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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

01 dez

Comprovando que não tem quadros próprios e terá que buscar nomes de partidos não aliados (ou de fora de Goiás) para compor a sua equipe, Caiado abre o novo governo para… Lúcia Vânia

Não há uma única foto, nos arquivos do Google, em que Ronaldo Caiado e Lúcia Vânia, aparecendo lado a lado, não estejam sorridentes ao extremo.

 

Essas imagens simbolizam o bom relacionamento entre os dois, construído principalmente nos quatro anos em que se sentaram poltrona junto a poltrona no plenário do Senado Federal, com base em uma amizade respeitosa e colaborativa, muito de acordo com as personalidades de ambos.

 

Isso tem algum significado ou alguma consequência? Sim. E de amplo alcance. Lúcia Vânia, se quiser, poderá ser incorporada ao governo de Ronaldo Caiado, para atuar no relacionamento da nova administração com o governo federal – área em que ela sempre se destacou desde que foi secretária nacional de Assistência Social, no governo Fernando Henrique Cardoso, e depois aprofundou em seus dois mandatos de senadora.

 

Caiado já abriu o governo a Lúcia Vânia – comprovando, mais uma vez, que não tem quadros próprios e que, para montar a sua equipe, terá que buscar talentos, digamos assim, em partidos não aliados e também fora de Goiás, como no caso dos dois primeiros nomes que anunciou, um do Paraná (o delegado aposentado da Polícia Federal Rodney Miranda para a Secretaria de Segurança Pública) e outro do Espírito Santo (o oceanógrafo Ricardo Soavinski para a Saneago) para o seu secretariado.

 

Se ela quiser (aos 73 anos, anda falando em se aposentar), estará dentro.