Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt e convidados sobre política, cultura e economia

20 jun

Alcides venceu em 2006 porque enfrentou uma oposição fraca e desmotivada, com um candidato sem agressividade. Mas a sua principal virtude foi não se apresentar como continuador de Marconi

Alcides Rodrigues venceu em 2010 por vários fatores. Ele enfrentou uma oposição recuada, desmotivada, cujo principal candidato sempre se notabilizou pela falta de agressividade eleitoral – Maguito Vilela. Não tinha um antagonista como Ronaldo Caiado, osso duro de roer. Aliás, Caiado, mesmo brigado com Marconi, apoiou Alcides discretamente.

 

Mas o vice que virou governador tinha suas próprias virtudes. Uma delas foi não se deixar vender como reles continuador de Marconi. É sabido que Marconi não o queria na cabeça de chapa. Alcides comunicou que seria candidato pelo seu próprio partido, o PP, quisesse Marconi ou não. Marconi, que não queria, acabou querendo. Não tinha saída. Engoliu a casca e o caroço.

 

Claro que Alcides já tinha experiência eleitoral. Foi prefeito, foi deputado. Palmilhou os caminhos pedregosos da oposição. E isso contou a favor da sua vitória.(Helvécio Cardoso, jornalista)

19 jun

Alcides 2006 era melhor e foi mais competitivo que Zé Eliton 2018: diferenças são humildade, tradição dentro da base e legitimação política da candidatura além da simples posse do cargo de governador

A comparação entre as pesquisas efetuadas pelo Serpes, em 2006, no mês de junho, e agora, em junho de 2018, mostra que Alcides Rodrigues foi melhor e mais competitivo que Zé Eliton: enquanto o primeiro chegava a 17,7% das intenções de votos nessa época, Zé Eliton não passa no momento de 10% e aparece em alguns levantamentos com bem menos.

 

Levando a comparação mais longe, Alcides, o outro vice que Marconi Perillo lançou como seu poste, comportava-se com muito mais humildade e evitou com habilidade ser imposto como candidato apenas pela força do cargo, ao contrário de Zé Eliton. Ele tinha a seu favor a história, resultado de uma longa experiência como oposição (foi inclusive prefeito e deputado), mas mesmo assim costurou meticulosamente a legitimação do seu nome, abrindo os braços para todos os políticos e grupos que compunham a base aliada naquele tempo e ampliando as alianças, sempre ajudado de perto por Marconi na execução dessa tarefa – lembrando que o Marconi daquela época começou a campanha para o Senado com 77% das intenções de voto.

 

O Marconi de hoje também é candidato ao Senado, mas com intenções de voto entre 14 e 16%, sendo rejeitado por quase um terço do eleitorado.

 

A locomotiva que foi em 2006 perdeu a força.

19 jun

Caiado, Daniel e Zé Eliton não se mexem nas pesquisas porque a única campanha que fazem é participar de eventos e postar fotos nas redes sociais e isso tem muito pouca abrangência

Desde o início do ano que Ronaldo Caiado, Daniel Vilela e Zé Eliton mantêm as mesmas posições nas pesquisas, com variações ínfimas.

 

Caiado segue firme em 1º lugar, entre 38 a 41%. Daniel em 2º lugar, com 6 a 10%, alternando-se à vezes com Zé Eliton, o 3º colocado, com 6 a 9%.

 

Por que esses percentuais não se movem?

 

A explicação parece simples: basicamente, a campanha que fazem é participar de eventos e postar fotos nas redes sociais. Dos três, Caiado é o que mais tem seguidores, mas Daniel e Zé Eliton também não ficam muito atrás. Entretanto, esses seguidores não são ativos: fotos de Caiado, no Instagram, chegam a no máximo 3.000 curtidas. Daniel e José Eliton, no máximo 400 curtidas.

 

Quanto aos eventos, é fácil perceber pelas fotos que envolvem plateias reduzidas, entre 100 a 300 pessoas. Quando aparece um público superior a 500 pessoas, é exceção.

 

Esses números, diante da grandeza dos 4 milhões 400 mil eleitores registrados em Goiás, representam quase nada. A maioria absoluta do eleitorado não está sendo alcançada pelos três principais candidatos. Não é exagero concluir que estão pregando no deserto.

19 jun

Pesquisa Real Time/TV Record diz que 84% dos goianos querem governador que não seja investigado por corrupção. Dos 3 principais candidatos, só Ronaldo Caiado atende a exigência

O futuro governador de Goiás deve ser equilibrado e sereno, possuir experiência administrativa prévia, ter a ficha limpa e terá de manter os programas e ações desenvolvidos pelo atual governo do Estado, aponta pesquisa do Instituto Real Time Big Data, ligado à Record TV Goiás.

 

Alguns números: 83% dos entrevistados querem que o próximo governador tenha experiência (a pesquisa, nesse quesito, parece fazer confusão entre experiência política e experiência administrativa), 90% esperam que ele tenha perfil sereno e bastante equilíbrio emocional e 84% que não seja investigado em denúncias de corrupção.

 

No último quesito, dos três principais candidatos, Ronaldo Caiado é o único a atender a exigência apurada junto ao eleitorado. Daniel Vilela responde a inquérito na Operação Lava Jato, por receber dinheiro da Odebrecht, e Zé Eliton tem processos (mais de um) por improbidade administrativa movidos pelo Ministério Público Eleitoral, um deles por contratar aviões para se deslocar pelo Estado, quando foi presidente da Celg.

19 jun

Marconi trabalha na articulação política no fim de semana, mas… em São Paulo, como coordenador da campanha de Alckmin a presidente – que agoniza com índices entre 6 e 7%

O ex-governador Marconi Perillo está cumprindo a promessa de se atirar à articulação política, conforme disse assim que voltou das suas férias de 30 dias no exterior.

 

Ele passou o fim de semana trabalhando… em São Paulo, onde cumpriu uma agenda de reuniões com partidos políticos na tentativa de fortalecer a candidatura de Geraldo Alckmin a presidente, hoje agonizando com índices de votos entre 6 a 7%. Coincidência ou não, são números parecidos com o de Zé Eliton em Goiás.

 

Até esta segunda, Marconi continuava na capital paulista. Como se sabe, ele assumiu a coordenação política da campanha de Alckmin e prometeu dedicar 50% do seu tempo a essa tarefa.

18 jun

Governo do Estado deixou de planejar Goiás ao contratar consultorias privadas, caríssimas, que produziram uma acachapante queda nos índices de competitividade da economia goiana

A experiência brasileira de planejamento estatal apresenta casos bem sucedidos, a exemplo do Plano de Metas do governo JK, que lançou mão do instrumental do planejamento, técnica então recém-introduzida no país, para sintetizar a sua proposta política de desenvolvimento industrial acelerado.

 

O II PNDE, elaborado sob a orientação do Ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Veloso, foi a mais ampla e articulada experiência brasileira de planejamento  após o Plano de Metas. Em Goiás, o Plano MB representa a única, e bem sucedida, iniciativa desta natureza.

 

O que têm em comum o Plano de Metas (governo civil), II PND (governo militar) e o Plano MB (governo estadual)?

 

Todos, independentemente de regime ou esfera de governo, foram formulados por pesquisadores e equipes técnicas altamente qualificadas e, principalmente, sob a batuta de órgãos governamentais e, por isso, com uma visão macroeconômica, como convém a um bom plano econômico. Em Goiás, o que se vê nos últimos tempos é a soberba dos consultores privados, desalinhados e descomprometidos com o desenvolvimento econômico e social, formulando uma miríade de ações quase sempre desconexas e, o que é pior, sem apontar as fontes de recursos.

 

E, como agravante, a custos nada amistosos. A pauta microeconômica sobrepôs-se à macroeconômica, resultando em peças orçamentárias fragmentadas e inexequíveis. Foi feita uma péssima escolha: os técnicos competentes e desinteressados cederam lugar aos “espadachins mercenários da apologética”. É lamentável que Goiás, ao contrário dos Estados mais avançados do país, abra mão de novos instrumentos de planejamento, como a programação linear, os modelos econométricos, as matrizes insumo-produto, etc.

 

Por tudo isso, não é de se estranhar a acachapante queda nos índices de competitividade da economia goiana. Estávamos em 10º lugar em 2015, caímos para 13º em 2017.(Mauro Faiad, economista)

18 jun

Duas semanas após retornar das férias no exterior, Marconi não articulou nenhuma solução para os problemas da base governista, que segue inquieta com a perspectiva de derrota nas eleições

Duas semanas após o retorno do ex-governador Marconi Perillo a Goiás, depois de 30 dias em férias no exterior, os grandes desafios que estão comprometendo a unidade da base governista continuam sem solução: o PP balança entre Daniel Vilela e Ronaldo Caiado; o presidente do PSDB Vilmar Rocha continua atacando o governador Zé Eliton; Lúcia e Demóstenes seguem brigando pela vaga ao Senado e os deputados estaduais do PSDB não escondem a crescente insatisfação com a falta de articulação para a montagem do “chapão”.

 

Para agravar esse estado de coisas, Marconi, que ainda tem a sua candidatura ao Senado para encarar, resolveu aceitar a coordenação política da campanha de Geraldo Alckmin à presidência, em situação terminal.

 

São tarefas demais para um homem só. O ex-governador, pela primeira vez na vida, se depara com a possibilidade de perder uma eleição: há pesquisas indicando até que ele está em 3º lugar na corrida senatorial, além de ser rejeitado por um terço do eleitorado.

 

Nos 10 dias em que circula por Goiás, Marconi nada fez além da rotina de acompanhar Zé Eliton em eventos governamentais(como uma reunião da UEG em Itumbiara, na foto acima) e visitar órgãos públicos para, conforme disse, “verificar se está tudo bem”.

 

Parece que, quanto as eleições, para Marconi “está tudo bem”.

18 jun

Se a eleição fosse um torneio de box, encarregados da comunicação do governo Zé Eliton, chefiada por Jarbas Rodrigues, ex-coluna Giro, podem ser definidos como pesos-leves… enfrentando adversários pesos-pesados

Ao assumir, em 7  de abril, o governador Zé Eliton desmontou a antiga equipe de comunicação do até então governador Marconi Perillo, que foi decisiva para as vitórias eleitorais do tucano até então.

 

Zé Eliton entronizou um novo grupo de estrategistas, liderado pelo jornalista Jarbas Rodrigues(foto), que surpreendentemente deixou a coluna Giro, em O Popular, o mais importante espaço da imprensa em Goiás, para se aventurar na sua primeira experiência governamental.

 

Entre outros, trabalham com Jarbas Rodrigues os comunicólogos Frederico Jotabê, Valéria Aquino, Ademir Lima e Edivaldo Cardoso, time que um dos mais traquejados analistas da imprensa goiana classifica como tecnicamente perfeito, porém da categoria peso-leve – usando a linguagem do box. Todos têm pouca ou nenhuma expertise em matéria de eleições estaduais.

 

Pior: o problema é que a campanha eleitoral, segundo esse mesmo observador, continuando a aproveitar a linguagem do box, é um torneio onde os adversários podem ser definidos como pesos-pesados.

 

É uma luta com final fácil de prever.

18 jun

Balanço das viagens dos candidatos ao interior, em O Popular: Zé Eliton foi a 76 cidades neste ano, Daniel foi a 66 e Caiado foi a 50 – e nenhum melhorou suas posições nas pesquisas, só mantiveram

O Popular publica um balanço interessante na edição deste último domingo: o número de viagens que cada um dos três principais candidatos a governador fez aos municípios, desde o início do ano.

 

Zé Eliton foi o que mais se movimentou, com 75 cidades visitadas, algumas mais de uma vez. Daniel Vilela vem depois, com 66 cidades (só a Aparecida foi 13 vezes). E Ronaldo Caiado esteve em 50 municípios.

 

Como todos os três estão mais ou menos imobilizados nas pesquisas publicadas de janeiro até agora, fácil concluir que essa maratona não rendeu votos para ninguém: Caiado segue em 1º lugar, entre 38 a 41%. Daniel em 2º lugar, com 6 a 10%, alternando-se à vezes com Zé Eliton, o 3º colocado, com 6 a 9%.

 

Porém, nenhum deles caiu, mantendo-se todos os três estáveis onde estão posicionados. Presume-se que as viagens estão servindo, no máximo, para segurar cada um em sua respectiva pontuação e mais nada.

17 jun

Marconi vai dividir o seu tempo em 50% para coordenar a campanha de Alckmin e 50% para ajudar Zé Eliton em Goiás e desenvolver a sua própria campanha ao Senado. Isso vai dar certo?

O ex-governador Marconi Perillo enfrentará nos próximos quatro meses um dos maiores desafios da sua trajetória política.

 

Simultaneamente, ele vai coordenar a campanha de Geraldo Alckmin à presidência, ajudar a candidatura de Zé Eliton a governador e desenvolver a sua própria campanha para o Senado.

 

É trabalho para um Hércules. Marconi disse ao jornal O Globo que vai dividir o seu tempo em 50% para as demandas nacionais e os 50% restantes para as eleições em Goiás. Se vai dar certo, só Deus sabe…

 

O ex-governador esbanja confiança, portanto, prestes a enfrentar um caminho de pedras: ele, ao Senado, e Zé Eliton, ao governo, estão em baixa nas pesquisas, enquanto Alckmin não faz diferente e não chega a 7% das intenções de votos para presidente.

17 jun

Tentando superar o estigma de mandato-tampão e se esforçando para criar uma identidade própria, “governo” Zé Eliton faz campanha promocional nas redes sociais ao completar 60 dias

Desde os seus primeiros dias no cargo que o governador Zé Eliton se mexe na tentativa de criar uma identidade própria e superar o estigma de mandato-tampão – que é, na realidade, a imagem que o seus nove meses no comando da gestão vai fixar para a história.

 

Não existe “governo” de nove meses. O que há é uma continuidade, segundo os que são simpáticos a Zé Eliton, ou um continuísmo, conforme os adversários políticos, em relação à administração anterior. Em ambos os casos, é mais do mesmo: programas governamentais antigos (alguns, como o Renda Cidadã, com quase 20 anos de idade), os mesmos secretários (muitos também há 20 anos alternando cargos)  e, enfim, a mesma cara de todo o sempre dos governos Marconi Perillo,

 

Nas redes sociais, a equipe de comunicação de Zé Eliton lançou uma série de cards(um deles na foto acima), anunciando a marca dos “60 dias de muito trabalho” desde que o atual governador tomou posse.

 

É muito esforço para nada.

17 jun

Chapa de Daniel Vilela para governador, com Agenor Mariano e Pedro Chaves para o Senado, carece de densidade eleitoral e tem a sua competitividade reduzida

O deputado federal Daniel Vilela não conta com nomes competitivos para montar a sua chapa: os dois políticos cotados para preencher as vagas de candidatos ao Senado pelo MDB – Agenor Mariano e Pedro Chaves – não possuem nenhuma competitividade e inclusive aparecem nas pesquisas com índices ínfimos, nos últimos lugares.

 

Pedro Chaves é deputado federal com inúmeros mandatos, mas com influência restrita à região nordeste do Estado, e Agenor Mariano foi vereador e vice-prefeito de Goiânia na gestão de Paulo Garcia. Ambos nunca conseguiram adquirir brilho especial. Para uma eleição majoritária como a que se aproxima, representam pouco.

 

São candidatos, como se diz em política, de baixa densidade eleitoral, que, a princípio, não oferecem qualquer contribuição para viabilizar a candidatura do próprio Daniel e se constituem no que é tradicionalmente chamado de “peso morto”.

 

Além falta de nomes de repercussão eleitoral para disputar o Senado, a chapa emedebista também não tem, por enquanto, um nome de expressão para figurar na vice-governadoria.

17 jun

Zé Eliton veste fantasia de “pai dos pobres” e repete discurso de Evita Perón falando aos “descamisados”, prometendo “cuidar com carinho daqueles que mais precisam”

“Agenda da solidariedade é a que mais me emociona. Este é um governo que olha pelas pessoas e coloca o bem comum em primeiro lugar”. A declaração é do governador Zé Eliton, em mais  um discurso em tom apaixonado na cidade de Cristalina, durante cerimônia em que entregou cartões da Renda Cidadã, que paga até R$ 100 reais por mês e pretende, com isso, significar algo como a emancipação econômica das pessoas beneficiadas.

 

Não é, porque, como se depreende, é muito pouco dinheiro. Mas ninguém recusa. E o governador vai em frente com o seu discurso de boas intenções e atenção aos pobres que lembra o de Evita Perón. Os “descamisados” argentinos, em Goiás, transformaram-se em “aqueles que mais precisam”, na retórica oficial, que promete cuidar deles “com carinho”.

 

“Vamos ajudar as pessoas mais humildes, como eu mesmo, que venho de família simples”, entoa Zé Eliton, repisando a oratória da populista mais famosa da América Latina.

 

Em pleno século 21, em um país que nunca aceitou o populismo escancarado, o governador repete todo dia que adotou “a política do bem” e anuncia aos quatro ventos “se sentir feliz com a oportunidade de ajudar os mais humildes”, dessa forma apresentando-se como um novo “pai dos pobres” em Goiás – em uma tentativa de subir um degrau acima dos políticos tradicionais e se transformar em benemérito das pessoas carentes.

 

É algo que nunca se viu antes na política estadual.

17 jun

Lúcia Vânia repele proximidade com Demóstenes e sai da chapa governista, como candidata à 2ª vaga ao Senado, se Marconi abrir mão da 1ª vaga ou se a vice for oferecida ao candidato do PTB

Lúcia Vânia deu entrevista em Aparecida e foi duríssima com o procurador Demóstenes Torres: para ela, mesmo tendo sido liberado para se candidatar pelo STF, Demóstenes continua na condição de senador cassado e, portanto, pega mal a sua presença na chapa liderada por Zé Eliton.

 

A senadora garantiu que, na companhia do procurador, não fica de jeito nenhum. E detalhou: se Marconi Perillo abrir mão da 1ª vaga ao Senado, para ajudar a acomodar Demóstenes, ou se ele for agasalhado como candidato a vice, ela abre mão da própria candidatura na chapa governista e vai procurar outra solução para o seu futuro político. Dobradinha com Demóstenes não fará jamais.

 

“Eu me sinto extremamente desconfortável com a presença do ex-senador Demóstenes. Afinal, dentro do Senado Federal, que é a instituição que eu represento, ele continua sendo um senador cassado”, disse Lúcia Vânia.

16 jun

Convenceram Zé Eliton de que a Copa do Mundo pararia o país e por isso ele adiou o envolvimento com a campanha. Mas o Datafolha mostra que a maioria dos brasileiros não tem interesse nos jogos

Um dos motivos da decisão de Zé Eliton de se recusar a fazer campanha e mergulhar na rotina administrativa do cargo de governador é que um dos seus mais importantes assessores o convenceu de que a Copa do Mundo significararia um lapso de 30 dias em todas as áreas da política nacional e, em consequência, dos Estados também.

 

Mais um erro, porque, quanto mais adia o seu envolvimento direto com as eleições, mais perde um precioso tempo estratégico para a afirmação da sua candidatura.

 

Mesmo porque o Datafolha acaba de divulgar uma pesquisa mostrando que apenas 18% dos brasileiros têm grande interesse pela Copa do Mundo. E que 53% não têm nenhum interesse.

 

Quer dizer: não só a política, mas tudo o mais no país segue normalmente durante os jogos. Menos a campanha de Zé Eliton.

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