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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

17 jan

Rogério Cruz precisa reagir e concluir as obras de Iris antes que apareçam pesquisas mostrando a sua baixa aprovação diante da falta de realizações de importância para Goiânia

Rogério Cruz completou um ano à frente da prefeitura de Goiânia. Para não esticar a conversa, é fácil avaliar que, até agora, até que deu algum movimento para o varejão dos serviços públicos a cargo do Paço Municipal. Há poucos buracos nas ruas, mesmo com as chuvas intensas, e a cidade está limpa. Por aí. Mas é muito pouco. O principal é que não conseguiu concluir nem uma única das obras deixadas inacabadas pelo seu antecessor, Iris Rezende.

E, assim, o prefeito não tem nada que apresentar de expressivo. As obras de Iris cobrem toda a cidade e estão por toda parte. Inconclusas, infelizmente. Rogério Cruz não avançou em nenhuma, deixando acumulado sem solução um passivo que impacta a infraestrutura da capital. Pior: o site G1 levantou as 30 principais promessas da chapa liderada por Maguito Vilela, claro, herdadas obrigatoriamente pelo seu vice, e concluiu que apenas duas foram cumpridas: o IPTU social e o auxílio mensal para famílias em vulnerabilidade. Só.

Rogério Cruz, no momento, está recolhido, curtindo uma segunda infecção pela Covid-19. Deveria aproveitar o tempo de repouso para uma reflexão. Vêm aí as pesquisas inerentes ao ano eleitoral, que sempre perscrutam também a avaliação dos governantes. Façam suas apostas, leitoras e leitores: provavelmente, ele, o prefeito, aparecerá com índices baixíssimos. Se não, será uma surpresa.

Não à toa, o desembargador prestes a se aposentar Walter Carlos Lemes, tradicionalmente excêntrico e irreverente (em uma eleição em Goiânia em que presidiu o Tribunal Regional Eleitoral, disse no final que, “graças a Deus, o nosso candidato venceu”) fez uma piada significativa com Rogério Cruz: de positivo, até agora, só apresentou os exames de Covid-19, ironizou.

Abra os olhos, prefeito. Não há nenhum motivo para rir.