Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

24 set

Candidatos governistas desaprenderam a fazer campanha: nesta segunda, programas de televisão de Zé, Marconi e Lúcia Vânia trouxeram overdose de passado – para um eleitor que só quer saber de futuro

Os programas de televisão de Zé Eliton, Marconi Perillo e Lúcia Vânia, na noite desta segunda-feira, trouxeram um overdose de passado, em alguns casos uns repetindo o outro, como Zé mostrando a Renda Cidadã e a Bolsa Universitária e Marconi fazendo o mesmo. Zé foi ao paroxismo ao alegar a seu favor até a construção de uma pista de skate – imagine só, leitor: uma pista de skate…

 

Lúcia não citou realizações dos governos tucanos em Goiás, mas detalhou conquistas que teria trazido com a sua atuação no Senado, como, por exemplo, a implantação de 48 creches.

 

Onde é que esses candidatos e seus marqueteiros e comunicadores estão com a cabeça? Em que mundo? Quem disse a eles que eleitor vota em sinal de gratidão por tudo o que já foi feito?

 

Eleitor vota pensando no futuro e avaliando o que candidato representa para os dias que virão. O passado só entra em consideração quando se trata de punir alguém, caso de Marconi, que caminha para pagar nas urnas os erros que cometeu e continua cometendo.

 

O que, no começo, era apenas a derrota de Zé Eliton, símbolo da continuidade indesejada, evoluiu e se transformou na cabeça do eleitor na oportunidade de passar Goiás a limpo, aproveitando as candidaturas de Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso para vassourar Marconi e Lúcia Vânia também. E os dois, com a série de equívocos que protagonizam, parecem que estão pedindo para serem expulsos do jogo.

24 set

Na tentativa de levantar o ânimo da militância, campanha tucana vai fazer pesquisas do Directa em cada uma das 20 maiores cidades, começando por Aparecida, mostrando Zé em alta

A campanha tucana resolveu concentrar todas as suas apostas nas pesquisas do instituto Directa, o único dentre todos os que trabalham na presente eleição a apresentar resultados favoráveis ao candidato governista Zé Eliton.

 

O próximo passo é realizar uma pesquisa do Directa em cada uma das 20 maiores cidades, operação que o próprio Zé Eliton anuncia na coluna Giro, em O Popular, nesta segunda-feira.

 

O primeiro levantamento terá Aparecida como foco e já foi registrado no TRE e poderá ser divulgado a partir do próximo sábado, 29. Na cidade, que ocupa a posição de 2º maior colégio eleitoral do Estado, Zé Eliton sempre apareceu cm 3º lugar, atrás de Daniel Vilela, que se beneficia da forte influência do seu pai, Maguito, entre os aparecidenses (Maguito foi prefeito por dois mandatos e fez uma boa gestão).

 

Com esse novo lote de pesquisas do Directa e os inevitáveis resultados favoráveis ao Zé previstos, o que se espera é impedir que o candidato tucano seja abandonado pela militância e tenha chances de empurrar a eleição para o 2º turno.

24 set

O Popular mostra que os governos Marconi administraram em estilo venezuelano a Metrobus, que explora a linha de ônibus mais rentável da América Latina e dá prejuízo de R$ 1,6 milhão por mês

A linha de ônibus mais rentável da América Latina, segundo reportagem de O Popular nesta segunda-feira, é o eixo Anhanguera. Mas, explorada pela Metrobus, uma empresa do governo de Goiás, a linha não rende um centavo de lucro. Ao contrário, dá prejuízo de R$ 1,6 milhão por mês. Em 2017, fechou o balanço com R$ 28,77 milhões de saldo negativo.

 

Ou seja: assim como a Venezuela transformou as suas milionárias reservas de petróleo, as maiores do mundo, sob gestão de uma companhia estatal, em fumaça, os governos Marconi Perillo fizeram o mesmo com a Metrobus.

 

Diariamente, passam pelo eixo Anhanguera mais de 200 mil pessoas, circulando entre as cidades de Senador Canedo, Goiânia, Trindade e Goianira. Não adianta.

 

A má gestão tucana acabou com a Metrobus. Para o próximo governo, o caminho que se colocará é o da privatização.

24 set

Em 1998 Iris foi derrotado, mas não saiu aniquilado, preservando a influência em Goiânia que o levou a 3 mandatos de prefeito. Marconi, perdendo agora, enfrentará um futuro muito pior que o de Iris

Em 1998, Iris Rezende perdeu uma eleição em que se apresentou com os mesmos argumentos que Marconi Perillo leva hoje aos eleitores – o que havia feito no passado e a falta de experiência do seu adversário, o jovem Marconi, que nunca havia administrado nada na vida.

 

Mas Iris não saiu aniquilado. Ele perdeu mais uma, a eleição para o Senado em 2002, mas se reergueu das cinzas graças ao seu forte resíduo eleitoral em Goiânia, que sobrevive até hoje e deu a ele três mandatos de prefeito.

 

Marconi não tem um colégio eleitoral para chamar de seu. Ao contrário, as pesquisas mostram que ele é superado, por larga margem, por Jorge Kajuru e Vanderlan nas grandes cidades do Estado, onde, se é campeão em alguma coisa, lidera absoluto como o candidato majoritário mais rejeitado. A derrota que se avizinha será total: para o Senado, para o governo do Estado e para a presidência da República. No final das contas, Iris deu a volta por cima. Marconi ficará em situação tão difícil que jamais conseguirá.

24 set

Campanha governista tenta recuperar o ânimo da militância com pesquisa do Directa, fora da média de todos os demais institutos, apontando 26,7% para Zé Eliton e indicação de 2º turno

A campanha tucana se esforça neste início de semana para tentar insuflar ânimo da sua militância com a divulgação de uma pesquisa do instituto Directa apontando 26,7% para o governador Zé Eliton e 37,8% para Ronaldo Caiado. Daniel Vilela aparece com 12,5%..

 

O índice de Zé Eliton está completamente desalinhado em relação a todos os demais institutos que trabalham na atual eleição, que têm apurado entre 10 e 13% para ele (e o mesmo número, dentro da margem de erro, para Daniel Vilela) e entre 40 a 47% para Ronaldo Caiado, que, assim, venceria no 1º turno.

 

A pesquisa vem após a divulgação de um levantamento do Ibope na sexta-feira pela TV Anhanguera, que deixou o QG tucano em desespero ao revelar uma verdadeira disparada de Caiado, furando o teto e ostentando 47%, enquanto Zé Eliton e Daniel continuaram empatados em 2º lugar com 13% e 12%, respectivamente.

23 set

Zé Eliton e Marconi continuam alardeando o apoio de mais ou menos 200 prefeitos, mas até agora sem reflexo nas pesquisas. Em 1998, Iris tinha 213, mas perdeu para Marconi, que foi apoiado por apenas 33

Zé Eliton e Marconi Perillo não aprendem: os dois continuam alardeando o apoio de mais ou menos 200 prefeitos, inclusive com um evento em Goiânia, na semana passada, em que mais da metade teria comparecido para confirmar o apoio e o trabalho pelos dois.

 

Pois, até agora, nada apareceu do “esforço” desses supostos 200 prefeitos. Zé continua nas pesquisas onde sempre esteve, empatado em 2º lugar com Daniel Vilela, que não tem 10 prefeitos ao seu lado. Ronaldo Caiado, com um número um pouco maior, lidera absoluto. Mas, mesmo assim, a campanha tucana continua depositando fé nesse exército municipal, tanto que, na semana passada, reuniu parte dele em Goiânia, para mostrar força  – força que não aparece nas pesquisas.

 

Em 1998, Iris Rezende tinha ao seu lado 213 prefeitos. Marconi Perillo somava apenas 33. No final, o resultado foi o que se sabe.

23 set

Um governo sofrível jamais receberá dos goianos mais 4 anos de mandato. Essa é a situação do Zé. O problema para os tucanos é que ele está arrastando para o buraco as candidaturas de Marconi e Lúcia Vânia

Venhamos e convenhamos: nem a base governista nem seu maior líder Marconi Perillo, com a experiência de 20 anos de poder e cinco eleições bem sucedidas, jamais confiaram cegamente nas possibilidades de Zé Eliton como representante do maior agrupamento político de Goiás nas eleições desse ano.

 

Zé nunca disputou uma eleição e, sabidamente, não tem carisma ou qualidades pessoais excepcionais. Alcides Rodrigues, que os tucanos tanto criticam, foi melhor candidato que ele e a esta altura, em 2006, já estava em tendência de alta, a poucos pontos do líder das pesquisas de então, Maguito Vilela. Alcides, como se sabe, triunfou. Zé…

 

O malogro do seu candidato a governador representa um prejuízo sem tamanho para os tucanos de Goiás. Claro. Mas nada se compara à derrota da sua maior figura, Marconi, que se encontra em situação delicadíssima, empatado com Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso por apenas um ponto de diferença, segundo o Ibope. Marconi tem qualidades para ser eleito ao Senado. Mas, a esta altura do campeonato, está claro que os goianos estão em dúvida sobre isso.

 

Zé não vai ser eleito porque não tem sentido os goianos estenderem por mais quatro anos um governo que é majoritariamente avaliado como regular, péssimo e ruim (67% pensam assim, na pesquisa do Ibope). Mas Marconi e Lúcia Vânia, que não têm grande coisa com isso, estão sendo arrastados para o mesmo buraco. A ruindade de Zé vai além dele e contamina a chapa inteira. É um desastre anunciado o que vem vindo aí.

23 set

“Virada” que não corresponde às pesquisas tira a credibilidade de quem a vende, no caso Marconi e Zé Eliton. Melhor o argumento da deputada Eliane Pinheiro: “Apesar das pesquisas, Zé vai ganhar”

A campanha tucana comete um equívoco grave: vende para a sua militância situações e ideias que não correspondem à realidade. Como as pessoas possuem um mínimo de inteligência, acabam percebendo que estão sendo enganadas e perdendo a fé em quem comanda a empulhação.

 

É o que ocorre com a tal “virada”. Marconi Perillo e Zé Eliton, os maiores líderes da coligação liderada pelo PSDB, dizem dia e noite para os seus seguidores que estaria ocorrendo uma reversão de expectativas e que Zé Eliton vai para o 2º turno e aí ganhará a eleição.

 

Só que não há nenhuma pesquisa de credibilidade sustentando essa opinião, que não passa de uma estratégia furada para tentar conter o desânimo da militância – e que, no final das contas, acaba se voltando contra os seus propagadores e minando a sua credibilidade e liderança. É o que acontece com quem não fala a verdade.

 

Melhor fazer como a deputada governista Eliane Pinheiro. Perguntada por um jornal sobre as eleições, ela respondeu: “Apesar das pesquisas, Zé Eliton vai ganhar”. Não há caso conhecido de um candidato que venceu “apesar das pesquisas”. É uma crença, sem correspondência na realidade, mas… é o que resta para os tucanos.

23 set

Emedebista é um candidato com muitos méritos: Daniel Vilela, que está empatado com Zé Eliton nas pesquisas, não falta com a verdade com os seus eleitores e não inventa “virada” que não existe

O candidato do MDB a governador Daniel Vilela não vai ganhar, mas faz uma campanha com muitos méritos, superior à de muitos concorrentes.

 

Por exemplo: mesmo sem contar com uma fração das vantagens que a condição de candidato governista confere a Zé Eliton, Daniel segue empatado com ele em 2º lugar – no Ibope apareceu com 12%, a apenas um ponto do Zé, que conseguiu 13%.

 

É uma façanha. Outro exemplo: o representante do MDB não inventou – e portanto está sendo honesto com a sua militância – uma “virada” que não existe, tal como faz a campanha tucana ao vender para os seus seguidores uma ilusão de reação do Zé sem nenhuma sustentação na realidade. Daniel poderia recorrer ao mesmo artifício, já que tem a mesma pontuação, dentro da margem de erro, que o Zé. Mas não o faz.

 

Perder uma eleição, qualquer um perde. Perder com dignidade, nem todos.

23 set

Depois de esgotar todos os recursos para Zé Eliton subir nas pesquisas – viajar pelo interior, assumir o governo, campanha de rua e programas de rádio e TV –, tucanos agora dizem que será na “última hora”

Desde o começo do ano que as cabeças coroadas da base governista vêm marcando prazo para a arrancada de Zé Eliton nas pesquisas: primeiro, como vice-governador, ele viajaria pelo interior entregando cheques do programa Goiás da Frente e se tornaria conhecido; depois, seria a partir da posse como governador do Estado; em seguida, quando a militância fosse para as ruas, em campanha, o que aconteceu a partir de 16 de agosto; e, finalmente, Zé deslancharia com os programas de rádio e televisão, que estão quase acabando. Nada deu certo. O carretão não saiu do lugar.

 

Zé continua patinando no 2º lugar, empatado com Daniel Vilela na faixa dos 10 a 13% de intenções de votos, dentro da margem de erro de todos os institutos sérios. Com tudo o que foi feito, não conseguiu crescer quase nada nas pesquisas. Se houver algum mérito nelas, é para Daniel Vilela, que não conta com uma fração dos recursos que a condição governista coloca a favor do Zé, infrutiferamente, e mesmo assim segue ombro a ombro com o Zé.

 

Mas uma leitura dos jornais deste fim de semana revela que os estrategistas palacianos não desistiram de inventar justificativas para o fiasco do candidato tucano e de marcar nova data para a “reação”. A coluna Giro, em O Popular, ouviu o QG tucano, que, sem medo de cair no ridículo, anunciou pomposamente que Zé vai decolar, sim, mas na “última hora”.

 

Acredite, leitor. Está escrito lá, na coluna Giro de sábado, 22. Zé vai reagir, sim. Na última hora.

23 set

Com todas as pesquisas sérias mostrando resultados negativos, campanha de Zé Eliton e Marconi está no interior, neste domingo, anunciando uma “virada histórica”. Como assim? Onde?

Com todas as pesquisas de credibilidade mostrando resultados negativos, a campanha de Zé Eliton e Marconi Perillo está neste domingo no interior, promovendo carreatas, com os animadores quase histéricos a apregoar, com o botão de som no último volume, uma suposta “virada histórica”.

 

Pelo que se sabe, virada é quando um candidato que está atrás nas pesquisas reage e passa à frente do seu adversário. Na presente eleição, isso não está acontecendo e nem há o menor vestígio de que pode acontecer. Ronaldo Caiado segue em 1º lugar, ganhando folgado no 1º turno, enquanto Zé Eliton continua empatado em 2º lugar com Daniel Vilela. Zé tem 12% e Daniel 13%, segundo a última pesquisa publicada, a do Ibope, a mesma que apontou Caiado com 47%.

 

Pior para a campanha tucana, Marconi Perillo e Lúcia Vânia não estão bem na corrida pelas duas vagas ao Senado. Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso ultrapassaram Lúcia e empataram com Marconi, por apenas um ponto de diferença.

 

Se houver “virada histórica”, como gritam os tucanos, é na eleição para o Senado. E as vítimas são Marconi e Lúcia.

23 set

Direitos de resposta obtidos por Marconi na Justiça Eleitoral tendem a provocar um efeito inesperado: dar credibilidade aos ataques e melhorar ainda mais a posição de Kajuru nas pesquisas

O “direito de resposta”, que a Justiça Eleitoral eventualmente pode conceder a um candidato que se considera ofendido por outro, durante o horário eleitoral, costuma ser visto pelo eleitor de forma negativa para quem supostamente seria o seu beneficiário.

 

Marqueteiros e comunicadores sabem que o direito de resposta é um dos maiores desafios da propaganda eleitoral. Geralmente concedidos pelo mesmo espaço de tempo usado para o ataque, são de difícil criação e execução, primeiro pela dificuldade de levar em prazo curto a elucidação correta aos telespectadores e segundo por induzir à impressão de que o candidato ofendido não soube se explicar por conta própria e teve que recorrer ao “tapetão”.

 

Além disso, o direito de resposta tem uma regra que não concorre a favor de quem o consegue: não pode abordar qualquer assunto que não o mencionado na ofensa, o que, às vezes, torna difícil a sua contextualização. Assim, em vez de esclarecer, pode confundir ainda mais o eleitor.

 

Por tudo isso, no caso Marconi x Kajuru, os três direitos de resposta concedidos ao tucano, ocupando o tempo de Kajuru no rádio e televisão, podem se virar contra Marconi e a favor do vereador-radialista, ao sugerir uma espécie de intervenção injusta em um debate entre candidatos que deveria ser livre e, pior, a favor de alguém que não soube se defender sozinho. E, para complicar, dependendo de como serão formatados. Na prática, mais votos para Kajuru.

23 set

Em entrevista de uma página ao Diário da Manhã, Vilmar Rocha, aquele que poderia dizer “eu avisei”, não cita Zé Eliton e diz que está percorrendo o Estado para pedir votos… para Marconi

O candidato a 1º suplente de Marconi Perillo, ex-deputado federal Vilmar Rocha, aparece no Diário da Manhã deste domingo em uma entrevista de uma página.

 

Do começo ao fim, Vilmar Rocha não cita o nome de Zé Eliton. Ele revela que está desaparecido da cena política porque dedica-se a percorrer todos os cantos do Estado, pedindo votos para… Marconi.

 

Em leve referência ao atual governador, afirma acreditar que haverá 2º turno, mas porque “é tradição em Goiás”. Vilmar Rocha é aquele que nunca acreditou na candidatura de Zé Eliton, a quem brindou com adjetivos como “inadequado” e “despreparado” para as funções de governador. O ex-deputado também disse que o ciclo do Tempo Novo estava esgotado e que a hora era de renovação. Só faltou, na entrevista ao DM, Vilmar dizer: “Eu avisei”.

23 set

Em reação ao baque do Ibope/TV Anhanguera, Marconi diz em Goiatuba que “a pesquisa que vale é a das reuniões e eventos onde recebemos tanto carinho”. Eis aí o perfeito autoengano

Falando em Goiatuba, na manhã deste sábado, 22, em uma reunião promovida pelo prefeito local, o ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo mostrou que está incomodado – e muito – impacto da pesquisa Ibope/TV Anhanguera,  aquela que apontou uma disparada de Ronaldo Caiado e trouxe Zé Eliton, como sempre estagnado no 2º lugar e os mesmos 10 a 13% de intenções de voto de sempre.

 

Olha só, leitor, o que Marconi disse, textualmente: “A pesquisa que vale não é a da mentira. É a da manga arregaçada, do trabalho, da urna eletrônica contabilizada. São essas reuniões onde temos recebido tanto carinho e apoio da população. Essas são as pesquisas que valem. O trabalho nas ruas é o nosso termômetro”.

 

Trata-se de um amontoado de frases que poderiam ter sido ditas por um lunático. Não há o menor sentido. Reuniões e demais eventos de campanha não servem para avaliar a aceitação de candidatos, mesmo porque são encontros que reúnem apoiadores contaminados pela paixão política, enquanto as pesquisas, as de credibilidade, evidentemente, são pautadas por critérios científicos e cobrem todo eleitorado. Finalmente, as “urnas contabilizadas”, sim, é que dão o resultado da eleição e, Marconi, como qualquer outra pessoas, não tem certeza sobre o que virá delas, mas apenas pode, por enquanto, fazer uma previsão – com base nas pesquisas e elas, por sua vez, apontam para a vitória de Caiado.

 

Contrapor resultados apurados por institutos como o Ibope com o que os políticos estão “sentindo” nas ruas e em eventos de campanha é um evidente despautério. Desse jeito, Marconi mostra está vivendo um perfeito autoengano. E isso é atalho para a derrota.

23 set

Eleitor dará mais 4 anos para um governo que não aprova? Ibope avalia gestão de Zé Eliton como regular, ruim e péssima para 67% dos entrevistados e como boa e ótima para apenas 21%

Saíram os números que o Ibope apurou, na pesquisa que fez para a TV Anhanguera, para a avaliação que o eleitor goiano faz do governo Zé Eliton.

 

Repetiram-se, dentro da margem de erro de três pontos para mais ou para menos, os índices das pesquisas dos demais institutos de credibilidade: a gestão é regular, ruim e péssima para 67% dos entrevistados e boa e ótima para apenas 21%.

 

A pergunta que salta dos números do Ibope é simples: será que os goianos vai dar mais quatro anos para um governo que não vêem com bons olhos?

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