Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

13 set

Zé Eliton diz no horário eleitoral que não é dos Caiados ou dos Vilelas. Bela frase, mas… faltou acrescentar também que não é dos Abrão ou dos Perillos. Ou é? Pois é…

Em uma estratégia de marketing difícil de entender, o governador Zé Eliton tem dito nos seus programas de televisão que não é dos Caiado nem dos Vilela, mas, sim, apenas o Zé.

 

É provável que os estrategistas de comunicação da campanha tucana tenham a intenção de angariar votos vestindo o candidato com uma capa de humildade. Mas, como o Zé não sai do lugar nas pesquisas, pode-se concluir também que a tentativa não está dando em nada.

 

Acontece que o eleitor não é bobo. O eleitor é um personagem coletivo, mítico, muito poderoso, tanto que é ele que vai decidir com quem ficará o governo de Goiás nos próximos quatro anos. E o eleitor goiano parece ser mais esperto ainda. Ele percebe que Zé Eliton não é humilde coisa nenhuma. Ele tem na sua personalidade um ar de pretensa superioridade, de alguém acostumado a olhar de cima para baixo, que se potencializa quando encara as câmeras e faz questão de lembrar em voz alta: “Eu sou o governador”.

 

Se tem inteligência para captar e discernir quem o candidato do PSDB é realmente e não o que os seus marqueteiros vendem, o eleitor sabe também que na frase de Zé Eliton sobre Caiados e Vilelas dois sobrenomes foram escondidos: ele também não é Abrão nem Perillo. Ou é? Pois é…