Daniel Vilela inicia 2026 com a perspectiva de vencer no 1º turno

Poucas vezes se viu em uma eleição majoritária em Goiás um candidato tão bafejado pelo favoritismo como o atual vice Daniel Vilela, representante da respeitada base chefiada pelo governador Ronaldo Caiado na corrida pelo Palácio das Esmeraldas em 2026. Corrida? Em princípio, a metáfora exigiria a presença de competidores minimamente equilibrados entre si, em termos de possibilidades, mas não é isso que acontece, pelo menos por enquanto. Daniel está sozinho na raia. Contra ele, só existem três hipóteses: um candidato do PT, que pode ser o vereador Edward Madureira; ex-governador Marconi Perillo, à testa de um simulacro de partido, o PSDB, e padecendo de um isolamento político extremado que nunca enfrentou em sua carreira; e o senador Wilder Morais, até hoje sem convencer sequer o seu partido, o PL, de que, sim, seria um postulante de verdade e não um triste arremedo de liderança sem projetos e sem ideias para chegar ao governo do Estado.
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Não são poucas as pesquisas que, desde já, apontam o filho e herdeiro político de Maguito Vilela não apenas como o dono isolado do 1º lugar, na condição de vencedor no 1º turno, já que soma mais intenções de votos que todos os demais cogitados para a disputa. Além do patrimônio pessoal decorrente do seu DNA e do currículo como vereador em Goiânia, deputado estadual e federal e concorrente classificado em 2º lugar nas eleições de 2018 pela governadoria, Daniel conta com o apoio incondicional de Caiado – aquele que manifestou figurativamente estar disposto “até a morrer” pela vitória do seu pupilo nas urnas do ano que vem. Nesse sentido, as pesquisas de institutos acreditados são categóricas: entre 70 e 74% do eleitorado estadual está convicto de que o governo de Caiado deve prosseguir nos seus fundamentos e que, portanto, ele, Caiado, merece eleger o sucessor, ora, ora… Daniel Vilela.
Precisa mais? A máquina eleitoral comandada por Caiado, com a participação da maioria esmagadora dos deputados estaduais e federais e dos prefeitos dos 246 municípios, talvez mais de 230, não tem precedentes. O número de partidos reunidos na aliança que patrocinará Daniel também não, hoje em torno de 16 – aliás, prestes a ser engrossada pelo PL, legenda cada vez mais consciente da necessidade de garantir a eleição do deputado federal Gustavo Gayer para o Senado, escapando à fragilidade e à inconsistência da candidatura a governador do milionário diletante e bolsonarista de oportunidade Wilder Morais – que não atende a nenhum objetivo estratégico da direita brasileira.
Daniel Vilela é beneficiário de uma conjunção rara de forças poderosas e fatores positivos, registrada antes em Goiás talvez na eleição de Iris Rezende para o Palácio das Esmeraldas em 1982. Não há nem haverá, jamais, unanimidade em política. No entanto, é possível chegar perto, caso, por exemplo, dos 88% de aprovação de Caiado nas pesquisas de avaliação da sua gestão. Pela natureza do processo eleitoral no Brasil, parte desse recorde será automaticamente convertido em votos para Daniel, constituindo-se no principal elemento de viabilização e acolhimento do seu nome pelas goianas e pelos goianos. É irreversível. O resultado de 2026 parece estar escrito nas estrelas.