Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

15 ago

Notou esse detalhe na pesquisa Serpes/O Popular, leitor? Zé Eliton tem apenas 1,1% das intenções de votos na região Sudoeste, enquanto Caiado chega a 38,6% e Daniel Vilela a 19,3%. Veja bem: 1,1%

Um detalhe da maior importância e significado, na última pesquisa Serpes/O Popular, passou quase despercebido.

 

Na estratificação por regiões, o governador Zé Eliton tem apenas 1,1% das intenções de voto na região Sudoeste – onde estão cidades de expressão como Rio Verde, Jataí, Quirinópolis, Mineiros e Santa Helena. Já Ronaldo Caiado Caiado chega a 38,6% e Daniel Vilela a 19,3%.

 

A pesquisa mostrou que Zé Eliton caiu em todas as regiões do Estado. Mas a situação na região Sudoeste é gravíssima para o candidato tucano: os 1,1% das intenções de voto que ele tem correspondem ao mesmo índice obtido pelo candidato do PSOL Weslei Garcia, que também tem 1,.1% e nunca passou nem perto das vantagens em termos de visibilidade e exposição que a máquina governista garante a Zé Eliton.

 

Desde 7 de abril, quando assumiu, o governador só esteve em Rio Verde uma vez, em Jataí uma e em Mineiros uma. Ele ignorou a região, onde a sua recuperação é agora quase impossível: não há tempo, há aceitação forte a Caiado por ser uma zona de agronegócio identificada com a atuação do senador e, por último, é a terra natal de Daniel Vilela, que nasceu em Jataí e onde sua família sempre teve militância política.

 

Não poderia haver desastre maior para Zé Eliton.

15 ago

Erro monumental de Zé Eliton, ao atrasar a campanha e se dedicar ao cargo de governador, desde 7 de abril, quando assumiu, beneficiou Caiado ao manter o clima eleitoral frio e sem movimentação

Poucas vezes um candidato, em qualquer tempo, cometeu um erro de estratégia tão grave e monumental quanto Zé Eliton, quando assumiu o cargo de governador, em 7 de abril último, e preferiu se dedicar à rotina administrativa, abrindo mão de qualquer papel político, sequer se posicionando como candidato.

 

Esse equívoco está custando caro a Zé Eliton: ele não foi identificado como postulante ao governo pelo eleitorado e não evoluiu um único décimo de ponto nas pesquisas, não gerando perspectiva de poder e chegando agora, a 50 dias da data eleição, a um impasse desesperador: está muito abaixo do potencial histórico de votos da base governista, o que compromete irremediavelmente as suas chances de vitória. Zé Eliton tem apenas 10% de intenções de voto, segundo as pesquisas de maior credibilidade.

 

Como estava muito atrás de Ronaldo Caiado, quase 30 pontos ou 1.000.000 de votos, e empatado em 2º lugar com Daniel Vilela, o governador, quando assumiu, não deveria ter mantido a campanha em banho maria, o que somente beneficiaria – como beneficiou – seus adversários.

 

Quem poderia se acomodar seria Caiado, nunca Zé Eliton. É ele quem teria que correr atrás e aproveitar esse valioso tempo, mais de quatro meses, mas, ou mal orientado ou por atrapalhada decisão própria, recusou-se a se apresentar como candidato e aceitou manter o clima frio que interessava a quem liderava as pesquisas e se manteve em situação confortável com a ausência de adversário – como Caiado continua até hoje.

 

Se tivesse se lançado à campanha, Zé Eliton teria antecipado a chegada do ambiente eleitoral, atingindo o eleitorado, chamando a sua atenção, movimentando-se e impedindo que Caiado permanecesse em uma zona de conforto, liderando as pesquisas sem ameaça. Esse tempo perdido é irrecuperável e reduziu em muito as chances do candidato tucano.

15 ago

Em todas as eleições, em Goiás, o único candidato que, em agosto, tinha menos de 10% nas pesquisas (como Zé Eliton agora) e venceu foi Marconi, em 1998. Nenhum outro conseguiu repetir essa façanha

O histórico das eleições em Goiás mostra que o único candidato que, em agosto, tinha menos de 10% nas pesquisas, como acontece com Zé Eliton agora, e venceu, foi o jovem Marconi Perillo, em 1998, quando derrotou Iris Rezende.

 

Nem antes nem depois esse fenômeno se repetiu. Alcides Rodrigues, que assumiu o governo em 2006 e, tal qual Zé Eliton, também se candidatou, alcançava 20,8% em agosto daquele ano. Logo depois, Alcides ganhou.

 

Uma pesquisa Serpes/O Popular publicada no dia 9 de agosto de 1998 apontava Iris Rezende com 67,65%, enquanto Marconi cravava apenas 8,5%. Mas Marconi cresceu, levou a eleição para o 2º turno e triunfou. O contexto, claro, era outro: o tucano foi candidato da oposição, conseguiu unir todos os partidos oposicionistas e sem dúvidas era um nome 100% de renovação.

 

Como se vê, uma realidade completamente diferente da atual.

15 ago

Votar olhando para trás: reunião na casa do prefeito de Hidrolândia mostra que o governismo exige a eleição dos seus candidatos como demonstração de gratidão pelo que foi feito nos últimos 20 anos

Vídeos de uma reunião noturna na casa do prefeito de Hidrolândia Paulo Sérgio de Rezende, o Paulinho, mostram como a base governista quer eleger Zé Eliton para o governo e Marconi Perillo e Lúcia Vânia para o Senado.

 

É o prefeito quem dá o tom: ele discursa, absolutamente confiante, tentando convencer as 300 pessoas presentes a votar nos candidatos governistas porque, “por tudo o que nós tivemos, o que eles fizeram, nós todos temos que ter gratidão”.

 

Em seguida, é a vez de Marconi. Trechos das suas falas também foram postados e trazem um verdadeiro relatório de obras e programas sociais. “Fomos nós que fizemos”, lembra o ex-governador. Ele não desce a detalhes, mas deixa claro que se sente merecedor do voto dos correligionários do prefeito Paulinho em sinal de “gratidão” pelo que foi feito nos seus governos.

 

Em discursos e entrevistas, o sentido geral das falas dos candidatos da coligação tucana e seus apoiadores é sempre o mesmo: eles exigem, querem o voto do eleitor como “pagamento” por tudo o que se fez em Goiás nos últimos 20 anos. Ninguém tem o direito de escolher outras opções. “Só nós servimos”, faltam dizer, acrescentando: “O voto de vocês é no passado, não pode ser no futuro”.

 

Nunca uma campanha foi tão equivocada em Goiás.

14 ago

Zé Eliton lança plano de governo que promete fazer… o que já foi feito, ou seja, manter a Renda Cidadã, Bolsa Universitária, Cheque Moradia e tudo o mais que Marconi implantou nos últimos 20 anos

A base governista parece não ter entendido até hoje que haverá uma eleição daqui a 50 dias e que, nessa eleição, o eleitor goiano irá decidir sobre o seu futuro e o do Estado de Goiás, não sobre o que já passou ou já aconteceu.

 

Pior: quem ouve os discursos ou lê as entrevistas de Zé Eliton, Marconi Perillo, Lúcia Vânia, Raquel Teixeira e demais estrelas, maiores e menores, do situacionismo, conclui que a população tem a obrigação de mostrar gratidão por tudo o que foi feito nos últimos 20 anos e dar mais quatro, para que tudo continue do mesmo jeito.

 

Veja, leitor, o exemplo do plano de governo de Zé Eliton, lançado nesta terça-feira(foto). Em resumo, o que o candidato tucano propõe é fazer… o que já foi feito. Manter a Renda Cidadã, a Bolsa Universitária, o Cheque Moradia e tudo o mais que foi feito por Marconi em quatro governos (e seu poste Alcides Rodrigues em mais um) e que os goianos se dêem por satisfeitos. Está em boa medida.

 

Para a coligação comandada pelos tucanos, a finalidade da próxima eleição é apenas confirmar o que que já passou, o que já foi feito, ou seja, o famoso “legado” de Marconi Perillo. Mas é possível que, para o eleitor, essa eleição terá a ver com o que vem pela frente. Ninguém vive olhando pelo retrovisor.

14 ago

Proposta de recriação da Secretaria de Indústria & Comércio (depois do fracasso da Secretaria de Desenvolvimento) entusiasmou empresários da FIEG e deu a Daniel Vilela os maiores aplausos das sabatinas

Provocou euforia entre os empresários que assistiram à sabatina com Daniel Villela, na Federação das Indústrias do Estado de Goiás – FIEG, a proposta de recriação da Secretaria da Indústria & Comércio.

 

Pelas perguntas que foram dirigidas ao candidato do MDB, ficou patente que a plateia tinha como consenso que a implantação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento, a SED, que absorveu a pasta da Indústria & Comércio, acabou em um fracasso de proporções gigantescas, prejudicando o ambiente para a realização de novos negócios e investimentos em Goiás.

 

Na sequência, pior foi a entrega da SED para o PTB, que loteou as suas diretorias e superintendências entre apaniguados políticos e ex-prefeitos, a maioria sem qualquer competência para funções que exigem qualificação técnica e profissional.

 

Seguramente, foi um dos maiores erros cometidos por Marconi Perillo em seus 20 anos de poder.

 

O fim da Secretaria de Desenvolvimento e a volta das Secretarias da Indústria & Comércio e da Ciência & Tecnologia arrancou aplausos quando a proposta foi apresentada por Daniel Vilela. Muitos e demorados aplausos.

14 ago

Sabatinas na FIEG evidenciam potencial de Daniel Vilela, que foi o quem se saiu melhor, com ideias claras, tom de conversa e não discurseira e propostas formando uma visão para o futuro do Estado

A rodada de sabatinas com os principais candidatos a governador – Ronaldo Caiado, Zé Eliton e Daniel Vilela, realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás – FIEG, foi inteiramente acompanhada por este blog, através da transmissão ao vivo que foi feita pelo Facebook.

 

E atenção: não há como deixar de concluir que ficou patente uma diferença significativa entre Daniel Vilela, que fez a melhor exposição e foi quem respondeu perguntas com mais objetividade, e seus concorrentes Zé Eliton e Caiado, prejudicados por uma retórica convencional e sem um fio condutor claro.

 

O emedebista falou com clareza, em tom de conversa e não de discurso tradicional, firme e com ideias que formam uma visão de futuro para Goiás – ao passo que os seus adversários perderam-se em projetos fragmentados ou excessivamente setorizados. Daniel Vilela foi o único que captou o que a plateia de empresários queria ouvir: como é que o Estado pode, primeiro, atrapalhar menos, e, segundo, atuar para criar um ambiente de desenvolvimento econômico propício aos negócios, com o máximo de racionalidade possível. Ele conseguiu transmitir uma mensagem positiva para a classe e possivelmente deve ter se consolidado perante aquele plateia como o candidato que, se eleito, melhor entenderia o que precisa ser efeito para estimular os investimentos em Goiás.

 

Não que Zé Eliton e Caiado tenham se saído mal. Longe disso. A sabatina da FIEG não se constituía em nenhum desafio, mas quase um convescote entre cavalheiros educados. A questão é outra: foi uma oportunidade e Daniel Vilela soube aproveitar. É por brechas como essa que a candidatura do jovem emedebista vai passando e se afirmando

14 ago

Marconi adere à baixaria e ataca a família Caiado, revela completa ignorância sobre a história de Goiás e exercita tática eleitoral típica dos que marcham a passos largos para a derrota

É desespero: o ataque de Marconi Perillo à família de Ronaldo Caiado não apenas revela adesão à baixaria, como insulta a inteligência dos goianos. Imputar a Ronaldo Caiado a responsabilidade por supostos crimes cometidos por seus antepassados é torpe, é vil. Um homem de honra não lança mão de armas tão infames.

 

Não bastasse a deselegância dos termos, Marconi peca por absoluta ignorância da história política de Goiás. O período de mandonismo caiadista começa em 1909, não em 1891. O primeiro chefe oligárquico de Goiás, após a abolição da monarquia, foi José Leopoldo Bulhões. O período bulhonista mereceu um estudo acadêmico, hoje clássico, da historiadora Maria Augusta Santana, intitulado “Bulhões – A História de uma Oligarquia”.

 

O avô de Totó Caiado, José Caiado, era pau mandado de Bulhões. Mas Totó era feito de outro barro. Culto, estudado, ousado e autoritário. Durante a crise de 1909, que liquidou o governo dos xavieristas, Totó emergiu como o grande líder, encerrando de vez a hegemonia bullhonista. O mandonismo de Totó foi de 1909 a 1930, quando foi substituído pelo mandonismo de Pedro Ludovico.

 

Vico já nos ensinava que não se deve julgar o passado pelos critérios morais do presente. O mandonismo de Totó é coisa do passado. Ronaldo não é caiadista, assim como Mauro não foi ludoviquista. São outros tempos. De nada adianta Marconi tentar apavorar os viventes com as lendas da violência caiadista. Esse tipo de tática eleitoral é característica dos que marcham a passos largos para a derrota.

 

Marconi tem que justificar perante o povo goiano a sua aliança passada com Ronaldo. As lendas sobre o mandonismo caiadista são antigas. Será que só agora Marconi descobriu que Caiado é a encarnação de Satã? Ele não achava Caiado tão diabólico quando se aliou a ele contra Iris Rezende em 1998. Ninguém aguenta tanta incoerência.(Helvécio Cardoso, jornalista)

14 ago

Pesquisa Serpes/O Popular mostra que eleitor usa várias fontes de informação para definir o voto e que o horário na televisão, aposta dos candidatos que estão atrás, não é tão importante assim

Candidatos que estão atrás nas pesquisas costumam prometer reação a partir do início do horário eleitoral na televisão, por um lado, e mediante também a deflagração da campanha de rua.

 

Sobre campanha de rua, nem é preciso avaliar com profundidade para concluir que não passa de quimera, já que os comícios se esvaziaram e a distribuição física da população é tão ampla que jamais alguém conseguirá sequer chegar a uma pequena parte dela a ponto de influenciar ou motivar a decisão de voto. Caminhadas e carreatas passaram a ser pura perda de tempo.

 

Sobra para os programas gratuitos na televisão, que, neste ano, virão compactados, para os candidatos a governador, em 9 minutos às 13 horas e 9 minutos às 20h30min, além de pílulas de 30 segundos distribuídas pela programação diária. É muito pouca coisa para que se acredite que daí poderão vir mudanças radicaiss nas tendências indicadas pelas pesquisas.

 

Nesta terça-feira, O Popular traz mais um desdobramento da última rodada da pesquisa Serpes, onde fica claro que a definição de voto passa por diversas fontes de informação, nenhuma predominante. A propaganda eleitoral na TV aparece em 5º lugar, por ordem de importância.

 

Há candidatos, como o governador Zé Eliton, por exemplo,  aguardando a campanha de rua ou os programas na televisão para subir nas pesquisas e virar a eleição. Foi o que ele mesmo disse, ao comentar os índices ruins que obteve na pesquisa Serpes/O Popular, em que apareceu 30 pontos ou 1.000.000 de votos atrás de Ronaldo Caiado. Aparentemente, é o mesmo que esperar um milagre.

14 ago

Calendário das pesquisas: sexta, no Jornal Anhanguera 2º Edição, sai mais uma rodada do Ibope. E um instituto de Jataí, o MX LOAD, pediu registro e vai divulgar pela Rádio Sudoeste

A próxima pesquisa sobre as eleições em Goiás é a do Ibope, contratada pela TV Anhanguera, que será divulgada pelo Jornal Anhanguera 2º Edição na noite da próxima sexta-feira, 17.

 

Também foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral uma pesquisa do instituto MX LOAD, que tem sede em Jataí, e pretende verificar a situação das candidaturas a governador, senador, deputado federal e deputado estadual somente na região Sudoeste – mais exatamente nos municípios de Jataí, Rio Verde, Quirinópolis, Mineiros e Santa Helena.

14 ago

Comunicação palaciana passa a promover Daniel Vilela, esperando que ele, ao dividir a oposição, ajude Zé Eliton. Problema: o emedebista é um candidato perigoso, que pode crescer e ir para o 2º turno com Caiado

O governador Zé Eliton tem à sua disposição a maior equipe de comunicação e marketing jamais montada para favorecer qualquer candidato majoritário em Goiás, em qualquer época.

 

Mas com tanta gente ocupando o mesmo espaço, o resultado são as trombadas, a disputa pelos principais postos da campanha e uma dificuldade imensa para a definição da estratégia correta a ser seguida pela chapa tucana.

 

A última guinada desse pessoal foi a deflagração de uma campanha de ataques caluniosos ao líder das pesquisas, Ronaldo Caiado, que está praticamente 30 pontos – ou mais de 1.000.000 de votos – à frente de Zé Eliton. É um erro: em Goiás, nenhum candidato jamais virou uma eleição jogando bombas rasteiras nos seus adversários. O jogo sujo, geralmente, volta-se contra quem o faz.

 

A outra estratégia que os comunicadores palacianos estão desenvolvendo é ajudar o quanto podem Daniel Vilela, na esperança de que, ao dividir a oposição, no final das contas Zé Eliton seja de alguma forma beneficiado. É engraçado ver os blogs e jornais governistas tratando as notícias do candidato emedebista com carinho e zelo, chegando até mesmo a elogiar suas propostas e posicionamentos.

 

Mas há um problema: Daniel Vilela é um candidato perigosíssimo, seja pela sua juventude, seja pela capacidade de expressão e formulação de ideias. Isso, quando a pesquisa Serpes/O Popular revela, nesta terça, que metade do eleitorado goiano deseja uma cara nova no governo do Estado. Com o apoio que está recebendo do governismo (dizem que Marconi Perillo já o socorreu fazendo corpo mole para segurar o PP e o PRB na base governista e deixando-os escapar para a coligação do MDB), ele pode crescer, crescer e de repente parar em um eventual 2º turno com Caiado, deixando Zé Eliton na saudade – lembrando que Daniel segue empatado em 2º lugar nas pesquisas com o homem de Posse.

 

Esperteza demais costuma crescer e engolir o esperto.

14 ago

Zé Eliton e Marconi reclamam de notícias falsas, mas também produzem as suas ao dizer que Caiado, em seus mandatos no Congresso, nunca fez nada por Goiás. Não é nem poderia ser verdade

A semana começou com o governador Zé Eliton e o ex Marconi Perillo postando nas redes sociais falas em que reclamam de notícias falsas, a exemplo, segundo os dois, das informações que circulam sobre dificuldades financeiras enfrentadas pelo Estado e a iminência de atrasos na folha de pagamento.

 

Mas os dois também produzem as suas notícias falsas. De viva voz, também em vídeos no Facebook e no Instagram, Zé Eliton e Marconi afirmam que o senador Ronaldo Caiado, em seus mandatos no Congresso Nacional, “nunca fez nada por Goiás”. Marconi foi mais agressivo ainda e disse que “o sr. Ronaldo Caiado nunca trouxe um prego para o Estado”.

 

Não é verdade, leitor. Nem poderia ser. É simplesmente impossível que alguém cumpra vários mandatos como deputado federal e meio como senador, caso do democrata, sem enviar emendas orçamentárias destinando recursos a municípios, entidades assistenciais e órgãos públicos do seu Estado de origem. Essas emendas são quase que automáticas, um direito reconhecido aos parlamentares federais. Caiado já transferiu para Goiás verbas no valor de R$ 100 milhões de reais, em seus anos na Câmara e no Senado, conforme ele mesmo demonstrou, em resposta a Zé Eliton e Marconi, também em vídeos divulgados pelas suas redes sociais. No site do candidato do DEM, há dezenas de matérias reportando o encaminhamento desses recursos.

 

Não corresponde à verdade, portanto, o que Zé Eliton e Marconi estão dizendo. E é uma atitude incoerente e anti-ética, o que eles sabem muito bem, já que protestam com razão quando são alvo das notícias falsas. O que não é correto é como estão se comportando quando as vítimas são seus adversários.

14 ago

Começar a campanha em Goianésia, repetindo as 5 eleições do Tempo Novo, é mais uma prova de que Zé Eliton é mero continuísmo, não tem personalidade própria e menos ainda tem qualquer autonomia

Na próxima quinta, 16, a campanha do governador Zé Eliton fará o seu comício inaugural em Goianésia, mesma cidade em que todas as campanhas do Tempo Novo, de 20 anos para cá, foram iniciadas.

 

É tradição, é para dar sorte, é para relembrar as caminhadas vitoriosas de Marconi Perillo, dirão as figurinhas mais batidas do sistema de poder que comanda Goiás desde 1999 – século passado, portanto.

 

Mas há outra interpretação. Repetir o surrado comício de Goianésia é negativo para Zé Eliton, que com isso apenas confirma que é continuidade (ou continuísmo, dá no mesmo) de Marconi, que é mais do mesmo, que não tem personalidade própria, que vai seguir repisando práticas envelhecidas, simbolizadas no evento introdutório da sua campanha.

 

Se tivesse autonomia – e coragem – Zé Eliton faria o seu comício da abertura na praça em que o eleitorado é mais hostil a ele, Aparecida, 2º maior colégio eleitoral do Estado.

 

Seria um ato de afirmação.

13 ago

Números ruins da pesquisa Serpes/O Popular para Zé Eliton e iminência de eleição liquidada em 1º turno levam o governismo a abrir guerra total contra Caiado, agora acusado por fatos de um século atrás

Os números da pesquisa Serpes/O Popular, tanto a indicação de que o senador Ronaldo Caiado cresceu e pode levar a eleição em 1º turno (Daniel Vilela também subiu) quanto a baixa aprovação do governo Zé Eliton, abalaram o Palácio das Esmeraldas.

 

Neste início de semana, o governismo está abrindo guerra total contra Caiado – a começar pela sua maior expressão, o candidato a senador Marconi Perillo, que deu uma entrevista a um grupo de emissoras de rádio e fez acusações em alguns casos delirantes ao candidato democrata. Ele não citou nenhum dado concreto.

 

Marconi culpou Caiado por supostos desmandos que teriam sido praticados em Goiás entre 1891 e 1930, portanto há mais de um século, quando membros da família, conforme Marconi, teriam governado o Estado. Nenhum nome foi mencionado pelo ex-governador.

 

Segundo o tucano, que postou vídeos com trechos da entrevista nas suas redes sociais, o que havia na época seria “o chicote nas mãos do poderosos, “o chicote no lombo do povo pobre”, “as terras que eram tomadas”, “o povo nunca apanhou tanto como naquela época”, “Goiás era o Estado mais atrasado do Brasil”. Caiado também nunca teria trazido “um prego” para Goiás, apesar de estar na política há 40 anos.

 

Como se vê, o tom da campanha governista mudou. Não há dúvidas de que vem aí uma chuva de ataques a Caiado.

13 ago

Zé Eliton tem a opção de ganhar ou perder, mas sair da eleição com imagem limpa de quem não cedeu à tentação de patrocinar uma campanha suja contra os adversários e foi decente até o fim

Está nas mãos do governador Zé Eliton uma decisão que pode moldar a imagem que ele deixará para a história política de Goiás, ganhando ou perdendo a eleição: permitir ou não a deflagração de uma campanha suja, que, aliás, já começou, contra os seus adversários, principalmente o senador Ronaldo Caiado.

 

Digamos assim, ganhar ou perder uma eleição depende das circunstâncias, mas como se comportar durante a disputa, não, é um ato de vontade pessoal. Se Zé Eliton é verdadeiramente adepto da “política do bem”, como tem apregoado, a sua campanha não deveria incluir um departamento de baixarias, especialmente através de vídeos deprimentes pela internet e uma bateria de artigos caluniosos no Diário da Manhã nitidamente produzidos pela sua assessoria e assinados por subalternos dispostos a tudo para preservar as suas vantagens e benefícios pessoais e, de resto, desprovidos de qualidades de caráter.

 

Ganhar ou perder é do jogo eleitoral. Mas ganhar ou perder com honra é decisão pessoal.

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