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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

27 ago

Marketing tucano pode ter errado ao reduzir o nome de José Eliton para Zé, desvalorizando a candidatura e esquecendo-se do exemplo de Alcides, que deixou de ser Cidim e ganhou a eleição. Pois é…

Pode ter sido um erro grave a decisão do marketing da campanha tucana ao reduzir o nome do governador José Eliton para Zé, simplesmente – tal como é entoado do jingle-chiclete de campanha: “Pois é / Pois é / Por isso vou votar no Zé”.

 

Em 2006, em um caso parecido, a solução foi no sentido contrário: o vice-governador da época, que também assumiu o governo e se candidatou, era Alcides Rodrigues, antes conhecido como Cidim ou Cidinho, fez a campanha com o seu nome regular – Alcides –, venceu e nunca mais foi chamado pelo diminutivo. Inclusive, nesta eleição, Alcides é candidato a deputado federal com o seu próprio nome, ou seja… Alcides.

 

No caso de José Eliton, ou melhor, Zé Eliton, como o seu marketing definiu que deve ser chamado, pelo menos não houve preferência por formas mais populares e de certa forma carinhosas, como Zezim ou Zequinha ou ainda Zezé.

 

Mas o fato é que o Zé adotado dá a impressão de reduzir um pouco a imagem do candidato e colocá-lo abaixo do brilho do cargo pretendido, o mais importante de Goiás. Alguns dirão que isso é preconceito ou coisa semelhante, mas, em eleições, todos os detalhes têm que ser pensados com cuidado. José Nelto, por exemplo, foi confrontado com a ideia de se apresentar como Zé Nelto na campanha que está fazendo para deputado federal, mas recusou com veemência – José, para ele, tem mais peso e credibilidade que Zé.