Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

Os equívocos que derrotam por antecipação Marconi e Wilder (e Luis Cesar pior ainda)

15 de julho de 2026

Marconi Perillo (PSDB), Wilder Morais (PL) e Luis Cesar Bueno (PT) estão cada vez mais repetitivos e iguais na falta de propostas e visão de futuro para Goiás, levantando temas que não têm raízes na realidade estadual, como a afirmativa comum entre os 3 de que “a Saúde está na UTI” e que a segurança pública não seria boa porque os agentes das polícias civil e militar têm salários baixos, o que, de resto, está longe da verdade. Por isso, a oposição acaba pregando no deserto, assistindo à consolidação de Daniel Vilela (MDB) no 1º lugar do pódio eleitoral, 20 pontos à frente de Marconi, 30 na dianteira de Wilder, e a anos-luz de Luis Cesar. A menos de 80 dias para as urnas, o cenário parece definido a favor de Daniel Vilela (MDB), ainda mais diante do imobilismo e da pobreza de ideias entre os seus adversários.

1 de setembro de 2024

1 + 3, o novo número de Adriana Accorsi, confirma o peso do antipetismo em Goiânia

O número de Adriana Accorsi mudou: não é mais o 13 do PT, mas o 1 + 3 que quem quiser votar na candidata petista ex-vermelha e agora lilás deve teclar na urna eletrônica. Eis aí uma das invenções mais destrambelhadas do marketing eleitoral, que resume a tentativa de renegar as próprias raízes e buscar uma transfiguração capaz de iludir o eleitorado de Goiânia para quebrar a barreira do antipetismo ainda forte na capital como um sentimento capaz de influenciar na escolha do próximo prefeito.

30 de agosto de 2024

Campanha em Goiânia é a mais fria da história e não atrai atenção

Nem morna é. Na verdade, a eleição municipal deste ano em Goiânia é uma das mais frias da história. Gelada, mesmo. Os candidatos são iguais e suas propostas, semelhantes. Não se fazem críticas, a não ser a inevitável malhação que cai nas costas do prefeito Rogério Cruz, o bode expiatório da vez. E atenção, leitoras e leitores: é a mesma coisa nos principais centros urbanos do Estado, como Anápolis, Jataí, Catalão, Luziânia e Aparecida. É um paradão só. Enquanto as eleições fervem em São Paulo, por exemplo, em Goiás o que assistimos é o fim da política.

27 de agosto de 2024

Gomide e Naves destruíram o potencial econômico de Anápólis e agora a conta chegou

O retrocesso da economia de Anápolis chama a atenção: desde que Antônio Gomide foi prefeito, seguido por Roberto Naves, os investimentos empresariais desapareceram da história do município. Uma proposta de expansão do DAIA, lançada pelo governador Ronaldo Caiado com a intenção de ajudar a sua cidade natal, praticamente não encontrou interessados. Em 16 anos das gestões sucessivas de Gomide e Naves, o resultado foi a ascensão de Aparecida como potência econômica, desalojando Anápolis – inerte, sem reação – do 2º lugar no ranking dos PIBs municipais de Goiás.

24 de agosto de 2024

Debates perdem conexão com propostas e só servem para avaliar biografia e preparo pessoal

Já foi para as calendas a visão de que debates eleitorais são o ambiente para a discussão de ideias e propostas entre os candidatos: os acontecimentos da campanha para a prefeitura de São Paulo, com Pablo Marçal saltando para o empate técnico em 1º lugar com o prefeito Ricardo Nunes e o psolista Guilherme Boulos, impulsionado por uma atuação fora da caixa em apenas dois debates, comprovam que o rumo seguido em Goiânia é negativo… para todos os candidatos, sem exceção. Ninguém questiona nada, os pretendentes são pressionados para responder em 90 segundo quais são os seus projetos de governo e, enquanto isso, os pontos obscuros da biografia e do significado de cada um seguem ocultos. Não é o que o eleitorado precisa para definir a sua decisão de voto em outubro próximo.

21 de agosto de 2024

Debate na TBC: 6 candidatos a prefeito e nenhuma proposta inovadora

Mais um debate entre os candidatos a prefeito de Goiânia reuniu, na noite de segunda, pelas ondas da Televisão Brasil Central, Adriana Accorsi, Vanderlan Cardoso, Sandro Mabel, Fred Rodrigues, Rogério Cruz e Matheus Ribeiro. Chato e monótono, o encontro não teve nenhum momento especial e surpreendeu ao não apresentar para quem assistia uma única proposta que possa ser batizada ou definida como revolucionária ou inovadora para a capital. Impressiona também é que os postulantes ao Paço Municipal não transparecem nenhum tipo de estratégia e se comportam em modo aleatório, ao sabor do acaso.

20 de agosto de 2024

Velomar é o candidato do atraso em Catalão, mas adversários são piores

O candidato a prefeito de Catalão Velomar Rios, do MDB, já está eleito. Poste pela segunda vez do prefeito Adib Elias, aparece em todas as pesquisas no mínimo 30 pontos percentuais à frente dos adversários. Velomar já governou Catalão e foi um desastre, ajudando inclusive a derrotar o seu mestre Adib no encerramento do seu mandato, quando amargava um a rejeição cavalar entre a população catalana. Mas eleitor tem memória curta e Adib, mais uma vez, está elegendo um candidato cuja única proposta é… obedecer a Adib. A subserviência foi o critério que garantiu a candidatura de Velomar.

18 de agosto de 2024

Projeção da 2ª pesquisa Serpes aponta para derrota de Adriana no 2º turno

A publicação da 2ª pesquisa do instituto Serpes, o de maior credibilidade em Goiás, mostrou que Adriana Accorsi tem vaga garantida no 2º turno das eleições em Goiânia, porém enfrentará um vagalhão gerado por uma rejeição que já se elevou às alturas (37%), ainda que a candidata insista na tentativa de esconder suas raízes mudando o visual de campanha e correndo da cor vermelha como o diabo da cruz. Matematicamente, percentuais de rejeição acima dos 40% que Adriana está beirando costumam implicar em derrota automática no 2º turno.

16 de agosto de 2024

Alguma coisa acontece com Gomide, em queda em Anápolis

Pesquisas se sucedem em Anápolis comprovando que Antônio Gomide, candidato do PT a prefeito, entrou em queda livre, com a ascensão do seu rival Márcio Corrêa, cada vez mais encurtando a distância que o separa do líder que aparentemente só chegou ao 1º lugar pela falta de um adversário claramente definido. Gomide, que já andou pelas alturas dos 50%, hoje não passa de 38%, conforme as pesquisas mais recentes, enquanto Márcio Corrêa já alcança os 32,5%. Vem aí mais uma reviravolta eleitoral em Anápolis.

16 de agosto de 2024

Desempenho de Pablo Marçal em SP muda o cenário das eleições no país inteiro

Um fenômeno abalou o cenário eleitoral de São Paulo, maior colégio de votos do país: é a ascensão meteórica do influencer Pablo Marçal, que, em apenas dois debates, quebrou paradigmas e sacudiu o equilíbrio até então existente entre candidatos como o prefeito Ricardo Nunes e o psolista Guilherme Boulos. Marçal é um outsider, um Jair Bolsonaro com upgrade, e conseguiu a façanha de unir o poder de comunicação da massa da televisão com a abrangência das redes sociais. Disparou, já ocupando o 3º lugar nas pesquisas, a meros 6 ou 7 pontos dos dois líderes, Nunes e Boulos – ele já reúne amplas chances para se tornar o próximo prefeito da capital paulista, com uma campanha, goste-se ou não, totalmente inovadora.

14 de agosto de 2024

Campanha de Mabel fala pouco em Caiado, erro que pode ser fatal

Não há segredo algum sobre o rumo que a campanha do candidato da base governista a prefeito de Goiânia Sandro Mabel deveria seguir: investir maciçamente no apoio do governador Ronaldo Caiado, que o cientista político diplomado pela UFG Guilherme Carvalho define como “o maior cabo eleitoral do momento em Goiás, melhor que Lula e Bolsonaro, pela boa avaliação do seu governo”. Ocorre que o próprio Mabel fala pouco em Caiado e insiste em focar no seu perfil de gestor bem-sucedido adquirido na iniciativa privada – a propósito, semelhante ao de outro candidato bem pontuado nas pesquisas, o senador Vanderlan Cardoso, e por isso perdendo força. O caminho para Mabel é um só: veicular 24 horas por dia a ideia resumida no mote “Caiado é Mabel, Mabel é Caiado”, conforme sugere o professor Carvalho.

13 de agosto de 2024

Marketing de Braga reinventa Adriana Accorsi e isso pode ser a ruína dela

Por influência do marketing da sua campanha, comandado por um Jorcelino Braga em sua primeira experiência à esquerda, a candidata do PT a prefeita de Goiânia Adriana Accorsi abandonou o vermelho do seu partido, passando para a cor lilás, e cortou o “Delegada” do seu nome, em uma repaginação destinada a fazer o eleitorado goianiense se esquecer das suas origens petistas e da sua carreira profissional. Trata-se de uma estratégia claramente voltada para tentar superar o antipetismo que se acredita ser forte na capital, mas que, mesmo se isso for verdade, não impediu Adriana de chegar ao 1º lugar na última pesquisa do Serpes e de ser considerada como presença certa no inevitável 2º turno. Essas mudanças são um erro? Este blog acha que sim.

10 de agosto de 2024

O estranho caso do candidato que é ocultado pela própria comunicação

Professor Alcides vive um momento difícil em Aparecida. Antes, quando corria sozinho na raia, voava em céu de brigadeiro e longe de dores de cabeça. Mas Leandro Vilela foi lançado pela base mais poderosa do Estado, a chefiada pelo governador Ronaldo Caiado, e o cenário da eleição “adquiriu complexidade” – como justificou o marqueteiro Marcelo Vitorino ao se demitir da campanha de Alcides. Por um certo tempo “vencedor” antecipado do pleito, Professor “ganhou na hora errada” e agora corre o risco de marcar um encontro com a derrota no dia 6 de outubro, diante dos desencontros da sua comunicação. Que, inclusive, o esconde para evitar os deslizes que se tornaram a característica das falas do candidato.

9 de agosto de 2024

1º debate entre candidatos a prefeito de Goiânia foi chato e sem graça

Quase ninguém viu: a TV Band promoveu o 1º confronto entre os candidatos a prefeito de Goiânia. Vanderlan Cardoso (PSD) não foi e nem fez falta. Compareceram Adriana Accorsi (PT), Sandro Mabel (UNIÃO BRASIL), Fred Rodrigues (PL), Rogério Cruz (SDS) e Matheus Ribeiro (PSDB). A conversa entre eles foi morna, confirmando a semelhança de perfis e a ausência de propostas realmente inovadoras e revolucionárias para ajudar as eleitoras e os eleitores goianienses a orientar os voto. A disputa deste ano pelo Paço Municipal parece se configurar como uma das mais frias e tediosas de todos os tempos.

8 de agosto de 2024

PP com PSD foi pedido do senador Ciro Nogueira, amigão de Baldy

A confusão sobre o apoio do PP em Goiânia, que vale ouro em matéria dos seus preciosos segundos no tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão, começou com um pedido do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do partido, ao presidente estadual Alexandre Baldy. Ciro queria atender Vanderlan Cardoso, seu colega no Senado e candidato do PSD, até então sem nenhuma legenda coligada. Foi por isso que Baldy se calou durante semanas, enquanto as especulações corriam soltas sobre a posição final do PP – que, no vencimento do prazo para as convenções, de repente apareceu com uma ata declarando aliança da sigla com o PSD de Vanderlan. Foi uma tentativa matreira, na base do “se colar, colou”, mas a reação dura do governador Ronaldo Caiado complicou a vida de Baldy e a conspiraçãozinha para deixar Mabel sem o apoio do PP.

6 de agosto de 2024

O imbróglio do PP em Goiânia: Baldy tentou enganar Caiado?

O presidente do PP Alexandre Baldy compromissou-se com o governador Ronaldo Caiado há um bom tempo: seu partido estaria no palanque do candidato do UNIÃO BRASIL-MDB Sandro Mabel, em Goiânia. Mas, durante semanas, as especulações correram soltas com o senador Vanderlan Cardoso, nome do PSD na corrida pelo Paço Municipal, repetindo que o PP estaria com ele e que o apoio a Sandro Mabel não se concretizaria. E foi o que aconteceu: na última hora, o partido registrou uma ata na Justiça Eleitoral fechando coligação com o PSD. Sintomaticamente, Baldy nunca deu uma declaração confirmando que o PP ficaria com Mabel, apesar de ter empenhado a sua palavra com Caiado. Esse episódio está cheirando mal.