Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

Autocrítica é um dever, mas eles não fazem: Wilder, Marconi, Vanderlan, Mendanha e Bruno Peixoto

21 de outubro de 2026

A arrogância é uma característica dos maus políticos. E pode ser identificada com clareza após os resultados das urnas deste ano em Goiás: os principais derrotados – Wilder Morais, Marconi Perillo, Vanderlan Cardoso e Gustavo Mendanha, além de um ganhador, porém moralmente perdedor, Bruno Peixoto – inventaram motivos irreais para o desastre eleitoral em que cada um se meteu (Bruno ganhou, mas vejam, leitoras e leitores, sem dignidade). Nenhum deles se dispõe a qualquer autocrítica, preferindo atribuir a motivos externos e não a eles próprio as razões dos seus respectivos fracassos.

20 de outubro de 2026

Marconi apoia Flávio, enquanto Jales Fontoura e parte do que restou do PSDB ficam com Lula. Quem liga?

Em meio à irrefreável e profunda decadência do PSDB em Goiás (e também nacionalmente), nomes sobreviventes da legenda se atribuem alguma importância para declarar apoio aos candidatos à presidência: Marconi Perillo ficou com Flávio Bolsonaro, enquanto Jalles Fontoura e gatos pingados do partido vão de Lula. Que importância tem isso? Nenhuma. São todos trapos da política, sem votos, desmoralizados pela série interminável de derrotas nas urnas que começou em 2018. O que falta mesmo eles continuam se recusando a fazer: uma autocrítica, para mostrar humildade e talvez conseguir o perdão popular pelas mazelas praticadas.

19 de outubro de 2026

Flávio venceu o debate ao eliminar a expectativa de que não se sairia bem

O debate entre os candidatos Flávio Bolsonaro e Lula promovido pela Rede Bandeirantes surpreendeu ao mostrar um Flávio seguro, permanentemente no ataque, ao contrário de um Lula senil, expressando-se com dificuldade e até abilolado em alguns momentos. O filho do Jair encarcerado venceu ao se mostrar apto para um confronto direto com o adversário, ao contrário das expectativas que o davam como destinado a cometer erros pela falta de experiência diante de um antagonista versado em debates (com 7 eleições presidenciais nas costas). A última chance de virada, para Lula, perdeu-se.

19 de outubro de 2026

Wilder se omite da campanha de Flávio e prova que é mais oportunista que bolsonarista

As urnas do 2º turno se aproximam rapidamente, a campanha de Flávio Bolsonaro vai de vento em popa em Goiás, mas… sob o comando do ex-governador Ronaldo Caiado e do governador reeleito Daniel Vilela. Teoricamente mais importante nome do bolsonarismo estadual, o senador Wilder Morais não participa de nada, limitando-se a postagens (sofríveis) nas redes sociais em apoio ao presidenciável do seu partido, o PL. A omissão de Wilder tende a custar caro para ele, talvez até mesmo a perda da presidência do diretório estadual do PL, por falta de comprometimento com a eleição de Flávio.

14 de outubro de 2026

Oposição perdeu feio para Caiado e Daniel também por falta de inteligência e estratégia

A campanha da reeleição do governador Daniel Vilela baseou-se, antes de tudo, no anseio coletivo pela continuidade das gestões do ex-governador Ronaldo Caiado e nas qualidades pessoais e políticas do candidato. Mas a oposição também deu a sua contribuição: o ex-governador Marconi Perillo vergou sob o peso de uma rejeição monstruosa, o senador Wilder Morais foi punido pela crônica falta de qualidades pessoais e políticas, enquanto Luis Cesar Bueno, que nunca teve chances, cumpriu mal a sua obrigação de garantir um palanque para Lula em Goiás (a votação do presidente no Estado foi menor que a de 2022). Esse é conjunto de fatores que produziu a vitória de Daniel no 1º turno, uma das mais significativas da história goiana.

10 de outubro de 2026

Urnas despoluíram a política em Goiás e mandaram advertência para a Assembleia

As eleições deste ano em Goiás trouxeram muitas notícias boas. O cenário político estadual passou por uma verdadeira faxina, não completa, porém suficiente para eliminar uma coleção de ineptos, grosseirões, charlatães e corruptos. Infelizmente, alguns sobreviveram para continuar envergonhando as goianas e os goianos com a sua falta de civilidade, inteligência e compromisso ético. De qualquer forma, a limpeza imposta pelas urnas vai melhorar, a partir do ano que vem, a qualidade e o estofo da classe política regional, em especial no campo da representação parlamentar.

8 de outubro de 2026

Derrota prevista, mas acachapante, aniquila Vanderlan talvez para sempre

Vanderlan Cardoso terminou derrotado na sua tentativa de se reeleger para o Senado. Isso não foi surpresa nenhuma: depois de quase 8 anos sentado na mais alta Câmara Legislativa do país, apresentou-se para o eleitorado com as mãos vazias, sem argumentos para justificar a sua recondução. O desastre nas urnas foi acachapante, na forma no 5º lugar, atrás até do vereador Oséas Varão. Vanderlan acabou simplesmente aniquilado e não tem mais futuro nenhum na política estadual. Ele nunca teve consciência do verdadeiro papel institucional de um senador da República.

8 de outubro de 2026

Fiasco de Ana Paula na vice de Wilder compromete o legado de Iris

A derrota de Wilder Morais para o governo de Goiás arrastou para o limbo a filha de Iris Rezende, Ana Paula, sua companheira de chapa. Além de não acrescentar votos, mesmo porque não levou uma única liderança irista ou emedebista para a campanha do PL, Ana Paula ainda atrapalhou, ao perder tempo defendendo o legado do pai, algo que não estava e não está em discussão, mesmo porque Iris sempre será reconhecido como alguém que fez muito nas suas gestões, assim como, como qualquer político, também cometeu erros. Em resumo: a estreia eleitoral de Ana Paula Rezende acabou se transformando em um acachapante fiasco.

7 de outubro de 2026

Escanteado no palanque, Wilder passa vexame na festa de Caiado, Daniel e Flávio

O senador Wilder Morais passou por um vexame nesta terça-feira, 6 de outubro, durante a festa em que foi anunciado o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado e do governador reeleito Daniel Vilela à candidatura de Flávio Bolsonaro. Wilder foi escanteado no palanque e nem recebeu o microfone para discursar (poupando a plateia do seu mau costume de massacrar a Língua Portuguesa). Inconformado com a derrota, ele até agora não se mexeu para ajudar na campanha de Flávio, confirmando a acusação de parte do PL goiano de que só pensa e age a favor de si mesmo. O senador saiu enfraquecido das eleições e parece deslocado na cena política estadual.

6 de outubro de 2026

Com Flávio atrás de votos para o 2º turno, Wilder anuncia oposição a Daniel e Caiado. É burro mesmo

Enquanto o bolsonarismo estadual representado pelo senador eleito Gustavo Gayer, pelo deputado federal eleito Major Vitor Hugo e pelo prefeito de Anápolis Márcio Corrêa articulava o apoio do governador reeleito Daniel Vilela e do ex-governador Ronaldo Caiado à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, o senador Wilder Morais se movimentava em rumo contrário, anunciando oposição ao governo de Daniel. Isso é mais do que falta de juízo, é burrice mesmo: o objetivo da direita nacional, agora, é eleger Flávio a qualquer custo no 2º turno. Ampliar a votação em Goiás é prioridade para os bolsonaristas locais, mas, como se vê, não para Wilder, que se mostra desconectado da realidade política do país e do movimento ideológico que ele diz integrar.

6 de outubro de 2026

Marconi justifica candidatura derrotada: “Ato de coragem”. Não, foi insanidade e o preço a pagar é alto

Não houve a mínima surpresa na derrota do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), nem mesmo diante da humilhação do 4º lugar, atrás do representante do PT Luis Cesar Bueno. Não é de agora que Marconi perdeu a noção sobre a realidade política de Goiás e sobre o significado da sua monstruosa rejeição superior a 50%, muralha intransponível para a conquista de qualquer mandato majoritário. O ex-governador tenta se engrandecer alegando que a sua aventura foi um “ato de coragem”, quando não passou de um gesto de insanidade. E, mesmo diante de mais um fiasco nas urnas, ele continua se recusando a fazer a necessária autocrítica.

5 de outubro de 2026

Erros de estratégia e características pessoais negativas inviabilizaram Wilder

O grande derrotado das eleições deste ano em Goiás não é o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que terminou em um humilhante 4º lugar. Isso já era previsto e não foi novidade. Pior foi o desempenho do senador Wilder Morais (PL), incapaz de se expressar em bom português, com o queixo eternamente erguido (linguagem corporal de arrogância e superioridade) e protagonista de uma série de erros graves de estratégia, como a aposta no voto ideológico e a esperança perdida em um levante bolsonarista na reta final para as urnas. Wilder, leitoras e leitores, saiu das eleições como um candidato despreparado e, como diz o povo, burro.

4 de outubro de 2026

RENOVAÇÃO GERACIONAL DA POLÍTICA EM GOIÁS CHEGA COM DANIEL CONSAGRADO EM 1º TURNO

O governador Daniel Vilela foi reeleito em 1º turno, com 59,17% ou 2.148.218 votos (números finais publicados pelo TRE-GO às 21 horas deste domingo, 4 de outubro), em uma vitória que projeta uma forte renovação geracional para a política em Goiás. Com apenas 42 anos de idade, Daniel foi impulsionado pelo apoio incondicional do ex-governador Ronaldo Caiado, que o apontou como sucessor do alto dos 88% de aprovação alcançados no final da sua gestão, e pelo seu próprio desempenho à frente do Palácio das Esmeraldas desde abril último.

2 de outubro de 2026

Campanha chega ao fim exatamente como começou: favoritismo de Daniel é absoluto

A campanha pelo governo de Goiás chegou ao fim e agora só resta a votação deste domingo. A reeleição do governador Daniel Vilela segue segura e pode até se dar em 1º turno, conforme as últimas pesquisas dos institutos Real Time Big Data, Quaest, Atlas/Intel e Paraná Pesquisas, todos confiáveis. De certa forma, a concorrência ajudou Daniel, ao abrir mão de apresentar propostas inovadoras, investir em estratégias absurdas e cometer erros em cascata. Mas chegou a hora: não falta mais nada, a não ser esperar a canção das urnas a emergir do relatório final do TRE-GO na noite de 4 de outubro, tudo indica que sem surpresas.

1 de outubro de 2026

Indecisos e voto útil: a chave para a reeleição de Daniel Vilela no 1º turno

A fatia das eleitoras e eleitores indecisos, que as últimas pesquisas situam entre 7 e 11%, deve ser a chave para consolidar a reeleição do governador Daniel Vilela em 1º turno. Pelos institutos Real Time Big Data, Quaest, Atlas/Intel e Paraná Pesquisas, de alta confiabilidade, Daniel já soma mais de 50% mais um dos votos, critério da Justiça Eleitoral para eliminar o 2º turno. A margem tende a aumentar com a definição de voto de parte desse contingente, que tradicionalmente se redistribui entre todos os candidatos, mas proporcionalmente à classificação de cada um, às vésperas das urnas. É aí que o atual governador pode ser beneficiado com o aumento da sua vantagem e assim liquidar a fatura logo no dia 4 de outubro que se aproxima.

30 de setembro de 2026

Último debate foi frio, mas o ignorante Wilder defende a ignorância e é o perdedor

Aconteceu nesta terça-feira, 29 de setembro, o último debate entre os candidatos ao governo de Goiás, promovido pela TV Anhanguera. O evento, frio e sem momentos especiais, só chamou a atenção ao registrar novamente um péssimo desempenho de Wilder Morais, representante do PL, com um português como sempre destrambelhado e, dessa vez, acrescentando a defesa da ignorância como método de gestão. Wilder descartou a inovação e a Inteligência Artificial, dizendo que a população não se interessa por esses temas e que a tecnologia nada tem a oferecer para a administração pública. Inacreditável. Foi ele, Wilder, quem emergiu do debate como perdedor.