Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

13 set

Lúcia Vânia não acompanha Marconi e Zé Eliton na ofensiva verbal contra Caiado. Está certa: isso se volta contra quem o faz e ela, que é colega de Senado do democrata, sabe que ele tem trabalho por Goiás

Lúcia Vânia tem desfiado um discurso diferente daquele assumido por Marconi Perillo e Zé Eliton nesta eleição. Ele fala pouco de passado, procura transmitir ao eleitor uma sensação de confiança em relação ao que pode fazer no Senado e não entra na ofensiva verbal que os tucanos deflagraram contra Ronaldo Caiado.

 

Está certíssima. Olhar para trás não elege ninguém. Iris Rezende que o diga, depois de realizar muito por Goiás em 16 anos de poder, mas perder para o jovem e inexperiente Marconi em 1998. Além disso, Lúcia Vânia é candidata ao Senado – e está correto o caminho que escolheu, que é mostrar o que pode fazer na mais alta Câmara Legislativa do país, caso venha a merecer a preferência do eleitor.

 

Lúcia Vânia não fala mal de Caiado. Ela faz a campanha dela e mantém o tom respeitoso quando, de alguma maneira, menciona a oposição. De resto, não é candidata a governadora e sim a senadora. E mais: conhece o trabalho do democrata em Brasília e não se presta ao papel de espalhar notícias falsas a respeito. Marconi, que também não é candidato a governador e sim a senador, deveria seguir o exemplo – até mesmo para evitar ver a sua rejeição, já monumental, crescer ainda mais. Os goianos não aprovam campanha de ataques rasteiros.

13 set

Mesmo sem render um mísero ponto na pesquisa, discurso da campanha tucana continua insistindo no passado para tentar alavancar a candidatura de Zé Eliton. Não funcionou, não funciona e não vai funcionar

Zé Eliton, Raquel Teixeira, Marconi Perillo e até Lúcia Vânia, esta menos, continuam apostando no discurso que destaca as realizações do passado para justificar o voto em Zé Eliton.

 

Até agora, com a campanha caminhando para a reta final, essa estratégia não rendeu um mísero ponto para o Zé nas pesquisas. Eleitor não vota olhando para trás. Além disso, se alguém fez alguma coisa enquanto estava no governo, foi bem remunerado para isso e cumpriu o seu dever de administrar e aplicar bem os recursos públicos. Isso não é favor nem a população é obrigada a retribuir.

 

Na sabatina a O Popular, nesta semana, que durou 30 minutos, Marconi citou mais de 100 obras e programas da época dos seus governos. Só faltou exigir o voto de gratidão dos goianos.

13 set

Zé Eliton diz no horário eleitoral que não é dos Caiados ou dos Vilelas. Bela frase, mas… faltou acrescentar também que não é dos Abrão ou dos Perillos. Ou é? Pois é…

Em uma estratégia de marketing difícil de entender, o governador Zé Eliton tem dito nos seus programas de televisão que não é dos Caiado nem dos Vilela, mas, sim, apenas o Zé.

 

É provável que os estrategistas de comunicação da campanha tucana tenham a intenção de angariar votos vestindo o candidato com uma capa de humildade. Mas, como o Zé não sai do lugar nas pesquisas, pode-se concluir também que a tentativa não está dando em nada.

 

Acontece que o eleitor não é bobo. O eleitor é um personagem coletivo, mítico, muito poderoso, tanto que é ele que vai decidir com quem ficará o governo de Goiás nos próximos quatro anos. E o eleitor goiano parece ser mais esperto ainda. Ele percebe que Zé Eliton não é humilde coisa nenhuma. Ele tem na sua personalidade um ar de pretensa superioridade, de alguém acostumado a olhar de cima para baixo, que se potencializa quando encara as câmeras e faz questão de lembrar em voz alta: “Eu sou o governador”.

 

Se tem inteligência para captar e discernir quem o candidato do PSDB é realmente e não o que os seus marqueteiros vendem, o eleitor sabe também que na frase de Zé Eliton sobre Caiados e Vilelas dois sobrenomes foram escondidos: ele também não é Abrão nem Perillo. Ou é? Pois é…

13 set

Alta de Caiado nas pesquisas provoca volta de Marconi e Zé Eliton ao discurso rasteiro de acusações e ataques. É mais um erro que só prejudica os dois: goianos não aprovam campanha de baixarias

Logo após as pesquisas do Serpes, em O Popular, e do Diagnóstico, no Diário da Manhã, revelando que Ronaldo Caiado furou o teto e passou dos 43% (que correspondem a 63% dos votos nominais válidos e portanto garantem vitória folgada no 1º turno), Zé Eliton e Marconi Perillo retomaram o discurso de acusações contra o candidato democrata.

 

É o mesma coisa que eles vinham dizendo antes: Caiado, em seus anos no Congresso Nacional, nunca teria direcionado recursos, programas ou obras para Goiás. Em linguagem agressiva, os dois tucanos parecem ter combinado o uso da mesma frase: “Caiado nunca trouxe um prego para furar uma barra de sabão”.

 

É uma acusação que obviamente não é verdadeira: todo e qualquer parlamentar federal tem direito automático a emendas orçamentárias para beneficiar o seu Estado. Caiado, nas redes sociais e no seu programa de TV, tem mostrado pacientemente obras físicas e levou aos municípios goianos com os recursos a que tinha direito em Brasília. De resto, foi legislador, não executivo. As pessoas compreendem isso com clareza.

 

Mas não é o que importa. Campanha de ataques, em Goiás, geralmente se volta contra quem a faz. Não à toa, Marconi e Zé Eliton são os candidatos majoritários mais rejeitados. Zé não decola nas pesquisas. Marconi vive dias de agrura, com Jorge Kajuru lambendo os seus calcanhares no ranking para o Senado e Vanderlan Cardoso em crescimento contínuo. Ele e Lúcia Vânia estão ameaçados.

 

Até hoje, os ataques de Zé e Marconi a Caiado – que este blog não hesita em classificar como rasteiros e indignos do comportamento que ambos tiveram até hoje – não produziram nenhum efeito. Nem vão. Ou melhor: não produziram efeito contra Caiado, que está blindado pelos seus índices. Quem perde com essa baixaria é quem a promove: Zé e Marconi.

13 set

Marconi na sabatina de O Popular é direto: goianos devem votar em Zé Eliton pelo que foi feito nos últimos 20 anos e nele porque tem tanta experiência que deve ir para o Senado ajudar o Brasil

O ex-governador Marconi Perillo foi sabatinado nesta quarta-feira, 12, pelo jornal O Popular (o vídeo está no site do jornal) e confirmou a impressão de que não é mais o mesmo Marconi de outrora.

 

Ele não é mais sorridente, alto astral, descontraído. Ao contrário, mostrou um semblante carregado25 e um ar de permanente preocupação. Não fala mais em tom de conversa, mas parece ter sido contaminado pelo tom professoral e formal que é a característica do governador Zé Eliton e que dão a ele – e agora a Marconi – a aparência de um robô.

 

Do começo ao fim da entrevista, o tucano-chefe desfiou um samba de uma nota só: fez tanto nos seus 20 anos de poder que os goianos, por gratidão, não deveriam admitir outra opção senão votar no seu candidato do peito, o Zé. Quase 100 obras e programas foram citados por Marconi, ao longo do seu discurso de passado ao jornalista Marcos Carreiro. Para dar continuidade a isso, só serve o Zé.

 

O entrevistador apertou o entrevistado sem abraçar ao perguntar se o eleitor se esqueceu de tanta coisa boa, já que Marconi tem a maior rejeição e corre o risco de não se eleger para o Senado, enquanto Zé Eliton não decola nas pesquisas, que apontam para a vitória do oposicionista Ronaldo Caiado no 1º turno. A resposta veio engasgada. O eleitor, sim, tem memória curta. É por isso, disse Marconi, que juntamente com o Zé estão mostrando o que foi feito nos seus programas de TV, para refrescar a memória dos esquecidos – e dos “ingratos”.

 

Quanto a ele próprio, desapareceram quaisquer vestígios de modéstia: cabe aos goianos reconhecer a sua experiência e o muito que fez para transformar Goiás, elegendo-o para ajudar o Brasil como senador.

13 set

Salve-se quem puder: fiasco de Zé Eliton nas pesquisas provoca corrida pela sobrevivência na base governista. Agora, como mostra o adesivo de Vecci e Eliane Pinheiro, é cada um por si

Era mais do que previsível: o monumental fiasco da candidatura do governador Zé Eliton, que caminha para uma derrota acachapante no 1º turno diante do seu antigo mentor Ronaldo Caiado, já despertou o senso de sobrevivência dos candidatos proporcionais da base governista.

 

A imagem acima dispensa comentários: o adesivo do deputado federal Giuseppe Vecci e da deputada estadual Eliane Pinheiro, os dois candidatos à reeleição, não faz menção ao Zé. E, para maior segurança ainda, nem a Marconi Perillo e Lúcia Vânia, candidatos ao Senado. Detalhe: Vecci é o presidente estadual do PSDB, o que só realça o simbolismo do flagrante.

 

A partir de agora, é cada um por si.

12 set

Estratificação por região da pesquisa do Serpes aponta Zé Eliton com apenas 2,3% das intenções de votos no Sudoeste goiano. Daniel Vilela tem 11,4% e Caiado 33%

É um fiasco monumental o desempenho do governador Zé Eliton na região Sudoeste do Estado, conforme os dados estratificados da última pesquisa Serpes/O Popular, divulgados nesta quarta-feira.

 

Zé, no Sudoeste, onde estão cidades importantes como Rio Verde, Jataí, Santa Helena, Mineiros e Quirinópolis, fica em 3º lugar e tem apenas 2,3% das intenções de votos. Em pesquisa anterior, estava com 1,1%.

 

O 1º colocado, claro, é Ronaldo Caiado, com 33%. Em 2º lugar, vem Daniel Vilela, que é nascido em Jataí, com 11,4%.

12 set

Instituto Fortiori muda a data da sua próxima pesquisa, que agora passa a ter publicação prevista para meados da semana que vem

A nova rodada da pesquisa do instituto Fortiori, prevista para esta semana, foi adiada para a próxima e mesmo assim sem previsão de uma data exata para a sua publicação.

12 set

Calendário das pesquisas: Fortiori concluiu a sua, pronta para publicação a partir desta quinta, 13, no Diário da Manhã. Grupom registra mais uma rodada, liberada a partir de segunda, 17

A próxima pesquisa sobre a eleição em curso é a do instituto Fortiori, pronta para publicação a partir desta quinta, 13, no Diário da Manhã.

 

O instituto Directa, aquele que vem apontando Zé Eliton como fenômeno eleitoral (na última rodada, já estava com mais de 25%), registrou mais um levantamento, para publicação no jornal O Hoje a partir de sábado que vem, dia 15.

 

Finalmente, o Grupom também saiu a campo. Sua nova pesquisa estará pronta para ser divulgada a partir de segunda-feira próxima, 17.

 

Confira mais uma vez o ranking de credibilidade das pesquisas, conforme a avaliação deste blog (critérios de tradição no mercado, qualidade técnica, alinhamento com a média das principais pesquisas e aceitação pública):

 

Grupom: credibilidade alta.

Serpes: credibilidade alta.

Ibope: credibilidade alta.

Fortiori: credibilidade alta.

Signates: credibilidade alta.

Diagnóstico: credibilidade alta (subiu com a última pesquisa, alinhada às melhores).

Real Time: credibilidade em baixa.

Exata: credibilidade baixíssima (caiu, pois está registrando pesquisas e não publica).

Directa: credibilidade baixíssima.

12 set

Debate da rádio Sagres 730 foi o melhor até agora, mostrou Zé Eliton sem foco e sem estratégia, perdendo tempo ao polarizar com Weslei Garcia, e deu mais uma vez a Caiado a chance de sair incólume

Foi muito bom, em nível civilizado, sem exaltações, o debate promovido na manhã desta quarta-feira pela rádio Sagres 730. Bem conduzido pelo mediador Rubens Salomão, o confronto teve regras claras e não trouxe prejuízos a nenhum candidato, em termos de tempo e oportunidades para perguntas e respostas. Algumas conclusões:

 

Ronaldo Caiado, que lidera de forma esmagadora as pesquisas, foi pouco atacado e portanto passou incólume pelo debate. Ora, se ele é o candidato em situação mais privilegiada, é claro que deveria ser o alvo de todos os demais postulantes, mas isso não aconteceu. Ele aproveitou bem o encontro: fez perguntas e deu respostas falando da violência contra as mulheres, segmento que dá a ele um pouco menos de pontos que o seu índice geral nas pesquisas, e abordou também questões do setor cultural. Ou seja: trabalhou para ampliar o seu público.

 

Zé Eliton não tem foco nem estratégia, o que é grave para quem está há meses sem se mexer nas pesquisas. Acabou polarizando com Weslei Garcia, candidato irrelevante nesta eleição. Zé reclamou incessantemente de ser o alvo dos 4 demais participantes, fato que é natural e que deveria, sim, é ser aproveitado por ele para crescer nas discussões, chamando de alguma forma a atenção para si. Mas, não: ele foi massacrado com uma avalanche de críticas e acusações ao governo. Não adiantou nada a tentativa ingênua de se apresentar como vítima de um complô.

 

Weslei Garcia pode ser considerado como o debatedor mais chamativo, pela originalidade das suas colocações. Daniel Vilela foi neutro e teve a sua pior apresentação, até agora.

 

Os blogs e imprensa governistas dirão que Zé Eliton venceu o debate e que Caiado, em fez de propostas, só fez ataques. Não se confunda, leitor. Isso não aconteceu. Caiado, como sempre, foi muito propositivo e desfilou ileso em meio aos adversários, não se envolvendo em polêmicas. É evidente que está sendo bem preparado para se mostrar equilibrado e paciente. E ninguém venceu o debate: esse é um conceito do passado que não se aplica mais nos dias de hoje. São tantas as nuances envolvidas que, no máximo, o que se pode dizer é que em um ou outro momento alguém se saiu melhor. Só isso.

12 set

QG tucano sabia que Caiado iria romper o teto e subir nas pesquisas, foi avisado de que essa tendência de alta continua e também alertado de que Zé Eliton segue sem reação

A última pesquisa do instituto Serpes, publicada no domingo passado em O Popular, mostrando Ronaldo Caiado em alta, com 42,3% das intenções de votos, já era aguardada pelo alto comando da base governista.

 

O Serpes está trabalhando para a campanha do PSDB (o que é normal) e já havia entregue um levantamento onde Caiado passava dos 43%, o que corresponde ao resultado publicado por O Popular, dentro da margem de erro.

 

A ultrapassagem dos 43% foi confirmado peja pesquisa do instituto Diagnóstico, no Diário da Manhã desta terça, em que Caiado apareceu com 43,5%.

 

O QG tucano está com os cabelos arrepiados: foi alertado de que o movimento inesperado de alta do candidato democrata ainda tem fôlego e que não há o menor sinal de reação de Zé Eliton.

12 set

Debate encerrado na rádio Sagres 730: não houve novidades, cada candidato saiu do tamanho que entrou, regras e mediação perfeitas e boa discussão de propostas

Terminou o debate entre os candidatos a governador promovido pela rádio Sagres 730.

 

Foi um evento entre políticos civilizados, educados, com prioridade para a discussão de propostas, sem maiores novidades e com um ou outro momento de colocações mais duras entre os participantes, mas nada que comprometesse alguém.

 

O debate foi o mais bem organizado até agora, com regras claras, justas para todos os candidatos, sem improvisos e a mediação nota 10 de Rubens Salomão.

 

Infelizmente, os debates estão se banalizando e derrubando o interesse por eles – com esse, já são cinco realizados até agora.

 

Cada candidato saiu do tamanho que entrou.

12 set

Zé Eliton e Daniel fazem muitas críticas a Caiado, dizem que ele virou “paz & amor” apenas para melhorar a imagem na eleição e acrescentam que o democrata é um “falso paladino da moralidade”

Zé Eliton e Daniel Vilela dispararam uma saraivada de críticas contra Ronaldo Caiado. Ele seria um “falso paladino da moralidade”, não reclama de casos de corrupção envolvendo membros do seu partido, o DEM, e teria adotado uma postura de “paz & amor” na atual campanha apenas para agradar os eleitores.

 

Caiado poderia ter pedido direito de resposta, já que foi ofendido, mas não o fez.

12 set

Daniel diz no debate que “crise fiscal” do Estado é grave e denuncia atraso de pagamento do pessoal do Tribunal de Contas e do Tribunal de Justiça

O candidato do MDB ao governo Daniel Vilela acaba de denunciar o que chama de “crise fiscal” do Estado e diz que o pagamento de pessoal já está sendo comprometido. Ele informou que os servidores do Tribunal de Contas do Estado e do Tribunal de Justiça ainda não tinha recebido o mês de agosto, até ontem.

12 set

Debate tem uma ligeira elevação de temperatura, com Weslei acusando Zé Eliton de “mentir descaradamente” e Zé chamando os adversários de “levianos”

O final do terceiro bloco do debate entre os candidatos a governador na rádio Sagres 730 trouxe momentos de temperatura um pouco mais elevada, em uma troca de desaforos entre Weslei Garcia e Zé Eliton.

 

Em uma discussão sobre a venda da Celg, o representante do PSOL acusou Zé Eliton de “mentir descaradamente” em suas colocações sobre o assunto. Zé respondeu fazendo a sua tradicional reclamação sobre o “jogo de cartas marcadas”, em que seus adversários se unem nos debates para falar mal do governo. Ele disse que todos se portam com “leviandade”, lembrou que há candidatos de partidos cujas cúpulas estão “até a tampa de corrupção” e citou uma denúncia sobre funcionários fantasmas, mas não detalhou a quem se referia.

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