Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

28 set

Diário da Manhã publica neste sábado a pesquisa do instituto Intelligence, do jornalista Luiz Gama, que foi feita antes dos eventos policiais desta sexta e portanto… perdeu a validade

O Diário da Manhã publica na edição deste sábado a pesquisa do instituto Intelligence, do jornalista Luiz Gama, que foi feita antes da Operação Cash Delivery desta sexta-feira e, portanto, perdeu a conexão com a realidade eleitoral.

 

Para domingo, está prevista em O Popular a pesquisa do Serpes, concluída nesta sexta, captando apenas um dia de repercussão da ação da Polícia Federal. Não se sabe ainda se a pesquisa será publicada ou se será refeita.

 

Para terça, no Diário da Manhã, aí sim: sairá a pesquisa do Grupom, inteiramente levantada em campo após a Operação Cash Delivery.

28 set

Marconi não pode ser preso daqui até 2 dias depois da eleição, mas… e depois? Fundamentos da Operação Cash Delivery, que o tem como alvo principal, permanecem e ele pode ser chamado a responder

O Ministério Público Eleitoral deixou claro, em nota oficial sobre a Operação Cash Delivery, deflagrada nesta sexta-feira, que o ex-governador e postulante ao Senado Marconi Perillo não foi objeto de pedido de prisão porque, na condição de candidato, não sofrer a medida no período de 15 dias antes até dois dias depois da data da eleição.

 

A pergunta que salta é a seguinte: e depois desse prazo, Marconi ainda pode ser preso? Ganhando ou perdendo a eleição, ele pode amanhecer com uma equipe da Polícia Federal batendo à sua porta?

 

Infelizmente, a resposta não é boa para o ex-governador tucano. Os fundamentos da Operação Cash Delivery seguem ativos e, para que as investigações sejam bem sucedidas, pode ser que o Ministério Público Federal e a Justiça Federal entendam que Marconi tem de ser retirado de circulação, para não atrapalhar o andamento do inquérito. Por isso, um pedido de prisão temporária tem possibilidade de ser apresentado, tão longo vença o prazo de vedação legal de dois dias após a data do pleito. É esperar para ver.

28 set

Pesquisa do Grupom, prevista para publicação no Diário da Manhã de terça ou quarta próximas, está entrando em campo agora e portanto vai captar os efeitos da Operação Cash Delivery

O instituto Grupom, de credibilidade inquestionável, iniciou nesta sexta-feira o levantamento de campo para a pesquisa sobre as eleições que, conforme o registro feito no TRE, poderá ser publicada a partir de terça próxima, 2.

 

Isso tem um significado da maior importância: a pesquisa colherá os efeitos da Operação Cash Delivery junto ao eleitorado e mostrará se algum dos candidatos foi de alguma maneira afetado. O veículo de comunicação previsto para a divulgação do Grupom é o Diário da Manhã.

 

Para domingo, O Popular tem programada a a publicação de uma pesquisa do Serpes, que praticamente já encerrou o seu trabalho de campo e assim não captará a repercussão dos eventos policiais desta sexta. Não se sabe ainda se a pesquisa será descartada e substituída por uma nova, devidamente atualizada.

28 set

No Brasil pós-Lava Jato, escolher Jayme Rincón como coordenador-geral da campanha do PSDB foi uma irresponsabilidade que agora vai custar caro para Zé Eliton e Marconi

Zé Eliton e Marconi Perillo foram completamente irresponsáveis ao escolher Jayme Rincón para a função de coordenador-geral da campanha do PSDB – dado ao histórico que ele apresentava como alvo recorrente da Operação Lava Jato e de outros inquéritos policiais.

 

O próprio objeto da Operação Cash Delivery, o repasse de propinas da Odebrecht para a campanha de Marconi Perillo em 2010 e 2014, já envolvia Rincón desde muito tempo atrás. O apartamento dele em São Paulo, há dois anos atrás, foi vasculhado por uma equipe da Polícia Federal, sob autorização judicial, atrás de provas e indícios para a investigação.

 

Quem conhece Jayme Rincón sabe que, além de enrolado em episódios de difícil explicação, ele também é uma espécie de homem sem medo, capaz de caminhar à beira do precipício sem piscar os olhos. Com antecedentes e características assim, é de se espantar que tanto Zé Eliton quanto Marconi tenham confiado tamanho encargo – o de coordenar a campanha – às suas mãos, em um país onde a Operação Lava Jato mudou ou deveria ter mudado as práticas comuns da política de antes.

28 set

Polícia Federal investigava um escândalo e acabou descobrindo outro: R$ 1 milhão de reais apreendidos na casa do motorista de Jayme Rincón seriam para a campanha de Zé Eliton?

Investigando propinas pagas pela Odebrecht ao ex-governador Marconi Perillo, nas campanhas de 2010 e 2014, a Polícia Federal acabou esbarrando em um outro escândalo na Operação Cash Delivery na manhã desta sexta-feira: uma montanha de dinheiro vivo, quase R$ 1 milhão de reais, escondidos na casa do motorista do presidente da Agetop Jayme Rincón.

 

Rincón é um dos presos pela Operação Cash Delivery. Sua casa e a de seu motorista foram vasculhadas por equipes da PF, mas à procura de provas para as propinas antigas a Marconi. Ninguém esperava que um outro fio fosse puxado do novelo: tudo indica que o dinheiro inesperadamente encontrado seria utilizado para o pagamento de despesas de campanha de Zé Eliton, da qual o presidente da Agetop é o coordenador-geral.

 

Ou para quê serviria esse milhão de reais?

28 set

Fabiana Pulcineli informa no Twitter que a Polícia Federal precisou de uma máquina para contar o dinheiro apreendido na casa do motorista de Jayme Rincon: quase R$ 1 milhão de reais

A jornalista Fabiana Pulcineli revelou há pouco, em sua conta no Twitter, que a Polícia Federal precisou recorrer a uma máquina para contar todo o dinheiro apreendido na casa do motorista do coordenador-geral da campanha de Zé Eliton, Jayme Rincón.

 

Em valores exatos, a montanha de papel moeda deu R$ 940.260,00.

28 set

Comando nacional do PSDB avalia situação processual e eleitoral de Marconi como a pior dentre os ex-governadores tucanos, informa a jornalista Andréia Sadi

Leia a nota que acaba de ser postada pela jornalista Andréia Sadi, no site do GI:

 

“Tucanos ouvidos pelo blog afirmam que já havia uma preocupação no partido com a situação eleitoral do ex-governador de Goiás Marconi Perillo, que disputa uma vaga para o Senado, antes da operação policial desta sexta-feira (28).

 

Agora, avaliam que a situação dele se complica e é a pior do ponto de vista processual do que a dos demais ex-governadores tucanos na mira da Justiça – como o caso de Beto Richa, no Paraná, preso e solto recentemente.

 

Politicamente, Marconi aparecia nas últimas pesquisas empatado com outros três candidatos para o Senado. Sem contar que o seu candidato para o governo do Estado pode perder para Ronaldo Caiado (DEM) no primeiro turno. Uma derrota e tanto: desde 1998, Marconi domina o Estado.

 

Com a operação da PF, agora, Marconi precisa buscar a própria sobrevivência política – principalmente de olho nos tribunais- ou seja, na avaliação de tucanos, precisa mais do que nunca do foro privilegiado.

 

Em tempo: curioso lembrar que Marconi chegou a ser anunciado em junho para coordenação política da campanha de Geraldo Alckmin à Presidência – mas foi vetado pelo “Centrão”.

 

Alckmin, que já não consegue decolar nas pesquisas no primeiro turno, agora tem mais um aliado- problema para explicar. Nas últimas semanas, precisou responder sobre Beto Richa e Reinaldo Azambuja (MS). Juntou-se ao grupo Marconi, na reta final da campanha.”

28 set

Campanha do PSDB perde o rumo, tenta manter a aparência de normalidade sob o impacto da Operação Cash Delivery e, sem convicção ou uma única prova, diz que a a culpa é de Caiado

A campanha do PSDB perdeu o rumo na manhã desta sexta-feira, sob o impacto da Operação Cash Delivery, da Polícia Federal, que prendeu o coordenador-geral Jayme Rincón e invadiu as casas de Marconi Perillo em Goiânia, Pirenópolis e São Paulo, atrás de provas para as investigações sobre o pagamento de propinas ao ex-governador.

 

Vídeos do próprio Marconi já estão circulando nas redes sociais, tentando desconstruir a Cash Delivery como uma operação eleitoreira. Sem muita convicção e sem apresentar qualquer prova, o ex-governador tucano acusa o candidato democrata Ronaldo Caiado de ter ligações com o Ministério Público Federal e ser o responsável pela deflagração da operação.

 

Marconi viajou para o interior e cumpre seus compromissos de campanha sob aparente normalidade.

28 set

TV Anhanguera, em edição extra, mostra Jayme Rincón chegando preso à sede da Polícia Federal em Goiânia, tranquilo e sorridente. Veja o vídeo

Em edição extra, o noticiário da TV Anhanguera exibiu agora há pouco cenas em que o presidente da Agetop Jayme Rincon, preso na Operação Cash Delivey, chega preso à sede da Polícia Federal em Goiânia, levado pelos agentes em um sedan de cor escura.

 

No plantão do Anhanguera Notícias, Rincón aparece tranquilo e sorridente. Veja o vídeo.

28 set

Zé Eliton substitui o coordenador-geral Jayme Rincón, preso na manhã desta sexta pela Polícia Federal, por Charles Antônio, seu ex-chefe de gabinete, e diz que a campanha segue “alegre e propositiva”

A campanha do PSDB acaba de divulgar nota oficial sobre os eventos policiais da manhã desta segunda-feira. Confira:

 

“NOTA OFICIAL

Sobre a operação deflagrada hoje convém salientarmos que os fatos em apuração não possuem qualquer vinculação com a nossa campanha. Tratam de fatos pretéritos que não têm relação com o atual momento eleitoral.

 

Ficamos surpresos com o desencadeamento de uma operação a apenas nove dias das eleições com potencial de influenciar o processo eleitoral. Confiamos na integridade do ex-governador Marconi Perillo, sabendo que ele terá a oportunidade de, nas regras constitucionais e processuais, demonstrar a lisura dos seus atos. Acreditamos nas instituições e no Estado de Direito.

 

Seguiremos normalmente com todas as atividades de campanha e de imediato anunciamos Charlle Antônio como o novo coordenador de campanha da Coligação para Goiânia, que acumulará esta função com a coordenação em Aparecida de Goiânia.

 

Temos a certeza de que estamos apresentando o melhor projeto para Goiás e vamos, juntos, continuar com a nossa campanha alegre, propositiva e crescente rumo ao segundo turno.

 

COLIGAÇÃO GOIÁS AVANÇA MAIS
Goiânia, 28 de setembro de 2018”

28 set

Prisão de Jayme Rincón, coordenador-geral de Zé Eliton, e buscas e apreensões nas casas de Marconi, tornam vencidas todas as pesquisas realizadas até agora, inclusive a do Serpes prevista para domingo

Todas as pesquisas publicadas até agora, sobre as eleições deste ano em Goiás, tornaram-se vencidas e superadas a partir dos fatos desta manhã de sexta-feira, com a deflagração pela Polícia Federal da Operação Cash Delivery – que investiga o recebimento de propinas pelo ex-governador Marconi Perillo.

 

Pior ainda: a operação policial inviabilizou a pesquisa que o instituto Serpes está concluindo nesta sexta, para publicação em O Popular no próximo domingo. Para que tenham credibilidade, os próximos levantamentos terão que avaliar a repercussão da Cash Delivery e o seu impacto na decisão dos eleitores e, portanto, só terão validade se forem feitos a partir de agora.

28 set

Operação Cash Delivery coloca a campanha do PSDB, a 8 dias da eleição, em situação trágica. Perspectivas, que já eram ruins, agora são de derrota total, inclusive atingindo os candidatos a deputado

A Operação Cash Delivery, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira para aprofundar investigações sobre o pagamento de propinas ao ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo, empurrou a campanha do PSDB, que já não vinha bem, para uma situação de tragédia.

 

Falta apenas oito dias para a data da eleição, período que agora transcorrerá sob a repercussão da Cash Delivery, as buscas e apreensões realizadas por equipes da PF em endereços de Marconi e a prisão do coordenador-geral da campanha, Jayme Rincón, e de seu filho Rodrigo Rincón.

 

As perspectivas para os tucanos agora são de derrota total, para Zé Eliton, Marconi e Lúcia Vânia, afetando também até os candidatos a deputado federal e estadual.

28 set

Está claro: se não fosse o período pré-eleição, em que candidatos não podem ser presos, Marconi teria sido recolhido pela Polícia Federal na manhã desta sexta

A legislação eleitoral salvou o ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo da prisão, na manhã desta sexta-feira.

 

Por conta de uma operação batizada de Cash Delivery, a Polícia Federal saiu a campo para prender suspeitos e realizar buscas e apreensões para apurar o pagamento de R$ 12 milhões em propinas a Marconi, em 2010 e 2014, através de entregas de dinheiro vivo ao presidente da Agetop Jayme Rincón, que foi tesoureiro da campanha do PSDB em Goiás tanto em 2010 quanto em 2014, anos em que os repasses foram feitos.

 

Em nota divulgada agora há pouco, o Ministério Público Federal não escolheu palavras: disse que Marconi só não teve um pedido de prisão contra ele porque a legislação eleitoral veda a medida desde 15 dias antes da data da eleição até dois dias depois.

28 set

Dinheiro da Odebrecht repassado a Jayme Rincón era para gastos com a campanha de 2014, mas ele desviou parte para comprar um carro de luxo e pagar uma cirurgia para o filho

O jornal O Popular revela que parte do dinheiro que a Odebrecht encaminhou a Jayme Rincón, como representante do ex-governador Marconi Perillo, foi utilizada na aquisição de um veículo de luxo no valor de R$ 170 mil reais e destinado ao filho de Rincón, Rodrigo.

 

Outros R$ 24 mil, segundo o jornal, foram usados para pagar uma cirurgia para o mesmo Rodrigo. As revelações estão no inquérito da Polícia Federal que reúne as investigações da Operação Cash Delivery, que apura o pagamento de propinas a Marconi.

 

Ou seja: o dinheiro era destinado para a campanha dos tucanos em Goiás (os repasses ocorreram em suja maioria em 2014), mas uma parcela foi desviada por Rincón para gastos, digamos assim, pessoais.

28 set

O Popular online publica foto de Jayme Rincón já preso, conduzido pela Polícia Federal, de autoria do fotógrafo Diomício Gomes

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