Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

20 nov

Custo do tratamento de Maguito com o equipamento ECMO, tecnologia médica de ponta, é astronômico e pode perdurar por meses até a descanulação, se isso for possível sem óbito

Não há superlativos à altura de definir a gravidade do estado de saúde do candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, que se encontra internado na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, sobrevivendo graças a um equipamento chamado de ECMO (suporte de oxigenação por membrana extracorpórea), uma tecnologia nova e de ponta de uso ainda raro em todo o mundo – reservada, aliás, a quem tem fartura de recursos para cobrir os seus custos, já que podem chegar ao Brasil a R$ 15 mil reais por dia, diante da complexidade dos aparelhos e do grande número de biomédicos multiprofissionalmente especializados para a sua operação.

É por isso que se diz que, em hospitais de Goiânia, Maguito já teria sucumbido. Aqui, não existe ECMO. Em tese, o engenho pode manter vivo por um longo e exagerado tempo alguém acometido por falência do coração, dos pulmões e dos rins ou próximo disso. Normalmente, os raros pacientes que têm acesso ao suporte oferecido pela máquina são colocados nela em estado agudo e permanecem ligados por um mês e meio a dois, isso conforme a experiência internacional. Nada impede, contudo, que esse prazo seja prolongado. Até há pouco tempo, havia registro de menos de duas mil canulações – esse é o nome da ligação do organismo com o ECMO, em todos os países do mundo.

Importante: o ECMO não é uma terapêutica de cura. O seu objetivo é proporcionar sobrevida ao doente, enquanto os tratamentos indicados são administrados, com mais facilidade. É o que ocorre com Maguito. Seus pulmões entraram em colapso em razão da Covid-19, possivelmente com complicações gerais para todo o organismo – que os boletins médicos não revelaram -, em especial o coração e os rins, sobre o quê não se sabe nada. Esse último órgão, no caso do candidato emedebista, passou a ser substituído por uma diálise, através do próprio ECMO, sem necessidade de um novo aparato específico, minorando o sofrimento do doente. Infelizmente, quanto mais avançada a idade, maiores são os riscos.

Maguito não tem consciência de nada. Está em coma induzida, com as suas funções vitais realizadas de forma extracorpórea, o que, implicará, caso se recupere, em um pesado programa de fisioterapia para tentar voltar à normalidade da sua vida, um objetivo talvez impossível. Seus músculos estão sendo fortemente afetados. Haverá pela frente um momento difícil, o da descanulação, ou seja, quando o ECMO  for desligado. O MDB, o filho Daniel Vilela e o médico-genro Marcelo Rabahi se esforçaram e insistem no caminho de atenuar as dificuldades e de criar espectativas de melhora a curto prazo para disfarçar tudo isso e vender uma imagem de melhora próxima e retorno rápido do candidato às plenas condições de saúde. Não é o que o que vai acontecer. O estelionato eleitoral continua.

20 nov

Rescaldo eleitoral(3): com fórmula padrão de marketing, Jorcelino Braga vence nos principais municípios e se consagra como o maior estrategista de comunicação política da história de Goiás

A maioria dos candidatos para quem o marqueteiro e ex-secretário da Fazenda (governo Alcides Rodrigues) Jorcelino Braga trabalhou nas eleições deste, nos principais municípios do Estado, venceu. Braga não dá declarações e não revela para quem presta serviços, mas sabe-se que fez as campanhas vitoriosas de Maguito Vilela (1º turno em Goiânia), Roberto Naves (1º turno em Anápolis), Adib Elias (Catalão), Paulo do Vale (Rio Verde), Humberto Machado (Jataí), Marden Jr. (Trindade) e possivelmente mais alguns, anotando-se que perdeu somente em Senador Canedo, com Divino Lemes (derrotado por Fernando Pellozo).

É um portfólio espetacular, não apenas com relação às eleições deste ano, mas incluindo também um vasto acervo de vitórias passadas (como Iris Rezende em Goiânia, em 2016), que ninguém do ramo ostenta em Goiás. Maguito e Naves, que continuam contando com Braga, caminham para ganhar o 2º turno, engrossando ainda mais o conceito profissional do dono da produtora Kanal Vídeo, hoje perto de se transformar em uma lenda pelo volume de campanhas bem sucedidas que acumula.

A linha de marketing adotada por Braga dispensa invencionices e vai direto ao ponto, com fartura de cenas de eleitores elogiando os candidatos e falas desses sempre com frases curtas e objetivas. Não gosta de promessas exageradas e é adepto da reexposição da biografia de cada cliente, mesmo sobejamente conhecidos como Maguito em todo o Estado ou Adib Elias em Catalão, por exemplo. Os programas de televisão, para todos eles, neste ano, tiveram a mesma estrutura e praticamente o mesmo conteúdo, adaptados a cada cidade, claro. Houve quem criticasse. Mas deu certo. E com duas viradas (Goiânia e Anápolis), o que aumenta a credibilidade – e provavelmente os honorários – do marqueteiro. Um detalhe: se precisar bater, Braga não hesita e mostra a cobra e o pau, como agora com a artilharia que a campanha do MDB abriu contra Vanderlan Cardoso. Não à toa, foi elogiado pelo Jornal Opção por representar, no campo da comunicação, o que Pelé, Messi e Neymar são para o futebol.

Mesmo assim, Braga tem um calcanhar de Aquiles. Ele só conseguiu ajudar a eleger um governador de Estado, Alcides Rodrigues, em 2006, o que foi atribuído, na verdade, muito mais ao prestígio popular elevado que o então governador Marconi Perillo tinha, então, à altura de eleger um poste. O marqueteiro tentou com Demóstenes Torres, Vanderlan Cardoso (2 vezes) e Daniel Vilela, alcançando resultados pífios com todos. 2022, quando provavelmente estará mais uma vez no time do MDB, será a chance para tentar tapar essa brecha do currículo, tudo indica que infelizmente contra um candidato que desde já prenuncia-se como favorito, o governador Ronaldo Caiado.

Atualização, às 12hs, em 20/11: agora há pouco, o site Diário de Goiás divulgou declarações do governador Ronaldo Caiado com críticas à campanha do MDB e ao trabalho do marqueteiro Jorcelino Braga. “O marketing da campanha de Maguito Vilela só usa o horário de rádio e TV para atacar as pessoas e mentir”, resumiu o governador. Essa avaliação tem importância porque os programas de televisão emedebistas estão sendo acusados de faltar com a ética ao aproveitar a trégua aberta pelos adversários em solidariedade ao padecimento do candidato para atacar duramente Vanderlan Cardoso. 

20 nov

Voto em Maguito, em grande parte por compaixão e se ele ganhar, vai entregar a administração de Goiânia para o desconhecido Rogério Cruz, que será tutelado por Daniel Vilela

A eleição para prefeito de Goiânia foi completamente distorcida pela infecção pelo coronavírus do candidato do MDB Maguito Vilela, mais ainda diante da exploração eleitoral que a sua campanha fez e faz dessa tragédia humana, e caminha para entregar a administração da cidade, caso o emedebista conquiste a vitória, ao candidato a vice Rogério Cruz. Trata-se de um político do baixíssimo clero, pastor da Igreja Universal, que aparentemente está muito abaixo das exigências de uma cidade de 1.5 milhão de habitantes e problemas urbanos cada vez mais complexos. Não se sabe quem é.

As goianienses e os goianienses podem e devem colocar no radar: na hipótese de Maguito vencer o 2º turno, quem estará sendo eleito é Rogério Cruz. Isso porque ele, Maguito, internado em estado grave no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, não se recuperará tão cedo e talvez nem se recupere plenamente, escapando de um desfecho ruim, mas perdendo por um tempo indeterminado e quem sabe para sempre as condições físicas e intelectuais para trabalhar em uma atividade pesada como o comando do Paço Municipal – em função dos variados graus de limitação a que estará submetido.

Ou provisoriamente, por meses, ou por um período que não pode ser determinado de antemão que pode alcançar o mandato inteiro, já que a convalescença de pacientes da Covid-19, no estágio a que o candidato do MDB chegou, é algo difícil de determinar com precisão, Rogério  Cruz deve ser guindado ao cargo de prefeito – para o qual ninguém sabe se estará preparando ou conhece o que pensa para a gestão de Goiânia. Uma previsão pode ser feita a partir daí: para não perder o controle da cidade para o segmento evangélico radical, haverá uma pressão do MDB no sentido de impor Daniel Vilela para tutelar o vice prestes a assumir a vaga principal, através de uma posição de destaque no secretariado municipal. Na prática, essa situação já acontece na campanha.

Quais as reais condições do vice para assumir o desafio que o destino está trazendo para ele? É uma resposta que o próprio MDB está se negando a dar, o que só alimenta as suspeitas de que não se trata de uma solução ideal. E Rogério Cruz nem sequer é emedebistas, mas filiado ao Republicanos, que o indicou, por conta das articulações do deputado federal João Campos (que tem forte relação de amizade com Daniel Vilela) para compor a chapa com Maguito.

19 nov

Depois que Vanderlan fez a denúncia de manipulação das informações sobre Maguito, na última segunda, agora todo dia tem boletim médico oficial do hospital. Há pouco, saiu o desta quinta

Ao denunciar a manipulação eleitoral das informações sobre o estado de saúde do candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, o postulante do PSD Vanderlan Cardoso prestou um serviço à transparência em Goiás e talvez no Brasil: obrigou a uma mudança de comportamento a partir da segunda0feira passada, 16 de novembro, quando começaram a ser emitidos diariamente boletins médicos oficiais do Hospital Albert Einstein sobre as condições do candidato. Agora há pouco, nesta quinta-feira, 19 de novembro, o Albert Einstein distribuiu mais um documento dessa natureza, em papel timbrado e devidamente assinado por três profissionais médicos e não apenas pelo genro de Maguito, o dr. Marcelo Rabahi.

Rapidamente, o MDB postou o boletim em seus perfis nas redes sociais, a exemplo do que passou a fazer também de segunda para cá. Antes, nada disso acontecia. O partido distribuía seus próprios comunicados sobre a doença de Maguito, redigidos em linguagem capciosa e sempre indicando a sua melhora contínua e alta iminente, o que nunca ocorreu – porque o paciente, desmentindo as constrangedoras “comemorações” do filho Daniel Vilela e os vídeos do dr. Marcelo Rabahi, foi piorando progressivamente até chegar à substituição de todas as suas funções vitais por equipamentos mecânicos e mais algumas medidas heróicas para tentar salvar a sua vida.

O último pronunciamento do Albert Einstein repete todos os passos que o candidato emedebista deu desde que foi internado na UTI e confirma que ele está submetido a hemodiálise e ligado a um aparelho chamado ECMO, que executa, diante da sua incapacidade orgânica, as suas ações de respiração e bombeamento de sangue. Em uma linha curta, sem maiores detalhes, acrescenta que ele “apresentou sinais de redução do processo inflamatório nos pulmões”.

19 nov

Se não tivesse dinheiro para pagar e em Goiânia, Maguito já teria sucumbido. Máquina ECMO é uma tecnologia recente, só encontrada em hospitais de ponta e caríssimos como o Albert Einstein

O MDB e o filho Daniel Vilela fazem o que podem, desde o 1º turno, para encobrir a verdadeira situação do candidato do partido a prefeito de Goiânia Maguito Vilela. Mas o fato é que ele está em estado gravíssimo, sobrevivendo às custas de aparelhos que substituem suas funções vitais, como respiração, bombeamento de sangue e filtragem renal. Maguito, sem as máquinas às quais está hoje ligado, já teria sucumbido.

Apesar das “comemorações” contínuas, insanas e eleitoralmente malandras de Daniel Vilela, apontando, como o fez novamente  nesta quinta, 19 de novembro, em entrevista à rádio Sagres, para melhoras que nunca acontecem, Maguito está em coma induzido e submetido a um tratamento que não é consenso médico. A ECMO é uma tecnologia recente, que demanda mão de obra altamente qualificada e não é encontrada na maioria esmagadora dos hospitais brasileiros. Digamos, é um tratamento de luxo, reservado a poucos – ou seja, àqueles que têm dinheiro para bancar a conta. Supre, artificialmente, a falência múltipla dos órgãos do doente.

A vida de Maguito, na prática, está no momento fora do seu próprio corpo. As consequências desse tratamento heróico são desconhecidas, mas com certeza o impedirão, caso sobreviva, de levar uma vida habitual para sempre. Atuar como gestor administrativo de uma cidade como Goiânia, nem pensar. Não será possível, isso se superar as suas agruras. Os aparelhos a que ele está conectado fornecem uma sobrevida, mas, ninguém admitirá, com chances escassas de sucesso.

O MDB e Daniel Vilela, sem compaixão pelo pai e paciente, podem, como parecem dispostos, continuar a mentir para tentar ganhar a eleição. Mas é uma desumanidade insistir em uma candidatura de alguém que não tem e jamais terá novamente condições de saúde para uma existência normal, claro, se escapar ao pior. A verdade precisa vir à tona, em se tratando de uma disputa eleitoral pela prefeitura de Goiânia, com reflexos para toda a população e não para uma única família.

19 nov

ECMO (suporte de oxigenação por membrana extracorpórea) em pacientes graves da Covid-19, caso de Maguito, não é consenso médico e menos ainda quanto a introdução de circulação extravenosa

O candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, além de intubado, foi submetido a um ECMO(vejam a foto da máquina acima), ou seja, suporte de oxigenação por membrana extracorpórea, com acréscimo edovenoso, ou seja, sua respiração e sua circulação sanguíneas passaram a ser feitos por uma máquina extracorpórea, tudo isso agravado pelo fato de que os seus rins não conseguiram executar suas funções e tiveram de ser substituídos por outro equipamento, de hemodiálise. Há, no noticiário, um manto de silêncio jogado sobre tudo isso, enquanto, menos o MDB e mais o filho Daniel Vilela, insiste-se em anunciar que a situação é tranquila, que Maguito está melhorando e que, enfim, o eleitor pode votar com tranquilidade no emedebista, no 2º turno, já que ele estará em breve plenamente recuperado e apto a todas e quaisquer atividades que se fizerem necessárias, dando sequência à farsa do 1º turno.

Não é verdade, leitoras e leitores. Maguito, que está em coma induzido e ninguém se atreve a dizer isso, entrou numa fase que, em medicina, é chamada de medidas heroicas, ou seja, procedimentos que muitas vezes não representam consenso médico e funcionam mais como tentativa do que como tratamento seguro, além do efeito agressivo que geram sobre o organismo. É o caso do ECMO, em torno do qual existe muita polêmica, não sendo nem reconhecido, universalmente, como é o mais adequado para pacientes em entraram no estágio terminal da doença, com possível falência múltipla de órgãos. O ECMO, quando anexa a circulação mecânica de sangue, indica quase que uma proximidade do fim. E, em havendo recuperação, há na sequência um problema gravíssimo: a decanulação, ou seja, a retirada das conexões do aparelho com o corpo, momento de risco altíssimo para quem está respirando e e tem o seu sangue bombeado através do mecanismo. Detalhe: antes do ECMO Maguito deve ter passado pelo recrutamento alveolar, outro procedimento dramático, que, se houve, não deu certo.

Este blog tem penetrado a fundo nos aspectos que envolvem o precário estado de saúde de Maguito, mas acertou até agora, inclusive ao denunciar a manipulação eleitoral que o MDB e o filho Daniel Vilela fizeram e em parte continuam fazendo sobre as reais condições do candidato. Na manhã desta quinta, 19 de novembro, Daniel foi à rádio Sagres para mais uma vez afirmar que o pai está melhorando e repetir tudo o que já disse desde que o coronavírus o infectou. É um mentiroso que age de modo indecente quando, mais de 10 vezes desde o começo de tudo, comemorou em suas redes a proximidade da cura e a iminente alta hospitalar, tudo para garantir votos e simpatia. Torcemos todos por Maguito, como por todas as vítimas da pandemia, mas não devemos nos render à hipocrisia do aproveitamento eleitoral do calvário que ele está percorrendo. Isso vai ficar como uma manche na história política de Goiás.

19 nov

Rescaldo eleitoral(2): Para vencer em Trindade, Jânio Darrot, mesmo presidente do partido, escondeu o PSDB e lançou candidato do Patriotas e do padre Robson

De certa forma, é mais um caso de manipulação eleitoral: para vencer a eleição com o vereador Marden Jr. em Trindade, o prefeito Jânio Darrot, também presidente estadual do PSDB, escondeu o partido e apresentou um candidato filiado ao Patriotas, de resto imposto pelo padre Robson – divindade todapoderosa da política trindadense, basicamente por um motivo: além dos fiéis do Divino Pai Eterno que acompanham a sua liderança, ele era dono de uma montanha de dinheiro, que, provavelmente, ainda controla por interpostos representantes na Afipe.

A política em Trindade transformou-se em uma mixórdia, um mero desdobramento dos casos amorosos homossexuais do padre Robson e do seu poder financeiro. O nome inicial da sua preferência seria o atual vice-prefeito Gleyssom Cabrini – ele e mais dois irmãos mantinham relacionamento íntimo e negocial com o religioso, em uma espécie de ménage à quatre, mas, como ocorre entre namorados, entraram em desavença, o que beneficiou o jovem rapagão Marden Jr., cuja esposa trabalhou como secretária e figura próxima do falso profeta da romaria. Em Trindade, tudo girava e ainda gira em torno do padre Robson, dos seus casos sexuais e dos das suas operações capitalistas e bem pouco católicas que movimentam bilhões de reais, conforme demonstrado pelo Ministério Público. O prefeito Jânio Darrot é e sempre foi um parceiro muito ativo de tudo isso.

Partido que conquistou a ojeriza do eleitorado de Goiânia, o PSDB sofre em Trindade com os reflexos geográficos dessa rejeição. Apesar de presidir estadualmente a legenda, Jânio Darrot sinalizou para todo o Estado que o melhor, para ter uma chance nas eleições, seria fingir distância dos tucanos. Foi o que fez. Resultado: a sigla encolheu, caindo para apenas 20 prefeitos eleitos, dentre os quais o de Trindade é o único de alguma importância – e não em função da política, mas em razão de sexo e dinheiro.

19 nov

Devido a gravidade do seu caso, Maguito, sobrevivendo, vai gastar entre 6 a 12 meses para chegar a um ponto mínimo de recuperação e passará o resto da vida sob cuidados médicos intensivos

A máquina de manipulação eleitoral do MDB, apoiada agora por inocentes úteis como o candidato derrotado do PSDB Talles Barreto, desdobra-se nesta semana, a poucos dias da data do 2º turno, em rotular como falta de compaixão qualquer comentário ou análise sobre o estado de saúde do candidato do partido a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, no momento internado sob avaliação de extrema gravidade e resistindo através de aparelhos na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, um dos mais caros do Brasil, em São Paulo.

O alvo prioritário do emedebismo é o candidato do PSD Vanderlan Cardoso, que também foi classificado para o 2º turno. É ostensivo o direcionamento com o objetivo de faturar política e eleitoralmente o sofrimento de Maguito, quando o racional seria uma discussão aberta e sem preconceitos sobre as suas verdadeiras condições atuais e perspectivas para a sua futura recuperação – um processo delicado que provavelmente o impedirá de exercer com plenitude as funções de prefeito da capital, caso vitorioso no dia 29 próximo.

Não há certezas sobre o que acontece com pacientes da Covid-19 que chegam ao ponto em que Maguito chegou e escapam vivos. Cada caso é um caso. Porém, não persistem dúvidas sobre os cuidados de que, a partir de então, deverão ser alvo. Um prazo de 6 meses, podendo se estender a um ano, é o menor que se pode pretender para um restabelecimento mínimo. Alguns precisam reaprender a falar e a deglutir alimentos e bebidas. Isso não volta da noite para o dia. Maguito também estará exposto a uma lista imensa de sequelas, algumas danosas, como AVCs e tromboses. Não é de se descartar, portanto, a hipótese de que alguém nesse nível de fragilidade não tenha qualquer habilitação física e intelectual para trabalhar como gestor administrativo de uma cidade do tamanho de Goiânia.

Ao contrário do que disse o deputado Talles Barreto, em acusações irrefletidas contra Vanderlan, não é “falta de compaixão” abordar esse assunto. É, antes, uma obrigação de todos os que se preocupam com a prevalência de um debate político sério e vinculado aos interesses coletivos. Mais: é um dever cívico, quando o próprio MDB é que mostrou “falta de compaixão” ao explorar a doença do seu candidato e, como está sobejamente provado, desvirtuar descaradamente o noticiário sobre as suas difíceis circunstâncias depois da Covid-19. Fizeram isso no 1º turno e continuam fazendo, muito embora a coordenação da campanha emedebista tenha recuado para uma posição mais discreta, abrindo espaço para que Daniel Vilela siga furiosamente repetindo inconsequências, como o fez em entrevista ao Jornal Opção nesta quarta, 18 de novembro, ao informar que esteve em São Paulo e que pai “está melhor” – apesar de intubado e com as suas funções vitais executadas por aparelhos, lembrando que, em todas as suas manifestações, até agora, “melhor” foi usado no lugar de “pior”.

Ganhar a eleição, para o MDB e para Daniel Vilela, não tem preço.

19 nov

Em ato falho ou não, vice Rogério Cruz fala como prefeito e dá Maguito como página virada (e postado no próprio perfil oficial do MDB no Instagram)

19 nov

Mais uma prova da manipulação de informações sobre Maguito: depois da eleição, boletins médicos passaram a ser divulgados diariamente, em papel timbrado do Albert Einstein e assinado por 3 médicos

Desde a última segunda, 16 de setembro, boletins médicos oficiais sobre as condições de saúde do candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela passaram a ser divulgados diariamente, no fim da tarde. O documento é emitido em papel timbrado do Hospital Israelita Albert Einstein e assinado por três médicos, um deles o dr. Marcelo Rabahi, que também é genro de Maguito. Como destaque, a linguagem adotada é rigorosamente técnica e não dá margem a criação de expectativas, em qualquer sentido, para o bem ou para o mal, sobre a evolução do paciente.

É, em tudo, o contrário do que aconteceu até o domingo, 15 de novembro, data da eleição. Até esse momento, não houve divulgação de boletins oficiais por conta o hospital, mas sim de comunicados do MDB, redigidos com a intenção ostensiva dar a impressão de que uma melhora e até mesmo uma alta seriam iminentes. Além disso, só se tinha conhecimento do estado de Maguito através de declarações e “comemorações” do seu filho Daniel Vilela, em postagens nas redes sociais, anunciando que o pai, em breve, estaria de volta ao convívio de todos, ou então mediante vídeos do médico-genro, sempre paramentado com roupas hospitalares para criar uma aura de credibilidade, também, tal qual Daniel Vilela, assegurando que tudo ia bem e que a cura estava a caminho.

Isso mudou radicalmente. Agora, reina a sobriedade e uma clareza maior sobre o que ocorre na UTI do Albert Einstein. O MDB nunca mais distribuiu qualquer comunicado sobre o assunto. O dr. Marcelo Rabahi sumiu das mídias sociais, atitude, aliás, profissionalmente correta, embora adotada tardiamente. Daniel Vilela deixou de fazer festa pela recuperação que nunca houve de Maguito e dá prioridade, no momento, a ataques ao candidato do PSD Vanderlan Cardoso, adversário do MDB no 2º turno em Goiânia, mantendo, nesse caso, a mesma estratégia de manipulação eleitoral, porém sem envolver o pai internado. Sobre a saúde dele, nem um pio, mesmo tendo viajado para São Paulo e tomado conhecimento, de perto, da situação terrível em que se encontra nos últimos dias, submetido à realização das suas funções vitais através de equipamentos extracorpóreos. Não resta a menor dúvida: o que houve sobre a divulgação do calvário hospital de Maguito, nbo 1º turno, foi mesmo uma farsa.

19 nov

Rescaldo eleitoral(1): Derrota de Priscila Tejota para a Câmara e partido com apenas 6 prefeitos eleitos enfraquecem Lincoln Tejota e sinalizam para troca do vice na chapa da reeleição de Caiado

A chapa da reeleição do governador Ronaldo Caiado em 2022 caminha para uma nova configuração, com a substituição do atual vice Lincoln Tejota por nomes de maior densidade política, a exemplo do presidente da Assembleia Legislativa Lissauer Vieira e do prefeito de Catalão Adib Elias. Tejota saiu das eleições municipais do domingo passado muito enfraquecido, depois que a sua ex-mulher, que carrega o seu sobrenome, Priscila Tejota perdeu a vaga de vereadora do PSD na Câmara de Goiânia e o seu partido, o Cidadania, conseguiu emplacar apenas seis prefeitos, em cidades sem peso eleitoral.

Entre interlocutores próximos a Lincoln Tejota, reina a impressão de que ele se desinteressou pela política e que aguarda apenas o desdobramento das articulações que visam a indicação do seu nome para a substituição do seu pai, Sebastião Tejota, no Tribunal de Contas do Estado. Ele já contaria com tempo legal para a aposentadoria. O projeto político da família teria continuidade com a volta do conselheiro às disputas eleitorais, como candidato  a deputado federal em 2022.

A condução de Lincoln Tejota ao TCE não é  tranquila, em razão de dois fatos: 1) a repercussão negativa natural que a troca do cargo entre parentes fatalmente acabará provocando, ainda mais quando se lembra que a operação depende da participação do governador Ronaldo Caiado, que tem preocupações acentuadas com questões éticas e 2) o precedente negativo da nomeação de Sérgio Cardoso (cunhado do ex-governador Marconi Perillo) para o Tribunal de Contas dos Municípios, que acabou pegando mal e influenciando o resultado negativo que o PSDB teve nas urnas em 2018.

18 nov

Eleição em Goiânia está totalmente distorcida com um dos dois finalistas internado em estado grave e sob risco de, mesmo se salvando, carregar sequelas que impedirão para sempre uma vida normal

Quanto mais grave o ataque da Covid-19, mais sérias são as sequelas para os pacientes acometidos, na maioria dos casos impedindo para sempre uma vida normal. Esse é o melhor prognóstico que se pode fazer hoje para o candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, em estado gravíssimo em uma UTI de um dos hospitais mais caro do país, em São Paulo, Espera-se que, com as bênçãos divinas, consiga melhorar o mais rápido possível, embora as expectativas infelizmente não indiquem esse caminho, já que se encontra com suas funções vitais executadas por equipamentos extracorpóreos – coração, pulmões e rins.

O padecimento de Maguito, não por sua intenção direta, distorceu completamente as eleições em Goiânia, ainda mais diante da manipulação ostensiva que o MDB e o filho Daniel Vilela fizeram e ainda fazem com a sua doença, em alguns momentos beirando a irresponsabilidade. Não pararam e continuam insistindo nessa estratégia, apesar dos esclarecimentos que finalmente chegaram, sob pressão, para evidenciar que o quadro de saúde do candidato é delicadíssimo, ao contrário de tudo o que foi dito durante semanas. Isso nunca vai ser esquecido e ficará na memória coletiva como um mau exemplo de comportamento político que optou pela desapiedada e arriscada exploração do sofrimento de um ser humano – e há algumas culpas, sim, nessa história, na medida em que Maguito foi levado, por imprudência própria, da sua família e do seu partido, a uma exposição em campanha eleitoral que previsivelmente abriu as portas para a infecção pelo vírus insidioso.

Em uma doença com a severidade da que arrasta Maguito, ainda que se salve, as consequências futuras serão pesadas. As chamadas sequelas incluem uma fragilização física que torna o organismo vítima fácil de uma série de males, sem falar em desdobramentos neurológicos que vão pela amnésia, insônia, fadiga crônica e uma infinidade de sintomas aliás descritos em uma ampla reportagem, nesta quarta, 18 de novembro, pelo portal UOL (veja aqui). A lista é extensa. O risco de morte passa a acompanhar quem vive uma experiência dolorosa como a de Maguito, se escapar e não passar a dar atenção total à sua saúde.

Tudo isso tem como resultado um painel de problemas para a gestão administrativa da capital, na hipótese bem concreta de vitória do MDB com um candidato que provavelmente estará incapacitado para uma vida plena, a menos que se beneficie de algum milagre e restabeleça sem maiores danos a sua incolumidade orgânica, o que é uma alternativa distante. Só a recuperação dos prejuízos trazidos pelos agressivos procedimentos mecânicos a que está sendo obrigado exigirá meses e meses de fisioterapia e outros treinamentos de reabilitação, até mesmo em relação a ações simples como respirar ou falar. Meses que poderão se prolongar por anos. Haverá um preço a pagar e a recomendação é que permaneça sob acompanhamento médico intensivo e não mergulhado em um trabalho complexo como a gestão da 2º maior máquina pública do Estado. Essa é a verdade. E o que Goiânia tem com isso?

Tudo. As coisas, na atual eleição, pegaram um rumo muito ruim. O pleito foi emocionalizado pelo calvário percorrido por Maguito, com os fortes estímulos da campanha do MDB e do filho Daniel Vilela, atrás de uma vitória a qualquer custo, mesmo sinalizando estragos para a população e ameaças ao bem estar do candidato. É preciso abordar esse assunto com clareza e até alguma coragem, afastando as paixões e os interesses mesquinhos de poder acima de tudo. Sobrevivendo e ganhando a eleição, o que Maguito terá pessoalmente pela frente? Uma trilha de sacrifícios que diminuirá as suas expectativas de vida, em não se cuidando adequadamente. Isso está errado e não pode mais ser ignorado.

18 nov

Hospital quebrou regra ao permitir visita de Daniel Vilela ao pai, na UTI, quando até foi irregularmente usado um celular para registrar uma foto. Ou então tratou-se de mais uma mentira

O Hospital Israelita Albert Einstein quebrou, no dia 10 de novembro, uma das regras de ouro que disciplinam a internação de pacientes vítimas da Covid-19: permitiu o ingresso de Daniel Vilela na dependência de UTI onde o seu pai Maguito estava internado. Muito pior: em ambiente médico controlado com rigor, Daniel conversou com Maguito e sacou um celular para registrar uma foto, em seguida publicada nas suas redes sociais.

O texto é claramente mais uma demonstração das fraudes que se acumularam no processo de divulgação de informações sobre o estado de saúde do candidato do MDB a prefeito de Goiânia. Confiram, leitoras e leitores, o que o presidente estadual do MDB escreveu, letra por letra, a 5 dias da data da eleição, em um post cuja cópia, no perfil de Maguito no Ig, foi impulsionado mediante pagamento para atingir potencialmente 1 milhão de pessoas: “Olha quem pediu pra fazer uma foto hoje agradecendo a torcida e orações de todos vocês! 😊 O estado de saúde de @maguitovilela segue evoluindo de forma bastante positiva. Ele está utilizando pouco suporte de oxigênio, o que mostra uma recuperação da capacidade pulmonar, e aumentou a intensidade dos exercícios de fisioterapia. E já está bem ansioso pra retomar suas atividades. Em breve teremos Maguito de volta!”. Poucos dias depois, Maguito voltou a ser intubado e encontra-se em estado gravíssimo.

Não só na UTI do Albert Einstein, mas em qualquer parte das suas instalações onde são abrigados pacientes adultos do novo coronavírus, é expressamente vedada qualquer visita ou a presença de acompanhante. A proibição é total e consta da normatização publicada pelo hospital em seu site, na seção intitulada “Horário de Visitas”. Na UTI, são seguidos protocolos rígidos. Nos casos em que é permitido acesso, o visitante é obrigado a usar uma paramentação composta por máscara, avental e luvas, além de aderir integralmente à rotina de higienização das mãos exigida. Isso também está no site. Não há nada lá sobre o uso de celulares dentro da UTI. É óbvio, contudo, que não é recomendado, mesmo porque se trata de um tipo de aparelho com grande potencial de contaminação, por natureza.

A história dessa foto(veja o print do Instagram de Daniel Vilela acima) tem importância e precisa ser contada porque ela pode, quem sabe, se constituir em mais uma das provas da manipulação eleitoral que o MDB e o filho Daniel Vilela promoveram em torno do padecimento do candidato. E de como a internação de Maguito, pelo menos nesse caso, não seguiu as diretrizes obrigatórias de prevenção sanitária para casos de doença provocada pela Covid-19. A foto é realmente daquela data? Daniel Vilela entrou na UTI para conversar com o pai? Qual era a real situação da saúde dele naquele dia? Existe algum boletim médico oficial, naquela data, dando suporte para as afirmações de Daniel na sua postagem? Respostas são necessárias para escancarar a verdade. Ou então tudo não passou de mais uma farsa.

18 nov

Manipulação de informações sobre Maguito ameaça a credibilidade do Hospital Albert Einstein, que foi arrastado para o centro da polêmica

A credibilidade do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, está ameaçada pela polêmica que se instalou em torno da hipótese de que informações sobre o estado de saúde do candidato a prefeito de Goiânia Maguito Vilela foram manipuladas com finalidades eleitorais pelo MDB e pelo filho e presidente estadual do partido Daniel Vilela – sempre com o objetivo de passar para o eleitorado da capital uma imagem de melhora progressiva que não atrapalharia as intenções de voto no emedebista.

Durante a internação de Maguito, que continua e em condições cada vez mais graves, não houve uma emissão rotineira de boletins médicos, ação que cabe à família de cada paciente decidir, segundo informação postada no site do hospital. Essa é uma das principais razões para as dúvidas que surgiram no noticiário sobre o candidato. Nesta quarta, 18 de novembro, O Popular defende sem provas o Albert Einstein – que tem negócios em Goiânia – com a afirmação não documentada de que boletins oficiais foram expedidos desde o dia 2 de novembro, mas aí mesmo pode ser notada a primeira falha: nessa data, Maguito já estava na UTI da instituição há cinco dias, o que abre um lapso significativo.

Na verdade, as informações sobre a saúde de Maguito só foram divulgadas na maior parte do tempo através de comunicados do MDB e entrevistas e áudios de Daniel Vilela e do médico-genro Marcelo Rabahi, através de posts nas redes sociais. Em todas essas três fontes, é notório e facilmente identificável o esforço para amenizar as dificuldades que o paciente enfrentava progressivamente, em linguagem aparentemente maquiada para criar expectativas que acabavam não sendo comprovadas. O primeiro boletim oficial, com papel timbrado do Albert Einstein e redação médica, só foi apresentado na última segunda, 16 de novembro. Todos os anteriores, poucos, não tinham esse formato.

Em internações envolvendo doentes famosos ou ilustres, é costuma a transmissão de dois boletins diários, um pela manhã e o outro antes do final da tarde. A finalidade é evitar especulações e cumprir um dever de transparência, exigência colocada com ênfase ainda maior quando se refere a políticos ou autoridades. Porém, como dito acima, a decisão é da família do paciente e não do hospital.

17 nov

Vanderlan prestou um serviço público ao denunciar a falta de transparência do MDB e de Daniel Vilela quanto ao verdadeiro estado de saúde de Maguito

O candidato do PSD a prefeito de Goiânia Vanderlan Cardoso merece um troféu: ele denunciou a falta de transparência do MDB e do presidente do partido Daniel Vilela quanto a divulgação de informações sobre o estado de saúde do candidato da sigla Maguito Vilela, que acabou, infelizmente em um quadro desesperador ao contrário de tudo o que foi dito pelos seus acólitos sobre como estava realmente.

Vanderlan verbalizou o que era de conhecimento geral: em direção oposta ao que o MDB e Daniel Vilela diziam, Maguito vivia e vive momentos difíceis. A manipulação das informações sobre a sua condição real visou a faturar dividendos eleitorais, apelando para a compaixão e a desinformação do eleitorado. Em algum momento no futuro, tudo isso deverá ser investigado, inclusive para que se verifique se o tratamento de Maguito não foi influenciado pela necessidade da campanha emedebista de vender o candidato como alguém dentro uma normalidade, enquanto, na verdade, estava cada vez pior.

Trata-se de um estelionato eleitoral? Pode ser. Uma versão falsa foi transferida para as eleitoras e os eleitores de Goiânia. O MDB e Daniel Vilela mentiram vergonhosamente. Enquanto anunciavam e comemoravam as “melhoras” de Maguito, ele afundava na falta de resistência ao coronavírus e caminhava para o colapso orgânico em que acabou, neste início de semana, com o compromentimento de todas as suas funções vitais, substituídas por procedimentos mecânicos altamente onerosos para a sua saúde, como a hemodiálise e a introdução de pulmões e coração mecânicos. Tecnicamente, pode até ser considerado como um paciente terminal.

Tudo isso nunca foi admitido pelo MDB, por Daniel Vilela ou pelo médico-genro Marcelo Rabahi. Não há dúvidas sobre os motivos: a manutenção a qualquer preço da competitividade da candidatura, mesmo pagando o preço da falta de transparência e da ausência de humanidade, substituída por interesses políticos de conquista inconsequente de poder. É inaceitável.