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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

23 maio

O que não foi dito sobre a tumultuada escolha da lixta sêxtupla à vaga de desembargador, pelo quinto constitucional: o compromisso de Lúcio Flávio, para se eleger à OAB-GO, era fazer eleição direta. Não cumpriu

O mais importante não foi dito até agora sobre a polêmica e tumultuada escolha da lista sêxtupla de candidatos à vaga de desembargador, pelo quinto constitucional, que foi feita pela Ordem dos Advogados do Brasil-Seção de Goiás, há poucos dias.

 

Para se eleger, em 2015, o atual presidente, Lúcio Flávio, fez compromissos que impressionaram e atraíram o apoio da maioria dos advogados goianos. Talvez o principal tenha sido, conforme texto extraído da sua cartilha de propostas, “a realização de eleições para a composição da lista sêxtupla”, o que em tese abriria uma oportunidade de ouro a todos os profissionais do Estado e não a um grupo seleto administrado pela diretoria da OAB-GO.

 

Muitos candidatos, em eleições de toda natureza, exageram nas promessas, depois esquecidas no armário. Isso no Brasil parece normal. Aqui informo ao leitor que, além de jornalista, sou advogado, inscrito regularmente na OAB-GO. Sei que esse não é um eleitorado qualquer. Há exigências muito maiores e mais severas para se escolher um presidente da Ordem do que em qualquer outro processo submetido às urnas, especialmente… ética.

 

Em vários Estados, as suas respectivas OABs já elegem a lista sêxtupla pelo voto de todos os associados. É o que se espera de uma entidade que sempre esteve à frente das lutas pelo Estado Democrático de Direito. Caso o presidente Lúcio Flávio tivesse cumprido a palavra empenhada, através de uma decisão colegiada simples, a OAB-GO não teria passado pelo constrangimento do vaivém, inclusive com medidas judiciais, que alvoroçou o seu – superado – processo de escolha dos 6 advogados candidatos a desembargador.