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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

21 maio

Unidade da oposição pode ser só um mito: eleição deste ano aproxima-se com Caiado estourando com 61% dos votos válidos, segundo o Grupom/DM, com expectativa de vitória mesmo sem o MDB

A unidade da oposição, para enfrentar a candidatura oficial do governo do Estado, não é necessária para criar ou consolidar condições de êxito na próxima eleição. Talvez não passe de mais um mito eleitoral em Goiás.

 

Tradicionalmente, imagina-se que uma divisão entre os adversários sempre beneficia o candidato bancado pela base governista, com já aconteceu em ocasiões pretéritas.

 

No quadro atual, com o senador Ronaldo Caiado ostentando 61% dos votos válidos, segundo a última pesquisa Grupom/Diário da Manhã, essa enorme vantagem minimiza sobremaneira a hipótese de um prejuízo fatal caso o deputado federal Daniel Vilela, do MDB, consiga levar a sua candidatura até o fim – a unidade ficaria reservada, em princípio, para o 2º turno, se houver (pelos números da pesquisa Grupom/DM, se a eleição fosse hoje, a fatura estaria folgadamente decidida no 1º turno).

 

Um índice de 61% dos votos válidos, a apenas pouco mais de 120 dias da data do pleito, representa uma margem de segurança poucas vezes vista em Goiás, empodera a candidatura de Caiado e  impõe um potencial de sucesso que fortalece ainda mais o seu projeto eleitoral.

 

Não adianta argumentar que Iris Rezende, em 1998, começou a campanha com mais de 70% das intenções de voto e terminou derrotado. Há uma diferença fundamental entre o caso dele e o do oposicionista Caiado: Iris era candidato do governo. O apelo que cerca a candidatura do democrata, hoje, tem muito magnetismo.