Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

Dança dos marqueteiros em Goiás terá pouca influência nesta eleição

16 de julho de 2026

Fala-se pouco em Goiás sobre um tema que costuma atrair atenções em campanhas eleitorais: a contratação de estrelas do marketing para orientar os candidatos mais estruturados. Mas, agora, parece diferente. Daniel Vilela (MDB) deve ser assessorado pelos mesmos estrategistas que fizeram as 2 campanhas vitoriosas do seu antecessor Ronaldo Caiado. Marconi Perillo (PSDB) dispensou o paulista Marcelo Vitorino e o substituiu por Lula Guimarães, com currículo de 4 derrotas em eleições presidenciais e as 2 vitórias de João Dória em São Paulo. Na primeira esquina, o demitido Vitorino foi arrebanhado por Wilder Morais, com quem já trabalhou na fracassada campanha do Professor Alcides em Aparecida. E Luis Cesar, pelo PT, pode repetir Jorcelino Braga, que tentou esconder a origem petista de Adriana Accorsi em 2024 em Goiânia, o que a fez cair do 1º para o 3º lugar e a ficar fora do 2º turno. Pode ser que, neste ano, tenhamos um debate menos artificial e mais natural entre os postulantes, sem muita publicidade ou falsificações.

15 de julho de 2026

Os equívocos que derrotam por antecipação Marconi e Wilder (e Luis Cesar pior ainda)

Marconi Perillo (PSDB), Wilder Morais (PL) e Luis Cesar Bueno (PT) estão cada vez mais repetitivos e iguais na falta de propostas e visão de futuro para Goiás, levantando temas que não têm raízes na realidade estadual, como a afirmativa comum entre os 3 de que “a Saúde está na UTI” e que a segurança pública não seria boa porque os agentes das polícias civil e militar têm salários baixos, o que, de resto, está longe da verdade. Por isso, a oposição acaba pregando no deserto, assistindo à consolidação de Daniel Vilela (MDB) no 1º lugar do pódio eleitoral, 20 pontos à frente de Marconi, 30 na dianteira de Wilder, e a anos-luz de Luis Cesar. A menos de 80 dias para as urnas, o cenário parece definido a favor de Daniel Vilela (MDB), ainda mais diante do imobilismo e da pobreza de ideias entre os seus adversários.

15 de julho de 2026

Caiado segue no jogo: nova janela se abre para a 3ª via na sucessão presidencial

Pesquisas apontam para o melhor momento da atual temporada eleitoral para a ascensão de uma 3ª via capaz de quebrar a cansativa polarização entre Lula e os Bolsonaros. O ex-governador Ronaldo Caiado é o candidato melhor posicionando para aproveitar essa nova onda, se acontecer – e parece possível: a pesquisa Nexus/BTG revelou que a demanda por um rumo alternativo nas eleições nunca esteve tão elevada, com 27% preferindo um presidente longe de Lula e de Flávio Bolsonaro. Com manobras acertadas, Caiado cresce. Em São Paulo, no 2º turno, segundo o Datafolha, o ex-governador Goiás já venceria Lula no 2º turno.

13 de julho de 2026

Os 3 principais indicativos das pesquisas sobre as eleições em Goiás, até agora

Desde o final do ano passado, as pesquisas dos institutos de credibilidade sobre as eleições em Goiás mostram o crescimento contínuo do governador Daniel Vilela nas intenções de Voto (44,4% na última Paraná Pesquisas, o que significa vitória no 1º turno com 51,8% dos votos válidos), enquanto seus adversários permanecem estagnados (Marconi Perillo, 25,4% na mesma Paraná, Wilder, 11,5% e Luis Cesar 3,3%). Daniel isolou-se no 1º lugar, agora embalado por 74% de aprovação, também segundo a Paraná Pesquisas. Confiram, leitoras e leitores, as 3 principais conclusões que esses levantamentos sustentam como prognóstico para as urnas de outubro cada vez mais próximo.

12 de julho de 2026

74% de aprovação para Daniel Vilela: apuração da Paraná Pesquisas é devastadora para a oposição

O governador Daniel Vilela é avaliado positivamente por 74% da população. Esse número, revelado pelo último levantamento da Paraná Pesquisas, foi a melhor notícia, para a base governista, de uma pesquisa que trouxe dados devastadores para a oposição: Daniel lidera isolado, quase 20 pontos à frente de Marconi Perillo e mais de 30 além de Wilder Morais, vence no 1º turno com 51,8% dos votos válidos, e ainda crava a menor taxa de rejeição, de 15,8%, enquanto Marconi segue padecendo com 37,8% e Wilder com 20,5%. Em resumo, o cenário de favoritismo para a reeleição do atual governador está praticamente consolidado, a apenas 3 meses da data das urnas.

10 de julho de 2026

Único resultado da pressão de Lula por candidatura “competitiva” é o sacrifício de Adriana e Aava

Lula, machista histórico de 4 costados, pressiona a deputada federal Adriana Accorsi e a vereadora por Goiânia Aava Santiago para que abandonem suas carreiras políticas e aceitem o sacrifício de representar o PT na disputa pelo governo de Goiás e pelas 2 vagas senatoriais, sob a alegação de que seriam “competitivas” e assim garantiriam um palanque estadual para a reeleição do presidente. Nada disso é verdade. Adriana e Aava não são “competitivas” e não têm chances se candidatando a governadora e senadora em um Estado que tem aversão pela esquerda. Priorizando os interesses de Lula, elas apenas estariam se condenando a 4 anos de planície, sem mandato e sem presença na representação política feminina das goianas e dos goianos.

9 de julho de 2026

Wilder precisa aprender: propostas genéricas e sem fundamentação não repercutem

Wilder Morais, candidato do PL a governador, promoveu um evento para lançar a sua campanha, trazendo inclusive o senador Flávio Bolsonaro, postulante a presidente da República pelo partido. A plateia foi pequena (esperavam-se 4 mil pessoas, só apareceram menos de mil; de resto, também não se viu qualquer liderança de importância). Wilder fez um discurso com “promessas” que, na verdade, acabaram denunciando a sua falta de conteúdo, por exemplo quando ele disse textualmente que vai “copiar” projetos para a Saúde que estão sendo tentados em São Paulo, um Estado que tem quase ou nenhuma identidade com Goiás.

7 de julho de 2026

Nova pesquisa dá vitória para Daniel Vilela no 1º turno, com 51,8% dos votos válidos

Mais pesquisas sobre as eleições para o governo de Goiás continuam aparecendo. Agora, saiu o último levantamento da Paraná Pesquisas, instituto de credibilidade nacional. Daniel Vilela (MDB) aparece em 1º lugar, com 44,4% das intenções de voto, quase 20 pontos à frente de Marconi Perillo (PSDB), com 25,4%, e mais de 30 pontos de dianteira sobre Wilder Morais (estagnado em 11,5%). Luis Cesar Bueno (PT) crava 3,3% e Telêmaco Brandão (Novo) fica com 1,1%. Transformando-se esses números em votos válidos, critério usado pela Justiça Eleitoral (ganha quem chegar além de 50% mais 1 voto), Daniel Vilela vence no 1º turno, com 51,8%.

6 de julho de 2026

Foco da eleição em Goiás é a continuidade: oposição ainda não conseguiu propor outro tema

Sem conseguir propor temas alternativos para o debate eleitoral, que continua focado na continuidade do governo de Ronaldo Caiado e seus 88% de aprovação popular, a oposição fabrica uma derrota por antecipação. Nem Marconi Perillo (PSDB) nem Wilder Morais (PL) nem Luis Cesar Bueno (PT) deram até agora qualquer sinal de que conseguirão levantar bandeiras capazes de empolgar o eleitorado. Se uma ou outra proposta apresentaram, ninguém tomou conhecimento ou se interessou. O caminho permanece livre para a reeleição do governador Daniel Vilela, que, não à toa, lidera todas as pesquisas de credibilidade.

2 de julho de 2026

Candidatos precisam apontar soluções para os prejuízos da reforma tributária a Goiás

A reforma tributária já se transformou em lei e, à primeira vista, não haveria o que fazer a não ser cumprir as novas regras. A partir de 2027, a nova legislação fiscal começa a entrar em vigor. E o que vem aí é muito mais grave. Simplesmente o encerramento das atividades em solo goiano das montadoras de veículos e da indústria farmacêutica, fatalmente destinadas a se transferir para São Paulo, sem falar em outras empresas de porte, em busca de vantagens comparativas. Cabe aos candidatos a governador enfrentar, imediatamente, esse desafio e abrir o debate sobre as soluções para ao menos minimizar essa situação.

30 de junho de 2026

Sem projeto alternativo de poder para Goiás, oposição evita o debate de propostas

Em eleições para o Executivo, compete naturalmente à oposição – e não ao governismo – tomar a iniciativa do debate e promover o confronto de ideias. Não é o que está acontecendo em Goiás, onde o candidato da base aliada Daniel Vilela (MDB) segue sozinho na raia, falando o que quer, sem que Marconi Perillo (PSDB),Wilder Morais (PL) e Luis Cesar Bueno (PT) contraponham qualquer argumento ou proposta de impacto. Com o tempo até as urnas de outubro se encurtando, a campanha parece engessada a favor de Daniel, com a predominância da tese de continuidade das realizações do governo Caiado.

29 de junho de 2026

Como expectativas frustradas destruíram Kajuru, que poderia ter sido um grande senador

Jorge Kajuru foi eleito senador prometendo brilhar como representante de Goiás na mais alta Casa Legislativa do país. Mas não deu em nada. Depois de oito de um mandato vazio e sem méritos, nem mesmo condições de pleitear a recondução ele teve. Foi talvez a maior frustração de expectativas em toda a história das cadeiras goianas no Senado da República. Nem um discurso nem um projeto nem nada, a não ser uma lição para as eleitoras e os eleitores do Estado: muito cuidado nas urnas para não desperdiçar à toa os seus votos., como aconteceu no triste caso de Jorge Kajuru.

25 de junho de 2026

Ana Paula Rezende não acrescentou votos para Wilder e provavelmente está tirando

A avaliação corrente no mercado político é que a indicação da filha de Iris Rezende, Ana Paula, para a vaga de vice-governadora na chapa de Wilder Morais nada acrescentou para a campanha do PL em Goiás. Ao contrário, pode até ter prejudicado. Ana Paula é obcecada pela defesa do “legado” do pai e só abre a boca para enaltecer Iris como o pai dos pobres e a maior liderança da história estadual, um verdadeiro mito, coisa que divide opiniões e constrange os aliados de Wilder ao insistir em temas que promovem o MDB (partido que Iris integrou por 56 anos) e, consequentemente, dialogam com a candidatura do governador Daniel Vilela.

24 de junho de 2026

Oposição só ganha se propor mudança. O problema é que Goiás quer continuidade

O discurso natural e obrigatório de toda oposição que almeja conquistar o poder é a proposta de mudança. Em Goiás, nas eleições deste ano, o problema é que as pesquisas mostram um eleitorado convicto de que a continuidade do governo Ronaldo Caiado, que entregou conquistas como o mais elevado padrão de segurança pública de toda a história estadual, é prioridade absoluta – o que consolida a candidatura do governador Daniel Vilela, o sucessor escolhido por Caiado para prosseguir com a sua obra. Frente a tudo isso, Marconi Perillo, Wilder Morais e Luis Cesar Bueno mostram-se perdidos, sem um rumo para as suas pré-campanhas: não adianta falar em mudar para um eleitorado que quer acima de tudo preservar o legado de Caiado.

23 de junho de 2026

Um não gosta do outro: falta de química entre Wilder e Gayer prejudica os dois

Candidaturas baseadas em partidos divididos costumam terminar em fiasco nas urnas. É o caso da chapa do PL para o governo de Goiás e para o Senado, que acorrentou à força Wilder Morais e Gustavo Gayer, quando esse último queria uma aliança com a base governista para subir no palanque de Daniel Vilela na 2ª vaga senatorial, ao lado de Gracinha Caiado, e assim praticamente garantir uma vitória. Não deu certo e o PL rachou. Wilder e Gayer deixam hoje claro que um não gosta do outro, comprometendo as possibilidades de ambos nas urnas de outubro próximo.

22 de junho de 2026

Daniel Vilela já fixou o mote para a sua reeleição: continuidade com inovação

O governador Daniel Vilela marcou um gol de placa ao consolidar, bem antes do início da campanha, um mote para a sua reeleição: continuidade com inovação. Daniel está posicionado como o candidato que garante a sequência do bom governo de Ronaldo Caiado, aprovadíssimo pela população, com o acréscimo de passos à frente na incorporação de tecnologias modernas e incremento no uso da Inteligência Artificial em Goiás – temas que sinalizam positivamente para a juventude. Enquanto isso, a oposição ainda não encontrou um rumo para se contrapor e oferecer um projeto alternativo de poder para o eleitorado goiano. Isso, a 100 dias da eleição.