Taxa de desconhecimento de 37% indica que Daniel Vilela tem espaço para crescer
A última pesquisa Genial/Quaest para o Palácio das Esmeraldas, no início de maio, registrou para o governador Daniel Vilela (MDB) um índice de 37% de desconhecimento entre a população ou, em outras palavras, revelou que uma faixa de quase 40% das goianas e dos goianos ainda não têm familiaridade com o nome do ex-vice adotado por Ronaldo Caiado como sucessor do peito. Essa, leitoras e leitores, pode ter sido uma boa notícia para a campanha da reeleição de Daniel: significa que há espaço para crescer, à medida em a percepção sobre a sua figura se expandir – com parte daqueles que não o conhecem, por enquanto, dedicando a ele as suas intenções de voto.

Todo governante candidato à mais um mandato se beneficia automaticamente da visibilidade do cargo, que é sempre muito forte. Daniel Vilela, claro, não é exceção à regra (e nem existem exceções, por mais discreto que seja o incumbente). É algo natural, já que a mídia, as redes sociais e as atenções em geral se voltam naturalmente para a agenda oficial de cada autoridade mergulhada na disputa eleitoral. Cada passo e cada ato são escrutinados. A tendência, portanto, é que rapidamente esses 37% que ainda nada sabem sobre o governador se informem em velocidade acelerada sobre a sua pessoa, o seu currículo e até mesmo sobre o seu jeito de administrar. Logo, logo, Daniel baterá os 100% ou quase de conhecimento.
Inevitavelmente, essa trajetória trará mais pontos nas pesquisas. Nas últimas, Daniel Vilela mantém com solidez o 1º lugar, em alguns cenários (ou seja, quando a deputada Adriana Accorsi não é citada como candidata do PT e sim seus prováveis substitutos, todos sem densidade eleitoral) com chances de vencer no 1º turno. Não é possível falar em margem exatas ou aproximadas para a ampliação das intenções de voto, mas, sim, prever que esse movimento para cima acontecerá, em favor do candidato do MDB.
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O mais positivo para Daniel Vilela é a bênção de Caiado, que já se incorporou à sua candidatura como uma poderosa alavanca na medida em que, na mesma pesquisa Genial/Quaest, 71% dos entrevistados admitiram que o ex-governador merece eleger alguém para se sentar na cadeira que recentemente desocupou. Mais que estrutura de campanha, leque volumoso de partidos apoiadores, engajamento de lideranças de peso e um recorde superior a 200 prefeitos no palanque, o aval de Caiado é que parece destinado a influenciar com vigor o imaginário da sociedade que comparecerá às urnas em outubro vindouro. Ninguém tem dúvidas: a eleição deste ano em Goiás será travada sob o signo da continuidade.