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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

16 mar

Silêncio de deputados, prefeitos, líderes políticos e classistas e entidades em geral sobre a prevenção e combate ao coronavírus deixa Caiado sozinho no comando das ações em Goiás

O governador Ronaldo Caiado atua sozinho, com a sua equipe de auxiliares, quanto a operação de prevenção e combate à disseminação do coronavírus em Goiás, enquanto o resto do mundo político e de representação da sociedade goiana se mantém em silêncio e pouca ou nenhuma contribuição oferece para essa que se transformou na missão mais importante dos poderes públicos, neste momento.

Há uma omissão generalizada. A oposição se preocupa em explorar e fazer chacota do episódio em que o governador, corajosamente, enfrentou uma manifestação bolsonarista na Praça Cívica para exigir – e ser mais correto e responsável do que isso é impossível – a sua dissolução, por se tratar de aglomeração que oferecia riscos para a população. Entidades de peso com o a FIEG, ADIAL, FGM, AGM e tantas similares não dizem nada, nem mesmo fazem recomendações para os seus filiados ou buscam conversar com o governo sobre a situação. Até mesmo o prefeito Iris Rezende, sempre rápido nas reações, parece lento e hesitante nas decisões que estariam ao seu alcance, sem falar nos demais gestores das grandes cidades do Estado, em especial nos Entornos de Goiânia e Brasília.

Tudo isso dá destaque e realça ainda mais o comportamento de Caiado, que exige precisão e objetividade na produção de respostas adequadas para a crise provocada pela chegada do coronavírus ao Brasil e a Goiás. Ele está cumprindo o seu papel com presteza e vai sair fortalecido e engrandecido desse instante de dificuldades – o tipo do momento histórico em que cada um se mostra como realmente é, alguns menores que as funções que ocupam, outros muito maiores, como o governante goiano.