Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

28 mar

Argumento de O Popular, de que rompimento de Caiado com Bolsonaro obedeceu a “cálculo político” e que “Caiado já sabia quem era Bolsonaro” não é só infantil, é desonesto também”

O Popular entrou em cruzada para defender a sua tese de que o reposicionamento do governadr Ronaldo Caiado em relação à sua aliança com o presidente Jair Bolsonaro obedeceu a um “cálculo político” e que, pior ainda, Caiado não teria razão porque “já sabia há tempos quem era Bolsonaro” – interpretação que revela a inocência dos jornalistas daquele que supostamente deveria ser o principal veículo de comunicação do Estado, mas não se comporta com a sensatez que está depositada sobre os ombros dos seus profissionais e parece não servir para nada, a não ser desinformar em tempos de emergência social e econômica.

Não houve “cálculo político” nenhum, leitora e leitor. Caiado esteve em uma videoconferência de governadores com o presidente, pela manhã, e nada ouviu sobre as sandices que, à noite, o chefe da Nação foi à televisão, em rede nacional, dizer. Ele, Caiado, ficou perplexo com a fala de Bolsonaro, que contrariou toda a sua formação científica como médico de elevada qualificação acadêmica e longa experiência. Mais ainda ao constatar que o capitão, sem a menor consideração com os governadores, tentou jogar no colo deles a responsabilidade pelas dificuldades óbvias que estão recaindo sobre o andamento das atividades econômicas.

Tudo isso não tem a ver com política, mas com ciência e bom senso. Mas é da maior importância no atual contexto, do país e do Estado. Envolve algo muito mais sério, que O Popular despreza: a defesa da sociedade e a proteção das goianas e dos goianos contra uma pandemia que pode cobrar um preço alto em vidas antes de ser debelada. O jornal outrora mais lido de Goiás hesita entre apoiar as medidas de contenção à circulação de pessoas ou defender a retomada das atividades. Não tem opinião sobre esse debate que é o mais importante do país, hoje. É omisso (todos os grandes jornais do país já se definiram a favor da quarentena). Nem O Popular nem Bolsonaro entenderam o xis da questão: se, com a movimentação de pessoas liberadas, a nova doença se espalhar, não haverá distinções entre jovens e idosos quando o sistema de saúde for sobrecarregado, como aconteceu na Itália, e não conseguir atender a demanda. Isso não envolve nenhum “cálculo político” e foi a única avaliação que orientou Caiado nas suas decisões quanto ao isolamento social e em relação ao presidente. Se houver alguma aritmética aí, o caso é de salvar ou não seres humanos, de todas as idades, já, e resolver depois os desafios da economia. É essa a única conta que o governador está fazendo porque, no final das contas, é a única que importa.

O outro argumento dos jornalistas de O Popular é que Caiado “já sabia há tempos quem era Bolsonaro”. Esse foi o título que eles puseram no podcast que distribuíram pelo email dos assinantes, claro reflexo do remorso que atingiu a sua equipe com as imbecilidades publicadas antes, quando tentaram depreciar as decisões de um governador que está se mostrando muito maior do que qualquer outro no país e não só pelas suas decisões institucionais, como também pela coragem pessoal demonstrada a cada dia. Ao vender a imagem de que Caiado está movido por interesses quanto ao seu futuro político, o resultado alcançado por O Popular, cuja equipe desdenha de todo e qualquer governante, menos Iris Rezende, é solapar a credibilidade das duras decisões adotadas em Goiás. É um jogo dissimulado. Porém, mesmo assim, não pode ser escondido, já que, no final das contas, tudo tem que ser colocado no papel. E aí a verdade é escancarada até para quem não sabe ler os pingos nos iis.

27 mar

Tribunal de Justiça acorda a tempo e cassa a decisão de um dos seus desembargadores que havia liberado o direito de ir e vir do coronavírus em Goiás

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Walter Carlos Lemes, acaba de prestar um serviço às goianas e aos goianos: cassou, de uma só penada, a decisão imprudente de um dos desembargadores da Corte que havia determinado o restabelecimento do transporte interurbano em Goiás – de modo que continua valendo a decisão do governador Ronaldo Caiado que corretamente suspendeu esse serviço para evitar a proliferação do coronavírus.

27 mar

Secretário municipal de finanças disse há um mês atrás que “Goiânia tem, sim, uma das melhores situações fiscais do país”. Agora, para recusar ajuda aos contribuintes, mudou vergonhosamente a conversa

Este é só um complemento à nota anterior, leitoras e leitores. Vejam o que o secretário municipal de Finanças Alessandro Melo da Silva(foto acima) disse há exatamente um mês, quando veio a público para negar uma pesquisa da Consultoria Tendências que situou Goiânia entre os municípios em situação de desequilíbrio financeiro: “O cenário retratado pela consultoria Tendências em análise sobre as contas públicas das capitais do país não reflete minimamente a realidade fiscal do município de Goiânia. Tanto o é, que há um abismo entre o estudo apresentado e os dados oficiais da administração pública, à cargo da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e dos tribunais de conta de Estados e municípios. A prefeitura de Goiânia reitera que, ao contrário do que diz a consultoria, a capital de Goiás tem sim uma das melhores situações fiscais do país”.

Agora, quando se levanta a possibilidade de socorro da prefeitura aos goianienses, diante da paralisação das atividades econômicas em razão da necessidade de deter a proliferação do coronavírus, o que diz esse mesmo fulano, em uma nota oficial (que ele não teve a coragem de assinar, atribuindo-a genericamente à Secretaria municipal de Finanças), conforme O Popular desta sexta, 26 de março: “A Secretaria de Finanças de Goiânia informa que, embora concorde e seja solidária às demandas atuais, o município não tem capacidade de caixa para suportar concessões no momento. Isenções e postergações das datas de vencimento de tributos fariam o município entrar em colapso”. De resto, foi ele mesmo, há poucos dias, que garantiu dispor de R$ 1 bilhão 400 milhões para sustentar, neste ano – frise-se bem: neste ano – a conclusão das obras em andamento em Goiânia e até acrescentar algumas novas.

Esse senhor ou mentiu antes sobre a boa qualidade da situação fiscal da prefeitura da capital ou está mentindo agora sobre a má qualidade dessa mesma situação. Deveria ser demitido sumariamente.

27 mar

Vexame: situação financeira da prefeitura de Goiânia, que foi vendida como maravilhosa e 100% resolvida sob Iris, agora é apresentada como “difícil” para negar ajuda aos contribuintes da capital

É um vexame. Uma atitude mesquinha que não faz jus à história de Iris Rezende, um político que sempre foi solidário com o próximo, mas isso, agora, parece que nunca foi além de tapinhas e abraços hipócritas nas costas das eleitores e eleitores. Iris, que vendeu a sua prefeitura como 100% resolvida financeiramente, nadando em um mar de rosas fiscal que permitiu uma explosão de obras pela capital afora, agora está alegando que não tem caixa e vive um momento difícil que impossibilita concessões aos contribuintes – como o adiamento do pagamento de impostos e taxas municipais, que prefeitos de cidades vizinhas, como Aparecida e Trindade, já anunciaram para as suas cidadãs e seus cidadãos.

Textualmente,  falando em nome do Paço Municipal, olha o que disse em nota oficial a Secretaria de Finanças, que nem o prefeito nem o titular da pasta, Alessandro Melo da Silva(foto acima), tiveram a hombridade de assinar: “A Secretaria de Finanças de Goiânia informa que, embora concorde e seja solidária às demandas atuais, o município não tem capacidade de caixa para suportar concessões no momento. Isenções e postergações das datas de vencimento de tributos fariam o município entrar em colapso”, diz a nota em tom choroso, manchando com a falta de decência a atual gestão de Goiânia com afirmações de um tipo que, poucos meses atrás, induziram tanto Iris quanto sua equipe a reagir com declarações agressivas (como de fato aconteceu quando um relatório da Consultoria Tendências avaliou a situação da prefeitura como de desequilìbrio fiscal, levando o secretário Alessandro Melo da Silva a denunciar a informação como fake news, o que não era, e em seguida a ameaçar com um processo judicial para desmascarar o que simplesmente chamou de “mentira”).

Não dá para concluir de outra forma: estão mentindo agora ou mentiram antes. Iris, um tocador de obras, nunca foi testado como administrador público em qualquer situação de emergência social e econômica, apesar da sua longa carreira. O coronavírus representa a sua primeira oportunidade de mostrar serviço diante de uma tragédia, mas ele, fazendo nada ao assinar inócuos decretos de calamidade, está se recusando ao até mínimo obrigatório – ou seja, levar algum alívio às centenas de milhares de goianienses, adiando temporariamente a carga tributária que carregam como uma cruz, para preservar a custo de sangue a integridade dos recursos de que pode lançar mão para terminar suas obras. E é muito dinheiro: R$ 1 bilhão 400 milhões, até o fim deste ano, disponíveis no tesouro municipal, conforme fanfarroneava a máquina de comunicação da prefeitura. A solidariedade com o contribuinte da capital, neste momento de agruras, custaria apenas uma pequena parte.

26 mar

Modo decisório do Judiciário e do Ministério Público, que impõe a prevalência de opiniões pessoais e sem amparo técnico ou científico, está garantindo o direito de ir e vir… do coronavírus

Um desembargador do Tribunal de Justiça, argumentado com leis que foram escritas para um cenário de normalidade social e econômica, suspendeu a decisão do governador Ronaldo Caiado que proibiu o transporte interurbano em Goiás para evitar a proliferação do coronavírus (note-se: Caiado é o governador mais bem preparado do Brasil para liderar o combate à nova doença e suas deliberações têm tido reconhecimento até mundial). Antes, o Ministério Público Estadual, pela cabeça de um único dos seus membros, também postulou e conseguiu na Justiça  a manutenção sem restrições do transporte coletivo na Grande Goiânia, baseado no direito constitucional de ir e vir (que, como se sabem, é também definido para épocas de normalidade e não de “guerra”, como agora).

São amostras, leitora e leitor, do modo decisório do Poder Judiciário e do Ministério Público, que se baseia no voluntarismo dos seus membros e na sua obsessão formal e brega pela lei escrita, o que é uma bênção para o Estado de Direito e a democracia, porém não em um momento de emergência como o atual – quando cada caso deve ser analisado dentro das suas peculiaridades. Ambas as medidas foram produzidas por cabeças individuais, sem amparo em nenhuma argumentação qualificada, como, de resto, é a regra dentro dessas instituições, que asseguram a autonomia total e absoluta dos seus juízes e promotores.

Em suma, absurdamente, o que ficou resolvido é que o coronavírus pode e deve se locomover à vontade em Goiás, pela vontade de apenas duas pessoas sem nenhum preparo específico  (um desembargador e um promotor, que nada sabem de infectologia), ao contrário do resto do mundo, onde o direito de ir vir, claro, é reconhecido, mas foi suspenso ou racionado. Medidas dessa importância não poderiam jamais ficar subordinadas ao poder pessoal de um ou outro dos integrantes do Judiciário e do Ministério Público, mas pelo menos submetidas a avaliações colegiadas produzidas por algum consenso subsidiado por informações adequadas às circunstâncias de contigência que o Estado, o país e o mundo estão vivendo.

A crise do coronavírus no Brasil, se servir para ajustar e acabar com esse tipo de autoridade, sustentada na insesantez, já terá servido para alguma coisa.

26 mar

Iris fracassa com a campanha de vacinação contra a gripe e, pior ainda, posterga medidas de alívio financeiro para a população para evitar prejuízos – temporários – para a arrecadação da prefeitura

O prefeito Iris Rezende, geralmente um bom administrador em matéria de obras e de reorganização administrativa dos órgãos de governo que assumiu ao longo da sua vida, está deixando a desejar com a crise do coronavírus. Ele tem mostrado lentidão nas reações, tornou a prefeitura da maior cidade do Estado uma coadjuvante apagada das ações de prevenção contra a nova doença e, no único desafio sério que foi chamado a enfrentar até agora, não conseguiu garantir para a população idosa a vacina contra a gripe de rotina.

O fiasco é monumental. A campanha imunizou por apenas um dia e em seguida acabou o estoque de vacinas. Mesmo nesse único dia, registraram-se filas e aglomerações que exigiram uma intervenção pessoal do governador Ronaldo Caiado, que, como se sabe, foi até o estádio da Serrinha para dispersar a multidão que se aglomerava ali para receber a sua dose. No momento, a vacinação está paralisada. Por problemas de logística, que o Paço Municipal deveria ter antecipado, não chegaram vacinas suficientes. Se o coronavírus der um salto na capital, a culpa, não restará dúvida, será das oportunidades de proliferação oferecidas por essa ação desastrada da Secretaria municipal de Saúde.

Para piorar, Iris, com a sua verve fiscal mais acesa do que nunca, mergulhou em silêncio quanto à cobrança dos impostos e taxas municipais. Quem conhece o prefeito de Goiânia sabe que ele, antes de tudo, é um arrecadador de tributos como não há igual em outra parte do país. Ao longo de sua carreira, sempre se mostrou um feroz e implacável caçador de tributos. É por isso, mesmo com a crise do coronavírus se abatendo sobre todos os segmentos da população e do comércio, que está se mantendo omisso quando a qualquer solução protelatória, adiamento das parcelas do IPTU, aumento de prazo para o recolhimento do ISS ou qualquer coisa semelhante (Aparecida e Trindade, por exemplo, já ampliaram os prazos para os seus contribuintes). Antes, está claro que ele prefere tentar salvar o caixa da prefeitura, uma das poucas do país que tem gordura financeira disponível para queimar no atual cenário de emergência, a apoiar com algum alívio as goianienses e os goianienses.

Está faltando a Iris mostrar que é também um bom gestor em tempos difíceis para todos.

23 mar

Queda na arrecadação será brutal e tende a comprometer o pagamento dos salários do funcionalismo público, a menos que o governo federal socorra de alguma maneira os Estados

Ninguém deve se iludir: a chegada da crise do coronavírus a Goiás, com a correta e pronta reação do governador Ronaldo Caiado ao determinar a suspensão da maioria das atividades comerciais e econômicas e outras medidas de restrição para a mobilidade, no intuito de prevenir a disseminação da doença, vai levar a uma queda – expressiva – da arrecadação de ICMS, a principal fonte de receita do governo do Estado, isso sem falar em outros impostos. Essa perda de recursos será sentida pelo os cofres estaduais daqui para meados do ano, aumentando consideravelmente as agruras financeiras que já acometem a administração, não sendo possível descartar nem mesmo alguma instabilidade capaz de prejudicar o pagamento em dia e completo da folha de pessoal (dado o seu excessivo peso, consumindo mais de 80% do caixa, a cada mês).

O governador já anunciou que os salários de março sairão até o próximo dia 30, mas o compromisso de quitar a folha dentro do mês trabalho é impossível de ser mantido a partir de abril. Não dá para imaginar que será possível para Goiás superar esse momento sem receber algum tipo de socorro do governo federal, em especial a sonhada autorização emergencial para contrair empréstimos e receber o aval da União. Caiado, quando assumiu, sabia que enfrentaria um desafio reservado a poucos homens públicos na história do país e do Estado, mas agora, com o coronavírus, as suas forças serão testadas no limite da exaustão.

22 mar

Resposta do grande empresariado goiano à crise do coronavírus mostra falta de compromisso social e completo egoísmo no esforço de manter seus lucros e… dane-se o resto

O grande empresariado goiano é uma vergonha. Só pensa nos seus lucros e não tem nenhum compromisso social, ou seja, nenhuma preocupação com os interesses coletivos, tanto que as suas lideranças classistas, até agora, sempre tão ágeis e rápidas na defesa das suas vantagens, como os incentivos fiscais, por exemplo, foram incapazes de apresentar qualquer colaboração ou sequer uma mínima sugestão qualificada para a superação da crise do novo coronavírus.

Calaram-se todos. Cadê o presidente da Fieg, Sandro Mabel, ou o poderoso chefão da Adial, Otavinho Lage? André Rocha, do Sifaeg? Ou Marcelo Baiochi, da Fecomércio, que publica vídeos nas redes sociais sugerindo ridículas  medidas de prevenção, em vez de tratar de medidas concretas da parte do seu segmento classista? Cadê todos os outros? Claramente, eles entraram em estado de desorientação e não se mostram capazes de oferecer ajuda efetiva para a luta contra a pandemia em Goiás. Está provado: é uma gente que só pensa nos seus interesses e em nada mais. O capitalismo, em Goiás, é o mais selvagem possível. Eles, os donos do dinheiro, não querem saber de nada, a não ser encher ainda mais os seus bolsos.

Grande empresário goiano é assim: não aceita pagar sequer pela manutenção do jardim à frente do seu estabelecimento. É tudo para eles e nada para ninguém. Acham que fazem o favor de produzir e, em alguns casos, como a CPI dos Incentivos Fiscais demonstrou à exaustão, entendem que devem receber por isso – e isso acaba acontecendo, infelizmente. O coronavírus, em Goiás, vai acabar tendo alguma consequência positiva: expor, para todo mundo, a ausência total de compromisso dos nossos grandes empresários com as necessidades gerais da sociedade.

22 mar

Empresas e motoristas decidem parar o transporte coletivo em Goiânia. Estão corretos e evidenciam o quanto o MP está errado nas suas “recomendações” e também a prefeitura e o governo do Estado

Na ausência de decisões claras da prefeitura, do governo do Estado e do Ministério Público, este em especial mostrando uma atuação errática e sem fundamentação na crise do coronavírus, as empresas de transporte coletivo da grande Goiânia e os seus motoristas decidiram, corretamente, ressalte-se, paralisar as suas atividades a partir da próxima terça, 24 de março.

Estão cobertos de razão e merecem louvores. É um alívio. A situação é de emergência e não permite nenhuma contemporização. Fora do rumo, o Ministério Público Estadual está exigindo que toda a frota de ônibus seja mantida em atividade, o que contraria a recomendação mundial para o setor, que, resumidamente, tem a ver com uma orientação de paralisação total para evitar qualquer estímulo à movimentação das pessoas – é por aí que o vírus ganha velocidade para proliferar.

O governo do Estado e a prefeitura da capital também escorregaram ao não suspender o transporte coletivo, sob a desculpa de não atrapalhar a movimentação dos trabalhadores dos setores essenciais. Nada disso. A crise do coronavírus não permite esse tipo de hesitação. É tudo ou nada. Sistemas emergenciais podem ser estabelecidos, para garantir que os trabalhadores da saúde acessem os seus locais de trabalho, onde, embora correndo riscos, cumprirão a sua missão de combate à nova doença. As próprias empresas e parte dos seus motoristas manifestaram-se dispostos a manter as linhas que passam pelos hospitais. É o suficiente e é uma lição de solidariedade e patriotistmo. Quando o Estado não age, compete à sociedade preencher o vácuo. É o que está acontecendo.

22 mar

Ações de Caiado contra o coronavírus são as melhores do Brasil, mas é hora de radicalizar ainda mais e acabar totalmente com a circulação de pessoas e talvez seja a hora de pensar em toque de recolher

Está sobejamente provado que, contra a disseminação do coronavírus, a única saída é a restrição total à circulação de todas as cidadãs e cidadãos – o que, pelo Estado de Goiás afora, não está acontecendo, sendo ainda elevado o número de veículos nas ruas e até de concentração de pessoas em alguns lugares, inclusive supermercados e demais estabelecimentos comerciais de venda de alimentos ou medicamentos, sem maior controle, pelo menos até agora.

O governador Ronaldo Caiado tem se mostrado como um dos melhores do país como líder inconteste da luta contra a proliferação da nova doença. É fato. Quando tudo isso passar, ele emergirá como um dos maiores nomes da política nacional, com caixa até para disputar a presidência da República. Mas isso será consequência de tudo o que está acontecendo. Em Goiás, há hesitações que precisam ser vencidas. E talvez a principal delas seja a decretação de um toque de recolher, sob fiscalização policial, o que deve levar a uma contração da mobibilidade social enfim de acordo com a urgência do momento (a Alemanha, por exemplo, proibiu reuniões com mais de duas pessoas, por que não aqui?)

Seja mais duro ainda, governador. Cada dia perdido pode ser fatal mais à frente. Parte da população já mostrou que é inconsequente e não e importa com a ameaça deo coronavírus. Não há alternativas. Polícia neles. Decrete o toque de recolher, determine que as famílias fiquem confinadas aos seus lares e estabeleça exceções sob fiscalização e condições rigorosas de segurança. É o único caminho. Antes que seja tarde.

19 mar

Medidas cada vez mais duras reforçam a liderança de Caiado para enfrentar a crise do novo coronavírus em Goiás e dão projeção nacional para o governador

Vão bem, no âmbito de Goiás, as medidas de prevenção contra a disseminação do novo coronavírus – em um processo que está sendo comandado com energia (reconhecida até pelo ex-deputado federal e presidente estadual do MDB Daniel Vilela) pelo médico e governador Ronaldo Caiado. Está mais do que demonstrado que não falta coragem para decisões que podem até provocar alguma reação, mas devem ser adotadas para garantir a segurança das goianas e dos goianos neste momento que não é local nem muito menos nacional e, sim, mundial.

A progressiva radicalização das precauções pelo governo está acontecendo a cada dia: parece haver na sociedade um sentimento de confiança em relação a Caiado, que, seja pela sua formação, seja pela sua notável experiência política, está consolidado como uma liderança adequada para a situação de crise que sobreveio sem ninguém esperar – com reconhecimento nacional. É provável que a suspensão das aulas, de todos os eventos de natureza coletiva e o fechamento do comércio não sejam suficientes e e precisarão ser complementadas com ações ainda mais efetivas, como o trancamento das fronteiras e a proibição da circulação interurbana, a exemplo do ocorrido em outros países.

Haverá um preço – e alto – em termos econômicos a pagar para superar a onda da doença, mas… é a vida, leitora e leitor, e é melhor que prossigamos nela com algum prejuízo, porém todos respirando e os mais saudáveis possíveis.

18 mar

CASAG, órgão assistencial da OAB-GO, vai aglomerar 10 mil advogados para vacinação contra a gripe comum

A CASAG – Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás, órgão da OAB-GO, vai lançar nesta quinta, 19 de março, a 1ª etapa da sua tradicional campanha de vacinação contra a gripe comum – que englobará a aplicação de 10 mil doses do imunizante, a custo subsidiado para os profissionais filiados.

A maior parte da vacinação será realizada em Goiânia, na nova sede da CASAG na  avenida Fued Sebba, no setor Jardim Goiás, nas proximidades da PUC e da Saneago. Sem nenhuma preocupação com a necessidade de conter aglomerações para reduzir a disseminação do novo coronavírus, os advogados que compraram a vacina (esgotada em poucos instantes) deverão se reunir em filas quilométricas, tal como aconteceu nas campanhas passadas.

No interior, a CASAG fará a vacinação nas sedes das subseções. A procura foi menor, mas, mesmo assim, também serão criadas concentrações de advogados para receber a vacina.

Não haverá oportunidade melhor para quem quiser se candidatar a uma boa chance de contato com o coronavírus.

16 mar

Silêncio de deputados, prefeitos, líderes políticos e classistas e entidades em geral sobre a prevenção e combate ao coronavírus deixa Caiado sozinho no comando das ações em Goiás

O governador Ronaldo Caiado atua sozinho, com a sua equipe de auxiliares, quanto a operação de prevenção e combate à disseminação do coronavírus em Goiás, enquanto o resto do mundo político e de representação da sociedade goiana se mantém em silêncio e pouca ou nenhuma contribuição oferece para essa que se transformou na missão mais importante dos poderes públicos, neste momento.

Há uma omissão generalizada. A oposição se preocupa em explorar e fazer chacota do episódio em que o governador, corajosamente, enfrentou uma manifestação bolsonarista na Praça Cívica para exigir – e ser mais correto e responsável do que isso é impossível – a sua dissolução, por se tratar de aglomeração que oferecia riscos para a população. Entidades de peso com o a FIEG, ADIAL, FGM, AGM e tantas similares não dizem nada, nem mesmo fazem recomendações para os seus filiados ou buscam conversar com o governo sobre a situação. Até mesmo o prefeito Iris Rezende, sempre rápido nas reações, parece lento e hesitante nas decisões que estariam ao seu alcance, sem falar nos demais gestores das grandes cidades do Estado, em especial nos Entornos de Goiânia e Brasília.

Tudo isso dá destaque e realça ainda mais o comportamento de Caiado, que exige precisão e objetividade na produção de respostas adequadas para a crise provocada pela chegada do coronavírus ao Brasil e a Goiás. Ele está cumprindo o seu papel com presteza e vai sair fortalecido e engrandecido desse instante de dificuldades – o tipo do momento histórico em que cada um se mostra como realmente é, alguns menores que as funções que ocupam, outros muito maiores, como o governante goiano.

14 mar

Medidas contra o coronavírus precisam ser radicalizadas em Goiás: se o momento ideal, que é agora, for perdido, situação pode se agravar como ocorreu na Itália

Para enfrentar a disseminação do coronavírus, com eficiência, só há uma saída; a radicalização das medidas de prevenção. Qualquer leniência pode levar ao que aconteceu na Itália, que se tornou o epicentro da doença na Europa e passou a exportá-la para o mundo ocidental, inclusive… Goiás, onde uma das pacientes confirmadas veio de lá. Um dos erros que as autoridades italianas cometeram foi manter as primeiras pessoas contaminadas em isolamento em casa, o que acabou ajudando na propagação, uma vez que, domesticamente, a quarentena jamais seria rigorosa como em estabelecimentos médicos ou então designados para isso.

Vale lembrar que, em Goiás, os casos confirmados até o momento – quatro, pela contagem da manhã deste sábado, 14 de março – também estão sendo tratados em sistema de isolamento residencial. Pode não ser o mais recomendado. O governo do Estado também hesita em suspender as aulas, coisa que outros Estados já determinaram, corretamente. O coronavírus tem que ser levado a sério. A manchete da Folha de S. Paulo, deste sábado, remete a entrevistas com epidemiologistas experientes que dizem, com a maior clareza possível: o Brasil, para evitar os efeitos maléficos da epidemia, precisa parar. Todas as atividades com escopo coletivo ou de contato entre pessoas deveriam ser suspensas, dentro de uma escala de prioridades que fecharia em primeiríssimo lugar igrejas, escolas, academias, jogos de qualquer natureza, cerimônias (inclusive velórios e casamentos), festas, casas de eventos e adicionando a tudo isso regras especiais para os quarteis militares e os prestadores de serviços públicos essenciais, dentro de prazos maleáveis.

Já se disse aqui: o governador Ronaldo Caiado é um médico de credibilidade e não há dúvidas de que as goianas e os goianos podem confiar inteiramente na liderança dele neste instante de preocupação e expectativa. E ele mesmo já disse que não hesitará em tomar as decisões que, mesmo contrariando uns e outros, possam salvar vidas – ou uma única vida. Vamos aguardar suas orientações, portanto, mas que sejam rápidas e efetivas.

13 mar

Goiás precisa endurecer medidas contra o coronavírus – e uma delas é suspender por algum tempo as aulas, desde escolas maternais até as universidades

O governador Ronaldo Caiado, que é médico, tem a confiança da população goiana para comandar a reação estadual quanto à disseminação do coronavírus, que já chegou localmente com três casos confirmados de infecção. Mas é hora de avançar e tomar a principal medida de prevenção, que é a suspensão das aulas em todos os tipos de escolas, desde as maternais até as universidades.

Não custa nada. As horas de ensino perdidas, agora, podem ser compensadas depois, inclusive mediante o reenquadramento das férias. As unidades escolares são os principais locais de concentração, não só de crianças, adolescentes e adultos, mas da população em geral. Provavelmente, só perdem para as igrejas de todos os matizes, que também precisam suspender temporariamente as suas reuniões e cultos. Ambas as recomendações são do Ministério da Saúde e é melhor que sejam cumpridas sem demora.

Repetindo: não custa nada.