Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

14 maio

Pesquisa Grupom/Diário da Manhã sugere que Marconi não é imbatível para o Senado: são 5 candidatos embolados em um cenário onde tudo pode acontecer

Uma constatação que salta da leitura da pesquisaGrupom/Diário da Manhã desta segunda são as dúvidas colocadas sobre a certeza da  eleição do ex-governador Marconi Perillo para o Senado.

 

De Marconi, em 1º lugar, com 27,10%, passando por Lúcia Vânia (25,10%), bem próxima, seguida por Vanderlan Cardoso (17,20%), Kajuru com 15,60% e Demóstenes Torres com 10,50%, é de se presumir que não há garantias nenhuma para ninguém e que tudo pode acontecer. Não há, por exemplo, margens expressivas de superioridade quanto as exibidas por Ronaldo Caiado para governador, mais de 30 pontos acima dos seus concorrentes.

 

Quando são as duas vagas em disputa para o Senado, o eleitor escolhe o primeiro nome por convicção. O segundo, nem tanto. E é aí que mora o perigo (por isso, Iris Rezende perdeu em 2002, quando ficou em 3º lugar, mesmo sendo o favorito, sendo sobrepujado por Lúcia Vânia e Demóstenes Torres, provavelmente beneficiados pelo segundo voto).

 

Uma verdade: para um ex-governador, com mais de 20 anos de exposição na política de Goiás, 27,10% de intenções de voto, para o Senado, com 2 vagas em disputa, representam um índice… modesto.

14 maio

Lúcia Vânia endurece na decisão de não aceitar disputar com Demóstenes a segunda vaga ao Senado na chapa governista. Se não a quiserem, ela está certa de que tem onde se abrigar

Algumas posições da senadora Lúcia Vânia, que o blog apurou em função de conversas de bastidores que ela vem tendo com atores da política estadual:

 

1 – Não quer ver o ex-senador Demóstenes Torres nem pintado de ouro. Não aceita, em hipótese alguma, ser envolvida em qualquer tipo de disputa com Demóstenes pela segunda vaga ao Senado na chapa governista.

 

2 – Entende que a sua candidatura está mais fortalecida do que o do ex-governador Marconi Perillo para a eleição senatorial. Mas considera que Marconi é imprescindível na chapa, como puxador de votos.

 

3 – Não tem nenhum receio quanto à aceitação do seu nome em qualquer das duas outras chapas, a de Ronaldo Caiado e a de Daniel Vilela, caso seja rifada do campo governista em favor de Demóstenes.

 

4 – Não vai procurar ninguém para desenvolver qualquer articulação para a confirmação do seu nome na segunda vaga ao Senado na chapa governista. Se não a quiserem, ela terá onde se abrigar.

14 maio

Mais de um ano depois de percorrer intensivamente os municípios por conta do Goiás na Frente, que torrou acima de R$ 1 bilhão de reais com prefeitos, Zé Eliton não consegue se destacar nas pesquisas. Por quê?

Marconi Perillo e Zé Eliton passaram mais de ano viajando pelos municípios distribuindo recursos e realizações, em uma maratona de eventos que, em alguns momentos, chegou a até 8 cidades por dia. Mais de R$ 1 bilhão de reais foram borrifados em micro-obras mais de interesse dos prefeitos e menos de proveito para os cidadãos.

 

No entanto, para efeito de ascensão nas pesquisas, nada aconteceu. Zé Eliton continua atrás de Daniel Vilela, conforme atesta o levantamento do Grupom publicado nesta segunda no Diário da Manhã. E Marconi não se destaca em relação aos demais concorrentes para o Senado.

 

O que houve? Simples: não adianta investir em prefeitos, que são o elo mais fraco do sistema político em qualquer Estado. Aos lançamentos e inaugurações, nos municípios, só acorrem claques, não plateias representativas da sociedade. É aquela história: vão, por obrigação, os comissionados das prefeituras e agregados políticos beneficiados pelas suas respectivas estruturas de poder municipais. É um jeito antigo e superado de fazer política.

 

Quem vai, vai por obrigação. Como não há espontaneidade, não há repercussão na comunidade. Fácil entender: Zé Eliton, depois de suar a camisa em um trabalhão desses, segue empatado com Daniel Vilela, que não se movimentou nem 1% do que fez o atual governador.

14 maio

Visibilidade de Zé Eliton como governador, com Goiás na Frente e tudo, não é suficiente para crescer nas pesquisas: ele continua atrás de Daniel Vilela, que não tem exposição nenhuma

O retorno eleitoral que a base governista esperava da maratona de distribuição de verbas e inaugurações nos municípios, em curso há mais de ano, não aconteceu… ainda.

 

Na pesquisa Grupom/Diário da Manhã desta segunda, o governador Zé Eliton continua em 3º lugar, atrás do deputado federal Daniel Vilela, que mantém o 2º lugar por uma diferença de 0,85 décimos, mas mantém.

 

Zé Eliton ganhou grande visibilidade desde o lançamento do Goiás na Frente, programa que despejou mais de R$ 1 bilhão de reais nos municípios. Há meses e meses que o atual governador e seu antecessor, Marconi Perillo, viajam dia e noite até por corrutelas, atendendo prefeitos com uma generosidade inédita na história do Estado, em uma sequência sem fim de eventos festivos.

 

Só que a estratégia, até agora, não rendeu os preciosos pontos que Zé Eliton precisa para a afirmação da sua candidatura. E assusta constatar que Daniel Vilela, sem Goiás na Frente, sem prefeitos, sem sequer a totalidade do seu partido, o MDB, e sem agenda no interior, segue emparelhado com o governador. Ou melhor, à frente, como mostra a pesquisa do Grupom/Diário da Manhã.

14 maio

Índices de Caiado na pesquisa Grupom/Diário da Manhã, impressionam pela grandeza e mostram que, a pouco mais de 130 dias para a eleição, adversários não sabem o que fazer para abalar a candidatura do senador

O senador Ronaldo Caiado tem mais de 30 pontos de vantagem sobre os seus adversários mais próximos, Daniel Vilela e Zé Eliton, conforme os números da pesquisa Grupom publicada nesta segunda pelo Diário da Manhã. É uma dianteira espetacular.

 

No total, o Grupom/Diário da Manhã revela que são 40,2% das intenções de votos, suficientes para vencer no 1º turno com ampla folga, caso as eleições fossem hoje.

 

O prazo exíguo até a data da eleição confirma que os adversários de Caiado têm uma pedreira íngreme para escalar. Até agora, Daniel Vilela e Zé Eliton não conseguiram mostrar qualquer estratégia para enfrentar a candidatura do senador do campo. Caiado está solto, mostra desenvoltura, exibe uma ampla base de apoio no interior, posa para fotos com parlamentares e prefeitos de peso reconhecido e tem uma bandeira – a mudança – sempre condizente com o objetivo de qualquer eleição, que é escolher novos rumos.

14 maio

Pesquisa Grupom/Diário da Manhã não traz surpresas: Caiado continua disparado em 1º lugar, Daniel segue em 2º e Zé Eliton não decola e permanece em 3º

Saiu a pesquisa Grupom, publicada com exclusividade nesta segunda pelo Diário da Manhã, sobre as próximas eleições em Goiás. Foram ouvidos pelo instituto 861 eleitores, distribuídos por 31 municípios, com margem de erro de 3,3% para mais ou para menos.

 

Não houve surpresas. Ronaldo Caiado segue sólido na liderança, com 40,2%, seguido à distância por Daniel Vilela com 10,65% e trazendo o governador Zé Eliton estacionado em 3% com 9,8%.

 

Nas duas simulações de 2º turno, Caiado vence Zé Eliton com 46 a 15% dos votos e igualmente sobrepuja Daniel Vilela com 47 a 14,6% dos votos.

13 maio

Lúcia Vânia diz a O Popular que só será candidata “se o povo quiser” e que “as pesquisas mostram que o povo quer”. As mesmas pesquisas que dizem igualmente que “o povo também quer” Demóstenes

Enquanto Demóstenes Torres vara o Estado em campanha pela segunda vaga ao Senado na chapa governista, Lúcia Vânia diz neste domingo a O Popular que não é candidata, que não tem tempo para a política e que só disputará a reeleição “se o povo quiser”.

 

Segundo ela, “o povo quer” porque o nome dela aparece bem nas pesquisas. Problema: o nome de Demóstenes Torres também se sai muito bem nas pesquisas, próximo dos índices de Lúcia Vânia, o que, pelo critério da senadora, significaria que “o povo também quer” a candidatura de Demóstenes – na base governista, só existe uma vaga disponível para o Senado.

 

O argumento de Lúcia Vânia parece coisa de Iris Rezende. Lembra o antiquado discurso do velho cacique: deve tudo ao povo, sendo que, convocado por esse mesmo povo, não poderia se omitir nunca e por isso sempre é candidato ao cargo do momento.

 

A entrevista da senadora a O Popular é um primor de pesporrência. “Não estou disputando nada com ninguém”, esnoba, ao ser perguntada sobre a fatídica segunda vaga ao Senado na chapa governista. “Quem me colocou como candidata foram as pesquisas”, acrescenta, esquecendo-se, mais uma vez de que, pelo mesmo raciocínio, essas mesmas pesquisas também colocam Demóstenes como candidato.

13 maio

Caiado quer mudar… e avançar. Zé Eliton quer continuar… e avançar. E Daniel Vilela, o que pretende para o futuro de Goiás? Até agora ele não conseguiu deixar claro

Dois dos principais candidatos ao governo de Goiás já formularam com clareza quais serão os seus temas de campanha: Ronaldo Caiado repete sempre que quer mudar o que está aí e avançar. Zé Eliton, por sua vez, está preso ao conceito de continuar o que está aí, porém avançar sem parar.

 

Falta Daniel Vilela, que revela um discurso ainda evasivo, sem um foco objetivo sobre o que deseja apresentar ao eleitor em termos de intenções – inclusive de forma resumida, como conseguiram Caiado e Eliton, embora ambos favorecidos pela configuração das posições que hoje ocupam.

 

Provavelmente, o jovem filho de Maguito também gostaria de “mudar e avançar”. Mas, para ele, esse enunciado não é automático. Afinal, estão no seu colo os 16 anos consecutivos de poder do MDB e principalmente a herança política do seu pai, que é forte, embora pouco inovadora e muito convencional.

 

Daniel tem que dizer, com palavras claras, o que pretende para Goiás e o que o diferencia dos outros 2 candidatos. Até agora, não conseguiu

13 maio

Busca a qualquer preço pelo apoio do maior número possível de prefeitos levou Marconi-Eliton a pulverizar a capacidade de investimento do Estado em obras sem importância como o recapeamento de asfalto urbano

Nos últimos meses, Marconi Perillo e Zé Eliton buscaram conquistar e motivar o maior número possível de prefeitos, possivelmente enxergando nessa estratégia um caminho para a vitória na próxima eleição.

 

Como consequência, a capacidade de investimento do Estado foi esvaziada através da fragmentação de preciosos recursos em obras sem retorno econômico e interesse muito restrito. O exemplo maior é a prioridade absoluta que foi dada para a recuperação de asfalto urbano em dezenas e dezenas de cidades, o tipo de obra que agrada a qualquer prefeito.

 

Bom para quem mora nas ruas beneficiadas, mas péssimo para a sociedade como um todo, pela falta de retorno.

 

O preço a pagar é alto. Mais de um bilhão de reais foi espargido pelos municípios sem contribuir para a geração de um ambiente de crescimento da economia, que, em última análise, é o que provoca avanços para a população.

 

Micro-obras nos municípios deveriam ser custeadas pelos cofres das suas respectivas prefeituras – em geral, no caso de Goiás, falidas e mal administradas. Quando o Estado assume essa responsabilidade, todos perdemos.

13 maio

Afonso Lopes, no Jornal Opção, pergunta: é melhor começar na frente ou correr atrás durante uma campanha? E dá a resposta: quem lidera as pesquisas sempre leva vantagem

Em seu comentário semanal no Jornal Opção, o veterano Afonso Lopes conclui que é sem dúvidas melhor para qualquer candidato começar uma campanha eleitoral na liderança das pesquisas.

 

Ele enumera 3 vantagens:

 

1 – “Estrategicamente, iniciar as campanhas eleitorais liderando as pesquisas é muito melhor do que começar atrás. A liderança tende, por si só, a chamar mais a atenção, e isso numa campanha é sempre muito importante”.

 

2 – “Quem lidera as pesquisas tem perspectiva de poder de forma natural e encontra mais facilidades para trabalhar sob esse clima bem mais ameno do que concorrentes que começam sem tanto apelo popular”.

 

3 – “Maior facilidade de gerar fatos e conquistar apoios”.

 

Mas, por último, Afonso Lopes faz o alerta inevitável: “Sair na dianteira é melhor, sem dúvida, mas isso não é garantia de que o jogo será mais fácil”.

13 maio

Apoio de Iris não agregou força e conteúdo à candidatura de Daniel Vilela porque foi fruto de barganha (a entrega dos colégios de Aparecida e Jataí para viabilizar eleição de dona Iris) e não de convicção

A declaração de apoio da maior figura do MDB à candidatura de Daniel Vilela a governador não acrescentou força e conteúdo à postulação do filho de Maguito de Vilela.

 

É fácil entender o motivo: Iris somente o fez a título de barganha, com a dupla Daniel-Maguito retribuindo com a entrega a dona Iris Araújo os colégios de Aparecida e Jataí, que têm sob controle, na tentativa de viabilizar a eleição dela para deputada federal.

 

O velho cacique não agiu por convicção ou por estratégia política. Por isso, além de anunciar fria e protocolarmente que está com Daniel para governador, nada mais fez, não chamou ninguém para conversar, pouco acrescentando ou colaborando com os objetivos perseguidos pelos Vilelas. Faltou um mínimo de entusiasmo, o que deixou no ar a suspeita de que, no fundo do coração, Iris prefere mesmo Ronaldo Caiado.

 

Foi negócio, pura e simplesmente. Isso, em política, geralmente não funciona.

13 maio

Apesar de todas as evidências de que é adversário forte e poderoso, a partir dos seus mais de 40% nas pesquisas, concorrentes subestimam Caiado e não têm nenhuma estratégia para fazer frente a ele

Ronaldo Caiado tem mais de 40% nas pesquisas para governador. Conseguiu o apoio de uma rede política imbricada nos municípios, a partir da dissidência que surgiu a seu favor no MDB. No interior, prefeitos das maiores cidades estão com ele. Com a adesão do senador Wilder Morais, um homem indubitavelmente muito rico e disposto a gastar na política, reforçou a sua estrutura material de campanha. É de Anápolis, um dos grandes colégios eleitorais do Estado, que pode se inclinar maciçamente a seu favor. E ainda é beneficiado pelo tradicional sentimento oposicionista do eleitorado de Goiânia, o maior do Estado.

 

Com tudo isso, é um candidato fraco? Sim, respondem cabeças apaixonadas da base governista e até mesmo luas pretas do governador José Eliton e do ex-governador Marconi Perillo. O mito em que eles acreditam reza que Caiado seria um político radical, que não agrega e que, portanto, está fadado a tropeçar nas próprias pernas, em uma imaginada sequência de erros que viria a cometer daqui até a eleição.

 

Trata-se de uma visão infantil da política que, para piorar, dá a Caiado mais uma vantagem: a de ser subestimado pelos seus adversários e, daí, encontrar mais espaço livre para se movimentar, já que não está a ser combatido com eficiência e se depara com uma avenida sem obstáculos aberta à sua frente.

 

Por último, observem o comportamento do senador do campo: ele está comedido, mostra-se conciliador, vive sorridente e só é duro quando promete promover uma mudança radical no Estado caso venha a ganhar as eleições. Corretamente, ajustou-se e tornou-se uma espécie de Caiado “paz & amor”. E isso só fortalece a sua candidatura.

12 maio

Pesquisa do Grupom sobre as próximas eleições sai nesta segunda, dia 14, com exclusividade no Diário da Manhã

Confirmado: o Diário da Manhã desta segunda, dia 14, publica a nova pesquisa do Grupom sobre as próximas eleições. Com exclusividade.

12 maio

Marconi-Eliton jogam todas as fichas na influência que os prefeitos supostamente possam ter na eleição. Mas esqueceram-se de 1998: com 33 prefeitos, Marconi venceu Iris, que tinha o apoio de 213

Prefeitos são o elo mais fraco do sistema político, em Goiás e em qualquer outro Estado. Em sua maioria são despreparados, medíocres. Somente algumas raríssimas exceções conseguem efetivar boas gestões e obter aprovação popular respeitável. É só pensar, leitor amigo: que prefeito goiano vem obtendo destaque por fazer uma administração diferenciada e realmente produtiva para o seu município?

 

A aposta do governador José Eliton, que não é de hoje, ao investir a qualquer preço (explico na próxima nota) na consolidação de uma ampla base de apoio no interior, é de alto risco. Zé Eliton e Marconi Perillo passaram mais de ano viajando por até 3, 4 ou mais municípios por dia, anunciando recursos milionários e entregando obras, porém isso não teve nenhum reflexo favorável nas pesquisas – que, no final das contas, mostram Marconi em 1º lugar para o Senado, mas modestamente, e Eliton e Daniel Vilela mais ou menos empatados em 2º para o Governo, muito atrás de Ronaldo Caiado, com ínfimos 6 e qualquer coisa por cento cada um, valendo o registro de que Daniel não viajou, não se reuniu, não participou de eventos, não fez nada que minimamente se comparasse à movimentação do então vice-governador.

 

Eles – Marconi e Eliton – parecem ter se esquecido de 1998: enquanto Iris Rezende tinha o apoio de 213 prefeitos, o jovem do Tempo Novo ganhou a eleição com apenas 33 ao seu lado.

12 maio

A estratégia bem sucedida de Demóstenes para conquistar uma vaga na chapa governista: mostrar que é mais útil e confiável que a sempre distante e egocêntrica Lúcia Vânia

O procurador Demóstenes Torres está em campanha ostensiva para conquistar a segunda vaga ao Senado na chapa do governador José Eliton. Mas, perguntarão os leitores, esse lugar não está automaticamente reservado para a senadora Lúcia Vânia, que chegou até a quase ser consagrada publicamente como candidata à reeleição por Eliton e Marconi Perillo e portanto presumidamente titular da segunda vaga?

 

Sim, mas fatos novos surgiram, entre eles a decisão do Supremo Tribunal Federal que revogou a inelegibilidade de Demóstenes. E Demóstenes não é um político qualquer: ágil, o ex-senador saiu imediatamente a campo e tem mostrado notável mobilidade, repetindo quase que diariamente que a segunda vaga ao Senado na chapa governista está em aberto e deve ser preenchida mediante critérios objetivos de qualidade política e eleitoral – pesquisas, consistência, até prévias, que ele não teme – e com o aproveitamento de pelo menos um filtro subjetivo: ele não diz, mas deixa bem claro que o nome a ser ungido teria de ser aquele que se mostrasse mais útil e confiável para o grupo Marconi-Eliton e seu esforço de sobrevivência no poder.

 

Dia e noite, a título de amostra, Demóstenes tem se mostrado onipresente nos eventos da base, desdobrando-se em discursos, declarações, entrevistas, artigos e, enfim, na ampla formulação de uma defesa maiúscula e inteligente do projeto governista. É o que, exatamente, Lúcia Vânia nunca fez nem faz. Ninguém sabe por onde ela anda. Afonso Lopes, do Jornal Opção, a chama de “isolacionista”. Lúcia Vânia, quando aparece, é para dizer que egocentricamente está disposta a ser candidata, caso reconheçam os seus méritos e peçam por favor.

 

É uma diferença de postura, entre Demóstenes e Lúcia, em relação à base governista, simplesmente abismal.

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