Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

06 dez

TV Anhanguera exibe imagens de Jayme Rincón, chegando preso à sede da Polícia Federal, e de Júlio Vaz escondendo o rosto dentro da viatura policial

O noticiário da TV Anhanguera exibiu agora há pouco imagens inéditas do ex-presidente da Agetop Jayme Rincon, chegando sob escolta à sede da Polícia Federal em Goiânia, e do atual presidente da Codego Júlio Vaz (já exonerado pelo governador Zé Eliton) escondendo o rosto no banco traseiro de uma viatura policial.

 

Na TV Record, o Balanço Geral mostra o apresentador Oloares Ferreira comentando a Operação Confraria com fortes críticas ao governador Zé Eliton, a quem acusa de recorrer ao surrado jargão do “eu não sabia de nada”.

06 dez

Casal Márcio-Meire, ele funcionário da Codego, ela assessora da governadoria, tinha gastos e propriedades incompatíveis com a sua renda e chamou a atenção da Polícia Federal

O casal de funcionários públicos Márcio Gomes Borges e Meire Cristina Rodrigues Borges, ele alto executivo da Codego e ela secretária da governadoria (sempre trabalhou com Sérgio Cardoso, cunhado de Marconi Perillo, de quem foi assessora na Secretaria de Articulação Política) mantinha um padrão de vida incompatível com os seus rendimentos – o que chamou a atenção dos investigadores da Polícia Federal e fundamentou o encaminhamento de parte das investigações da Operação Confraria, que prendeu os dois na manhã desta quinta-feira.

 

Carros de luxo, um deles avaliado em 600 mil, e apartamento de R$ 4 milhões de reais, além de gastos com cartões de crédito e viagens foram alvo do inquérito, que apreendeu esses bens de propriedade do casal (sequestrou, no caso do imóveis).

06 dez

Alguma semelhança com o Rio de Janeiro? Operações da Polícia Federal mostram que organizações criminosas agiam livremente dentro dos governos de Marconi e Zé Eliton

As operações da Polícia Federal – Cash Delivery e agora a Confraria – revelam que organizações criminosas agiam livremente dentro dos governos de Marconi Perillo e Zé Eliton, em alguns casos com o envolvimento do próprio governador do Estado – caso de Marconi, que recebia propinas através do ex-presidente da Agetop Jayme Rincón, conforme denúncia do Ministério Público Federal.

 

A exemplo do que acontecia no governo do Rio de Janeiro, hoje maior exemplo de corrupção dentre todos os Estados brasileiros, o que foi flagrado em Goiás parece encadear uma rede delituosa: a partir do rastreamento telefônico dos dois policiais usados por Marconi e Rincón para recolher propinas, foram estabelecidas conexões com irregularidades praticadas no âmbito da Codego, com o envolvimento do seu presidente, Júlio Vaz, para quem os dois policiais também prestavam serviços de transporte de dinheiro vivo.

 

Pior, a Polícia Federal suspeita que, mesmo após a Operação Cash Delivery, as transações ilícitas com recursos públicos continuaram a pleno vapor na esfera da Codego, que atua na área de estímulo a industrialização do Estado.

06 dez

Polícia Federal divulga primeiras fotos de bens apreendidos (jóias, carros de luxo e dinheiro) pela Operação Confraria, que prendeu Jayme Rincón e Júlio Vaz

Saíram as primeiras fotos, divulgadas pela Polícia Federal, mostrando bens apreendidos pela Operação Confraria, desdobramento da Operação Cash Delivery (por sua vez derivada da Operação Lava Jato), que levou para a cadeia, na manhã desta quinta-feira, o ex-presidente da Agetop Jayme Rincón e o atual presidente da Codego Júlio Vaz,

 

Confira. Não se informou, por enquanto, a quem pertencem as joias, carrões (Maserati, BMW e Nissan) e o dinheiro recolhidos pelos agentes da Polícia Federal. Foram apreendidos 14 veículos (incluindo motos e lanchas) e sequestrados apartamentos e casas de veraneio em Búzios, Caldas Novas e Aruanã.

 

A Maserati Spyder é um modelo avaliado em cerca de R$ 1 milhão de reais. É raríssimo no Brasil, pela exclusividade.

06 dez

Recuo de Caiado sobre incentivos fiscais revela falta de coragem para mudanças reais: cortes ínfimos trarão aumento de arrecadação irrisório, correspondente a meio mês de ICMS

Envolvido inicialmente em uma completa desinformação, o acordo do governador eleito Ronaldo Caiado com os representantes das 600 empresas privilegiadas por incentivos fiscais em Goiás começa a ser esclarecido, especialmente através de matéria minuciosa do jornal O Popular desta quinta-feira, 6 de dezembro, que detalha as supostas “novidades”.

 

Fica claro que, diante da ameaça de debandada  de empresas atingidas por cortes nos benefícios fiscais para outros Estados, Caiado recuou das suas intenções iniciais. Primeiro, ele chegou a falar em uma redução drástica de 50% nas vantagens tributárias concedidas às empresas, proposta que, apresentada em uma reunião com a Adial (principal entidade representativa do setor produtivo mais incentivado), deixou os seus dirigentes “atordoados”, nas palavras do seu presidente, Otavinho Lage. A reação veio na ameaça colocada através do dono da Caoa Chery, maior montadora de veículos instalada em Goiás, que avisou secamente que a sua fábrica seria imediatamente transferida para São Paulo caso fossem diminuídos seus incentivos – que dão a ela, hoje, o direito de simplesmente não pagar nada de ICMS.

 

Em seguida, Caiado abaixou o percentual de corte para 30%, o que foi novamente recusado pelos empresários. Eles contrapropuseram a chamada “modulação”, ou seja, a introdução de modificações ínfimas nos percentuais atualmente em vigor, que vigorariam pelo prazo de seis meses a um ano, quando tudo voltaria ao normal. Receoso com a possibilidade de uma crise logo no início da sua gestão, com a inevitável especulação sobre fuga de empresas para outros Estados logo nos seus dias iniciais da sua  gestão, Caiado engoliu o acerto – que resultará em um aumento de arrecadação em torno de R$ 1 bilhão de reais em 2019, valor que parece elevado, mas na realidade irrisório por corresponder a pouco mais que meio mês de receita de ICMS.

 

Um fiasco, portanto. A caixa preta dos incentivos fiscais permanecerá intocada, notadamente quanto ao cumprimento das contrapartidas que essas 600 empresas beneficiadas são obrigadas a oferecer a Goiás, em especial no item criação de vagas de trabalho. Para o novo governo, a sinalização é uma só: Caiado ganhou prometendo mudança, mas vai assumir garantindo continuidade.

06 dez

Equipes da Polícia Federal estão neste momento no 6º e no 8º andares do Palácio Pedro Ludovico, efetuando buscas nas secretarias da Casa Civil e da Articulação Política, esta já ocupada por Sérgio Cardoso

Equipes da Polícia Federal vasculham neste momento salas do 6º e 8º andar do Palácio Pedro Ludovico, onde funcionam a Secretaria de Articulação Política (já ocupada por Sérgio Cardoso e hoje nas mãos do ex-deputado Carlos Alberto Leréia) e a Secretaria da Casa Civil, chefiada pelo procurador João Furtado.

06 dez

Ainda faltam informações, mas ações policiais da Operação Confraria em Búzios, onde Jayme Rincón tem casa e Marconi estava passando a semana, apontam para o envolvimento do ex-governador

O ex-governador Marconi Perillo, que estava passando a semana em Búzios – cidade praiana do Rio de Janeiro onde o ex-presidente da Agetop Jayme Rincón tem uma casa de veraneio – pode estar no alvo da Operação Confraria, desdobramento da Operação Cash Delivery, por sua vez um dos braços investigativos da Operação Lava Jato.

 

No comunicado da Polícia Federal sobre a Operação Confraria, menciona-se expressamente que ações policiais estão ocorrendo em Búzios.

06 dez

Jayme Rincón volta a ser preso pela Polícia Federal, agora no curso da Operação Confraria, desdobramento da Operação Cash Delivery. Júlio Vaz, presidente da Codego, também foi detido

A jornalista Cileide Alves informou agora há pouco no seu Twitter que o ex-presidente da Agetop Jayme Rincón foi novamente preso pela Polícia Federal, no curso da Operação Confraria, que desdobra as ações da Operação Cash Delivery – que prendeu o próprio Rincón e o ex-governador Marconi Perillo, posteriormente liberados por habeas-corpus concedidos pelo Superior Tribunal de Justiça.

 

O presidente da Colego, Júlio Vaz, também foi preso. Estão ainda detidos Márcio Gomes Borges e sua mulher Meire Cristina Rodrigues Borges, que foi secretária de Sérgio Cardoso no governo do Estado.

06 dez

Operação Cash Delivery, da Polícia Federal, aquela que prendeu Jayme Rincón e Marconi Perillo, está nas ruas à caça de envolvidos em irregularidades na Codego

A Operação Cash Delivery, sob o comando da Polícia Federal, está nas ruas desde a manhã desta quinta-feira, 6 de dezembro, efetuando prisões e apurando informações sobre o pagamento de propinas no âmbito da Codego – Companhia de Desenvolvimento do Estado de Goiás.

 

Uma secretária do atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, de nome Meire, está sendo caçada pelos policiais federais. O marido dela, Márcio, foi detido. Leia o primeiro comunicado da PF, acima.

06 dez

“Legado” social do Tempo Novo é o aumento da pobreza em Goiás, mostra pesquisa do IBGE publicada em O Popular: cresceu o número de pessoas que vivem com menos de R$ 7,35 reais por dia

Mais pessoas passaram a viver em situação de pobreza extrema em Goiás no ano passado, ou seja, viviam com até US$ 1,9 (R$ 7,35) por dia apenas. Eram 264,3 mil pessoas (3,9% do total) nesta condição no Estado em 2017, contra 234,2 mil (3,5%) em 2016. Os números estão em uma pesquisa do IBGE, publicada nesta quinta-feira em O Popular (veja o gráfico acima).

 

É claro que o desemprego e a falta de oportunidades tiveram influência decisiva no crescimento estadual da pobreza, mas é fácil concluir que as políticas compensatórias do governo do Estado, tipo Renda Cidadã, por exemplo, que paga R$ 100 reais por mês a pessoas carentes, deixaram de funcionar e não ajudam mais quem vive em situação de vulnerabilidade social.

 

Os projetos sociais articulados nos últimos 20 anos pelo Tempo Novo do ex-governador Marconi Perillo, se foram modernizantes e eficazes no início, caíram na inocuidade com o passar do tempo – repetitivos, não foram capazes de acompanhar a evolução econômica e social do Estado, que, como se vê, gerou aumento da pobreza.

05 dez

Durona, sem perfil político e muito ligada a Raquel Teixeira, a atual secretária de Ensino Básico do MEC Kátia Stocco é mais um nome de fora de Goiás para o secretariado de Caiado, na pasta da Educação

O governador eleito Ronaldo Caiado está trazendo o terceiro nome de fora de Goiás para a sua equipe – é a professora Kátia Cristina Stocco Smole, conhecida como Kátia Stocco(foto), atual secretária de Ensino Básico do Ministério da Educação, que é cotada para assumir a pasta estadual da Educação a partir de janeiro. A informação ainda não foi confirmada por Caiado ou sua assessoria.

 

Kátia Stocco esteve pouquíssimas vezes em Goiás, participando de eventos promovidos pela então secretária Raquel Teixeira, de quem é amiga particular. Ela fez carreira em postos do governo de São Paulo e também do governo federal, passando por fundações de grandes bancos. É formada em Matemática e autora de vários livros sobre Educação no Brasil.

 

Nos bastidores da Seduce, onde ainda reina a equipe que trabalhou com Raquel Teixeira, a notícia foi comemorada porque, na prática, de alguma forma vai estender o poder e o controle da ex-secretária sobre a pasta.

 

Antes de Kátia Stocco, foram dados como certos para o secretariado de Caiado o delegado aposentado da Polícia Federal Rodney Miranda, do Paraná, para a Secretaria de Segurança Pública e o oceanógrafo Ricardo Soavinski, do Espírito Santo, para a Saneago.

05 dez

Acordo entre Caiado e empresários, para solucionar a questão dos incentivos fiscais, não está claro para a sociedade, embora já concretizado em projeto aprovado às pressas e sem debate pela Assembleia

O noticiário dos jornais diários, especialmente O Popular, desta quarta-feira, 5 de dezembro, não deixa claro os termos em que foi fechado o acordo entre o governador eleito Ronaldo Caiado e as entidades representativas do empresariado, especialmente a Adial, sobre a questão dos incentivos fiscais em Goiás.

 

As matérias fazem uma enorme confusão entre benefícios fiscais e outros instrumentos utilizados, nos últimos anos, para diminuir a arrecadação do Estado. São misturados no mesmo caldeirão os incentivos propriamente ditos, o crédito outorgado e um programa de receita, o Protege, cujos recursos são destinados especificamente à área social.

 

Soa estranho que o empresariado, que sempre defendeu suas vantagens com unhas e dentes, tenha chegado a um acordo com Caiado depois de apenas duas reuniões, uma na segunda e outra na terça. Nas reportagens publicadas, não há esclarecimentos sobre o que foi discutido e qual o consenso adotado, de maneira clara.

 

Há um cheiro de recuo no ar. É provável que Caiado tenha sentido o peso das ameaças de setores produtivos que chegaram a falar em uma debandada em massa de empresas para outros Estados, em caso de cortes nos incentivos. Estão faltando informações e isso não é bom para Goiás.

05 dez

Vilmar Rocha reaparece: “Eu sabia que Zé Eliton não seria eleito. E, se fosse eleito, não daria conta do recado. Falta a ele uma série de atributos e qualificações para liderar o Estado”

Em uma entrevista em vídeo ao jornal O Hoje, de 22 minutos, falando aos jornalistas Rubens Salomão e Lucas de Godoy , o ex-deputado federal e presidente estadual do PSD Vilmar Rocha reafirmou todas as críticas que fez ao governador Zé Eliton, antes da eleição e garantiu: “”Eu sabia que ele não seria eleito. E, se fosse eleito, não daria conta do recado. Falta a ele uma série de atributos e qualificações para liderar o Estado”, disse.

 

Mais de ano antes da eleição, Vilmar Rocha já dizia aos quatro ventos que o Tempo Novo estava esgotado e que Zé seria o pior candidato que poderia ser lançado para tentar dar continuidade ao projeto político do grupo liderado por Marconi Perillo. Agora, ele sugere que os tucanos façam autocrítica e procurem se reaproximar da população. “Quando eu dizia que o Zé Eliton não tinha perfil para governar Goiás, eles retrucavam45 que eu estava atendendo a interesses pessoais. Negativo. Era uma visão racional e eu estava certo. Hoje todos reconhecem isso”.

 

Vilmar Rocha afirmou ainda que “Zé Eliton é passado, é página virada. Nós temos de torcer para que as coisas dêem certo, tanto em Goiás como em termos nacionais. Acho que Ronaldo Caiado tem chances de acertar, desde que se lembre de que ninguém governa sozinho. É fundamental montar uma boa equipe, escolher com cuidado, porque vai depender da competência e do compromisso desse grupo com o Estado para que o governo corra bem. No que eu puder, eu vou contribuir, eu vou ajudar, recuperei o meu diálogo com ele durante a campanha, vou ajudar, mas sem participar do governo”.

04 dez

Calote do programa Goiás na Frente, de Marconi e Zé Eliton, deixa em dificuldades prefeitos que acreditaram nesse engodo e licitaram obras esperando receber os repasses que nunca virão

Lançado em meio a um festival de propaganda e prevendo em torno de R$ 9 bilhões de investimentos nas cidades goianas, o programa Goiás na Frente acabou se transformando no tormento da maioria dos prefeitos que acreditaram nesse que pode ser definido como o maior engodo eleitoreiro da história de Goiás.

 

Em novembro de 2017, o então vice-governador Zé Eliton apresentou pomposamente o projeto de orçamento para 2018, ano eleitoral, prevendo nada mais nada menos que a fábula de R$ 6.434.029.116,44 para o Goiás na Frente gastar na tentativa de viabilizar a sua natimorta candidatura ao governo. Eufóricos, áulicos palacianos chegaram a dizer aos jornais que o programa estava provocando insônia na oposição e debocharam de Ronaldo Caiado, que, segundo eles, estaria perdendo o sono com o que seria “o maior plano de investimentos regionais em curso no Brasil”, uma autêntica “agenda de cidadania”, nas palavras empoladas e megalomaníacas do próprio Zé.

 

Qual o quê…! 2018 veio e apenas R$ 130 milhões foram repassados aos municípios, com orientação aos prefeitos para que eles próprios licitassem os projetos do seu interesse – e muitos acreditaram e o fizeram, para, agora, com a extinção sumária do Goiás na Frente, se depararem com as obras paradas e dívidas a pagar. Prefeituras antes desfrutando de sólida situação financeira, repentinamente, entraram no vermelho e agora correm o risco de sequer conseguir quitar o 13º dos seus funcionários. Há poucos dias, um levantamento da AGM apontou 300 obras iniciadas e não concluídas, por conta do programa, com os empreiteiros pressionando para receber de qualquer maneira.

 

O pior de tudo: o Goiás na Frente não rendeu nada Marconi Perillo e Zé Eliton, vítimas de derrotas acachapantes nas urnas. Caiado, governador eleito, dorme o sono dos justos. O sacrifício dos prefeitos foi em vão, mas levou junto a credibilidade do governador findante e do ex, que ainda podem ser responsabilizados criminalmente. O Goiás na Frente, no fim de tudo, deu para trás.

04 dez

Solução final para a questão dos incentivos sinalizará sobre a disposição de Caiado em cumprir o que prometeu na campanha, ou seja, uma mudança radical para corrigir os rumos do Estado

É bem mais séria do que se imagina a atual polêmica em torno da manutenção ou aplicação de algum redutor nos incentivos fiscais que privilegiam 600 empresas hoje em Goiás, que praticamente não contribuem com a receita estadual e têm esses benefícios esticados até a eternidade.

 

Estima-se que essa renúncia fiscal alcance no mínimo R$ 9 bilhões de reais por ano, mas o valor pode ser muito superior e ultrapassar o dobro. A falta de transparência domina o tema e nem a Secretaria da Fazenda nem os coletivos empresariais contribuem para estabelecer a verdade.

 

Caiado ganhou a eleição determinado a promover uma mudança radical para corrigir o descalabro administrativo em que o governo de Goiás foi atirado pelas políticas equivocadas do Tempo Novo de Marconi Perillo. O resultado é esse que está aí: o Estado não tem dinheiro sequer para honrar a sua folha de pessoal. A mudança foi aprovada maciçamente pelo eleitorado, que ainda por cima mostrou ter pressa, escolhendo o novo governador logo no 1º turno.

 

Não há, em nenhuma das outras pendências que estão na mão de Caiado, para solução, nada igual em valor e importância quanto os incentivos fiscais. Antes, o governador, entendendo o problema, mostrava-se disposto a aplicar um corte e chegou até a comunicar essa decisão às associações representativas dos empresários. Mas aí vieram as pressões e as ameaças, especialmente a superveniência de uma suposta onda de transferência de indústrias para fora de Goiás, caso haja alterações nos benefícios tributários. Um projeto de lei sobre o assunto que está na Assembleia, orientado diretamente pelo governador eleito, impondo cortes, será agora retirado, conforme ele próprio anunciou após se encontrar com líderes do setor industrial goiano. No lugar, uma nova proposta será apresentada.

 

É essa proposta que dirá se Caiado terá peito ou não para enfrentar – como prometeu aos goianos – os desarranjos e consertar o desastre em que o Estado de Goiás se transformou nas últimas duas décadas.

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