Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

17 set

Alegação de que só pela ação de Marconi é que Goiás saiu do PIB de R$ 17 bi em 1998 para um de R$ 202 bi, hoje, não é verdade linear: crescer, o Estado cresceria de qualquer jeito, ou menos ou igual ou mais

O ex-governador Marconi Perillo desfia há tempos um discurso de autopromoção segundo o qual foram os seus governos que levaram o Produto Interno de Goiás a crescer de R$ 17 bilhões em 1998 até chegar a R$ 202 bilhões, hoje.

 

Esses números, aparentemente impactantes, são verdadeiros. Mas a justificativa para a sua evolução, ou seja, o trabalho exclusivo das gestões de Marconi, não. Quaisquer que fossem os governantes dos últimos 20 anos, Goiás passaria por um crescimento acentuado da sua economia, acompanhando o resto do Brasil. Se o país avança, todas as suas regiões também avançam, de alguma maneira. E, caso outros políticos tivessem administrado o Estado, é evidente que o incremento do PIB aconteceria de qualquer jeito, em índices menores, iguais ou quem sabe até superiores, dependendo das decisões adotadas por cada governador.

 

E 20 anos são um período de tempo largo demais para que ocorra qualquer retrocesso na economia de um Estado. Tanto que todas as unidades federativas brasileiras evoluíram positivamente desde 1998, sem exceção.

 

Marconi é o único responsável pela alta do PIB goiano? Nem de longe. Isso aconteceu em uma função de uma conjunção de fatores, dentre os quais, é claro, a atuação do governo do Estado é fundamental. Mas haveria aumento, seja quem estivesse no Palácio das Esmeraldas. Cobrar voto de gratidão da população por algo que aconteceria inelutavelmente com a economia goiana não parece ser uma boa ideia.

17 set

Marconi e Zé Eliton não se entendem sobre o número de veículos na carreata em Posse e acabam revelando que a campanha tucana falsifica a dimensão dos seus eventos

Logo após a carreata da campanha tucana neste fim de semana em Posse, o ex-governador e candidato ao Senado gravou um vídeo e postou no seu perfil no Instagram afirmando que estavam na caravana 700 carros.

 

Simultaneamente, Zé Eliton também publicava um vídeo “comemorando” o que chamou de “apoteose”, ou seja, o suposto sucesso da carreata. Segundo o Zé, 2 mil carros participaram.

 

Na verdade, nem um outro estavam certos. Segundo a pesquisa deste blog, mais ou menos 200 carros participaram da tal carreata. Foi apenas mais uma “fake news” da campanha tucana. Em outras palavras, a “onda azul”.

16 set

Tucanos sonham com “virada”, mas faltam tempo e razões objetivas dentro da sociedade para que se produza qualquer alteração nas expectativas para a eleição, que continua sendo de Caiado no 1º turno

É compreensível o esforço da campanha tucana para propalar uma suposta “onda azul” (alusão às cores do PSDB) cortando todo o Estado e produzindo uma “virada” das expectativas para o resultado da eleição, que hoje apontam para a vitória de Ronaldo Caiado no 1º turno, segundo todas as pesquisas – as de indiscutível credibilidade, naturalmente.

 

Mas a “virada”, por enquanto e talvez definitivamente é um sonho cada vez mais impossível. Em eleições anteriores, como as de 1998 e de 2006, ela ocorreu, mas a esta altura, a 20 dias da data do pleito, já estava em pleno andamento. E com base em motivações sociais e políticas que não estão colocadas hoje.

 

Para que uma reviravolta fosse real, seria indispensável a existência de fatores objetivos no seio da sociedade. E isso não pode ser notado, no momento. Temos um ciclo de poder de 20 anos que atingiu um grau elevado de fadiga, um candidato fabricado, Zé Eliton, que não mostra competências para a missão depositada sobre os seus ombros, um Marconi Perillo que não é mais Marconi e, pelo lado da oposição, um nome, Ronaldo Caiado, com experiência e virtudes que se tornaram valorizadas – biografia limpa, enfim – no Brasil pós-Lava Jato. Tudo isso foi absorvido pelo eleitorado e está se refletindo nas pesquisas sem qualquer sinal visível de alteração.

 

Apesar do desespero da família tucana, essa é a verdade.

16 set

Atraso no pagamento da Bolsa Universitária mostra descompasso entre o discurso das campanhas de Zé Eliton e Marconi e a realidade financeira do Estado – que está sendo escondida

O jornal O Popular deste domingo, 16, traz uma reportagem sobre as dificuldades que o atraso no pagamento da Bolsa Universitária estão trazendo para os milhares de estudantes universitários que recebem o benefício.

 

A Bolsa é um dos cartões de visita do Tempo Novo e é citada em quase todos os programas de televisão das campanhas de Zé Eliton e Marconi Perillo. Também está presente diariamente nos discursos, entrevistas e em tudo o que os dois falam em eventos eleitorais.

 

Se é tão importante assim, o atraso confirma que o Estado vive embaraços financeiros que estão se agravando, porém seguem escondidos pelos donos do poder. Sabe-se que vem ocorrendo uma suspensão de todos os pagamentos que podem ser postergados: as parcelas dos empréstimos consignados não estão sendo repassadas aos bancos e o Ipasgo restringiu ao máximo as suas despesas, impondo cotas para o atendimento dos segurados em hospitais, laboratórios e consultórios médicos.

 

Consta também que a parcela da dívida estadual com o governo federal, referente a agosto, no valor de R$ 200 milhões, não foi quitada.

 

O objetivo de tudo isso é mais do que evidente: resguardar recursos para manter a folha de pagamento em dia, pelo menos até a data da eleição, para evitar mais prejuízos para as candidaturas de Zé e Marconi.

16 set

Campanha de Caiado responde a críticas de Maguito com ataque de baixíssimo nível e totalmente incompatível com o grau de civilidade que o eleitor goiano espera dos políticos

O ex-governador Maguito Vilela publicou um vídeo nas redes sociais em que afirma estar disposto a votar em Ronaldo Caiado se alguém comprovar que ele tem alguma obra em Aparecida – cidade que ele, Maguito, governou com dois mandatos de prefeito.

 

A crítica é a mesma, quanto ao conteúdo, que Zé Eliton e Marconi Perillo vêm fazendo a Caiado, acusando os seus mais de 30 anos de mandatos parlamentares de não terem rendido para Goiás “um prego para furar uma barra de sabão”.

 

Os três – Maguito, Zé e Marconi – estão errados. Caiado tem, sim, muitas emendas orçamentárias destinando recursos a Goiás e provavelmente beneficiando Aparecida também. Em um levantamento recente, ele relacionou mais de R$ 100 milhões em recursos para os municípios goianos, por conta da sua atuação como deputado federal e senador. Além disso, foi e é legislador, não executivo como os três que o acusam.

 

Mas a polêmica tornou-se um dos temas da atual eleição. A maneira certa de responder é a que Caiado escolheu inicialmente: mostrar o que fez. Mas da campanha democrata saiu a inspiração para um texto publicado neste domingo, 16, no Diário da Manhã, que extrapola o aceitável e desanda para a rasteirice e a baixaria contra Maguito. Uma resposta que nem inteligente é.

 

Caiado não deveria permitir esse tipo de ação, incompatível com os padrões de educação e civilidade que o eleitor exige entre os políticos. E nem precisa desse tipo de instrumento, já que lidera com folga as pesquisas, deve ganhar no 1º turno e cresce a cada ataque injusto ou raso que recebe. Ele não pode entrar em um jogo que atropela a moral e a ética, virtudes das quais ele se tornou um exemplo na política. Caiado precisa ganhar sendo como candidato o que se propõe a ser como governador: diferente. A resposta a Maguito mostra que pode não ser.

16 set

Virada anunciada por Zé Eliton e Marconi nas redes sociais é “fake news” que se baseia em pesquisa desalinhada dos demais institutos e contratada por marqueteiro da campanha tucana

A “virada” anunciada pela campanha tucana, ou seja, o crescimento espetacular de Zé Eliton na pesquisa Directa, em que chega a 26,2% das intenções de votos, protagonizando o maior fenômeno eleitoral de todos os tempos não só em Goiás, como também no Brasil, não tem nenhuma fundamentação na realidade.

 

Para ter credibilidade, uma pesquisa precisa se alinhar às demais, desde que feitas por institutos de credibilidade, dentro da margem de erro. Os levantamentos do Serpes, Grupom, Ibope, Diagnóstico, Fortiori e Signates têm vindo sempre com números assemelhados, claro que dentro da margem de erro de 3,2 a 3,5 pontos para mais ou para menos, adotada por cada um. A pesquisa do Directa contraria essa condição indispensável para ser considerada como digna de credibilidade ao trazer para Zé Eliton uma pontuação totalmente fora da curva e por tudo inexplicável.

 

Para complicar, ela foi contratada pelo jornal O Hoje e pela rádio Jovem Pan, esta de propriedade do publicitário Marcus Vinicius Queiroz, um dos marqueteiros da campanha de Zé Eliton. Na semana que se inicia, na terça e na quarta, os institutos Grupom e Diagnóstico publicarão novas rodadas das suas pesquisas no Diário da Manhã. Se os números do Directa não forem confirmados, dentro da margem de erro, a “virada” comemorada pela campanha tucana não terá passado de “fake news”.

16 set

Zé Eliton cresce 15 pontos em 4 ou 5 dias e sai de 10,9% na pesquisa Serpes e de 10,2% na Diagnóstico para 26,2% na Directa. Se fosse verdade, Zé seria o maior fenômeno eleitoral da história de Goiás e do país

Realizada poucos dias depois que o Serpes e o Diagnóstico foram a campo e apuraram 10,29% de intenções de voto para Zé Eliton, o primeiro, e 10,2%, o segundo, a pesquisa do instituto Directa mostrou um salto de mais de 15 pontos do candidato governista e o apresentou com 26,2% das intenções de votos.

 

Repentinamente, em menos de uma semana, Zé se revelou como o maior fenômeno eleitoral da história de Goiás, quiçá do Brasil ou do planeta. Nunca, em tempo algum, um candidato subiu tanto em tão pouco espaço de tempo. Seria fantástico, seria maravilhoso para a base governista se… a pesquisa correspondesse à realidade.

 

Nem Marconi Perillo nem Iris Rezende tiveram, em suas eleições, um desempenho espetacular como esse. É um caso digno de atrair para Goiás as atenções de todo o país. Significa que em 4 ou 5 dias Zé conquistou mais de 600 mil votos, graças à sua extraordinária liderança e capacidade de convencimento. Um assombro. Um caso a ser estudado pelos especialistas e interessados em eleições de todo o mundo.

 

Com alguma dose de constrangimento, os tucanos – Marconi e o próprio Zé incluídos – “comemoraram” a pesquisa como sinal de que a “virada” já começou, ou como disse o Zé, “já aconteceu”. É o autoengano em toda a sua plenitude.

16 set

Salve-se quem puder(6): candidatos proporcionais desatrelam-se da candidatura de Zé Eliton e se afastam também de Marconi e Lúcia Vânia, que desaparecem do material de campanha

O fiasco do governador Zé Eliton nas pesquisas está levando a um movimento desesperado por sobrevivência eleitoral entre os candidatos proporcionais da coligação chefiada pelos tucanos.

 

Neste domingo, em O Popular, o candidato a deputado estadual pelo PSDB Gustavo Sebba puxa a orelha dos colegas, que não estariam se empenhando na campanha majoritária, deixando de dar o apoio necessário a Zé Eliton, Marconi Perillo e Lúcia Vânia.

 

Mas o próprio Gustavo Sebba é exemplo da estratégia de tentar fugir a qualquer preço do contágio negativo das candidaturas majoritárias – estratégia que ele condena, mas adota. Veja o material de campanha(print acima) que ele e seu parceiro de dobradinha Jean Carlo, que disputa vaga na Câmara Federal, também pelo PSDB, estão distribuindo nas redes sociais. Não há qualquer referência ao Zé. E muito menos a Marconi e a Lúcia Vânia.

 

Na base governista, é cada um por si e Deus por todos.

16 set

Erro crucial da campanha tucana: obras, programas sociais, Educação em 1º lugar no Ideb, conquistas e avanços são dever de quem está no governo e não geram obrigatoriedade de votar por gratidão

O erro crucial da campanha do governador Zé Eliton e do ex Marconi Perillo é acreditar que obras, programas sociais, Educação em 1º lugar no Ideb e as conquistas ou avanços que Goiás experimentou nos últimos 20 anos devem levar os goianos a obrigatoriamente a votar por gratidão.

 

Em 1998, a campanha de Iris Rezende desfiou o mesmo discurso e deu com os burros n’água. Marconi, um jovem e desconhecido parlamentar, venceu. Goiás estava bem: o processo de industrialização dava os seus primeiros passos, estradas pavimentadas cortavam o Estado, a energia elétrica era universalizada no campo e na cidade, programas sociais matavam a fome das famílias carentes.

 

Não adiantou. O eleitor queria mudança e mudou. O fenômeno se repete agora, agravado pela agressividade do discursos dos tucanos – veja nas redes sociais as falas exaltadas da ex-primeira dama Valéria Perillo – exigindo o voto de agradecimento e que todos se unam para defender o “legado” de Marconi.

 

O que é que o eleitor tem a ver com esse tal “legado”? Nada. Marconi fez coisas boas e ruins, todas financiadas com dinheiro dos impostos e ainda por cima recebendo salários e mordomias para fazer o trabalho para o qual foi eleito. O eleitor sabe disso. E sabe que, dentro da cabine indevassável, tem o direito de escolher quem quiser e não quem os tucanos impõem.

 

A estratégia de buscar a justificativa dol voto pelo que passou, pelo que já foi feito, portanto, é mais do que errada. É desinteligente.

16 set

Salve-se quem puder(5): para não correr riscos, Magda Mofato faz campanha solo para se reeleger deputada federal e se descola completamente da candidatura de Zé Eliton

A deputada federal Magda Mofato, que disputa a reeleição, é outra candidata proporcional da coligação liderada pelo PSDB (ela é do PR) a se descolar completamente da campanha de Zé Eliton e cuidar de salvar a própria pele.

 

Zé não decola nas pesquisas, a não ser naquelas de credibilidade baixa ou nenhuma. O resultado é que há um forte movimento entre os postulantes a deputado estadual e federal, cada qual cuidando da própria sobrevivência e buscando escapar da influência negativa do fiasco do candidato tucano.

 

Veja o adesivo de carro da campanha de Magda Mofato(foto acima). Não há alusão ao nome de Zé Eliton. E, de quebra, nem ao de Marconi Perillo nem ao de Lúcia Vânia (quanto a esta, a parlamentar anunciou antes da temporada eleitoral que a considerava “antipática” e que não trabalharia para ela).

15 set

Geralda Albernaz, viúva de Nion, vai ao grande encontro de mulheres no Clube Jaó, neste sábado, e declara apoio à candidatura de Caiado

Uma grande surpresa animou o encontro de Ronaldo Caiado com mulheres que que apoiam o seu nome para o governo, neste sábado, no Clube Jaó, em Goiânia: Geralda Albernaz, viúva de Nion, subiu ao palco e declarou apoio ao candidato democrata(foto).

 

Afora o discurso de Caiado, que beirou a comoção entre o enorme número de mulheres presentes, o anúncio do apoio de Geralda Albernaz foi o ponto alto do evento.

 

Ela não discursou, ouviu sorridente o candidato democrata agradecendo o seu gesto e, ao final, aplaudiu enfaticamente. Nion Albernaz foi um dos fundadores do PSDB em Goiás e um dos principais articuladores da primeira vitória de Marconi Perillo, em 1998, quando estava na prefeitura de Goiânia e ajudou na criação do Tempo Novo.

15 set

Marconi, nas redes sociais, diz que o 2º turno está garantindo, conforme… a pesquisa do Directa no jornal O Hoje. Ninguém pode dizer que o tucano-chefe não se esforça nem que tem medo do ridículo

O ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo tem se esforçado muito mais que o Zé nesta eleição. E também demonstrado que não tem medo do ridículo.

 

Veja esse vídeo, leitor, em que ele “comemora” a pesquisa Directa, publicada pelo jornal O Hoje neste sábado, onde o Zé é apresentado como um fenômeno eleitoral, acima dos 26% das intenções de voto. Caso se tratasse de uma pesquisa séria e de credibilidade, estaria confirmada a previsão, como Marconi diz, de 2º turno.

 

Infelizmente para os tucanos, é apenas uma ilusão passageira – e é claro que eles sabem disso, pois foram eles que encomendaram a pesquisa, certamente feita com a famosa “metodologia do Zé” – Zé acha que cada instituto tem um sistema de apuração diferente e prefere acreditar nos que exibem números favoráveis à sua candidatura. Nesta temporada eleitoral, somente o Directa e o Exata OP se prestam a esse serviço. Todos os demais – Serpes, Grupom, Diagnóstico, Ibope, Fortiori e Signates – têm feito pesquisas que apontam resultados alinhados, dentro da margem de erro, mostrando Ronaldo Caiado acima de 40%, liquidando a fatura no 1º turno, e Zé e Daniel empatados tecnicamente em 2º lugar, na faixa dos 10%.

 

Marconi, que vive reclamando das “fake news”, também gosta de espalhar as suas.

15 set

Salve-se quem puder(4): na campanha da base governista, é cada um por si na tentativa de sobreviver ao desastre da candidatura de Zé Eliton. Nem Tiago Albernaz, neto de Nion, se engaja com o Zé

Virou uma espécie de Deus nos acuda a campanha da base governista, com o fiasco da candidatura do governador Zé Eliton.

 

Os postulantes a deputado estadual e federal estão tratando de cuidar das suas vidas, com a data da eleição se aproximando e Zé puxando a todos para baixo com a sua inércia nas pesquisas e absoluta falta de reação.

 

Veja a foto acima, leitor. É o vereador Tiago Albernaz, neto de um ícones do Tempo Novo, já falecido, Nion Albernaz. Em um evento de rua há dois dias, ele tenta mobilizar eleitores, carregando no peito um grande bottom com o seu nome e o seu número. Sobra muito espaço, como se pode ver, mas ele não incluiu nem o Zé nem Marconi Perillo nem Lúcia Vânia.

 

Sobreviver é a palavra de ordem entre os candidatos proporcionais da coligação tucana.

15 set

Proposta de Daniel Vilela, de voltar com o programa de pão e leite para crianças carentes, é comovente, mas não resolve o problema, que é colocar pão na mesa do pobre

O programa pão e leite para matar a fome das criancinhas famintas é comovente, mas burro, e demagógico. Existe outro meio para por o pão na mesa do pobre. Se Daniel fosse melhor informado das coisas de Goiás, ele poderia propor não a distribuição gratuita de pão aos pobres, mas a implantação e fomento da triticultura no nordeste goiano e no entorno de Brasliía.

 

Emgopa e Emater há décadas pesquisam o trigo no cerrado. Os resultados alcançados são estupendos. O potencial estimado indica que o Brasil poderá se tornar autossuficiente em trigo, e até exportar. Já desenvolveram sementes apropriadas para a nossa região. Todo o esquema de extensão rural já está montado.

 

Por que, então, ninguém planta trigo em Goiás? Por que não sabem como plantar, quando plantar e colher, como comercializar etc. Seria preciso um programa governamental, executado por um órgão especialmente voltado para esse fim, para transformar Goiás num dos maiores produtores de trigo do mundo. Aí, todos teríamos pão abundante, quase de graça.

 

Mas imaginação não é o forte de Daniel.(Helvécio Cardoso, jornalista)

15 set

Salve-se quem puder(3): campanhas dos deputados estaduais e federais da base governista descolam-se de Zé Eliton e vão para a busca individual de sobrevivência

O desastre anunciado da candidatura de Zé Eliton ao governo do Estado já é praticamente consenso até mesmo dentro da própria base governista: as campanhas dos candidatos a deputado estadual e federal estão se descolando da majoritária e procurando seus próprios caminhos para chegar até o dia da eleição e conquistar um resultado positivo.

 

Por decisão de Zé Eliton, o QG tucano cortou a prometida ajuda aos candidatos proporcionais. Nem material gráfico será fornecido.

 

Em contrapartida, Zé Eliton está sendo largado na chapada. Veja mais um exemplo, na foto acima: o banner para carros de Francisco Jr., que disputa vaga na Câmara Federal pelo PSD, não menciona o Zé. E nem Marconi ou Lúcia Vânia.

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