O dedo bom de Caiado acertou em cheio em Goiânia e Aparecida e agora aponta para Daniel

O governador Ronaldo Caiado, dentre as qualidades positivas já fartamente exibidas na política, tem também o que se pode classificar como um “dedo bom” para apontar candidatos. Foi o que se viu em Goiânia e em Aparecida, em 2024, quando Caiado desaposentou Sandro Mabel e Leandro Vilela para chegar a vitórias sensacionais, em reviravoltas espetaculares nos dois casos, e faturar para o seu grupo político as duas prefeituras mais importantes do Estado. Esse mesmo dedo bom, agora, está direcionado para o vice-governador Daniel Vilela como próximo inquilino do Palácio das Esmeraldas.
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Todos os tradicionais parâmetros da política em Goiás, imutáveis nos governos de Iris Rezende, Maguito Vilela e Marconi Perillo, passaram por uma revolução sob Caiado. Deputados foram colocados no seu devido lugar e deixaram de nomear secretários. O dinheiro público passou a ser gasto com rigor nunca visto antes, com o desaparecimento das manchetes sobre corrupção – que simplesmente não existem mais. Os déficits de caixa acabaram, substituídos por um equilíbrio inédito entre receitas e despesas, a partir também de um enxugamento significativo dos gastos. O endividamento foi reduzido a prestações mensais irrisórias, deixando de comprometer as finanças estaduais como se tornou triste rotina nos últimos 40 anos.

Não à toa, Caiado ostenta um índice de 88% de aprovação, confirmado por pesquisas que registram sistematicamente essa “quase unanimidade”, conforme interpretou o respeitado analista sênior da Genial/Quaest Felipe Nunes, o mesmo instituto que cravou em 74% o índice de eleitoras e eleitoras que atribuem ao governador o direito de eleger um sucessor. Isso simplesmente define matematicamente Caiado como o principal influenciador do pleito de 2026, quando, como se sabe, apoiará a candidatura do seu vice e “dará até a vida” pela sua eleição, como metaforicamente declarou há poucos dias. Não vai ser fácil para os adversários.

É o “dedo bom” em plena ação, tal e qual ocorreu em Goiânia e em Aparecida com o empenho arrojado que Caiado dedicou às campanhas de Mabel e Vilela. Ambos começaram atrás, protagonizaram viradas absolutamente inesperadas e concluíram a corrida no pódio que os adversários davam como conquista segura. Quem fez a diferença, obviamente, foi a credibilidade e o prestígio do governador ao pedir votos para os seus escolhidos, ao contrário dos seus antecessores Iris Rezende, Maguito Vilela e Marconi Perillo – que sempre evitaram se envolver de corpo e alma nas eleições na capital e nos municípios de maior expressão. Caiado inverteu essa lógica e se deu bem. Agora, presidirá a busca por um sucessor da sua absoluta confiança e a sua liderança, ninguém tem dúvidas, será a grande mola impulsionadora da candidatura de Daniel Vilela.