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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

01 dez

Eleitor definiu a fatura no 1º turno porque tinha pressa em resolver a situação do Estado, mas, ao adiar nomes para o secretariado e definições para as suas primeiras medidas, Caiado acabou decepcionando

Se não chegam a ser de uma gravidade exagerada, os passos de Ronaldo Caiado – ou a ausência deles – desde a sua eleição até agora trouxeram preocupação, já que fugiram completamente ao que se esperava, quer dizer: governante que é ungido pelas urnas costuma adiantar nomes para a sua equipe e já sinalizar sobre suas primeiras medidas, criando expectativas e confirmando as esperanças do eleitorado em relação ao seu mandato. O exemplo mais forte, no momento, é o do presidente Jair Bolsonaro, que agiu rápido, nomeou os principais auxiliares e apontou rumos, gerando repercussões positivas na sociedade e no mercado.

 

Agir com rapidez, principalmente em caso de ruptura política, caso de Goiás, é necessário. Um regime foi deposto e outro será colocado em seu lugar a partir de 1º de janeiro. O que incomoda é que não se tem a menor ideia sobre o que virá. Há a nítida impressão de que nem mesmo Caiado sabe, por ora, o que fará. E a cogitação de nomes de fora de Goiás para o secretariado, que não conhecem a nossa realidade nem superficialmente, portanto tendo de se ambientar primeiro antes de começar a adotar medidas concretas, perturba ainda mais.

 

Caiado nunca explicou a razão do desse comportamento protelatório. Disse e repetiu que não tinha pressa – quando, obviamente, dada a delicadeza da situação do Estado que vai receber, deveria ter, sim. Quem o elegeu, o fez no 1º turno – sinal inequívoco de pressa.