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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

09 out

Mitos que a eleição derrubou(3): antes da eleição, diziam que Caiado não tinha perfil majoritário, não agregava e, devido ao temperamento, estava fadado a cometer erros fatais, mas não foi isso que aconteceu

Poucas vezes o resultado de uma eleição, em Goiás, desmontou tantos pensamentos preconcebidos e até mesmo preconceitos.

 

Antes da eleição, os adversários de Ronaldo Caiado espalhavam aos quatro ventos que ele não tinha perfil majoritário (só havia vencido pleitos proporcionais, tendo perdido as duas eleições para governador e para presidente que disputou), não seria um político agregador, devido ao histórico de conflitos com outros líderes estaduais, e, principalmente, por ser dotado de um temperamento supostamente explosivo, acabaria cometendo erros durante a campanha e pavimentaria a sua própria derrota.

 

Veio a campanha, a caravana vitoriosa de Caiado passou e seus concorrentes ladraram sem resultado nenhum. Caiado revelou um forte perfil majoritário, jamais visto antes em Goiás (ganhou no 1º turno com praticamente 60% dos votos), conquistou o apoio de partidos e de políticos individuais muito mais que qualquer outro candidato e, o melhor de tudo, comportou-se com esmero, aguentou desaforos nos debates, não retrucou e não incorreu em um único escorregão. Ganhou bonito, com o menor tempo de TV e, importante, sem atacar e sem se posicionar com agressividade contra os concorrentes.

 

Eles, sim, é que não tinha nenhum perfil majoritário ou eleitoral (Zé Eliton), não conseguiram agregar (Daniel Vilela, que reuniu três partidos divididos, especialmente o seu, o MDB) e por último cometeram erros em cascata, notadamente o Zé.