente, e dá um tom de conversa às suas intervenções.

 

O debate é árido, frio e sem graça. Mas muito bem formulado em termos de regras, o melhor até agora, e bem conduzido pelo âncora Rubens Salomão.

12 set

Debate na rádio Sagres 730 segue em clima frio e registra até elogios de Weslei Garcia a Caiado, por não apoiar Bolsonaro para a presidência

O debate entre os candidatos a governador na rádio Sagres 730, neste momento, segue em clima frio. Weslei Garcia, do PSOL, chegou a elogiar Ronaldo Caiado por não dar apoio a Jair Bolsonaro e não concordar com políticas restritivas contra minorias sociais.

 

Caiado e Kátia Maria também trocam figurinhas, discutindo políticas de saúde e criticando o governo do Estado, mas de forma leve. Digamos assim: o debate é o mais propositivo de todos os realizados até agora.

12 set

Candidatos a governador estão neste momento em mais um debate, agora na rádio Sagres 730

Os cinco candidatos a governador de Goiás que representam partidos com bancadas na Câmara Federal estão neste momento na rádio Sagres, participando de mais um debate.

 

Ronaldo Caiado, Zé Eliton, Daniel Vilela, Kátia Maria e Weslei Garcia estão presentes. O bloco inicial, com perguntas dos ouvintes, é mais frio que um bloco de gelo. Os candidatos da oposição, quatro, aproveitam os questionamentos para disparar uma chuva de críticas contra o governo do Estado.

12 set

Tendência dos goianos é dar uma lição em Marconi, levá-lo a experimentar uma derrota para recuperar a humildade e para isso o instrumento disponível é Kajuru, que só precisa ajustar a sua campanha

As pesquisas publicadas nos últimos dias evidenciam que os goianos estão avaliando a hipótese de dar uma lição no ex-governador Marconi Perillo, derrotando-o na eleição para o Senado como punição pela humildade perdida e até mesmo por ter deixado de ser o Marconi que era. Para isso, um instrumento está disponível: a candidatura de Jorge Kajuru ao Senado.

 

Todos os institutos de credibilidade, sem exceção, têm mostrado quatro candidatos embolados na corrida senatorial – Marconi, Kajuru, Lúcia Vânia e Vanderlan Cardoso. Os dois primeiros estão liderando, com o ex-governador ainda em 1º lugar, mas com o polêmico vereador-radialista mordendo os seus calcanhares. Em uma pesquisa ou outra, Kajuru vem na frente. Em Goiânia, Aparecida, Anápolis e região, onde se concentra o maior potencial de votos do Estado, ele alcança quase o dobro dos índices de Marconi. E sua rejeição é baixíssima, enquanto a de Marconi disparou e fica entre um terço e metade do eleitorado – fardo pesado para qualquer político carregar.

 

Kajuru ainda faz a campanha errada. Ele não percebeu que a elevada rejeição a Marconi disponibiliza uma colossal quantidade de votos contra o tucano, que pode ser facilmente absorvida por quem se colocar como a melhor antagonização a ele. Kajuru já é isso, naturalmente. Só precisa lembrar o eleitor e reiterar que, sim, é o antimarconismo em estado puro e com isso capturar esses votos em sua plenitude.

11 set

Tucanos e emedebistas apostaram que Caiado havia batido no teto e só poderia andar para trás. Não deu certo: com os programas de TV, Zé seguiu estagnado, Daniel caiu e… Caiado subiu

Nada parece dar certo para Zé Eliton e Daniel nesta campanha. Os dois apostaram alto nos programas no rádio e televisão como a saída para crescer nas pesquisas, talvez contar com alguma queda de Ronaldo Caiado (que eles achavam que, na faixa de 38 a 40%, havia batido no teto) e no final de tudo forçar o sonhado 2º turno.

 

Não deu certo. Com mais de 10 dias de palanque eletrônico, quem subiu nas pesquisas foi Caiado, rompendo o tal teto. No Serpes, em O Popular, ele passou de 42%. No Diagnóstico, no Diário da Manhã, que estendeu sua apuração por dois dias a mais, o candidato democrata superou a linha dos 43%.

 

A vitória no 1º turno está perto de se transformar em realidade para Caiado. Seus adversários perderam a aposta.

11 set

Educação de Goiás se saiu bem no Ideb devido ao esforço dos professores e alunos? Não, segundo Valéria Perillo, em discurso exaltado: foi “graças à luta de Raquel Teixeira, dr. Zé Eliton e Marconi“

Veja o vídeo, leitor, recolhido do Instagram da própria: a ex-primeira dama Valéria Perillo, exaltada, faz um discurso na inauguração de um comitê do deputado federal Marcos Abrão e garante que, se a Educação de Goiás foi bem avaliado no Ideb, foi “graças à  luta de Raquel Teixeira, dr. Zé Eliton e Marconi “.

 

“Não é por nada, não”, lembra, quase gritando, a senhora. Só faltou dizer, mas ficou subentendido, que, por isso, em sinal de gratidão, os eleitores devem votar nos candidatos tucanos.

 

Nem Zé Eliton nem Raquel nem Marconi assumiram um discurso tão equivocado assim. Em suas manifestações sobre o bom posicionamento de Goiás no Ideb, eles sempre fazem questão de atribuir a conquista ao esforço dos professores e alunos da rede pública. E agradecem a eles por essa façanha. Não foi por nada, mesmo.

11 set

Desconhecimento do seu nome, juventude em excesso e solidão política amarram Daniel Vilela nas pesquisas e não o deixam subir, mas ele sairá da eleição como ótima opção para voos futuros

O candidato do MDB a governador Daniel Vilela ainda é muito desconhecido dos goianos e não terá tempo, até a data das urnas, para reverter essa situação. Soma-se a isso a sua juventude, digamos assim, excessiva, que o faz ser visto como ainda “verde” para governar Goiás (principalmente em contraponto com a experiência do líder das pesquisas, Ronaldo Caiado). Por último, vem o seu isolamento político: Daniel é solitário demais, só tem a seu lado o pai Maguito Vilela – o que é positivo – e não conseguiu nem mostrar ainda que conta com um líder experiente como Iris Rezende apoiando a sua postulação.

 

Tudo isso tem segurando o emedebista nas pesquisas, em que, apesar de todos esses percalços, ainda consegue a façanha de empatar tecnicamente com o governador Zé Eliton no 2º lugar, mesmo não contando com uma fração dos recursos à disposição do candidato tucano.

 

Daniel Vilela, no entanto, tem garantida uma vitória nesta eleição: sairá muito bem conhecido em todo o Estado e politicamente cacifado, o que o transformará em ótima e consistente opção para voos futuros, seja para as prefeituras de Goiânia ou Aparecida seja para o próprio governo do Estado seja para o que quiser. Será um capital e tanto.

11 set

Indicação de Raquel Teixeira para a vice de Zé Eliton, supostamente para representar as mulheres, não rendeu pontos nas pesquisas, conforme mostra o levantamento do Serpes

A indicação da professora e ex-secretária de Educação Raquel Teixeira para a vice de Zé Eliton não trouxe nenhum resultado nas pesquisas.

 

Ao ser escolhida, Raquel foi anunciada como a representante das mulheres na chapa do PSDB, mas a última pesquisa Serpes/O Popular, publicada no domingo passada, mostra que, entre o eleitorado feminino, Zé Eliton continua bem atrás de Ronaldo Caiado, que tem 38%, enquanto o candidato tucano não passa de 10,1%, mesmo índice que ele vem exibindo desde a primeira pesquisa do Serpes neste ano. Na pesquisa do instituto Diagnóstico, publicada nesta terça no Diário da Manhã, Zé Eliton, entre as mulheres, tem índice parecido, 11,5%, também sem variação em relação à pesquisa passada.

 

Na verdade,  Raquel Teixeira configura apenas mais um erro de estratégia de Zé Eliton, dos muitos que ele cometeu e continua cometendo. Raquel Teixeira representa na chapa, isso sim, o fracasso da articulação política dentro da base governista. Só depois que falharam as tentativas de inclusão de partidos fortes como o PP, o PRB ou o PDT (para não falar no PROS e no PHS), é que ela foi chamada – não por ser mulher ou por representar esse público. Ela tornou-se candidata a vice por falta de opção dos tucanos.

11 set

Como é que um governador pode ganhar mais 4 anos de mandato quando tem só 18,1% de aprovação e é considerado regular, ruim e péssimo por 66,7% dos goianos, conforme mostra a pesquisa Serpes?

A parte final da última rodada da pesquisa Serpes foi publicada nesta terça-feira pelo jornal O Popular. E as novas revelações são arrasadoras para o governador Zé Eliton.

 

O levantamento mostra que apenas 18,1% dos goianos aprovam o governo (soma de 2,2% de ótimo e 16% de bom). Já 66,7% consideram a gestão como regular (37%), ruim (13,6%) e péssimo (16,1%). O que torna a situação desastrosa para Zé Eliton é que esses índices vêm evoluindo negativamente desde que ele assumiu, há cinco meses. O número de indecisos também diminuiu para a metade, aumentando a adesão à ideia de que o governo não vai bem. Como governador, Zé não convenceu.

 

A questão que se coloca é simples: como é que um governador tão mal avaliado pode pedir à população mais quatro anos para continuar com uma administração com um índice de aprovação baixíssimo e de reprovação altíssimo?

 

Não tem jeito.

11 set

Sinal amarelo: maior concentração de votos está em Goiânia, Aparecida, Anápolis e região e é aí que Marconi perde feio para Kajuru e Vanderlan, conforme a pesquisa Serpes/O Popular

O risco de derrota que o ex-governador Marconi Perillo enfrenta na eleição para o Senado é real e está ficando cada vez mais patente.

 

Das sete regiões pesquisadas pelo Serpes, Marconi perde em quatro. E pior: em Goiânia, tanto Marconi (12,4%) como Lúcia Vânia (12,1%) estão bem atrás de Jorge Kajuru (21,9%) e Vanderlan Cardoso (17,8%). No Centro, que inclui colégios importantes como Anápolis e Aparecida de Goiânia, Kajuru e Vanderlan também lideram, embora com menor vantagem sobre os dois governistas.

 

Vale lembrar, leitor, que o maior contingente de votos do Estado está justamente nessa área onde o ex-governador tucano está mais fraco, ou seja, a capital, Aparecida, Anápolis e região. É por isso que os seus índices gerais estão tão magros, hoje mostrando empate técnico com Lúcia Vânia, Kajuru e Vanderlan – conforme as duas últimas pesquisas do Serpes e do Diagnóstico. É claro que, nas pesquisas, o peso desses colégios já está balanceado. O que se quer dizer aqui é que são zonas eleitorais fortemente urbanizadas e, portanto, mais ativas em termos de propagação de tendências.

 

Com a disputa para governador praticamente decidida a favor de Ronaldo Caiado, a grande expectativa dessa eleição passa a ser a corrida pelas duas vagas no Senado.

11 set

Dos 3 principais candidatos, Zé Eliton é o 1º lugar em rejeição na pesquisa Diagnóstico/Diário da Manhã, com 31,5% de eleitores que não votam nele de jeito nenhum

Dos três principais candidatos a governador, Zé Eliton é o que apareceu com a maior rejeição na pesquisa Diagnóstico/Diário da Manhã.

 

Diante da pergunta “Em quem você não votaria de jeito nenhum?”, 31,5% dos entrevistaram citaram o nome do candidato tucano na resposta.

 

Ronaldo Caiado é rejeitado por 27,9% e Daniel Vilela por 24,9%.

11 set

Candidato majoritário mais rejeitado nesta eleição e correndo risco real de derrota, Marconi suspende o discurso agressivo e para de falar mal de Caiado e família

Quem acompanha de perto a campanha deste ano, como este blog, deve ter notado que o ex-governador Marconi Perillo fez um ajuste no seu discurso: parou de falar mal de Ronaldo Caiado.

 

Há um mês, o tucano-chefe saiu da sua tradicional postura de equilíbrio e defesa do debate de alto nível para disparar ataques rasteiros contra o senador democrata, chegando a criticar a família Caiado por fatos supostamente acontecidos em Goiás há mais de 100 anos. Marconi também repetia incansavelmente o mantra de que Caiado, em toda a sua vida parlamentar, jamais trouxe “um prego ou parafuso” para Goiás.

 

Como a sua rejeição aumenta (hoje, ele é o candidato majoritário mais citado quando a pergunta é “Em quem você não votaria de jeito nenhum?”, liderando o quesito com folga nas últimas pesquisas do Serpes, em O Popular, e do Diagnóstico, nesta terça no Diário da Manhã), ao mesmo tempo em que Caiado escala mais alguns pontos nas pesquisas, quando todos achavam que já tinha batido no teto, a estratégia de Marconi teve de ser revista – campanha agressiva costuma se voltar contra quem a faz, principalmente em Goiás, e parece que foi justamente o que aconteceu. Para minimizar o prejuízo, desde o fim da semana passada que o ex-governador voltou a falar nas obras que fez e no reconhecimento que espera do eleitor goiano. Esqueceu Caiado.

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