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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

02 abr

Perdido, Vilmarzim agora procura o PP, depois do Podemos, PT, PRD e PSD

Inseguro quanto a permanecer no MDB e depois não garantir a legenda para disputar a reeleição, o prefeito de Aparecida já bateu na porta de partidos como o Podemos, PT, PRD (a legenda nanica de Jorcelino Braga), Republicanos e o PSD. Neste começo de semana, foi atrás também do PP, sigla da base do governador Ronaldo Caiado comandada em Goiás pelo ex-ministro e presidente da Agehab Alexandre Baldy.

Em um encontro com o governador Ronaldo Caiado, nesta segunda, 1º de abril, com a presença do vice Daniel Vilela e do ex-prefeito Gustavo Mendanha, Vilmarzim ouviu uma proposta: permanecer no MDB, onde o seu futuro – a candidatura a um novo mandato ou não – seria decidido daqui a 60 dias. Não deu resposta, enrolou e saiu sem mudar a sua determinação quanto a disputar a reeleição (apesar dos apoios perdidos, dentre os quais o principal é o de Mendanha, principal cabo eleitoral em Aparecida). E por um outro partido que não o MDB, se possível da base governista, desde que tenha segurança quanto a sustentação para o seu projeto eleitoral. Caso contrário, até o PT é admissível, embora os pastores enfileirados com Vilmarzim rejeitem a hipótese.

O prefeito tem tempo até sexta, 5, data do encerramento do prazo para transferir o domicílio do título de eleitor e para a filiação partidária definitiva dos candidatos interessados em se apresentar ao pleito municipal deste ano. Vilmarzim esteve com um pé no PSD, cujo presidente em Goiás é o senador Vanderlan Cardoso. Ainda pode dar negócio, mas as informações de última hora são no sentido de que o PSD em Aparecida vai continuar sob o controle do ex-prefeito e ex-vice-governador Ademir Menezes – a caminho de indicar o filho, Max Menezes, como vice na chapa oposicionista do deputado federal Prof. Alcides, o líder das pesquisas até agora. (Ademir tem ojeriza por Vilmarzim). Ademir é cortejado, paralelamente, para colocar Max na chapa de Leandro.

O vaivém tornou-se uma rotina nos dias recentes da política de Aparecida. A tendência predominante, contudo, é o lançamento de três postulantes a prefeito: Prof. Alcides, pelo PL; Vilmarzim, ainda à cata de um prefixo; e o ex-deputado federal e atual diretor de Operações do Detran Leandro Vilela, pelo MDB. A depender dos acontecimentos finais, Vilmarzim e Leandro estariam no páreo representando ambos a base de Caiado (Vilmarzim menos, Leandro mais), com o detalhe adicional: Prof. Alcides igualmente se considera integrado nessa base. Essa barafunda levaria a uma neutralidade do governador. Ou não.

 

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Nada é certo em Aparecida. As situações aparentemente colocadas, no momento, ainda podem se desfazer no ar. O cenário no qual se concentram as apostas é mesmo o das três candidaturas – Alcides, Vilmar Mariano e Leandro. Em princípio, favorecendo o dono do Centro Universitário Alfredo Nasser, já que os adversários se assentariam em uma base única, porém dividida. Como Vilmarzim dificilmente se arriscará a adiar o seu posicionamento partidário, o tabuleiro de xadrez das urnas aparecidenses de outubro amanhecerá montado no sábado, 6.