Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

21 dez

Vinculada a interesses de Marconi e seu grupo, candidatura de Álvaro Guimarães a presidente da Assembleia torna-se inviável e passa a representar risco para a governabilidade de Caiado

A candidatura de Álvaro Guimarães a presidente da Assembleia, que já foi considerada tranquila, tornou-se praticamente inviável e, pior, coloca na mesa política do Estado a possibilidade de um confronto dentro da base do governador eleito Ronaldo Caiado, com prejuízos para a sua governabilidade.

 

Em qualquer parte do mundo, nos sistemas democráticos, a presidência do Poder Legislativo tem tudo a ver com as condições operacionais de todo e qualquer governo – é o presidente quem dita a agenda parlamentar e encaminha os interesses da administração. No caso de Goiás, claro, ocorre da mesma forma e a decisão sobre quem comandará a Assembleia, por isso, é fundamental para a estabilidade política da gestão de Caiado, que já conquistou uma maioria de 31 deputados e não tem razão para colocar essa tranquilidade em xeque com uma disputa fratricida dentro da sua bancada de apoio – o deputado Dr. Antônio, do DEM, a exemplo de Álvaro, anunciou a sua candidatura a presidente da Assembleia, sob o escopo de promover uma “limpeza geral” e “zerar” o Poder, ou seja, afastar as influências tanto do ex-governador Marconi Perillo quando dos últimos ex-presidentes, seus aliados.

 

Álvaro Guimarães, preferido do novo governador, escorregou ao permitir que a sua candidatura fosse contaminada pelos interesses de sobrevivência de Marconi e seu grupo, esfrangalhado pelos resultados da última eleição. A tal ponto que, nesta sexta, a coluna Giro, em O Popular, informa que o próprio ex-governador tucano está ligando para deputados do PSDB e partidos próximos para pedir votos para Álvaro. Se for verdade, seria uma demonstração de imperícia política de proporções cavalares, praticamente liquidando com as chances do deputado de Itumbiara chegar à presidência. Um dia antes, a mesma coluna publicou declarações do deputado Talles Barreto, maior figura da bancada reeleita do PSDB, também defendendo o nome de Álvaro. Aí é o fim.

 

A não ser que essas notas tenham sido plantadas com o intuito de prejudicar o candidato, muito embora, ao que tudo indica, um estrago já tenha se configurado.

20 dez

Reunião no dia 26 fará a contagem dos votos de Álvaro Guimarães e definirá o futuro da sua candidatura à presidência, ameaçada pelos deputados veteranos e novatos que querem “zerar” a Assembleia

Os deputados estaduais que apoiam a candidatura de Álvaro Guimarães farão uma reunião no próximo dia 26 com o objetivo de fazer a contagem dos votos e conferir se é real a ameaça dos parlamentares novatos e veteranos que se uniram para lançar o nome do Dr. Antônio para a presidência com a proposta de “zerar” a Assembleia Legislativa – isto é, promover uma limpeza geral na Casa, acabar com os focos de irregularidades  e eliminar a influência do ex-governador Marconi Perillo e de ex-presidentes na nomeação de funcionários comissionados.

 

Segurança de ganhar a eleição para a presidência o grupo de Álvaro Guimarães não tem mais, diante dos erros em série cometidos até agora:

 

1) apresentar da candidatura de Álvaro como imposição e interferência indevida do governador eleito Ronaldo Caiado na Assembleia;

 

2) não reunir sequer a bancada do DEM, que tem quatro deputados, um deles o próprio Álvaro, para começar a articulação, nem muito menos os demais deputados da base de Caiado;

 

3) priorizar a busca de apoio das bancadas oposicionistas;

 

4) acertar a entrega de diretorias para deputados derrotados e ligados a Marconi, como os tucanos de pé rachado Francisco de Oliveira e Eliane Pinheiro;

 

5) não se comprometer com uma mudança de costumes na Casa nem muito menos com a eliminação de práticas sem o mínimo de moralidade, entre as quais a farra de viagens e diárias é gravíssima; e

 

6) sinalizar a manutenção de um esquema de poder paralelo encastelado dentro da Assembleia, que dá a diretores mais prerrogativas e vantagens que aos próprios 41 deputados.

 

No geral, Álvaro Guimarães não captou o chamado “recado das urnas”, que renovou metade da Assembleia e mostrou que há na sociedade o anseio por uma nova política, da qual a atividade parlamentar deveria ser um dos expoentes maiores na mudança que se instalará em Goiás a partir do ano que vem. Isso pode não ter conserto mais.

20 dez

Fátima Gavioli visita a Secretaria de Educação com dois pedidos: um diagnóstico atualizado e que todos os superintendentes e gerentes entreguem os cargos dia 31 de dezembro

A professora Fátima Gavioli, escolhida pelo governador eleito Ronaldo Caiado como sua secretária de Educação, visitou a pasta na tarde desta quarta-feira, na qual fez dois pedidos: quer um diagnóstico atualizado da área e que todos os superintendentes e gerentes entreguem seus cargos no próximo dia 31 de dezembro.

 

São esses os cargos que controlam todas as atividades da Secretaria, três dos quais ocupados por pessoas da mais estrita confiança da ex-secretária Raquel Teixeira: Rosana Cerosino, superintendente de Tecnologia; Cleber Amaral, gerente de Transportes; e Márcia Rocha Antunes, superintendente de Ensino Fundamental até há pouco tempo e atualmente superintendente de Diversidade e Inclusão. Coincidência ou não, esse é o trio que tem mais força na condução administrativa da Seduce.

 

Recebida pelo secretário Flávio Peixoto(foto acima) e o superintendente executivo Marcelo Ferreira Oliveira, a nova secretária não se demorou e gastou a maior parte do tempo conversando sobre generalidades.

 

Uma das missões que Fátima Gavioli recebeu de Caiado é desmontar a estrutura de controle que a ex-titular da Seduce Raquel Teixeira implantou em seus anos de poder e que impediu, por exemplo, que o então deputado federal Thiago Peixoto fosse bem sucedido no comando da Secretaria – já que não superou a influência de Raquel durante toda a sua gestão, da qual saiu praticamente queimado. Um dos fatores que potencializaram esse mau resultado foi a criação do Movimento dos Professores de Goiás – MPG, chefiado justamente por Márcia Rocha Antunes, que, sob orientação de Raquel Teixeira, infernizou a vida de Thiago Peixoto, juntamente com o Sintego, outro posto avançado administrado pela ex-secretária. Um detalhe: Márcia Rocha Antunes já está se aproximando da nova secretária, com quem se reuniu em particular, também nesta quarta, no escritório de transição do governador Ronaldo Caiado.

20 dez

Fusão da Sefaz com a Segplan é medida inteligente que foi implantada na prática no governo Alcides, com bons resultados, mas está longe de se caracterizar como uma Secretaria de Economia

A anunciada união da Secretaria da Fazenda com a Secretaria de Gestão e Planejamento é sem dúvida uma medida inteligente que o governador eleito Ronaldo Caiado vai adotar na sua reforma administrativa, mas há um certo exagero em chamar o monstrengo burocrático que vai emergir de Secretaria de Economia e em apregoar suas semelhanças com o Ministério do mesmo nome do governo federal.

 

A decisão de Caiado é correta porque terá o condão de abreviar e racionalizar procedimentos que hoje gastam à toa um tempo precioso e passam por etapas inúteis ao tramitar nas duas pastas. No governo Alcides Rodrigues, essa fusão aconteceu na prática, quando o secretário Jorcelino Braga – esbanjando força – concentrou em suas mãos todas as soluções que, de alguma forma, implicavam em gastos, chegando, como exemplo, até mesmo a comprar água mineral em uma só licitação para todo o governo. Funcionou bem, mas o arranjo foi desmontado pela gestão seguinte de Marconi Perillo, que fez questão de varrer todo o “legado” de Braga na Sefaz.

 

O outro aspecto a considerar é que planejamento, nos moldes que justificariam a existência de uma Secretaria independente, é uma atividade que deixou de existir nos Estados modernos, resumindo-se a elaboração de peças orçamentarias anuais ou plurianuais. Não há mais planos de governo, a não ser eleitorais (e meramente declaratórios), nem grandes projetos que necessitem de um setor administrativo próprio, o que transformou a atual Segplan em mero departamento de recursos humanos e em reprodutora de orçamentos corrigidos automaticamente pelas taxas de inflação.

 

O nome de Secretaria de Economia (e Planejamento, conforme a que existe em São Paulo) é ambicioso e não retrata o verdadeiro conteúdo da nova pasta. Economia, em Goiás, é assunto quase que privativo do governador, o único que pode formular políticas que tenham reflexo no desenvolvimento geral do Estado. O titular da Sefaz – ou da Secretaria de Economia e Planejamento – é um mero controlador de fluxo de caixa e sua função principal á arrecadar, arrecadar e arrecadar, tendo horizonte limitado à receita e despesa, mais nada. E agora com um novo desafio: impedir que a fusão da Sefaz e da Segplan complique ainda mais o já lento e ineficaz trâmite das decisões administrativas do Estado.

20 dez

Álvaro Guimarães diz ter 28 votos para a presidência da Assembleia, enquanto Dr. Antônio garante contar com 20. Como são apenas 41 deputados, tem alguém sendo enganado aí

A matemática não está colaborando com os dois candidatos que se apresentaram para disputar a próxima presidência da Assembleia Legislativa: enquanto Álvaro Guimarães diz ter 28 votos, seu adversário, Dr. Antônio, assegura que já garantiu 20. Total: 48 votos, só que são 41 deputados estaduais. Os números foram publicados, em datas diferentes, pela coluna Giro, em O Popular.

 

Ou um ou outro ou os dois estão sendo enganados. Ainda, podem estar fazendo as contas com otimismo exagerado. De qualquer forma, é cedo para uma contagem precisa. A eleição será realizada em 1º de fevereiro, data de início da nova Legislatura. Há muita água para passar debaixo da ponte. O que pode ser dado como certo, por enquanto, é que existe um anseio entre um grande número de deputados veteranos e novatos no sentido de “zerar” a Assembleia. Em outras palavras: fazer uma limpeza geral na estrutura da Casa, afastando a influência do ex-governador Marconi Perillo e dos seus últimos ex-presidentes, que ainda deteriam o controle de fatias importantes do quadro de funcionários comissionados. Na sequência, esses espaços seriam entregues aos próprios deputados.

 

A Assembleia, dentro dessa visão, teria as suas benesses reservadas para os próprios parlamentares e não a forças externas. É de se convir que se trata de um argumento muito persuasivo, com o qual só se pode concordar. Por isso, surgiu e cresceu a candidatura do Dr. Antônio, enquanto a de Álvaro Guimarães entrou em erosão – ele deixou vazar um acordo para garantir os votos dos seis deputados do PSDB, mediante o qual atribuiria diretorias Francisco Oliveira e Eliane Pinheiro, tucanos que foram derrotados nas urnas e são intimamente ligados a Marconi.

 

Nos bastidores, a Assembleia vai pegar fogo daqui até 1º de fevereiro.

19 dez

Mudança e intenção de fazer um bom governo foram suficientes para Caiado ganhar a eleição, mas são metas genéricas demais para um governador que vai assumir em pouco mais de 10 dias

Mais de 60 dias após ganhar a eleição, Ronaldo Caiado continua repetindo os dois motes que o levaram à vitória – a proposta genérica de mudança e a boa intenção de fazer um governo voltado para todos os goianos.

 

Para a campanha, foram argumentos suficientes e condizentes com a temporada eleitoral, quando o que vale são ideias fortes e simbólicas para ganhar a mente do eleitor e vencer nas urnas. Porém, para alguém que está a pouco mais de 10 dias de assumir o governo do Estado, parece pouco demais.

 

Está cada vez mais difícil entender o comportamento de Caiado. Para o seu secretariado, trouxe uma legião de nomes de fora do Estado, nenhum tão excepcional assim. Fora a família, não consultou ninguém sobre a sua equipe ou os seus primeiros passos. Sobre o que pretende a partir de 1º de janeiro, nunca detalhou nada, a não ser a insistência – justificável até – com que se refere ao buraco fiscal em que Goiás está metido e que exige, sim, uma abordagem dura e prioritária. Qual, ninguém sabe? No máximo, imagina-se que está depositando todas as fichas em um suposto apoio extraordinário do governo federal, que só virá caso aconteça um milagre. Caiado age com ineditismo surpreendente e até passa a ideia de que é inseguro e vacilante, continuando a prometer que saberá o que fazer, embora sem esclarecer como o fará e o que fará.

 

Em matéria de administração pública, não há muito o que fazer fora dos cânones tradicionais: não gastar, combater a corrupção e arrecadar. Não há espaço para invencionices. A data de 1º de janeiro se aproxima e aí será a hora de Caiado assumir o que ele tem evitado: a responsabilidade pelos seus atos de governo, certos ou errados.

19 dez

Discurso de Caiado na diplomação do TRE frustra as expectativas, repete chavões e lugares comuns, exalta excessivamente a sua família e não dá o rumo que o seu governo terá

O governador eleito Ronaldo Caiado perdeu agora há pouco uma grande oportunidade para enviar uma mensagem afirmativa aos goianos e mostrar que mereceu o crédito que confiança que recebeu das urnas, onde obteve uma votação histórica correspondente a quase 60% do eleitorado e, ainda por cima, sendo definido como vitorioso logo no 1º turno.

 

Caiado, claro, foi o principal orador da solenidade de diplomação dos eleitos promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral e teve microfone e tribuna para usar como quisesse, gerando a expectativa de que abordaria os grandes problemas de Goiás e quais as soluções que pretende encaminhar.

 

Mas ele não fez nada disso. Preferiu fazer um discurso convencional, repleto de agradecimentos e referências à sua família, muito mais, aliás, que às forças políticas que o ajudaram a se eleger. Citou mulher, filhos, irmãos, tios e só faltou falar do grande número de cachorros que cria. Repetiu as mesmas colocações que faz desde que iniciou a sua campanha, prometeu genericamente combater o que enxerga como errado, como as desigualdades regionais, e desfiou um rosário de chavões e lugares comuns, a exemplo da promessa de “melhorar a qualidade de vida dos goianos’.

 

Em resumo, deu a impressão de que não sabe o que vai fazer a partir de 1º de janeiro.

19 dez

Em discurso de 15 minutos, na solenidade de diplomação do TRE, Caiado repete o que disse na campanha e continua sem adiantar nenhuma medida que adotará a partir de quando assumirá o governo

O governador eleito Ronaldo Caiado fez um discurso de pouco mais de 15 minutos na solenidade de diplomação dos eleitos, promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral, em que continuou sem adiantar as medidas que adotará quando assumir o governo do Estado.

 

Basicamente, Caiado repetiu as suas falas de campanha, quando evocava a sua biografia e a sua autoridade moral para garantir que enfrentará com correção os desafios que o aguardam como governador a partir de 1º de janeiro.

 

Foi um discurso repleto de declarações de intenções, mas sem conteúdo quanto a medidas concretas ou modos de abordagem da realidade do Estado.

19 dez

Única indicação do discurso de Caiado para o que vai fazer depois que assumir é a afirmação de que “medidas austeras” serão tomadas para debelar a crise fiscal do Estado

A única indicação do discurso do governador eleito Ronaldo Caiado na solenidade de diplomação dos eleitos, promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral, sobre o que pretende fazer a partir de quando assumir a gestão, em 1º de janeiro próximo, foi a afirmação de que vai adotar “medidas austeras” para resolver a crise fiscal do Estado – segundo ele, a mais grave da história de Goiás.

19 dez

Até agora, discurso de Caiado na solenidade de diplomação do TRE poderia ser feito por qualquer governante, em qualquer parte do mundo, já que não tem especificações para Goiás

O discurso do governador eleito Ronaldo Caiado na cerimônia de diplomação dos eleitos promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral, no auditório do Tribunal de Contas do Estado, não tem relação direta com a realidade do Estado de Goiás nem com a sua eleição.

 

Caiado faz colocações genéricas e, somente em alguns momentos, se refere a Goiás para dizer que o Estado vive a maior crise fiscal da sua história.

 

Qualquer governante, em qualquer parte do mundo, poderia dizer o que Caiado está dizendo.

19 dez

Embora o seu secretariado seja majoritariamente de fora de Goiás, Caiado diz no seu discurso agora na diplomação do TRE que vai ouvir todas as correntes políticas do Estado

O governador eleito Ronaldo Caiado acaba de fazer uma colocação interessante no seu discurso na cerimônia de diplomação dos eleitos promovida pelo TRE: vai ouvir todas as correntes políticas do Estado, inclusive os adversários, para chegar a um consenso sobre as medidas da sua gestão.

 

Caiado, como se sabe, está escolhendo majoritariamente nomes de fora de Goiás para o seu secretariado.

19 dez

Caiado diz que, pela sua formação de médico que atende a todos igualmente, fará um governo em que o entendimento com todas as partes será a tônica principal

No seu discurso na cerimônia de diplomação dos eleitos promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral, neste momento, o novo governador Ronaldo Caiado garante que não tem preconceitos, em razão, inclusive, da sua formação de médico, que sempre atendeu a todos sem qualquer restrição.

 

Caiado cita repetidamente a sua experiência de médico e diz que o exercício da governadoria é o maior desafio da sua vida, especialmente diante da crise fiscal profunda porque passa o Estado.

19 dez

Caiado discursa e começa reafirmando compromisso com a transparência, tolerância zero com a corrupção, combate às desigualdades e com os servidores públicos

Finalmente, o momento mais importante da cerimônia de diplomação dos eleitos promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral chegou: o discurso do governador eleito Ronaldo Caiado.

 

De princípio, ele reafirma seu compromisso com a transparência radical das atividades do governo do estado, com a tolerância zero com a corrupção, com o combate às desigualdades regionais e com os servidores públicos.

 

Caiado disse que a eleição passou e que agora é hora de governar para todos os goianos.

19 dez

Cercado pela família, em uma imagem simbólica, Caiado recebe o diploma de governador eleito de Goiás

O governador eleito Ronaldo Caiado foi diplomado agora há pouco, na cerimônia do TRE realizada no auditório do babilônico prédio do Tribunal de Contas do Estado.

 

Caiado recebeu o diploma cercado pela sua família, como pode se ver na foto acima. O novo governador tem dado forte preferência à opinião familiar nas articulações para a montagem do seu governo.

19 dez

Indicação de Fátima Gavioli para a Secretaria de Educação é do ministro Rossieli Soares, que chegou ao cargo com apoio do DEM nacional. E ela vem para desmontar o esquema Raquel Teixeira

A professora e ex-secretária de Educação de Rondônia Fátima Gavioli foi indicada ao governador eleito Ronaldo Caiado pelo atual ministro da Educação Rossieli Soares, que, por sua vez, chegou ao cargo por uma articulação do DEM nacional.

 

Rossieli Gomes, antes de ser ministro, foi secretário da Educação do Amazonas, de onde vem o seu relacionamento com Fátima Gavioli – Rondônia é Estado vizinho. Ele foi convidado pelo novo governador de  São Paulo João Dória para chefiar a Secretaria paulista de Educação.

 

Caiado chegou a ter três opções para a Seduce, todos sugeridos por Rossieli – além da professora Gavioli, analisou também os nomes do goiano Raph Gomes, um dos secretários do MEC, vetado rapidamente por ter integrado a estrutura de poder do ex-secretário Thiago Peixoto, do qual foi Superintendente de Inteligência Pedagógica, e da professora Kátia Stocco, secretária de ensino básico do MEC, essa descartada por suas ligações estreitas com a ex-secretária Raquel Teixeira.

 

Caiado quer fazer uma limpeza radical na Seduce, afastando toda a infiltração política residual dos seus ex-titulares. A professora Fátima Gavioli foi escolhida dentro desse viés, embora tenha tido algum contato com o ex-governador Marconi Perillo: no consórcio de governadores do Brasil Central, idealizado por Marconi, do qual Rondônia fazia parte, ela foi escolhida presidente da Câmara de Educação (aliás, derrotando a pretensão de Raquel Teixeira, que queria o posto).

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