Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

25 jan

Toda obsessão pelo marketing lembra anos iniciais do nazismo e é perigosa

Quando Hitler chegou ao poder, em 1933, toda a máquina governamental alemã foi redirecionada no rumo de ações para a conquista de consentimento social fácil – desde a criação de um Ministério da Propaganda, passando por eventos presenciais impactantes e de repercussão, com fogueiras noturnas e milhares de seguidores fardados (as redes sociais da época) e chegando a obras e programas voltados para demagogicamente distribuir vantagens, aumentar o bem estar social e atrair as simpatias do povo da base da pirâmide (ao longo das autobanhs de Hitler foram implantadas falsas fazendas idílicas, para compor a paisagem; paralelamente, um projeto de fabricação de carros a preço baixo foi implantado para colocar as famílias sobre quatro rodas, dado que naquele momento era baixíssima a propriedade de veículos). Foi assim que os nazistas ganharam a cabeça e o coração das germânicas e dos germânicos e partiram, sob o manto da impunidade, para o cometimento das atrocidades testemunhadas pelo mundo.

Algo, no final das contas, muito parecido com as prioridades do governo Lula, que tem até um Goebbels de fancaria (o marqueteiro Sidônio Palmeira) empoderado em um “Ministério da Propaganda”, com poderes totais sobre a condução da gestão, formulador maior da ideia de um Lula como um “fuhrer” impulsionado por likes a qualquer preço (é ridículo ver um político envelhecido com o comportamento infantil que o petista está exibindo nas redes sociais) e escravizado pela adoção de medidas pautadas exclusivamente pela régua da popularidade, dando-se uma solene banana para os interesses gerais da nação. De Brasília, sob o regime petista, o que se vê é uma repetição das estratégias que marcaram a ascensão do fascismo ao comando absoluto da Alemanha: propaganda e enganação a qualquer custo, em troca de aprovação.

Atenção, leitoras e leitores, não se trata aqui de nenhum exagero. Sim, é normal e aceitável: todo governo, em qualquer parte do mundo, se preocupa com as pesquisas de avaliação. Caso contrário, não se sobrevive. Mas esse não pode ser um imperativo categórico capaz de submeter todas as decisões ao critério único de resposta positiva rápida entre a população, vista apenas como eleitorado, e às expectativas para o próximo pleito. É o que acontece entre a petezada encastelada no Palácio do Planalto. Isso é coisa é governantes miúdos e apequenados, como Lula está se configurando, quando o Brasil precisa de estadistas que projetem ganhos para as próximas gerações, não da mão para a boca, não para daqui a pouco.

Lula, hoje, e Hitler, lá atrás: as mesmas técnicas, prioridades e o foco absoluto no retorno político massivo de cada decisão. Não estou falando de ideologias nem dizendo que um é outro ou que outro é um. Nada disso. O que ocorre é que há um exagero – e grande – na ação do governo Lula de olho pragmaticamente em votos, em ganhar a próxima disputa presidencial, em consolidar o presidente como o santo padroeiro do país. Tudo isso faz relembrar o processo de ascensão dos nazistas, fortemente baseado em marketing (uma palavra que não existia na época), consolidado em Brasília agora com a ocupação de todos os espaços no governo petista por Sidônio-Goebbels. Não é bom para o Brasil.