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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

07 out

Lúcia Vânia poderia ter sido senadora por mais um mandato, mas caiu em um pesadelo e foi arrastada para a derrota ao preferir o “conforto” da estrutura governista e se recusar a fechar com Caiado

Lúcia Vânia tem a ficha limpa. E vários mandatos parlamentares atuantes no currículo, principalmente os dois últimos no Senado da República – para onde ela não vai voltar mais, aguardando apenas a oficialização desse veredito no resultado das urnas que será anunciado na noite deste domingo.

 

Mas a história poderia ter sido diferente. É isso que dói. Ronaldo Caiado estendeu o tapete vermelho para que Lúcia Vânia se candidatasse pela sua chapa. Ela, já naquela época vítima de manobras desleais dentro da base governista, não teve coragem e preferiu se abrigar no suposto conforto da estrutura que a coligação liderada pelo PSDB oferecia. Ao lado de Caiado, ela teria uma reeleição segura, sob os ventos da mudança encampada pelo eleitorado goiano. Mas não quis…

 

Entre os tucanos, quebrando inclusive a sua palavra de que não subiria no palanque de políticos investigados e processados, Lúcia – que chegou a figurar em 1º lugar nas pesquisas para o Senado – passou a viver um pesadelo, escorregando ladeira abaixo até as duas pesquisas deste fim de semana que apontaram para o fim da sua carreira política, o Ibope e o Serpes, em que ela aparece bem atrás dos líderes Vanderlan Cardoso e Jorge Kajuru.

 

A senadora (por mais três meses) foi contaminada e arrastada para baixo pelas más companhias que arranjou na chapa majoritária que, no maior erro da sua vida, resolveu integrar. Um ponto final melancólico que ela buscou com as próprias mãos.