Dinheiro de Aparecida aplicado no Banco Master, na gestão Vilmarzim, é caso de polícia
Certas coisas são tão óbvias e evidentes que mal precisam de comprovação documental. É o que ocorre com a aplicação de R$ 40 milhões que o fundo de previdência dos servidores municipais de Aparecida fez no Banco Master, na desastrosa gestão de Vilmar Mariano. Esse dinheiro, hoje, está sob risco de não retornar – na dependência dos resultados da liquidação de uma instituição financeira envolvida com estratégias criminosas e fraudes escandalosas. Dá para antecipar: ninguém nunca mais vai ver esse numerário.

Mesmo com o Banco Master dispondo de uma classificação de risco inadequada, o aporte foi feito, preterindo pesos pesados como o Itaú, o Bradesco ou mesmo o Banco do Brasil. Por trás da decisão, estavam na época o secretário municipal da Fazenda Eisntein Paniago e, é claro, Vilmarzim, um incompetente que quando presidente da Câmara de Vereadores ganhou um processo de improbidade por desviar R$ 12 mil reais através de um curso fake de aperfeiçoamento legislativo para funcionários da Casa. Roubo de galinha diante dos recursos engolidos com o aberrante investimento no Banco Master.
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Há peixes menores nessa história eivada de ilegalidades, já tendo se atestado que os R$ 40 milhões foram para o ralo sem a aprovação dos canais e conselhos competentes dentro do fundo de previdência dos funcionários aparecidenses e mesmo com o Banco Master exibindo uma alta classificação de risco. Esse, leitoras e leitores, é um dos golpes mais conhecidos e mais antigos praticado no âmbito das administrações públicas e suas caixas de aposentadoria. O PT, nas gestões de Lula e Dilma Rousseff, levou essa ladroagem às alturas, comendo nas arcas dos correios, do BB, da Caixa, da Petrobrás e de outras grandes empresas federais. Fez escola, pelo jeito.
Funciona assim: sob a mediação de um corretor, é garantido um retorno, geralmente na faixa de 10%, para as autoridades que detêm o poder de direcionar o dinheiro sem dono dos fundos de pensão para inversões bichadas, a exemplo do Banco Master. Como a legislação exige notas elevadas para as instituições destinatárias, através de agências de risco de credibilidade, em tese somente bancos de alto nível de segurança mercadológica atrairiam essas verbas. Mas, em Aparecida, isso foi desconsiderado. É piada dizer que Einstein e Vilmarzim não sabiam disso, ambos protagonistas de inúmeros outros descalabros, suspeitíssimos. Não vai terminar bem. As digitais deles foram impressas lá, do começo ao fim.
Vale registrar que a Câmara Municipal de Aparecida, eternamente um Poder amorfo e sem expressão, vem tendo um papel relevante no esclarecimento dessa trapaça entre a prefeitura e o Banco Master. Polícia Federal ou a Polícia Civil ou ainda o Ministério Público se interessem, está tudo desvendado no depoimento prestado perante os vereadores aparecidenses pela atual presidente do fundo de previdência aparecidente, Márcia Tinoco (leia aqui). Ela contou e mostrou papeis desnudando um ato de pura bandidagem, perpetrado sem o menor pudor pela turma de Vilmarzim e Paniago. É com a leis que eles terão que se haver agora.