Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

Memorial para homenagear Iris é aceitável, mas… jamais com dinheiro público

24 de fevereiro de 2026

A filha de Iris Rezende, Ana Paula, insiste em montar um Memorial para o culto da personalidade do pai, apropriando-se de uma obra pública que foi erigida para promover a cultura em Goiânia – o Centro Cultural Casa de Vidro Antônio Poteiro, que foi construído com emendas orçamentárias destinadas por d. Iris Araújo quando deputada federal e complementadas com recursos da prefeitura de Goiânia, nos mandatos de Iris. E não é só a ocupação do prédio: Ana Paula está buscando milhões dos cofres públicos para estruturar e manter o espaço como exaltação ao seu pai, algo que só teria sentido e legalidade se levado adiante com recursos privados. Anotem aí, leitoras e leitores: essa estória não vai terminar bem.

23 de fevereiro de 2026

Chapa de Daniel continuará com a 2ª vaga senatorial em aberto, à espera de Gayer

A 2ª vaga senatorial na chapa de Daniel Vilela permanecerá em aberto, à espera de Gustavo Gayer, pelo menos até que as coisas no PL goiano venham a ser esclarecidas em definitivo – o que, tudo indica, virá da palavra de Flávio Bolsonaro, o filho-candidato presidencial com acesso permanente liberado pelo STF ao pai Jair encarcerado na Papudinha. É dele, Flávio, que virá a batida de martelo, se pela composição do PL com a base governista, se pela candidatura de Wilder Morais – suspeito de investir em uma estratégia de fato consumado para se consolidar como postulante ao Palácio das Esmeraldas.

22 de fevereiro de 2026

Os 3 erros graves de Ana Paula Rezende (o 3º é o pior)

A filha de Iris Rezende, Ana Paula, deixou o MDB, partido no qual seu pai escreveu uma longa história, para se filiar ao PL, caindo no ninho do radicalismo de ultradireita para se abraçar com o bolsonarismo que Iris, também, nunca sequer cortejou, dentro da sua formação política de centro-direita. Pior: a justificativa seria a de que o legado de Iris não estaria sendo respeitado pela base do governador Ronaldo Caiado, depois que ela exigiu recursos públicos para a implantação e custeio eterno de um memorial para o culto da personalidade do antigo líder emedebista na Casa de Vidro, um prédio da prefeitura na avenida Jamel Cecílio, algo flagrantemente ilegal e que o próprio Iris jamais aprovaria, por se tratar de “homenagem” bancada pelo dinheiro do contribuinte.

20 de fevereiro de 2026

Revogação da “taxa do agro” cancela o principal discurso da oposição contra Daniel

O governador Ronaldo Caiado antecipou a revogação da “taxa do agro”, prevista para o final do ano, em uma medida que esvazia talvez o único discurso que a oposição poderia entoar contra o seu candidato à própria sucessão, Daniel Vilela. Mais uma vez, o governador confirma seu estilo de articulação política, atuando para remover obstáculos que, eventualmente, poderiam atrapalhar o caminho de Daniel até a vitória nas urnas de outubro próximo. Detalhe: nem o agro reclamava mais da “taxa do agro”, depois de participar da distribuição dos recursos arrecadados e até mesmo ter entidades representativas envolvidas na implantação de melhorias na malha viária destinada ao escoamento da produção.

19 de fevereiro de 2026

Imbróglio sobre candidatura de Wilder será esclarecido por Flávio Bolsonaro

A política em Goiás meio que desacelerou à espera de uma fala do senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente da República, sobre o acordo do PL com a base governista para escalar Gustavo Gayer na 2ª vaga senatorial na chapa de Daniel Vilela – uma aliança que chegou a ser negociada entre Flávio e o governador Ronaldo Caiado. Uma dúvida surgiu depois que Wilder Morais encontrou-se com Jair Bolsonaro na Papudinha e saiu falando que recebeu aval para se candidatar ao Palácio das Esmeraldas. Como pouca gente acreditou, aguarda-se agora que Flávio – portador de autorização do STF para visitar o pai até diariamente, se quiser – tome as providências necessárias para esclarecer a situação e definir o rumo do PL em Goiás.

18 de fevereiro de 2026

No relato sobre conversa com Bolsonaro, Wilder ou mentiu ou distorceu ou forçou a barra

Ao sair do encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro, na Papudinha, o senador Wilder Morais informou ter recebido “aval” para a sua candidatura ao governo do Estado, só que… não convenceu ninguém. Como a conversa não teve testemunhas, aguarda-se agora uma confirmação ou um desmentido do que Wilder disse, a cargo, provavelmente, do filho-candidato a presidente Fábio Bolsonaro, que estaria viajando, mas tem acesso livre ao pai sem necessidade de autorização do STF. Há sinais de que o senador pode não ter falado a verdade sobre a sua “reunião” com o Messias encarcerado e que a situação do PL continua em aberto, indefinido entre candidatura própria ao Palácio das Esmeraldas ou composição com a base governista.

12 de fevereiro de 2026

Vanderlan se estrepa e só tem PSDB de Marconi como saída desesperada

Não há solução à vista para que o senador Vanderlan Cardoso concorra à reeleição a não ser se filiar ao PSDB do governador Marconi Perillo. Tanto que ele já começou a elogiar Marconi, dizendo a jornalistas, sem ser perguntado, que Marconi foi um “bom governador”. A filiação do governador Ronaldo Caiado ao PSD, até então partido de Vanderlan, deixou o rei dos salgadinhos (é dono da Cicopal, megaempresa do setor de ultraprocessados) sem oxigênio e deu a ele, como única saída desesperada, a alternativa de ingressar no decadente e esfrangalhado PSDB para concorrer sem estrutura nenhuma a um novo mandato no Senado, em outubro vindouro. Uma carreira política de traições e deslealdades está perto do fim.

11 de fevereiro de 2026

Dia 14: o que Wilder vai ouvir de bom e de ruim do Jair encarcerado

Aproxima-se o dia 14 de março, data marcada para a visita do senador Wilder Morais ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha. O encontro será terminal para a candidatura de Wilder ao Palácio das Esmeraldas, mas não é difícil especular sobre o que acontecerá. Notícia ruim: Jair dirá que a remessa de Gustavo Gayer ao Senado é prioridade e que o PL não pode embarcar em uma aventura em Goiás, sacrificando os interesses maiores do bolsonarismo por um projeto marcado pela fragilidade política e doutrinária que é a marca do nome de Wilder. Notícia boa: para o futuro, o senador pode até virar ministro em caso de vitória de Flávio Bolsonaro.

10 de fevereiro de 2026

Itinerância da Bienal/SP em Goiânia confirma que Daniel Vilela é um político das luzes

Por uma iniciativa conduzida diretamente pelo vice-governador Daniel Vilela, Goiânia foi escalada como a primeira parada da mostra itinerante da 36 ª Bienal de São Paulo, edição 2025, sob o título-tema “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, encerrada no final do ano passado. A exibição será inaugurada a 3 de março, no Museu de Arte Contemporânea de Goiás (MAC Goiás), no Centro Cultural Oscar Niemeyer, seguindo até 19 de abril. Trata-se de um evento cultural de grande relevância, que, inclusive, terá sequência no 2º semestre com uma espécie de “Bienal goiana”, por conta do coletivo O Sertão Negro, sediado próximo ao campus Samambaia da UFG e um dos destaques da Bienal paulista.

5 de fevereiro de 2026

Falar mal de Gayer é mais um erro grave de Vanderlan, a caminho do fim

O presidente nacional do PSD Gilberto Kassab avisou (pela imprensa): o senador Vanderlan Cardoso precisa mostrar “desprendimento” porque, agora dentro do partido, em Goiás, quem manda é o governador Ronaldo Caiado. Vanderlan, coitado, esperneia, cometendo erros em cascata, o pior deles atacar Gustavo Gayer – seu desafeto pessoal e hoje praticamente entronizado na 2ª vaga senatorial, ao lado de Gracinha Caiado, na chapa de Daniel Vilela. É a nova realidade da política estadual, que não tem mais espaço para o rei dos salgadinhos ultraprocessados produzidos pela sua empresa, a Cicopal. Fim de carreira para Vanderlan.

4 de fevereiro de 2026

Caiado no PSD empareda Vanderlan e aponta em sinal fechado para a reeleição

Chegou a hora da verdade para o senador Vanderlan Cardoso, cujo mandato se aproxima do fim. As portas para a sua reeleição estão todas fechadas, resultado de uma carreira exclusivamente devotada a interesses pessoais e familiares – sem a menor preocupação com lealdades ou reciprocidades. A filiação do governador Ronaldo Caiado ao PSD deixou Vanderlan pendurado na brocha, sem espaço para qualquer tentativa de sobrevivência, a não ser uma candidatura a deputado federal – que também é praticamente impossível porque imprudentemente ele não se preparou.

2 de fevereiro de 2026

Estratégia de Caiado inviabiliza adversários e limpa o caminho para Daniel

Com uma estratégia bem-sucedida de eliminação dos obstáculos no caminho de Daniel Vilela para o Palácio das Esmeraldas, o governador Ronaldo Caiado repete movimentos que foram decisivos na sua reeleição em 2022 e consolida um palanque eleitoral para a base governista com a participação de todos os partidos de importância em Goiás, menos o PT (que não tem gás para pleitos majoritários no Estado) e do PSDB, que já foi grande, mas hoje não passa de uma sigla decadente. Caiado confirma ser um articulador de mãos cheias, inovador, ousado e focado nos resultados: a garantia de que, com a vitória de Daniel Vilela, seu legado será preservado.

31 de janeiro de 2026

Suspense sobre vice de Daniel Vilela ainda vai longe

O governador Ronaldo Caiado avisou que não tem pressa para definir o nome que acompanhará Daniel Vilela, como vice, na chapa da base governista. A sua intenção é aguardar até a época das convenções, entre 20 de julho e 5 de outubro, para apontar o ocupante de uma vaga que vale ouro, não só pela importância natural do cargo, como pelo fato de que Daniel não será candidato à reeleição em 2030 e um vice é sempre uma possibilidade forte em qualquer sucessão. Por ora, permanecem como mais cotados o secretário geral da Governadoria Adriano Rocha Lima e o ex-deputado federal e presidente da FAEG Zé Mário Schreiner.

30 de janeiro de 2026

Com PL e PSD, palanque de Daniel Vilela está pronto para a campanha e será poderoso

Agora reforçado pelo PL e pelo PSD, o palanque do candidato da base governista ao Palácio das Esmeraldas Daniel Vilela está pronto e bem-preparado para as próximas eleições. As articulações vitoriosas do governador Ronaldo Caiado eliminaram a hipótese de uma oposição consistente a Daniel, restando apenas projetos enfraquecidos como o da ressurreição do ex-governador Marconi Perillo e o da esquerda reunida em torno do PT – ambos sem consistência eleitoral e sem força para impor mudanças nas expectativas. Daniel Vilela será o ponto de confluência de uma ampla coligação de partidos, poucas vezes vista antes em Goiás.

29 de janeiro de 2026

Em 24 horas, Caiado vira a mesa e fica mais perto da Presidência

“Em um minuto, tudo pode mudar”, diz o slogan metafórico da rádio BandNews. Para o governador Ronaldo Caiado, bastaram 24 horas para deflagrar uma reviravolta histórica na política nacional, ao se filiar ao PSD e se colocar mais próximo do Palácio do Planalto, além de criar as bases para a consolidação de uma direita democrática no Brasil – tendo ele próprio como um dos seus maiores líderes. Em um zastrás, Caiado conseguiu tudo o que lhe faltava: um partido que acredita na sua candidatura e o respaldo de nomes de peso, como o presidente do PSD Gilberto Kassab, além dos governadores do Paraná Ratinho Jr. e do Rio Grande do Sul Eduardo Leite. Um dos três – Ratinho, Caiado ou Leite – será o representante da legenda nas eleições de outubro vindouro.

28 de janeiro de 2026

Significado de Caiado no PSD é a fundação da direita democrática no Brasil

A filiação do governador Ronaldo Caiado ao PSD, onde se enfileira como pré-candidato a presidente da República com os governadores do Paraná Ratinho Jr. e do Rio Grande do Sul Eduardo Leite, extravasa a simples intenção de oferecer alternativas ao povo brasileiro nas próximas eleições. Na verdade, o que salta do movimento de Caiado é a fundação da direita civilizada no país, muito além da mera retórica, criando condições para o fim da polarização nociva entre lulismo e bolsonarismo e a abertura de uma nova fase histórica de paz e prosperidade para as brasileiras e os brasileiros, com o fim da predominância do ódio ideológico de lado a lado e o início da política do respeito mútuo.